Logo Passei Direto
Buscar

Colibacilose Aviária: Causas e Sintomas

Resumo sobre colibacilose aviária causada por Escherichia coli; aborda microbiologia (Enterobacteriaceae, Gram‑negativo, LAC+, ágar MacConkey), patótipos (APEC e outros), antígenos (O,H,K,F), fatores de virulência, manifestações clínicas, transmissão e sorogrupos no Brasil.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

COLIBACILOSE AVIÁRIA
● Afecções causadas por Escherichia coli (E. coli)
Infecções
● Locais (ex: onfalite)
● Sistêmicas (colisepticemia)
● E. coli faz parte da microbiota intestinal - mas
algumas cepas são mais virulentas e se a ave
estiver imunossuprimida ela pode causar problemas
● Família enterobacteriaceae
○ Bastonete curto
○ Gram-negativo
○ Não esporulado
○ Anaeróbico facultativo
○ Flagelado – móvel favorecendo a disseminação da bactéria
○ LAC + (MacConkey) ou seja, elas fermentam a lactose no ágar
Por conta disso as colônias se tornam rosa quando fazemos o cultivo no ágar
MacConkey, que é um meio seletivo diferencial para enterobactérias, fica na
coloração rosa justamente pois as bactérias fermentam a lactose que está
presente no meio, com isso ocorre a viragem do indicador de pH ficando rosas,
bactérias que não fermentam a lactose ficam translúcidas nesse meio - cultivo
para bactérias gram negativas indicando a fermentação por lactose.
Recomenda-se a utilização do Ágar MacConkey em amostras clínicas que
contenham microbiota mista, como urina, fezes, feridas e secreções. As bactérias
gram negativas se desenvolvem melhor com essa técnica e se diferenciam por
apresentarem a habilidade de fermentar a lactose.
Diferente dos outros meios de cultura, o Ágar MacConkey é seletivo, pois
apresenta combinação de sais biliares e o cristal violeta, que inibem os
microrganismos gram positivos, assim reduzindo relativamente doenças
causadas por bactérias ou protozoários presentes nas fezes. Além disso, um dos
diferenciais do Ágar MacConkey é que as bactérias gram negativas produzem
colônias na cor rosa. As incapazes de fermentar permanecem incolores
● Em aves: geralmente sistêmica
● Secundária a outros agentes
● Manifestações extraintestinais - quadros reprodutivos, quadros articulares,
enfim vai depender de onde a bactéria vai se instalar
● Uma das principais doenças da avicultura industrial no mundo
Perdas econômicas devido à:
● Aerossaculite, celulite, colissepticemia, coligranuloma, doença respiratória
crônica (DRC)
● Onfalite, osteomielite, panoftalmia, peritonite, pericardite
● Pneumonia, pleuropneumonia, salpingite, síndrome da cabeça inchada
(SCI) onde vai ter o aumento do volume da barbarela da crista, sinovite -
justamente pois temos um quadro infeccioso bacteriano com liberação de
lipopolissacarídeos na corrente sanguínea fazendo com que ocorra esses
quadros de edema
Patótipos
● Enteropatogênicos (EPEC)
● Enterotoxigênicos (ETEC)
● Enteroinvasivos (EIEC)
● Entero-hemorrágicos (EHEC)
● Entero-agregativos (EAggEC)
● Uropatogênicos (UPEC)
● Meningite neonatal (NMEC)
● Enteropatogênicos de coelhos (REDEC)
● Patogênicos de aves (APEC) - que significa patogênico para aves
APEC
● Aerossaculite ( inflamação dos sacos aéreos)
● Polisserosite (inflamação das serosas de uma forma geral)
● Septicemia
● Outras doenças extraintestinais em galinhas, perus e outras espécies de
aves (por que extraintestinais? porque geralmente as infecções por E.coli
tendem a causar diarreias, quadros entéricos, e aqui não, aqui vamos ver
muitas vezes quadros extraintestinais com quadros não diarreicos mas
sistêmicos)
● Antígenos : Somático – LPS: “O”
■ Flagelar : “H”
■ Capsular: “K”
■ Fímbrias: “F”
Esses antígenos que as bactérias apresentam que favorecem a sua adesão,
colonização das mucosas, sua dispersão no organismo do animal. Todos esses
antígenos favorecem a disseminação da bactéria pelo organismo do animal
Outros Fatores de virulência que podem
estar presentes:
● Adesinas
● Toxinas
● Aerobactina
● Plasmídeos - que são os DNAs
extra cromossomais, que inclusive
podem transferir de uma bactéria para outra, como resistência de
antimicrobianos para uma bactéria para outra
● Colicina
● Resistência a proteínas do soro
● Antígenos capsulares complexos LPS
● Trato digestório das aves: concentrações de E. coli pode ser acima de 106
UFC/g (unidade formadora de colônia) de fezes
● Devido essa alta concentração de E.coli nas fezes das aves acontece uma
excreção contínua pelas fezes => isso faz com que a bactéria se dissemine
mundialmente, distribuição cosmopolita
● Pode permanecer nas criações por longos períodos, contaminando água e
alimentos (vias de transmissão)
● Contaminação fecal da casca do ovo: principal via de transmissão para
pintinhos => alta mortalidade embrionária *** caso ele não venha morrer
ao nascer ele terá quadros de onfalite
Epidemiologia
● Microbiota – 10-20% patogênicas – Patógeno Oportunista
● Roedores / aves silvestres => reservatórios
● Sorogrupos: O2, O21, O36, O50, O78, O88, O119 e O152 (mais prevalentes
em aves no Brasil) - os sorogrupos são identificados por provas
laboratoriais de microaglutinação, onde nós verificamos e classificamos as
bactérias, e dependendo podem ser classificadas como mais ou menos
virulentas. Geralmente esses antígenos O que são os antígenos LPS é
quem são utilizados para o diagnóstico
● Homem: O157:H7 – toxi-infecções alimentares
● Aves jovens (4-9 semanas): são mais suscetíveis aos quadros respiratórios
● Adultas: mais predispostas a quadros reprodutivos, como à salpingite
(associada ao nível hormonal de aves em postura) => pois os hormônios
da ovipostura favorecem a colonização da E. coli no oviduto é facilitada
quando o nível de estrógeno está elevado levando ao quadro de salpingite,
que por sua vez interfere no trabalho reprodutivo da ave
Fatores predisponentes:
● Alta densidade de aves
● Baixa ventilação
● Altas concentrações de amônia
● Elevada umidade da cama - favorece disseminação e proliferação de
fungos
● Variações extremas de temperatura
● Deficiência no processo de desinfecção
● Micotoxinas na ração
● Agentes infecciosos imunossupressores e/ou capazes de lesionar o epitélio
respiratório
○ Vírus da bronquite infecciosa
○ Pneumovirose aviária
○ Bordetella avium
○ Mycoplasma gallisepticum
○ Eimeria tenella (protozoário)
○ Ascaridia galli (helminto)
PATOGENIA
● E. coli => tecidos do hospedeiro => resposta inflamatória aguda ( por
conta dos LPs e todos os antígenos citados anteriormente)
● Esse antígenos vão promover o aumento da permeabilidade vascular =>
fluidos e proteínas se acumulam nos tecidos causando quadro de edema -
lesão no endotélio dos vasos causado pelo LPs e por outros antígenos
● Membranas edematosas; líquidos se acumulam em cavidades (podendo
gerar um quadro de peritonite e ascite que é aquele acúmulo de liquido)
● Eventualmente: exsudatos com aparência caseosa => fibrose (mas isso vai
indicar que o processo está um pouco mais crônico)
INFECÇÕES LOCALIZADAS
● Celulite
● Onfalite
● Salpingite (adultos)
● Síndrome da cabeça inchada (SCI)
INFECÇÕES SISTÊMICAS
● Colissepticemia e doença respiratória crônica complicada
● Coligranuloma (são abcessos que podem estar disseminados por órgãos e
tecidos cavitário das aves, ou mesmo na pele da ave)
● Sequelas de colisepticemia
● Leva a condenação da carcaça
Celulite
● Frangos de corte
● Condenações em abatedouros (aspecto da carcaça)
● Acúmulo de exsudato com aspecto caseoso no tecido subcutâneo das
aves, principalmente na região abdominal
● Inoculação da E.coli ocorre por fezes pelas unhas das aves durante o
processo de apanho (lesões na apanha) a fezes das unhas das vaes que
acabam se machucando na porção ventral, é uma lesão tão rápida que nos
momentos de espera para abate acaba evoluindo para lesão de celulite e
sendo descartada
● Pode estar relacionada a surtos de colibacilose na criação ou má qualidade
dos pintinhos em criações de alta densidade
● Isolados: sorogrupos O2 e O78 => produzem aerobactina e colicina (que
são enzimas que vão contribuir para a patogênia)
Aqui lesão hemorrágica supurativa, que é
um quadro de celulite produzido por
E.coli. Acaba não ficando restrita ao
subcutâneo, mas atinge órgãos e outros
tecidos
Podemos inclusive encontrar abcessos com
material caseoso na musculatura das aves
Notem a região abdominal ventral,a
quantidade de exsudato e processo
inflamatório, aqui já é um processo mais
cronico
Onfalite
● Contaminação dos ovos com fezes => galinhas infectadas
● Penetração de E. coli para o interior da casca => comprometimento do
saco vitelino ou morte do embrião - e se ele nascer tem grandes chances
de desenvolver a onfalite
● E. coli pode ser isolada em 70% dos casos de onfalite
● Outros patógenos: Proteus, Bacillus e Enterococcus
● Taxa de infecção pode ultrapassar 25% se a galinha estiver infectada
● Contaminação fecal + transmissão transovariana - se a ave tiver um
quadro de salpingite ela pode transferir a E.coli do seu oviduto para o
interior do ovo na formação do ovo
● Mortalidade embrionária é maior quando infecção ocorre no período final
de incubação
● Parede do saco vitelino torna-se edematosa
● Gema acastanhada, podendo conter massas caseosas
● Se o pintinho nascer: disseminação da bactéria nos 4 primeiros dias =>
com um quadro de pericardite
● Pintinho não absorve o saco vitelino => comprometimento do ganho de
peso e da transferência de Ac maternos - será um animal refugo com alta
taxa de mortalidade
Foto: Retenção de saco vitelino – onfalite com
aumento do volume abdominal bem
significativo com presença de exsudato
purulento
Foto do lado: Retenção de saco vitelino –
pintinho de 5 dias
Salpinge (adultos - é mais comum nos adultos) - inflamação das trompas de
falópio (tubas uterinas)
● Aves adultas são menos suscetíveis a quadros respiratórios, mas podem
apresentar salpingite
● Isso ocorre por conta da proximidade do saco aéreo abdominal esquerdo
com o oviduto
● Infecções ascendentes a partir da cloaca
● Massa caseosa no oviduto, que aumenta de tamanho progressivamente
● Persiste durante meses
● Aves afetadas morrem em seis meses
● As que sobrevivem raramente voltam à postura
● Degeneração e flacidez dos folículos ovarianos
● Derrame de folículos na cavidade abdominal: peritonite fibrinosa e
mortalidade aguda
● Aumento dos níveis de estrógeno => hipertrofia do epitélio uterino =>
favorecimento da infecção ascendente
Foto: ooforite por
E.coli em ave
Foto: Peritonite
após ruptura de
folículos ovarianos
na cavidade
abdominal da ave
Síndrome da Cabeça Inchada (SCI)
● Associação de E. coli com pneumovírus ou vírus da bronquite
● Celulite aguda ou subaguda que envolve a área da cabeça e dos olhos
● Segue-se quadro respiratório agudo => sinusite e edema peri e
infra-orbitário
● Comprometimento do SNC => torcicolo, opstótono e incoordenação
motora
● Duração: 2-3 semanas
● Mortalidade: 3-4%
● Redução da produção de ovos: 2-3%
● Lesão viral: redução dos cílios do epitélio respiratório => infecção
secundária por E. coli
● Aumento da produção de muco => processo inflamatório das glândulas do
trato respiratório
● Lesões:
○ Edema facial
○ Celulite
○ Exsudato caseoso de coloração amarelada no espaço aéreo dos
ossos do crânio
○ Áreas lesionadas podem se estender em direção ao nervo óptico e
meninges
○ Citotoxina: responsável pelo edema
Fotos: Síndrome da Cabeça Inchada (SHS) – E. coli + Pneumovirus
Colissepticemia e doença respiratória crônica complicada
● E. coli na circulação sanguínea
● Quadro respiratório em aves de 4-9 semanas de idade
● Evolução para septicemia
● Agentes respiratórios: perda de cílios traqueais e aumento de muco =>
colonização por E. coli
● Porta de entrada: trato respiratório superior
● Colonização por E. coli na traqueia => disseminação para sacos aéreos e
tecidos adjacentes
● Lesões: aerossaculite, pericardite, periepatite (tríade de condenação de
carcaça) perdas econômicas significativas
● Sacos aéreos espessados, com exsudato caseoso
● Espessamento do pericárdio, presença de exsudato fibrinoso, de coloração
amarelada
● Morte aguda em seis horas: ausência de lesões
● Aves acometidas: pneumonia, pleuropneumonia e peritonite
● Evolução rápida para septicemia => alta mortalidade
● Aves sobreviventes: salpingite, panoftalmite, meningoencefalite, celulite,
osteomielite, sinovite, esplenomegalia, fígado esverdeado e congestão
muscular
Polisserosite serofibrinosa por E. coli
foto: Enterocolite por E. coli
Coligranuloma
● Sinonímia: Doença de Hjarre
● Granulomas em diferentes órgãos (fígado, mesentério e duodeno, exceto
baço)
● Lesões nas serosas semelhantes a tumores por leucose
● Perus: relacionado à tiflite piogranulomatosa ou hepatite
● Forma atípica de colibacilose sistêmica
● Mortalidade de até 75% quando o lote é afetado
foto: Coligranuloma em cecos
Foto: Coligranuloma em fígado
Sequelas de colisepticemia
● Sinovite e osteoartrite
○ Comprometimento das articulações, ossos e tecidos adjacentes
● Meningoencefalite
○ Zonas com perda de cor ao redor dos vasos meningeais
● Panoftalmite
○ Geralmente unilateral; exsudato fibrino-heterofílico que pode
progredir para lesão granulomatosa
DIAGNÓSTICO
● Clínico
● Laboratorial
○ Isolamento bacteriano (órgãos internos e sangue)
○ Sorologia - Antígenos
○ Molecular: PCR – fatores de virulência
● Necropsia
Isolamento
● Suspeita de colissepticemia: amostras de sangue do coração ou do fígado,
colhidas assepticamente
● Lesões fibrinopurulentas: suabes de exsudato do pericárdio, sacos aéreos
ou articulações
● Medula óssea
● Meios de cultura: MacConkey, ágar eosina azul de metileno (EMB), série
bioquímica para enterobactérias
Diagnóstico Diferencial
● Mycoplasma (aerossaculite)
● Chlamydophila (aerossaculite e pericardite)
● Pasteurella e Salmonella (pericardite e septicemia)
● Bacterioides (granulomas no fígado)
● Vírus respiratório
Tratamento
● Antimicrobianos:
○ Classe I: enrofloxacina (uso comum em humanos)
○ Classe II: eritromicina, penicilina, gentamicina, sulfonamida, ceftiofur,
tetraciclina (uso moderado em humanos)
○ Classe III: estreptomicina, neomicina, bacitracina, tilosina,
lincomicina, espectinomicina (uso incomum em humanos – de
eleição para aves)
Tratamento - limitações
● Custo
● Existência de cepas multirresistentes a antimicrobianos
Profilaxia e Controle
● Evitar estresse
● Biosseguridade – desinfecção, concentração de amônia, ventilação,
temperatura, umidade...
● Maior tempo de vazio sanitário (duas semanas)
● Desprezar ovos sujos
● Uso de probióticos
● Vitaminas A, E, D e C na ração
● Vacinas – bacterinas
● Baixa proteção cruzada contra diferentes sorogrupos
● Novas vacinas: pili bacteriano => busca por antígenos comuns a vários
sorogrupos
ATIVIDADE
Explique resumidamente o que é a tríade da condenação da carcaça, na
Colibacilose aviária.
A partir da colonização por E. coli na traqueia, ocorre disseminação para sacos
aéreos e outros tecidos adjacentes, logo gerando algumas lesões, dentre essas
lesões temos, aerossaculite, pericardite e periepatite, que são lesões que levam a
denominação de tríade de condenação de carcaças, determinando as carcaças
que serão condenadas, havendo perda econômica.