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1 
ANA PAULA – XXII 
HEMATOLOGIA – ATD1 
 
 hemograma 
 
O hemograma não requer jejum para 
coleta, mas é recomendado jejum porque 
quando se faz a avaliação do hemograma 
se pede mais exames juntos que precisam 
de jejum. 
Coletado em um tubo com tampa roxa que 
contém um anticoagulante (EDTA). 
O tempo para o resultado do hemograma 
depende do laboratório (em torno de 1h na 
emergência). 
 
 
 
Coleta a amostra, coloca no aparelho e ele 
faz toda a contagem. 
Cada aparelho faz em um tempo, mas em 
média, em 1 hora, um aparelho faz em torno 
de 50 hemogramas. 
Em 1 minuto um hemograma fica pronto, 
desde que não tenha anormalidades. 
Existem hemogramas mais completos, que 
além da contagem faz a lâmina e realiza a 
leitura das células. 
Mas ainda assim é preciso examinar as 
lâminas que são mais difíceis e, dependendo 
do laboratório, mais ou menos 60% das 
lâminas são examinados. 
 
 
• SÉRIE VERMELHA/ERITROGRAMA: 
o hemácias/eritrócitos 
o hemoglobina 
o hematócrito 
 Hemácias Hemoglobina Hematócrito 
H 4,5 – 6,5 13 – 18 40 – 54 
M 4 – 5,6 12 – 16,5 35 - 47 
C 4,5 – 4,7 11,5 – 14,8 37 – 44 
RN 4 – 5,6 11,5 – 19,6 44 - 62 
G 4,5 – 4,7 9,5 – 12,5 32 – 44 
A gestante tem o chamado anemia 
fisiológica da gravidez (sempre vai 
apresentar um pouquinho de anemia), por 
isso que se suplementa ferro na gravidez. 
• SÉRIE BRANCA/LEUCOGRAMA: 
Leucócitos ou glóbulos brancos (contagem 
total/global). 
Contagem diferencial: 
o Neutrófilos bastonetes 
o Neutrófilos segmentados 
o Eosinófilos 
o Basófilos 
o Linfócitos 
o Monócitos 
 V. relativo V. absoluto 
Bastonetes 1 - 6 Até 840 
Segmentados 50 – 68 1.700 – 8.000 
Eosinófilos 1 - 4 50 - 500 
Basófilos 0 – 1 0 – 100 
Linfócitos 18 – 30 900 – 2.900 
Monócitos 1 – 9 300 – 900 
 
 
2 
ANA PAULA – XXII 
HEMATOLOGIA – ATD1 
Leucócitos 
total 
100% 3.500 – 10.500 
/mm3 
 
A somatória das porcentagens tem que dar 
100, e a soma do valor absoluto tem que 
somar ao número total de leucócitos. 
• ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS (referentes à 
serie vermelha) 
o VCM 
o HCM 
o CHCM 
o RDW (medida da anisocitose) 
 
 VCM HCM CHCM 
H 82 – 101 29,9 – 33,9 11,8 – 15,6 
M 81 – 101 23,3 – 32,9 11,9 – 15,5 
C 77 – 95 23,2 – 31,7 11,9 – 15,5 
OBS: a hemoglobina e o VCM são os 
resultados mais importantes para o 
hematologista. 
A partir de um certo mês, os pediatras 
repõem ferro em crianças até os 5 anos de 
idade. 
VCM, HCM, CHCM normais: normocitocitose 
VCM ↓: microcitose 
VCM ↑: macrocitose 
HCM ↓: hipocromia 
CHCM ↓: hipocromia 
• CONTAGEM DE PLAQUETAS: 
A contagem é feita por meio de um 
aparelho. 
Valor de referência: 140.000 a 450.000/mm3 
Aumentam nas hemorragias (para formar o 
tampão hemostático) 
Diminuem nas purpuras (porque tem 
destruição das plaquetas quando elas 
chegam no sangue periférico) 
Plaquetas muito aumentadas podem causar 
trombose. 
Pseudoplaquetopenias: quando as 
plaquetas ficam agregadas ao redor dos 
leucócitos elas não são contadas. Além 
disso, uma coleta inadequada (quando elas 
ficam agregadas entre si) podem causar um 
quadro de pseudoplaquetopenias também. 
São situações raras, mas é preciso lembrar 
que elas existem. 
 
 
 
 
• Identifica anormalidade de forma, 
tamanho, cor, deformidade* 
• Identifica parasitas hemácias (o aparelho 
não detecta) 
• Formação de rouleaux (acúmulo de 
hemácias) 
• Presença de eritroblastos* 
• Corpúsculos intrahemáticos 
• Corpúsculos extrahemáticos 
 
 *o aparelho consegue confirmar sozinho 
 
 
o Anisocitose: hemácias de diferentes 
tamanhos (a intensidade dessa alteração 
é indicada em cruzes) 
o Hipocromia: hemácias descoradas por 
falta de hemoglobina 
o Microcitose: hemácias de tamanho 
reduzido 
o Macrocitose: hemácias de tamanho 
aumentado 
o Hemácias em alvo (aparece na 
talessemia) 
o Hemácias em lágrima (mielofribose) 
o Hemácias falciformes/drepanocitos 
(anemia facilforme) 
o Hemácias em rouleaux (hemácias 
empilhadas por uma hiperviscosidade 
sanguínea) 
o Esferócitos (anemias hemolíticas ou 
doença chamada esferocitose 
congênita hereditária) 
o Esquisocitos (hemácias 
esquisitas/deformadas) → são hemácias 
que estão sofrendo trauma por alguma 
agressão autoimune ou infecciosa 
o Policromasia → hemácias com tom 
azulado (representa que essa hemácia é 
um reticulócito, mas para isso é preciso 
fazer uma coloração especial). 
o Poiquilocitose → hemácias de formas 
diferentes (também classificada em +) 
o Estomatocitos → típico da estomatocitose 
Os valores de referência ao nível do mar são 
diferentes dos valores na altitude por causa da 
proporção de oxigênio ao nível do mar, que é 
superior à proporção de oxigênio em altas 
altitudes (tensão de oxigênio). 
 
3 
ANA PAULA – XXII 
HEMATOLOGIA – ATD1 
o Eritroblastos → presença de eritroblastos 
no sangue periférico ocorre quando há 
uma grande solicitação à MO para 
produção de eritoblastos 
o Corpúsculos de Howell-Jolly → 
fragmentos 
 
 
✓ Leucocitose 
✓ Leucopenia 
✓ Neutrofilia 
✓ Neutropenia 
✓ Eosinofilia 
✓ Eosinopenia 
✓ Linfocitose 
✓ Linfocitopenia 
✓ Monocitose 
✓ Monocitopenia 
• INTERPRETAÇÃO DO LEUCOGRAMA: 
o Desvio à esquerda: aumento dos 
leucócitos bastonetes em resposta 
principalmente à uma infecção 
bacteriana. 
o Linfócitos atípicos: aparece em muitas 
viroses. Linfócitos reativos à essa infecção 
viral. Terminada à infecção os linfócitos 
retornam ao normal. 
o Células imaturas: células que 
normalmente não estão presentes no 
sangue periférico, como formas mais 
jovens da linhagem. 
Também tão chamadas assim as células 
leucêmicas, também é preciso identificar 
qual a sua morfologia. 
Mieloblastos 
Promielocitos 
Mielócitos 
Bastonetes 
Presentes em casos de infecções (é o 
chamado desvio à esquerda por infecção 
bacteriana grave) 
o Outras anormalidades: 
- granulações toxicas dos neutrófilos 
- microvacuolização citoplasmática dos 
neutrófilos 
- blastos → leucemia 
- neutrófilos plurisegmentados 
 
 
 
• CAUSAS DE EOSINOFILIA: 
o Parasitoses (pedir exame de fezes) 
o Processos alérgicos 
o Dermatites 
o Síndrome de Loeffler → decorrentes de 
uma verminose ou por alteração alérgica 
o Síndrome hipereosinofílica → quando não 
se encontra a causa 
o Leucemia eosinofilica → extremamente 
rara 
o Pós irradiação 
o Pós esplenectomia 
o Outras: 
- linfoma de Hodking 
- carcinomatoses 
- poliarterite nodosa 
- sarcoidose 
- colite ulcerativa 
- eritema multiforme 
Lembrar que a parasitose não se faz o 
exame apenas por exame de fezes, também 
é preciso fazer uma sorologia. Lembrar 
também que há parasitoses que são 
transmitidas por animais. 
Diante de um quadro de eosinofilia pensar 
principalmente em: parasitoses, processos 
alérgicos e dermatites. 
• CAUSAS DE BASOFILIA: 
o Processos alérgicos 
o Síndromes mieloproliferativas 
o Leucemia mieloide crônica 
• CAUSAS DE NEUTROFILIA: 
o Infecção aguda 
o Processos inflamatórios 
o Fisiológico (ex: exercício físico intenso e 
gravidez) 
Primeiro aumenta os neutrófilos segmentados 
seguidos dos bastonetes. 
• CAUSAS DE LINFOCITOSE: 
o Infecções agudas e crônicas 
o Doenças linfoproliferativas 
o Neoplasias não hematológicas (porque 
os doentes são tratados com 
quimioterápicos que lesam a MO e 
reduzem a produção da linhagem 
granulocítica) 
o Hemograma de criança 
o Infecções virais 
 
4 
ANA PAULA – XXII 
HEMATOLOGIA – ATD1 
o Anemia aplástica → medula óssea é 
substituída por gordura e para de produzir 
a linhagem granulocítica. 
o Com atipia linfocitária: 
- Dengue, Zika, Chikungunya 
- mononucleose infecciosa 
- citomegalovírus 
• CAUSAS DE MONOCITOSE: 
o Infecções agudas e crônicas 
o Doenças hematológicas 
o Neoplasias não hematológicas 
• CAUSAS DE PLASMOCITOSE: 
o Infecçõesvirais 
o Leucemia de células plasmáticas 
o Infecções crônicas 
 
 
Indivíduos negros podem estar com 
leucopenia fisiológica, o que é normal, 
mesmo sem apresentarem doença alguma. 
• NEUTROPENIA: 
o Infecções virais e bacterianas 
o Calazar → indivíduo do Norte ou 
Nordeste, com baço aumentado, 
caquexia (Leishmaniose). 
Quando o neutrófilo passa por um baço 
aumentado, vai ser destruído em maiores 
quantidades que o normal. 
o Intoxicação por agentes químicos e 
físicos (quimioterápicos e radiação) 
o Doenças hematológicas 
o Congênita e cíclica (principalmente em 
mulheres próximos ao ciclo menstrual) 
• EOSINOPENIA E LINFOCITOPENIA: 
o Fase aguda das infecções 
o Doenças auto-imunes 
o Imunodeficiência (pedir teste de HIV) 
 
 
Não fazem parte do hemograma. 
Devem fazer o pedido à parte. 
São corados com azul cresil brilhante (mostra 
restos de RNA citoplasmáticos que estão 
dentro do glóbulo vermelho). 
Valores de referência: 0,5 a 2% 
Aumentam nas hemólises. 
Diminuem nas aplasias. 
 
 
• HIPOCRÔMICAS E MICROCÍTICAS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
• HEMÁCIAS FALCIFORMES: 
 
• ESFERÓCITOS: 
 
Anisocitose, microcitose e macrocitose. 
Aquela célula mais azulada na direita indica 
presença de reticulócitos. 
• CORPUSCULO DE HOEWLL-JOLLY: 
 
• ESQUISÓCITOS: 
 
Anisocitose, poiquilocitose, hemácias em 
alvo, esferócito. 
 
5 
ANA PAULA – XXII 
HEMATOLOGIA – ATD1 
• HEMÁCIA EM ALVO: 
 
Aparecem em insuficiência hepática e 
talassemias. 
• ROULEAUX DE HEMÁCIAS: 
 
A população mundial está envelhecendo, e 
o mieloma múltiplo pode causar essa 
alteração. 
• ANOMALIA DE PELGER: 
 
• NEUTROFILIA: 
 
• EOSINOFILIA: 
 
• LINFÓCITOS ATÍPICOS: 
 
 
• NEUTRÓFILO PLURISEGMENTADO: 
 
 
 
 
 
 
 
Aparece em anemia megaloblástica (dosar 
vitamina B12). 
 
Anemia hipocrômica e microcítica (VCM 
abaixo de 100). 
7,2 é uma anemia muito baixa → bastante 
sintomatologia. 
Ferro ↓ 
Ferritina: ↓ 
Leucograma normal. 
 
 
 
Hemácias estão em quantidade normal, mas 
a hemoglobina está baixa. 
VCM ↓ → anemia microcítica e hipocrômica. 
Anemia ferropriva 
 
6 
ANA PAULA – XXII 
HEMATOLOGIA – ATD1 
O paciente está produzindo hemácias, mas 
são hemácias descoradas e pequenas. 
Ferro e ferritina muito reduzidos. 
Gastrectomia: não absorve o ferro da 
alimentação (o tratamento será injetar ferro 
periodicamente). 
O leucograma está normal. 
Anemia hipocrômica e microcítica ferropriva 
secundária a uma gastrectomia. Pode ter 
deficiência à vitamina B12 também. 
 
 
 
Não tem hemoglobina suficiente para 
encher os glóbulos vermelhos. 
VCM muito reduzido. 
Ferro e ferritina baixos. 
Metrorragia → causa muito frequente de 
anemia ferropriva em mulheres. 
Anemia hipocrômica e microcítica ferropriva 
por metrorragia. 
Não adianta tratar a anemia sem tratar a 
metrorragia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Plaquetas um pouco acima do normal (deve 
ser por causa da hemorragia). 
Hemácias em abundancia, mas não tem 
hemoglobina o suficiente. 
VCM diminuído. 
Ferro diminuído, ferritina normal → pode ser 
normal porque a paciente já fez um 
tratamento anterior ou a paciente está com 
uma infecção que aumentou a ferritina. 
Miomatose uterina → outra causa frequente 
de anemia ferropriva em mulheres. 
Leucograma normal. 
 
 
 
 
O sinal é invertido, o VCM está muito 
reduzido. 
Estamos em frente a uma anemia 
hipocromica microcítica. 
Ferro e ferritina muito baixos. 
 
7 
ANA PAULA – XXII 
HEMATOLOGIA – ATD1 
Paciente fez cirurgia bariátrica → deficiência 
de ferro e vitamina B12. 
No leucograma ndn. 
 
 
Anemia bastante importante. 
VCM ↓. 
Ferro e ferritina ↓. 
Leucograma normal. 
É um paciente cardiopata. 
É uma anemia hipocrômica, microcítica 
ferropriva em um paciente cardiopata. 
Tratamento por meio de transfusão (por ser 
um paciente de idade). 
Ele tem hemorragia porque ele usa o anti-
agregante plaquetário que não pode ser 
retirado, por isso que o tratamento deve ser 
transplante. 
Cada bolsa que transfunde aumenta a 
hemoglobina em 1 ponto. Portanto, esse 
paciente precisaria de uma transfusão de 4 
bolsas. Contudo, não poderá ser dado de 
uma vez, pois seria uma sobrecarga 
volêmica ao coração desse idoso, tem que 
ter cautela. 
Quadro muito comum em pacientes de 
utilizam anti-agregantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anemia hipocrômica e microcítica. 
Ferro e ferritina baixos (anemia ferropriva). 
Leucograma normal. 
Sempre que for possível tratar sem 
transfusão, se evita essa transfusão. 
A transfusão deve ser feita de acordo com o 
quadro clínico, se há ou não disfunção 
hipovolêmica. 
A transfusão é muito segura atualmente, mas 
ainda há muitos riscos, por isso que se evita 
ao máximo (utilizado apenas em últimos 
casos). 
 
 
 
VCM alto. 
Presença de alterações morfológicas na 
linhagem eritroide + presença de 
eritroblastos. 
Policromasia → eristroblastos 
 
8 
ANA PAULA – XXII 
HEMATOLOGIA – ATD1 
Anemia macrocítica. 
Paciente que apresenta anemia falciforme 
(em geral a hemoglobina nesses pacientes é 
mais baixa, o que indica por esse exame que 
esse paciente foi transfundido ou está 
respondendo muito bem ao medicamente). 
A anemia desse paciente é macrocitica por 
causa do uso do medicamento hidroxiureia.

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