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ESTUDE DE CASO - JUÍZO FINAL
O Juízo Final foi criado pelo renomado renascentista italiano Michelangelo, e está na 
parede do altar da Capela Sistina, no Vaticano. O trabalho precisou de quatro anos para ser 
concluído, começando em 1536 e sendo concluído em 1541, vinte anos após a conclusão do Teto 
do Capela Sistina. A obra é majestosa, com 13,7 metros de largura por 12,2 de altura, aproveita 
toda a parede que fica atrás do altar, dominada pela figura central de um Cristo juiz implacável e 
temível. A representação do Juízo Final é sombria e uma composição de corpos sem real estrutura. 
No total estão representados trezentos e noventa e um corpos, originalmente retratados a nu 
(incluindo a Virgem). Como fundo temos um céu que se rasgou e na parte inferior vemos como os 
anjos tocam as trombetas anunciando o Juízo Final. As almas dos seres humanos ascendem ao 
Paraíso ou descem ao Inferno, dependendo de como são julgados por um Cristo cercado de santos 
importantes como Pedro, Catarina de Alexandria, Lourenço, Bartolomeu, Paulo, João Batista e a 
Virgem Maria. Este trabalho foi encomendado a Michelangelo pelo Papa Clemente VII (1478-
1534), mas a obra só teria início após a morte desse Papa e já sob o pontificado de Paulo III (1468-
1549).
O Juízo final causou muitas polêmicas, provocando longos debates entre os críticos da 
Contra-Reforma Católica e os que visualizaram a genialidade de Michelangelo. Como todas as 
figuras desta obra foram pintadas a nu, nos anos que se seguiram a controvérsia foi aumentando 
de tom, pois muitos foram os que acusaram a Igreja de hipocrisia e consideravam a pintura de 
pornografia. O artista foi acusado de ser extremamente insensível ao evento descrito, imprimindo 
um estilo “inadequado” ao conteúdo da obra. Para muitos críticos, Michelangelo colocou em O 
Juízo Final tudo o que estava sentindo em relação ao caos cultural, político e religioso que se abatia 
sobre a Europa – e a Igreja, em particular – nesse período da história. Temendo o pior, a Igreja, na 
pessoa do Papa Clemente VII (1478- 1534) encomendou que alguns nus fossem repintados, em 
uma tentativa de preservar a obra original, impedindo assim a sua destruição. A maioria das 
genitálias expostas foram cobertas após a morte de Michelangelo (1564), por Daniele da Volterra
Um dos frangmentos da obra, mostra ao lado de Cristo a Virgem Maria olha para o lado, faz 
um gesto, como que recusando-se a enxergar o caos, a miséria, o sofrimento e como todos os 
pecadores vão ser lançados no inferno. 
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https://www.hypeness.com.br/2020/08/as-polemicas-e-controversias-por-tras-de-o-juizo-final-de-
michelangelo/
Alguns dos personagens representados são Cristo cercado de santos importantes como 
Pedro, Catarina de Alexandria, Lourenço, Paulo, João Batista e São Bartolomeu que em uma mão 
segura a faca do seu sacrifício e na outra a sua pele esfolada, e na qual Michelangelo decidiu 
conceber seu autorretrato. Assim, a cara deformada da pele esfolada é a do próprio artista, talvez 
uma metáfora para representar a sua alma torturada.
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https://www.culturagenial.com/afrescos-teto-capela-sistina/
BIBLIOGRAFIA:
https://www.infoescola.com/pintura/juizo-final-michelangelo/
https://www.culturagenial.com/afrescos-teto-capela-sistina/
https://artout.com.br/juizo-final-michelangelo/
https://www.hypeness.com.br/2020/08/as-polemicas-e-controversias-por-tras-de-o-juizo-final-de-
michelangelo/
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