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@poli.canuto . Anamnese (do grego aná –trazer de novo + mnesis –memória) significa trazer de volta à mente todos os fatos relacionados com a doença e o paciente; o que precisa saber para solucionar a problemática do paciente; De início, deve-se ressaltar que a anamnese é a parte mais importante da medicina: primeiro, porque é o núcleo em torno do qual se desenvolve a relação médico-paciente, que, por sua vez, é o principal pilar do trabalho do médico; segundo, porque é cada vez mais evidente que o progresso tecnológico somente é bem utilizado se o lado humano da medicina é preservado; A anamnese, se bem-feita, culmina em decisões diagnósticas e terapêuticas corretas; se malfeita, em contrapartida, desencadeia uma série de consequências negativas, as quais não podem ser compensadas com a realização de exames complementares, por mais sofisticados que sejam; tudo depende da anamnese; Já se pode afirmar que uma das principais causas da perda de qualidade do trabalho médico é justamente a redução do tempo dedicado à anamnese; A realização de muitos exames complementares não resolve o problema; pelo contrário, agrava-o ao aumentar os custos, sem crescimento paralelo da eficiência. Escolher o(s) Exame(s) adequado(s), entre tantos disponíveis, é fruto de um raciocínio crítico apoiado quase inteiramente na anamnese. A anamnese direciona para gerar os exames; Em essência, a anamnese é uma entrevista, e o instrumento de que nos valemos é a palavra falada, com exceções dos pacientes surdos ou com dificuldade de sonorização; A anamnese não é simplesmente uma conversa, haja vista que, esse diálogo obtém objetivo e finalidades preestabelecidos para reconstituição dos fatos e dos acontecimentos direta ou indiretamente relacionados com a situação anormal do paciente; Importância da anamnese: o conhecimento da anamnese permite o direcionamento dos exames físicos; Possibilidades e objetivos da anamnese: Condições para uma boa relação médico-paciente; Conhecer, por meio da identificação, os determinantes epidemiológicos que influenciam o processo saúde- doença; História clínica, detalhada e cronologicamente; Registrar e desenvolver práticas de promoção da saúde; Avaliar o estado de saúde passado e presente do paciente, conhecendo os fatores pessoais, familiares e ambientais que influenciam na saúde-doença; Anamnese Aspectos gerais: @poli.canuto Conhecer hábitos de vida do paciente, condições socioeconômicas e culturais; Avaliar os sintomas de cada sistema corporal; Paciente informado ou expert: com o grande advento tecnológico, o paciente adquire grandes informações, que normalmente, seriam transmitidos pelo médico, transformando a anamnese de relato para a anamnese dialogada; A história clínica, portanto, não é o simples registro de uma conversa. É mais do que isso: é o resultado de uma entrevista com objetivo explícito, conduzida pelo examinador e cujo conteúdo foi elaborado criticamente por ele; Muito mais fácil é aprender a manusear aparelhos, já que eles obedecem a esquemas rígidos, enquanto as pessoas apresentam individualidade, característica humana que exige do médico flexibilidade na conduta e capacidade de adaptação- a confiança passa a ser criada após dezenas de entrevistas; Para fazer uma entrevista de boa qualidade, antes de tudo o médico deve estar interessado no que o paciente tem a dizer (escuta ativa). Ao mesmo tempo, é necessário demonstrar compreensão e desejo de ser útil àquela pessoa, com a qual assume um compromisso tácito que não tem similar em nenhuma outra relação inter-humana; Não há tempo exato para dedicar-se a anamnese; o estudante gasta muito tempo, pois deve conhecer todo o percurso para depois criar atalhos dependendo da circunstâncias; Nas doenças agudas ou de início recente, em geral apresentando poucos sintomas, é perfeitamente possível conseguir uma história clínica de boa qualidade em 10 minutos, ao passo que nas doenças de longa duração, com sintomatologia variada, não se gastarão menos do que 30 a 60 minutos; A pressa é o defeito de técnica mais grosseiro que se pode cometer durante a obtenção da história- pode gerar consequências drásticas; Espírito preconcebido: erro técnico, que pode ser natural e inconsciente do examinador, originada de um especial interesse por determinada enfermidade ou por partes da medida; Anamneses perfeitas só podem ser realizadas por médicos experientes, que reconhece os sintomas, logo, o tratamento para tais; Todo paciente apresenta particularidades que escapam a qualquer esquematização rígida. Idiossincrasias ou intolerâncias que a anamnese traz à tona podem ser decisivas na escolha de um recurso terapêutico; Existem alguns pacientes que conduzem a anamnese, respondendo o que lhes interessam, questionando o médico, levantando questões e até sugerindo diagnósticos. Sendo assim, o médico deve retomar a entrevista de forma habilidosa; Recomendações para uma boa anamnese: Primeiro contato que é a melhor oportunidade de relação médico- paciente; Cumprimente o paciente; Demonstre atenção ao que está sendo dito pelo paciente e procure identificar alguma condição especial para saber conduzir a entrevista; @poli.canuto Compreender as condições socioculturais do paciente; Perspicácia e tato são indispensáveis para os dados; SEMIOTÉCNICA: Não basta pedir ao paciente que relate sua história e anotá-la. Muitos pacientes têm dificuldade para falar e precisam de incentivo; outros – e isto é mais frequente – têm mais interesse em narrar as circunstâncias e os acontecimentos paralelos do que relatar seus padecimentos; O médico tem de estar imbuído da vontade de ajudar o paciente a relatar seus padecimentos; APOIO: Afirmações de apoio despertam segurança no paciente. Dizer, por exemplo, “Eu compreendo” em momento de dúvida pode encorajá-lo a prosseguir no relato de alguma situação difícil; REFLEXÃO: repetição das palavras que o médico considerar as mais significativas durante o relato do paciente; ESCLARECIMENTO: o médico procura definir de maneira mais clara o que o paciente está relatando. Por exemplo, se o paciente se refere à tontura, o médico, por saber que esse termo tem vários significados, procura esclarecer a qual deles o paciente se refere (vertigem? Sensação desagradável na cabeça); CONFROTAÇÃO: consiste em mostrar ao paciente algo acerca de suas próprias palavras ou comportamento. INTERPRERTAÇÃO: o médico faz uma observação a partir do que vai notando no relato ou no comportamento do paciente. Por exemplo: “Você parece preocupado com os laudos das radiografias que me trouxe.” RESPOSTA EMPÁTICA: é a intervenção do médico mostrando “empatia”, ou seja, compreensão e aceitação sobre algo relatado pelo paciente. A resposta empática pode ser por palavras, gestos ou atitudes: colocar a mão sobre o braço do paciente, oferecer um lenço se ele estiver chorando ou apenas dizer a ele que compreende seu sofrimento; OBS: deve estar claro pra o médico as informações transmitida pelo paciente; SILÊNCIO: pode ser o mais adequado quando o paciente se emociona ou chora. Saber o tempo de duração do silêncio faz parte da técnica e da arte de entrevistar. ELEMENTOS DA ANAMNESE: A identificação é o perfil sociodemográfico do paciente que permite a interpretação de dados individuais e coletivos.Apresenta múltiplos interesses; o primeiro deles é de iniciar o relacionamento com o paciente; A data em que é feita a anamnese é sempre importante e, quando as condições clínicas modificam-se com rapidez, convém acrescentar a hora. NOME: Primeiro dado da identificação. Nunca é demais criticar o hábito de designar o paciente pelo número do leito ou pelo diagnóstico; IDADE: Cada grupo etário tem sua própria doença, e bastaria essa assertiva para tornar clara a importância da idade; SEXO; GÊNERO: há enfermidades que só ocorrem em determinado sexo. Exemplo clássico é a hemofilia, transmitida pelas mulheres, mas que só aparece nos homens. É óbvio que existem doenças Identificação @poli.canuto específicas para cada sexo no que se refere aos órgãos sexuais; COR; ETNIA; A influência da etnia no processo do adoecimento conta com muitos exemplos; o mais conhecido é o da anemia falciforme, uma alteração sanguínea específica dos negros, mas que, em virtude da miscigenação, pode ocorrer em pessoas de outra cor. Outro exemplo é a hipertensão arterial, que mostra comportamento evolutivo diferente nos pacientes negros; pacientes brancos tem mais chance de desenvolverem câncer; ESTADO CIVIL; PROFISSÃO; LOCAL DE TRABALHO: Em certas ocasiões, existe uma relação direta entre o trabalho do indivíduo e a doença que lhe acometeu. Enquadram-se nessa categoria as chamadas doenças profissionais e os acidentes de trabalho. Por exemplo, indivíduos que trabalham em pedreiras ou minas podem sofrer uma doença pulmonar determinada por substâncias inaladas ao exercerem sua profissão; chama-se pneumoconiose, e é uma típica doença profissional. O indivíduo que sofre uma fratura ao cair de um andaime é vítima de um acidente de trabalho; NATURALIDADE; PROCEDÊNCIA: residência anterior do paciente; RESIDÊNCIA: endereço do paciente; As doenças infecciosas e parasitárias se distribuem pelo mundo em função de vários fatores, como climáticos, hidrográficos e de altitude; Citemos como exemplos a doença de Chagas, a esquistossomose, a malária e a hidatidose. A distribuição geográfica dessas endemias deve estar na mente de todos nós, pois a todo momento nos veremos diante de casos suspeitos. NOME DA MÃE; NOME DO RESPONSÁVEL; RELIGIÃO; A religião à qual o paciente se filia tem relevância no processo saúde- doença. Alguns dados bastante objetivos, como a proibição à hemotransfusão em testemunhas de Jeová e o não uso de carnes pelos fiéis da Igreja Adventista, têm uma repercussão importante no planejamento terapêutico; FILIAÇÃO A ÓRGÃOS, INSTITUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS E PLANOS DE SAÚDE: Ter conhecimento desse fato possibilita o correto encaminhamento para exames complementares, outros especialistas ou mesmo a hospitais, nos casos de internação. O cuidado do médico em não onerar o paciente, buscando alternativas dentro do seu plano de saúde, é fator de suma importância na adesão ao tratamento proposto OBS: deve verificar a confiabilidade dos fatos dados; O motivo que levou o paciente a procurar o médico, repetindo, se possível, as expressões por ele utilizadas; É uma afirmação breve e espontânea, geralmente um sinal ou um sintoma, nas próprias palavras da pessoa que expressa o motivo da consulta. Pode ser uma anotação entre aspas para indicar que se trata das palavras exatas do paciente. Contudo, não aceitar, tanto quanto possível, “rótulos diagnósticos” referidos à guisa de queixa principal; algumas vezes é razoável o registro de um diagnóstico como motivo da consulta. Queixa principal: @poli.canuto Cumpre ressaltar que é um risco tomar ao pé da letra os “diagnósticos” dos pacientes. Por comodidade, pressa ou ignorância, o médico pode ser induzido a aceitar, dando ares científicos a conclusões diagnósticas oferecidas pelos pacientes ou seus familiares. As consequências de tal procedimento podem ser muito desagradáveis; Quando o paciente chega ao médico encaminhado por outro colega ou outra instituição da área de saúde, no item correspondente à “queixa principal” registra-se de modo especial o motivo da consulta. OBS: Quando não há queixa, basta colocar o motivo da consulta; exemplo: consulta pré-natal; rotina; História da doença atual é um registro cronológico e detalhado do motivo que levou o paciente a procurar assistência médica, desde o início até a data atual; HDA boa consta: Deixe o paciente abordar a doença; Identifique o sintoma-guia; Descreva o sintoma- guia com características e analise-o minuciosamente; Verifique se a história obtém começo, meio e fim; Não induza respostas; Apure evoluções, exames e tratamento realizados em relação a doença atual; Resuma a história para o paciente, para que este possa corrigir algum dado ou acrescentar; Sintoma guia: Designa-se como sintoma-guia o sintoma ou sinal que permite recompor a história da doença atual com mais facilidade e precisão; por exemplo: a febre na malária, a dor epigástrica na gastrite ou úlcera péptica, as convulsões na epilepsia, o edema na síndrome nefrótica, a diarreia na colite ulcerativa; Como orientação geral, o estudante deve escolher como sintoma-guia a queixa de mais longa duração, o sintoma mais salientado pelo paciente ou tomar como sintoma-guia a “queixa principal”. O passo seguinte é determinar a época em que teve início aquele sintoma; Nas doenças de início recente, os acontecimentos a elas relacionados ainda estão vivos na memória e será fácil recordá-los, ordenando-os cronologicamente. Em contrapartida, afecções de longa duração e de começo insidioso com múltiplas manifestações causam maior dificuldade. O terceiro passo consiste em investigar a maneira como evoluiu o sintoma. Muitas perguntas devem ser feitas, e cada sintoma tem características semiológicas próprias. Constrói-se uma história clínica com base no modo como evoluem os sintomas; Análise de um sintoma: Interrogatório sintomatológico: 1) Início: época do aparecimento; início súbito ou gradual; se houve fator de desencadeamento ou não; 2) Características do sintoma; duração, localização, intensidade, frequência, tipo; 3) Fatores de melhora ou piora; fatores ambientais, posição, atividade física ou repouso; alimentos e medicamentos; 4) Relação com outras queixas: algo que acompanha o sintoma; História da doença atual (HDA) @poli.canuto 5) Evolução; comportamento do sintoma ao longo do tempo; 6) Situação atual; Anamnese especial ou revisão dos sistemas; Documenta a existência ou ausência de sintomas comuns relacionados com cada um dos principais sistemas corporais; Uma HDA bem feita deixa pouca coisa para o interrogatório sintomatológico; A principal utilidade prática do interrogatório sintomatológico reside no fato de permitir ao médico levantar possibilidades e reconhecer enfermidades que não guardam relação com o quadro sintomatológico registrado na HDA; Além disso, é comum o paciente não relatar um ou vários sintomas durante a elaboração da história da doença atual. Simples esquecimento ou medo inconsciente de determinados diagnósticos podem levar o paciente a não se referir a padecimentos de valor crucial para chegar a um diagnóstico; Enquanto se avalia o estado de saúde passado e presente de cada sistema corporal, aproveita-se para promover saúde, orientando e esclarecendo o paciente sobre maneiras de prevenir doenças eevitar riscos à saúde. Considera-se avaliação do estado de saúde passado e presente do paciente, conhecendo fatores pessoais e familiares que influenciam seu processo saúde- doença; Às vezes, uma hipótese diagnóstica leva o examinador a uma indagação mais minuciosa de algum aspecto da vida pregressa. Por exemplo: ao se identificar uma cardiopatia congênita, investiga-se a possível ocorrência de rubéola na mãe durante o primeiro trimestre da gravidez; Antecedentes pessoais fisiológicos; 1- Gestação e nascimento: Como ocorreu a gestação; uso de medicamento ou radiações sofrida pela genitora; viroses na gestação; condições de parto; estado da criança ao nascer; ordem de nascimento e número de irmãos; 2- Desenvolvimento psicomotor e neural: Dentição; engatinhar; andar; fala; desenvolvimento físico; controle dos esfíncteres; aproveitamento escolar; 3- Desenvolvimento sexual: Puberdade; menarca; sexarca; menopausa; orientação sexual; Antecedentes pessoais patológicos; 1- Doenças sofridas pelo paciente: Começando-se pelas mais comuns na infância (sarampo, varicela, coqueluche, caxumba, doença reumática, amigdalites) e passando às da vida adulta (pneumonia, hepatite, malária, pleurite, tuberculose, hipertensão arterial, diabetes, artrose, osteoporose, litíase renal, gota, entre outras); 2- Alergia; Quando se depara com um caso de doença alérgica, essa investigação passa a ter relevância especial, mas, independentemente disso, é possível e útil tomar conhecimento da existência de alergia a alimentos, medicamentos ou outras substâncias. Se o paciente já sofreu de afecções de fundo alérgico (eczema, urticária, asma), esse fato merece registro. 3- Cirurgia e outras intervenções; Antecedentes pessoais: @poli.canuto Motivos que determinaram o procedimento; data, tipo; diagnósticos; hospital realizado; 4- Traumatismo: sobre o acidente e consequências; 5- Transfusões sanguíneas: 6- História obstétrica: gestações; partos; abortos; prematuros; cesarianas; 7- Vacinas; 8- Medicamentos em uso; Os antecedentes começam com a menção ao estado de saúde (quando vivos) dos pais e irmãos do paciente. Se for casado, inclui-se o cônjuge e, se tiver filhos, estes são referidos. Não se esquecer dos avós, tios e primos paternos e maternos do paciente. Se tiver algum doente na família, esclarecer a natureza da enfermidade. Em caso de falecimento, indagar a causa e a idade em que ocorreu; Pergunta-se sistematicamente sobre a existência de enxaqueca, diabetes, tuberculose, hipertensão arterial, câncer, doenças alérgicas, doença arterial coronariana (infarto agudo do miocárdio, angina de peito), acidente vascular cerebral, dislipidemias, úlcera péptica, colelitíase e varizes, que são as doenças com caráter familiar mais comuns; Quando o paciente é portador de uma doença de caráter hereditário (hemofilia, anemia falciforme, rins policísticos, erros metabólicos), torna-se imprescindível um levantamento genealógico mais rigoroso e, nesse caso, recorre-se às técnicas de investigação genética; Alimentação: Toma-se como referência o que seria a alimentação adequada para aquela pessoa em função da idade, do sexo e do trabalho desempenhado; Devemos questionar principalmente sobre o consumo de alimentos à base de carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, bem como de água e outros líquidos. Conclusões frequentes: - Reduzida ingesta de fibras; água; verdura; frutas - Alto consumo de carboidrato; gordura; Ocupação atual e anterior: Obtendo informações sobre a natureza do trabalho desempenhado, com que substâncias entra em contato, quais as características do meio ambiente e qual o grau de ajustamento ao trabalho. Atividades físicas: Torna-se cada dia mais clara a relação entre muitas enfermidades e o tipo de vida levado pela pessoa no que concerne à prática de exercícios físicos. Por exemplo: a ocorrência de lesões degenerativas da coluna vertebral nos trabalhadores braçais e a maior incidência de infarto do miocárdio entre as pessoas sedentárias. Hábitos: Consumo de tabaco: Os efeitos nocivos do tabaco são indiscutíveis: câncer de boca, faringe, laringe, pulmão e bexiga, afecções broncopulmonares (asma, bronquite, enfisema, DPOC e bronquiectasias), afecções cardiovasculares (doença arterial coronariana, hipertensão arterial, tromboembolia), disfunções sexuais masculinas, baixo peso fetal (mãe tabagista), intoxicação do recém- nascido em aleitamento materno (nutriz tabagista), entre outras. Antecedentes familiares: Hábitos e estilo de vida: @poli.canuto Reconhecer o tipo do tabaco, quantidade, frequência, duração do vício e abstinência; Consumo de bebidas alcoólicas: ETILISMO Afeta o fígado, cérebro, nervos, pâncreas e coração; Reconhecer o tipo de bebida, quantidade, frequência, duração do vício e abstinência; Brindge drinking ou heavy drinking- beber exageradamente; Esse tipo de padrão de consumo de álcool expõe o bebedor a situações de risco, tais como danos à saúde física, sexo desprotegido, gravidez indesejada, superdosagem, quedas, violência, acidentes de trânsito, comportamento antissocial e dificuldades escolares, tanto em jovens como na população geral. Uso de anabolizantes e anfetaminas: Substâncias que levam à dependência e estão correlacionadas com doenças cardíacas, renais, hepáticas, endócrinas e neurológicas. A utilização de anfetaminas, de maneira indiscriminada, leva à dependência química e, comprovadamente, causa prejuízos à saúde. Alguns sedativos (barbitúricos, morfina, benzodiazepínicos) também causam dependência química e devem ser sempre investigados. Consumo de drogas ilícitas: Exemplos: maconha; cocaína; crack; Não deixar de questionar sobre tipo de droga, quantidade habitualmente ingerida, frequência, duração do vício e abstinência. A investigação clínica de um paciente que usa drogas ilícitas não é fácil. Há necessidade de tato e perspicácia. O médico deve integrar informações provenientes de todas as fontes disponíveis, principalmente de familiares. Habitação: Na zona rural, pela sua precariedade, as casas comportam-se como abrigos ideais para numerosos reservatórios e transmissores de doenças infecciosas e parasitárias. Como exemplo, poder-se-ia citar a doença de Chagas, que se instala na casa de pau a pique; Na zona urbana, as favelas e as áreas de invasão propiciam o surgimento de doenças infectoparasitárias devido à ausência de saneamento básico, proximidade de rios poluídos, ineficácia na coleta de lixo e confinamento de várias pessoas em pequenos cômodos, já nos locais de luxos são mais possíveis a instalações nas piscinas e jardins de criadouros do Aedes aegypti, por exemplo; A poluição do ar, a poluição sonora e visual, os desmatamentos e as queimadas, as alterações climáticas, as inundações, os temporais e os terremotos, todos são fatores relevantes na análise do item habitação, podendo propiciar o surgimento de várias doenças; Condições socioeconômicas: Na própria identificação do paciente, mas pode-se perguntar sobre a renda mensal, situação profissional, dependência econômica de parentes ou instituição; Todo médico precisa conhecer as possibilidades econômicas de seu paciente, principalmente sua capacidade financeira para comprar medicamentos e realizar exames complementares; Condições socioeconômicas e culturais:@poli.canuto No Brasil, atualmente, há distribuição gratuita de medicamentos para pacientes crônicos e cabe ao médico conhecer a lista desses remédios para prescrevê-los, quando necessário; Uma das mais frequentes causas de abandono do tratamento é a incapacidade de adquirir remédios ou alimentos especiais; Condições culturais: É importante destacar que as condições culturais não se restringem ao grau de escolaridade, mas abrangem religiosidade, tradições, crenças, mitos, medicina popular, comportamentos e hábitos alimentares Vida conjugal e relacionamento familiar: Investiga-se o relacionamento entre pais e filhos, entre irmãos e entre cônjuges. Em alguns casos, pode ser difícil, principalmente, para o estudante adentrar nesse assunto; ANAMNESE EM PEDIATRIA: Informações obtidas pela mãe ou outro familiar; Os pais – ou os avós, principalmente – gostam de “interpretar” as manifestações infantis em vez de relatá-las objetivamente; O relacionamento com a mãe é parte integrante do exame clínico da criança ANAMNESE EM PSIQUIATRIA: A anamnese dos pacientes com distúrbios mentais apresenta muitas particularidades que precisam ser conhecidas pelos médicos, mesmo os que não se dedicam a esse ramo da medicina; No caso de pacientes vistos pela primeira vez no consultório ou hospital, geralmente a opção adotada é conduzir uma avaliação abrangente, que inclui todos os componentes da anamnese e um completo exame físico; Em muitas situações, é indicada uma avaliação orientada para problemas ou focalizada mais flexível, principalmente no caso de pacientes que você conheça bem e estejam retornando para uma consulta de rotina ou de pacientes com preocupações específicas e “mais prementes”, como dor de garganta ou dor no joelho; A anamnese e o exame físico é adequado à situação vigente; Magnitude e gravidade do problema; A necessidade de ser minucioso; Ambiente clínico; Tempo disponível; Avaliação abrangente: Adequada para pacientes novos; Fornece dados fundamentais e personalizados sobre o paciente; Fortalece a relação médico-paciente; Ajuda a identificar ou descartar causas físicas relacionadas com as queixas do paciente; Linha de base para avaliações futuras; Avaliação focalizada: Adequadas para pacientes já conhecidos; Aborda queixa ou sintomas localizadas Avalia sintomas restritos a um sistema corporal específico; Aplica exames relevantes à avaliação; Avaliação do paciente; @poli.canuto Não é uma relação interpessoal como outra qualquer, pois está inserida nela uma grande carga de angústia, medo, incerteza, amor, ódio, insegurança, confiança, que determina uma relação dialética entre o ser doente e aquele que lhe oferece ajuda; Princípios bioéticos da relação: 1- Beneficência: buscar fazer o bem; 2- Não maleficência: não fazer nada de mal ao paciente; 3- Justiça: fazer o que é justo ao paciente; 4- Autonomia: possibilitar que o pacientes decida sobre seu tratamento; OBS: A justiça é o pilar da equidade, Por isso, a equidade deve ser conceituada como “tratar de forma desigual os desiguais”, na tentativa de oferecer oportunidades semelhantes a toda a sociedade; Valores bioéticos: 1- Sigilo: Respeitar o segredo sobre as informações do paciente; 2- Alteridade: respeitar a diferença no outro; A alteridade é descrita como valor bioético fundamental, pois estudantes e médicos precisam respeitar o outro em sua diversidade. Assim como não se deve excluir ou discriminar o outro pela sua diferença, também não se pode igualar a todos, ignorando a diversidade humana que estabelece grande riqueza de possibilidades de estar no mundo real. Característica da relação médico- paciente: A relação médico-paciente é assimétrica por natureza. Pressupõe-se que o profissional tenha conhecimento científico sobre os aspectos da doença e que o paciente domine apenas os conceitos do senso comum. Entretanto, a assimetria desta relação tem sido reduzida pela facilidade de acesso do paciente às informações científicas por intermédio das várias mídias. Tipos de relação médico-paciente: Modelo paternalista ou sacerdotal: o médico toma as decisões; relação autoritária; Modelo tecnicista ou engenheiral: o médico informa tudo ao paciente, sendo neutro; Modelo colegial ou igualitário: o médico desconsidera a simetria, existente na relação; Modelo contratualista: participação ativa do paciente na execução; Tipos de relacionamentos: Médico ativo e paciente passivo; Medico direciona e paciente colabora; Médico age e paciente ativo; Médico cuidador, segundo Winnicott, diferencia-se de médico curador, exatamente pela capacidade humana de atender seu paciente, de modo global e holístico, ampliando o conceito do médico que se envolve somente com a cura da doença, o que frequentemente não é alcançado, originando profunda frustração. FENÔMENOS PSICODINÂMICOS DA RELAÇÃO: Relação médico-paciente; @poli.canuto a) Transferência: fenômenos afetivos que o paciente transfere para o médico; b) Resistência: fatores que interferem na relação médico-paciente; c) Contratransferência: o médico transfere fenômenos afetivos para o paciente; Resgate da relação médico-paciente, como um meio essencial e complementar aos recursos tecnológicos; ultimamente, tem-se evidenciado que apesar do desenvolvimento tecnológico dar à medicina parâmetros valiosos, isso não garante a satisfação do paciente; A importância da relação médico- paciente na evolução da medicina: Em sua origem, a medicina ocidental era uma ciência essencialmente humanística; Nesse sentido, para os médicos dessa época, as doenças não eram consideradas isoladamente como um problema especial, mas sim como uma consequência da interação entre o homem, vítima da enfermidade, e a natureza que o rodeava, as leis universais que o regiam e sua qualidade individual; - MODELO HIPOCRÁTICO exame físico + relação médico paciente; A partir da segunda metade do século XIX, importantes descobertas causaram uma verdadeira revolução na prática médica. O desenvolvimento de conhecimentos nos campos da patologia, das análises laboratoriais e de medicamentos mais eficazes possibilitou à ciência médica um controle maior das doenças e uma maior probabilidade de cura; crescente desenvolvimento tecnológico; Consequentemente, essa conquista de espaço levou a medicina a ser vista como uma ciência exata e biológica, perdendo pouco a pouco o seu caráter humanístico; Dessa forma, a necessidade antes primordial de desenvolver uma estreita relação com o paciente para tecer um diagnóstico correto e uma terapêutica adequada foi sendo gradativamente substituída pela solicitação e execução de exames mais acurados e utilização de medicamentos mais eficazes; MÉDICO CIENTIFICISTA; Os pacientes, antes vistos como indivíduos únicos com patologias próprias, passaram a ser vistos como máquinas que apresentavam defeitos; Uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Escolas Médicas expressou claramente que a população queixava- se de que os médicos estavam sem compaixão e mais interessados pelos testes e métodos, do que pelos seres humanos; A partir daí, passou-se a pensar no que estaria a faltar ou no que se teria perdido dentro da prática médica que pudesse explicar todas essas insatisfações. Foi assim que a relação médico paciente, até então um tanto quanto desvalorizadae desprezada, passou a ser resgatada, recebendo gradativamente uma valorização crescente como sendo um meio essencial e complementar aos recursos tecnológicos; Modelo hipocrático e cientificista sendo complementares; Concordante a toda essa realidade, características do médico hipocrático passaram a ser consideradas como sendo princípios fundamentais e peculiares à Relação médico paciente e seus aspectos psicodinâmicos @poli.canuto prática médica, pois de acordo com Fraga (7), “a audição que recolhe as queixas, a mão que toca, o gesto que afaga, o olhar que mantém a esperança, o sorriso que consola, a palavra que tranquiliza, a mente que elabora” são elementos que não podem ser criados por nenhum recurso tecnológico até o presente momento, uma vez que são propriedades exclusivas dos seres humanos; Aspectos psicodinâmicos: Uma relação médico-paciente satisfatória só se torna possível quando se está disponível para efetuá-la. Por outro lado, a disponibilidade por si só não é suficiente para desenvolvê-la de forma adequada, uma vez que nela é fundamental que se leve em consideração os processos mentais e emocionais subjacentes ao comportamento do homem e de sua motivação; Doenças de curta duração: relação médico paciente de curta duração; Doenças de longa duração: relação médico paciente de longa duração; mais afeto; influência do trabalho do médico; Doenças de cura incerta ou improvável: Nessas situações, a maturidade emocional e não mais somente o preparo técnico torna- se o fator preponderante para a melhor condução do caso, pois vários fenômenos inconscientes do médico e do paciente podem despertar e vir à tona, marcando de forma favorável ou negativa a conduta. Comunicar más notícias a pacientes e seus familiares em Hospitais é uma das mais difíceis e importantes tarefas com que se deparam as equipes de saúde e principalmente os médicos. A despeito de sua importância, muitos profissionais ainda carecem de informação e preparação suficientes para lidar com essas situações; Apesar dos avanços tecnológicos, a comunicação continua sendo a ferramenta primária e indispensável com a qual médico e paciente trocam informações; Elementos como a empatia, compreensão, interesse, desejo de ajuda e bom humor são indispensáveis para conseguir um ambiente de conforto emocional, no qual o paciente terá um conhecimento de sua doença e diagnóstico, e o médico agirá segundo seus conhecimentos; Neste sentido, o intercambio de informações engloba não apenas aquilo que o paciente necessita saber como também informá-lo apropriadamente e reassegurar de que ele tenha compreendido a informação. Assim, é necessário que se trabalhe em dois pólos: verificar que a informação seja compreendida corretamente e se necessário corrigi-la e preocupar-se com a reação afetiva envolvida na passagem da informação. Esta última implica em considerar os sentimentos e expectativas que o paciente tem em relação ao profissional de saúde (transferência), bem como com os sentimentos e expectativas que o profissional de saúde tem do paciente (contratransferência); A dificuldade e frequência com que ocorre este evento contrastam, contudo, com a deficiente preparação das equipes de saúde em termos de habilidades gerais de comunicação, principalmente na forma de comunicar informação de resultados negativos no curso da evolução de uma doença; O QUE SÃO MÁS NOTÍCIAS: Má notícia pode ser compreendida como aquela que altera drástica e Como comunicar más notícias: @poli.canuto negativamente a perspectiva do paciente em relação ao seu futuro; Essa definição implica que a resposta do paciente dependerá, entre outras coisas, d e sua perspectiva de futuro, sendo esta única, individual e influenciada pelo contexto psicossocial do mesmo; Podem ser, portanto, não somente um diagnóstico terminal, mas também o diagnóstico de uma doença crônica (por exemplo, do diabetes mellitus) Por outro lado uma má noticia pode ser simplesmente um diagnóstico que é dado em uma hora inoportuna, como uma angina instável que requer uma angioplastia durante a semana do casamento da filha, por exemplo; DIFICULDADES AO COMUNICAR MÁS NOTÍCIAS: Uma preocupação comum é a de como a má notícia irá afetar o paciente, sendo esta uma justificativa para o fato de escondê-la; O código de ética médica, desde 1847 já declarava: A vida de uma pessoa doente pode ser diminuída não apenas pelos atos, mas também pelas palavras ou maneiras do médico, ou seja, evitar palavras que possa desencorajar o paciente e deprimir seu espírito; Os fatores mais importantes para pacientes quando recebem más notícias são a competência do médico, sua honestidade e atenção, o tempo para permitir as perguntas, um diagnóstico direto e compreensível e o uso de um linguajar claro Já os familiares buscam privacidade, uma atitude positiva do médico, sua competência, clareza e tempo para perguntas; Nesse sentido, muitos autores concordam que os medos dos próprios médicos podem interferir no momento de comunicar as más notícias. Estes estariam relacionados ao receio de causar dor ao paciente, de sentir incômodo no momento de comunicar uma má notícia, de ser culpado pelo paciente e familiares), de falha terapêutica, de problema judicial, do desconhecido, de dizer não sei, de expressar as emoções e, por fim, da própria morte; Nas últimas décadas, no entanto, o modelo paternalista do cuidado ao paciente vem sendo substituído por um que enfatiza a autonomia do paciente e a revelação completa, partindo-se do pressuposto que a mesma permite aos pacientes a tomada de decisões baseadas em melhores informações, reconhecendo não somente o diagnóstico, mas o prognóstico e tratamento; Uma revisão de estudo sobre as preferências dos pacientes no que diz respeito a revelação de um diagnóstico terminal revelou que 50 a 90 por cento dos pacientes desejavam obter a revelação total. Pelo fato de uma minoria de pacientes ainda não querer saber a revelação total, os médicos precisam determinar como o paciente gostaria de receber a má notícia; Os pacientes geralmente desejam uma revelação franca e empática de um diagnóstico terminal ou outras más notícias; COMO COMUNICAR MÁS NOTÍCIAS: 1) ESTABELECER UMA RELAÇÃO MÉDICO, EQUIPE E PACIENTE ADEQUADA: Uma boa relação implica colocar em prática a capacidade de empatia, compreensão e desejo de ajuda. Este tipo de abordagem na comunicação da má notícia pode melhorar o relacionamento do médico (equipe de saúde) -paciente e reduzir a ansiedade deste último. Desta forma, é importante demonstrar interesse e respeito. A conduta e o comportamento profissional são essenciais para o paciente sentir-se bem; 2) CONHECER CUIDADOSAMENTE A HISTÓRIA MÉDICA: Isto dará consistência às decisões clinicas e permitirá uma comunicação mais clara e fluída. Neste sentido, quem irá revelar as @poli.canuto más notícias deverá ser preferencialmente o médico responsável pelo caso. 3) VER O PACIENTE COMO PESSOA: Assim, é importante que se tenha alguma idéia das circunstâncias sociais do paciente antes de comunicar notícia má, de modo que o médico poderá apropriar-se da situação e comunicar o apoio necessário. 4) PREPARAR O SETTING: Deve se buscar um lugar com privacidade e conforto, onde não haja possibilidade de interrupção - e evitar comunicar uma má notícia no corredor. Uma outrainformação importante é saber se o paciente deseja a presença de outras pessoas durante a entrevista; 5) ORGANIZAR O TEMPO: é necessário que se garanta um tempo razoável para preparar o paciente, comunicar a informação, permitir um breve espaço para reflexão e possibilitar um intercâmbio entre perguntas e respostas programando, apropriadamente, o seguimento e abordando os procedimentos terapêuticos por fazer, antes de concluir a entrevista; 6) ASPECTOS ESPECÍFICOS DA COMUNICAÇÃO: é muito importante compreender o paciente, ter uma expressão neutra e, em seguida, informar as más notícias de maneira clara e direta. Usar um tom de voz suave, pausado e usar uma linguagem sincera. O profissional deverá assegurar-se que o paciente tenha compreendido a mensagem com clareza, sem muitos termos médicos; 7) RECONHECER O QUE E QUANTO O PACIENTA QUER SABER: Existe discordância entre o que o profissional quer dizer e o que o paciente quer saber. Perguntar ao paciente o que ele quer saber dará a oportunidade deste colocar sua vontade. Se o paciente mostrar que não quer falar sobre a informação, devemos deixar a porta aberta para falar em outra hora. 8) ENCORAJAR E VALIDAR AS EMOÇÕES: é importante que o profissional verifique continuamente com o paciente como ele se sente, não antecipando a reação emocional do mesmo. Oferecer períodos de silêncio permite que os pacientes processem a má notícia e ventilem emoções. È importante também questionar sobre as necessidades emocionais e espirituais do paciente e quais os sistemas de suporte que ele tem. Se precisar, oferecer referências se utilizando dos serviços interdisciplinares para aumentar o cuidado ao paciente. 9) ATENÇÃO E CUIDADO COM A FAMÍLIA: Face à comunicação de uma má noticia o profissional deverá ficar atento à situação familiar do paciente e levar em conta as necessidades particulares da família em função de seus antecedentes culturais e religiosos. A presença de um membro da família geralmente serve de apoio e suporte para o paciente. No caso de más notícias previstas (antecipadas), pergunte antes quem ele quer que esteja presente e o quanto ele gostaria que os outros fossem envolvidos 10) PLANEJAR O FUTURO E O SEGUIMENTO: O profissional pode minimizar a ansiedade do paciente resumindo as áreas discutidas, verificando se houve a compreensão e formulando um planejamento ou próximos passos com o paciente; 11) TRABALHAR OS PRÓPRIOS SENTIMENTOS: Por essa razão é recomendável que depois da comunicação de uma má notícia, o profissional reserve um tempo para revisar as próprias @poli.canuto reações - reconhecê-las permitirá uma sensibilidade maior e melhor habilidade clínica de comunicação; CAPÍTULO I – PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS II – O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. XI – O médico guardará sigilo a respeito das informações de que detenha conhecimento no desempenho de suas funções, com exceção dos casos previstos em lei. XIX – O médico se responsabilizará, em caráter pessoal e nunca presumido, pelos seus atos profissionais, resultantes de relação particular de confiança e executados com diligência, competência e prudência; CAPÍTULO II– RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL É vedado ao médico: Art. 1º Causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência. . Art. 2º Delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivas da profissão médica. Art. 8º Afastar-se de suas atividades profissionais, mesmo temporariamente, sem deixar outro médico encarregado do atendimento de seus pacientes internados ou em estado grave. CAPÍTULO IV – DIREITOS HUMANOS É vedado ao médico: Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto. CAPÍTULO V – RELAÇÃO COM PACIENTES E FAMILIARES É vedado ao médico: Art. 33. Deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais em casos de urgência ou emergência quando não houver outro médico ou serviço médico em condições de fazê-lo. Art. 34. Deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu representante legal; PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS II - O alvo de toda a atenção do estudante de medicina é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade intelectual; IX - O estudante guardará sigilo a respeito das informações obtidas a partir da relação com os pacientes e com os serviços de saúde; EIXO 3 – RELAÇÕES INTERPESSOAIS DO ESTUDANTE Art. 24: É vedado ao acadêmico de medicina identificar se como médico, podendo qualquer ato por ele praticado nessa situação ser caracterizado como exercício ilegal da medicina. Art. 26: A realização de atendimento por acadêmico deverá obrigatoriamente ter supervisão médica. Código de ética médica: Código de ética do estudante de medicina: @poli.canuto Art. 29: A quebra de sigilo médico é de responsabilidade do médico assistente, sendo esse ato vedado ao acadêmico de medicina. Art. 32: O estudante de medicina deve manusear e manter sigilo sobre informações contidas em prontuários, papeletas, exames e demais folhas de observações médicas, assim como limitar o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas a sigilo profissional; REFERÊNCIAS: BICKLEY, L. S. Bates: Propedêutica Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018 PINHO, F. M. O. et al. Exame Físico Geral. In: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019 VICTORINO, AB et al . Como comunicar más noticias: revisão bibliográfica. Rev. SBPH, Rio de Janeiro , v. 10, n. 1, p. 53-63, jun. 2007; CAPRARA andrea, RODRIGUES, Josiane A relação assimétrica médico-paciente: repensando o vínculo terapêutico; 2003 @poli.canuto