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Doença de Crohn e Retocolite ulcerativa → Doença intestinal inflamatória (DII) é uma condição crônica resultante da ativação imunológica inapropriada da mucosa. » Retocolite ulcerativa » Doença de Crohn Doença intestinal inflamatória » Incidência maior em mulheres » Adolescente e jovens adultos » Idiopática » Causa não muito bem definida, acredita-se em efeitos combinados. → Características clínicas comuns: doenças crônicas, recorrentes, associadas à diarreia crônica, imunomediadas, risco aumentado para desenvolvimento de adenocarcinoma. → Diferenças: clínicas, endoscópicas e patológicas. Doença de crohn → A doença de Crohn (DC) é um distúrbio de etiologia desconhecida caracterizado por inflamação crônica TRANSMURAL do trato gastrointestinal. → Pode envolver em algumas ou em todas as partes do trato gastrointestinal como um todo, desde a boca até a área perianal, os locais mais comumente envolvidos, na apresentação, são o íleo terminal, a válvula ileocecal e o ceco. ➢ Sinais: ataques intermitentes de diarreia, relativamente leves, febre e dor abdominal - dor quadrante inferior direito ➢ Aproximadamente 20% dos pacientes apresentam doença aguda com dor no quadrante inferior direito, febre e diarreia sanguinolenta, que pode mimetizar apendicite aguda ou perfuração do intestino. ➢ LESÕES SALTEADAS Doença de crohn - patogênese → Início: Infiltrado inflamatório ao redor das criptas intestinais → EVOLUI. → Ulceração (aftosa), lesões múltiplas e se fundem alongadas e serpertiformes. → Comprometimento camadas mais profundas e formam granulomas não caseosos. → Esses granulomas afetam todas as camadas da parede intestinal e os linfonodos mesentéricos e regionais → Edema/ Fibrose/ Hipertrofia muscular/Estenose. *Nas áreas afetadas há reação inflamatória crônica com fibrose, que caracteristicamente afeta as quatro camadas do intestino, da mucosa à serosa. *A fibrose leva a estenose de segmentos, o que pode causar dilatação a montante por retenção do bolo alimentar. A. Estenose do intestino delgado. B. Úlceras lineares na mucosa, as quais conferem uma aparência de pavimentação com pedra à mucosa, e espessamento da parede intestinal (edema) C. Perfuração e serosite associada. D. Gordura residual mesentérica ao redor das superfícies serosa (gordura trepadeira) Doença de crohn - MORFOLOGIA → incluem neutrófilos abundantes que se infiltram e lesionam o epitélio da cripta. » Neutrófilos abundantes: abscessos de cripta e estão frequentemente associados à destruição das criptas. » ulceração é comum na doença de Crohn e pode haver uma transição aguda entre a mucosa ulcerada e a normal adjacente. » Distorção da arquitetura da mucosa. » Criptas normalmente retas e paralelas tomam forma ramificada bizarra e posicionam-se de maneira incomum umas em relação às outras » Metaplasia intestinal em forma de glândulas gástricas – metaplasia pseudopilórica. » metaplasia de células de Paneth » granulomas não caseosos A. Criptas normalmente retas e paralelas tornam-se ramificadas bizarras B. Granuloma não caseoso C. Granulomas submucosos e serosos INFLAMAÇÃO TRANSMURAL A inflamação é crônica inespecífica - formação de granulomas epitelióides em cerca de 60% dos casos. Até hoje não foi demonstrado um agente infeccioso e a discussão sobre a patogênese continua. A anemia por deficiência de ferro pode se desenvolver em indivíduos com doença colônica, enquanto a doença extensa do intestino delgado pode resultar em perda de proteínas séricas e hipoalbuminemia, má absorção generalizada de nutrientes, ou má absorção de vitamina B12 e sais biliares. Retocolite ulcerativa → A retocolite ulcerativa é caracterizada por processo inflamatório crônico do CÓLON e RETO recidivante e remitente que atinge a MUCOSA E SUBMUCOSA. » Manifestações extraintestinais sobrepõem a Crohn » Diarreia hemorrágica, diarreia crônica, dor na parte inferior do abdome, urgência fecal » Risco de câncer de colon » Etiologia desconhecida » Teorias etiológicas incluem fatores ambientais, disfunção imune e uma provável predisposição genética → Existem três distribuições predominantes comuns à doenças: 1. Todo cólon - pancolite 2. Localizada no lado esquerdo 3. Envolvem cólon sigmóide e reto Retocolite ulcerativa - macroscopia » Úlceras de base larga » Mucosa regenerativa frequentemente formam protuberâncias no lúmen para criar pseudopólipos » A destruição da mucosa e os excessos de tecido de granulação formam excrescências das mucosas polipoides, conhecidas como pólipos » inflamatórios e pseudopólipos (A) Visão endoscópica da colite ulcerativa grave com ulceração e material mucopurulento aderido. (B) Colectomia total com pancolite mostrando doença ativa, com mucosa vermelha granular no ceco (à esquerda) e mucosa lisa e atrófica distalmente (à direita). (C) Demarcação nítida entre colite ulcerativa ativa (parte inferior do campo) e normal (parte superior do campo). C. Pólipos inflamatórios D. Pontes mucosas (pólipos fundidos) *Diferentemente de D. Crohn o espessamento mural não está presente, a superficie serosa e estenoses não ocorrem Retocolite ulcerativa - microscopia → Características similares a Crohn Infiltrados inflamatórios, abscessos crípticos, distorção da cripta e metaplasia epitelial pseudopilórica. A. Abscessos de cripta - coexistente depleção de mucina das células caliciforme B. Metaplasia pseudopilórica (parte inferior). → Progressão megacolon toxico - A inflamação e os mediadores inflamatórios podem danificar a muscular própria e perturbar a função neuromuscular, levando à dilatação colônica e ao megacólon tóxico, que carrega um risco significativo de perfuração.