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ERGONOMIA-DO-TRABALHO

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CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO 
 
NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ERGONOMIA DO TRABALHO 
1 
 
 
 
ERGONOMIA 
 
 
 
Fonte: www.siltonmoveis.com.br 
 
 
O que é ergonomia: 
 
Ergonomia consiste no conjunto de disciplinas que estuda a organização do 
trabalho no qual existem interações entre seres humanos e máquinas. 
Este termo se originou a partir do grego ergon, que significa “trabalho”, e 
nomos, que quer dizer “leis ou normas”. 
O principal objetivo da ergonomia é desenvolver e aplicar técnicas de 
adaptação de elementos do ambiente de trabalho ao ser humano, com o objetivo de 
gerar o bem-estar do trabalhador e consequentemente aumentar a sua produtividade. 
No âmbito das ciências econômicas, a ergonomia consiste na área que aborda 
tópicos relacionados com o contexto moderno de trabalho, especialmente na 
economia industrial. 
Dois temas cruciais no âmbito da ergonomia são a segurança no trabalho e a 
prevenção dos acidentes laborais. Neste contexto, a ergonomia sugere a criação de 
locais adequados e de apoios ao trabalho, criação de métodos laborais e sistemas de 
retribuição de acordo com o rendimento (valorização e estudo do trabalho, por 
exemplo). 
http://www.siltonmoveis.com.br/
2 
 
 
 
 
Fonte: blog.sst.com.br 
 
 
A ergonomia também determina os horários de trabalho, assim como a sua 
nacionalização, e contempla tudo através de uma perspectiva humanitária da empresa 
e das relações que se estabelecem nela. 
O conceito de Ergonomia se aplica à qualidade de adaptação de uma máquina 
ao seu operador, proporcionando um eficaz manuseio e evitando um esforço extremo 
do trabalhador na execução do trabalho. 
As lesões por esforço repetitivo (LER) são um dos problemas físicos mais 
comuns que pode causar limitações ou mesmo a incapacidade de trabalhar, por 
exemplo. Utilizar soluções ergonômicas no local de trabalho é uma iniciativa que pode 
aumentar significativamente os níveis de satisfação, eficácia e eficiência do 
trabalhador. 
Fatores humanos (do inglês Human Factors) é um termo utilizado com o mesmo 
significado da ergonomia. Quando se fala em fatores humanos ou ergonomia, sua 
aplicação abrange áreas como: aeronáutica, tecnologias de informação e 
comunicação, desenho de produtos adaptados ao ser humano, cuidados com a saúde 
física e mental, dentre outras áreas. 
A ergonomia é também conhecida como o estudo da relação entre o homem e 
o seu ambiente laboral. Podemos dizer que a ergonomia no trabalho oferece ao 
indivíduo, o conforto adequado e os métodos de prevenção de acidentes e de 
patologias especificas para cada tipo de atividade executada. A má postura e as 
3 
 
 
 
lesões por esforços repetitivos, ao logo do tempo, causam diversos males que 
prejudicam e comprometem a saúde do trabalhador, impossibilitando, muitas vezes, 
que esse indivíduo permaneça executando a mesma função, em decorrência, por 
exemplo, de uma deficiência motora. 
As condições gerais de trabalho, considerando, a iluminação, o nível de ruídos 
e a temperatura, são os principais causadores dos problemas que afetam, 
diretamente, a saúde dos funcionários de uma empresa. Nesse caso, a ergonomia 
pode também contribuir muito para evitar que essas enfermidades ocorram, com 
objetivo de tornar cada vez mais eficiente os procedimentos de controle e de regulação 
das condições adequadas de trabalho. 
Considerando que a eficiência dos processos utilizados na ergonomia laboral 
seja apropriada para eliminar os riscos que afetam a saúde do trabalhador, pode-se 
afirmar que o custo-benefício dos métodos ergonômicos utilizados, minimiza para as 
empresas, as despesas com possíveis indenizações, quando não há condições 
adequadas de trabalho, causando aos funcionários algum tipo de incapacidade física 
que o impossibilite de exercer suas atividades diárias. 
A ocupacional oferece aos seus clientes todo o suporte necessário para a 
realização da análise ergonômica no ambiente laboral. Com um programa completo 
que proporciona a adaptação postural dos trabalhadores às condições adequadas de 
trabalho, os resultados satisfatórios surgem e geram, consequentemente, uma maior 
eficiência produtiva. 
O programa ergonômico oferecido pela Ocupacional é elaborado em 
conformidade com as características peculiares de cada empresa, com treinamentos 
para capacitar os funcionários a uma maneira mais segura e eficiente de exercer suas 
funções laborais. O programa disponibiliza para as empresas: análise ergonômica do 
trabalho, laudo ergonômico, palestras e treinamentos, ginástica laboral, comitê 
ergonômico, dentre outros. 
 
ERGONOMIA COGNITIVA 
 
 
Refere-se aos processos mentais, tais como percepção, memória, raciocínio e 
resposta motora conforme afetem as interações entre seres humanos e outros 
elementos de um sistema. Os tópicos relevantes incluem o estudo da carga mental de 
4 
 
 
 
trabalho, tomada de decisão, desempenho especializado, interação homem 
computador, estresse e treinamento conforme esses se relacionem a projetos 
envolvendo seres humanos e sistemas. 
 
 
Fonte: web.reliza.com.br 
 
 
A ergonomia cognitiva é também conhecida como engenharia psicológica. A 
palavra "cognitiva" sugere uma relação com um conjunto de processos mentais, entre 
eles a percepção, a atenção, a cognição, o controle motor e o armazenamento e 
recuperação de memória. 
A ergonomia cognitiva pretende analisar o impacto que esses processos têm 
na interação do ser humano e outros elementos dentro de um sistema. 
Algumas áreas específicas são: carga mental de trabalho, vigilância, tomada 
de decisão, desempenho de habilidades, erro humano, interação humano-computador 
e treinamento. 
 
ERGONOMIA ORGANIZACIONAL 
 
 
Também conhecida como macro ergonomia, a ergonomia organizacional parte 
do pressuposto que todo o trabalho ocorre no âmbito de organizações. 
A ergonomia organizacional pretende potencializar os sistemas existentes na 
organização, incluindo a estrutura, as políticas e processos da organização. Algumas 
5 
 
 
 
das áreas específicas são: trabalho em turnos, programação de trabalho, satisfação 
no trabalho, teoria motivacional, supervisão, trabalho em equipe, trabalho à distância 
e ética. 
Concerne à otimização dos sistemas sócio técnicos, incluindo suas estruturas 
organizacionais, políticas e de processos. Os tópicos relevantes incluem 
comunicações, gerenciamento de recursos de tripulações (domínio aeronáutico), 
projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalho em grupo, projeto 
participativo, novos paradigmas do trabalho, trabalho cooperativo, cultura 
organizacional, organizações em rede, tele trabalho e gestão da qualidade. 
 
ERGONOMIA FÍSICA 
 
 
Está relacionada com às características da anatomia humana, antropometria, 
fisiologia e biomecânica em sua relação a atividade física. Os tópicos relevantes 
incluem o estudo da postura no trabalho, manuseio de materiais, movimentos 
repetitivos, distúrbios músculo-esqueletais relacionados ao trabalho, projeto de posto 
de trabalho, segurança e saúde. 
 
NR 17 - NORMA REGULAMENTADORA 17 
 
 
17.2. Levantamento, Transporte e Descarga Individual de Materiais 
17.3. Mobiliário dos Postos de Trabalho 
17.4. Equipamentos dos Postos de Trabalho 
17.5. Condições Ambientais de Trabalho 
17.6. Organização do Trabalho 
ANEXO I - Trabalho Dos Operadores De Checkout 
ANEXO II - Trabalho em Teleatendimento/Telemarketing 
17.1. Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que 
permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas 
dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e 
desempenho eficiente. 
http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr17.htm#17.2._Levantamento%2C_transporte_e_descarga_individual_de_materiais
http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr17.htm#17.3._Mobiliário_dos_postos_de_trabalhohttp://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr17.htm#17.4._Equipamentos_dos_postos_de_trabalho
http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr17.htm#17.5._Condições_ambientais_de_trabalho
http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr17.htm#17.6._Organização_do_trabalho
http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr17_anexoI.htm
http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr17_anexoII.htm
6 
 
 
 
17.1.1. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao 
levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e 
às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho. 
17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características 
psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise 
ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de 
trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora. 
17.2. Levantamento, transporte e descarga individual de materiais. 
17.2.1. Para efeito desta Norma Regulamentadora: 
17.2.1.1. Transporte manual de cargas designa todo transporte no qual o peso 
da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador, compreendendo o 
levantamento e a deposição da carga. 
17.2.1.2. Transporte manual regular de cargas designa toda atividade realizada 
de maneira contínua ou que inclua, mesmo de forma descontínua, o transporte manual 
de cargas. 
17.2.1.3. Trabalhador jovem designa todo trabalhador com idade inferior a 
dezoito anos e maior de quatorze anos. 
17.2.2. Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, 
por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua 
segurança. 
17.2.3. Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de 
cargas, que não as leves, deve receber treinamento ou instruções satisfatórias quanto 
aos métodos de trabalho que deverá utilizar, com vistas a salvaguardar sua saúde e 
prevenir acidentes. 
17.2.4. Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas deverão 
ser usados meios técnicos apropriados. 
17.2.5. Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o 
transporte manual de cargas, o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente 
inferior àquele admitido para os homens, para não comprometer a sua saúde ou a sua 
segurança. 
17.2.6. O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de 
vagonetes sobre trilhos, carros de mão ou qualquer outro aparelho mecânico deverão 
ser executados de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja 
7 
 
 
 
compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua 
segurança. 
17.2.7. O trabalho de levantamento de material feito com equipamento 
mecânico de ação manual deverá ser executado de forma que o esforço físico 
realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não 
comprometa a sua saúde ou a sua segurança. 
17.3. Mobiliário dos postos de trabalho. 
17.3.1. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o 
posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição. 
17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as 
bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador 
condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes 
requisitos mínimos: 
a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo 
de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura 
do assento; 
b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; 
c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e 
movimentação adequados dos segmentos corporais. 
17.3.2.1. Para trabalho que necessite também da utilização dos pés, além dos 
requisitos estabelecidos no subitem 17.3.2, os pedais e demais comandos para 
acionamento pelos pés devem ter posicionamento e dimensões que possibilitem fácil 
alcance, bem como ângulos adequados entre as diversas partes do corpo do 
trabalhador, em função das características e peculiaridades do trabalho a ser 
executado. 
17.3.3. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos 
seguintes requisitos mínimos de conforto: 
a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida; 
b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento; 
c) borda frontal arredondada; 
d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região 
lombar. 
8 
 
 
 
17.3.4. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, 
a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés, 
que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador. 
17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, 
devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados 
por todos os trabalhadores durante as pausas. 
17.4. Equipamentos dos postos de trabalho. 
17.4.1. Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem 
estar adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza 
do trabalho a ser executado. 
17.4.2. Nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, 
datilografia ou mecanografia deve: 
a) ser fornecido suporte adequado para documentos que possa ser ajustado 
proporcionando boa postura, visualização e operação, evitando movimentação 
frequente do pescoço e fadiga visual; 
b) ser utilizado documento de fácil legibilidade sempre que possível, sendo 
vedada a utilização do papel brilhante, ou de qualquer outro tipo que provoque 
ofuscamento. 
17.4.3. Os equipamentos utilizados no processamento eletrônico de dados com 
terminais de vídeo devem observar o seguinte: 
a) condições de mobilidade suficientes para permitir o ajuste da tela do 
equipamento à iluminação do ambiente, protegendo-a contra reflexos, e proporcionar 
corretos ângulos de visibilidade ao trabalhador; 
b) o teclado deve ser independente e ter mobilidade, permitindo ao trabalhador 
ajustá-lo de acordo com as tarefas a serem executadas; 
c) a tela, o teclado e o suporte para documentos devem ser colocados de 
maneira que as distâncias olho-tela, olho- teclado e olho-documento sejam 
aproximadamente iguais; 
d) serem posicionados em superfícies de trabalho com altura ajustável. 
17.4.3.1. Quando os equipamentos de processamento eletrônico de dados com 
terminais de vídeo forem utilizados eventualmente poderão ser dispensadas as 
exigências previstas no subitem 17.4.3, observada a natureza das tarefas executadas 
e levando-se em conta a análise ergonômica do trabalho. 
9 
 
 
 
17.5. Condições ambientais de trabalho. 
17.5.1. As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às 
características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser 
executado. 
17.5.2. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam 
solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, 
escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros, são 
recomendadas as seguintes condições de conforto: 
a) níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma 
brasileira registrada no INMETRO; 
b) índice de temperatura efetiva entre 20oC (vinte) e 23oC (vinte e três graus 
centígrados); 
c) velocidade do ar não superior a 0,75m/s; 
d) umidade relativa do ar não inferior a 40 (quarenta) por cento. 
17.5.2.1. Para as atividades que possuam as características definidas no 
subitem 17.5.2, mas não apresentam equivalência ou correlação com aquelas 
relacionadas na NBR 10152, o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de 
até 65 dB (A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60 dB. 
17.5.2.2. Os parâmetros previstos no subitem 17.5.2 devemser medidos nos 
postos de trabalho, sendo os níveis de ruído determinados próximos à zona auditiva 
e as demais variáveis na altura do tórax do trabalhador. 
17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, 
natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade. 
17.5.3.1. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa. 
17.5.3.2. A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de 
forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. 
17.5.3.3. Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais 
de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413, norma 
brasileira registrada no INMETRO. 
17.5.3.4. A medição dos níveis de iluminamento previstos no subitem 17.5.3.3 
deve ser feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se de 
luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função 
do ângulo de incidência. 
10 
 
 
 
17.5.3.5. Quando não puder ser definido o campo de trabalho previsto no 
subitem 17.5.3.4, este será um plano horizontal a 0,75m (setenta e cinco centímetros) 
do piso. 
17.6. Organização do trabalho. 
17.6.1. A organização do trabalho deve ser adequada às características 
psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. 
17.6.2. A organização do trabalho, para efeito desta NR, deve levar em 
consideração, no mínimo: 
a) as normas de produção; 
b) o modo operatório; 
c) a exigência de tempo; 
d) a determinação do conteúdo de tempo; 
e) o ritmo de trabalho; 
f) o conteúdo das tarefas. 
17.6.3. Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica 
do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise 
ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte: 
a) todo e qualquer sistema de avaliação de desempenho para efeito de 
remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as 
repercussões sobre a saúde dos trabalhadores; 
b) devem ser incluídas pausas para descanso; 
c) quando do retorno do trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou 
superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno 
gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento. 
17.6.4. Nas atividades de processamento eletrônico de dados, deve-se, salvo 
o disposto em convenções e acordos coletivos de trabalho, observar o seguinte: 
a) o empregador não deve promover qualquer sistema de avaliação dos 
trabalhadores envolvidos nas atividades de digitação, baseado no número individual 
de toques sobre o teclado, inclusive o automatizado, para efeito de remuneração e 
vantagens de qualquer espécie; 
b) o número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve ser 
superior a 8.000 por hora trabalhada, sendo considerado toque real, para efeito desta 
NR, cada movimento de pressão sobre o teclado; 
11 
 
 
 
c) o tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite 
máximo de 5 (cinco) horas, sendo que, no período de tempo restante da jornada, o 
trabalhador poderá exercer outras atividades, observado o disposto no art. 468 da 
Consolidação das Leis do Trabalho, desde que não exijam movimentos repetitivos, 
nem esforço visual; 
d) nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 
10 minutos para cada 50 minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de 
trabalho; 
e) quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou 
superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção em relação ao número de toques 
deverá ser iniciado em níveis inferiores do máximo estabelecido na alínea "b" e ser 
ampliada progressivamente. 
12 
 
 
 
BENEFÍCIOS DA ERGONOMIA PARA MELHORAR A PRODUTIVIDADE NO 
TRABALHO PARA O FUNCIONÁRIO E A EMPRESA 
 
 
Fonte: physioterapia.com.br 
 
 
A Ergonomia contribui na qualidade de vida, saúde e bem-estar dos 
funcionários e isso é importante ser visto com atenção tanto pela empresa (gestores), 
quanto pelos colaboradores. A má postura, equipamentos não adequados ou 
ajustados ao colaborador podem causar males para a saúde e reduzir a produtividade 
no trabalho. 
Quando a ergonomia é aplicada na empresa, proporciona um ambiente 
favorável na jornada de trabalho de seus funcionários, diminuindo cansaço, estresse, 
evitando lesões e contribuindo na redução de gastos com afastamento. E também é 
importante salientar que os funcionários devem fazer o uso correto dos equipamentos, 
conforme orientações. 
Algumas ações que podem ser aplicadas nas empresas, são: ginástica laboral, 
intervalos e equipamentos que estejam de acordo com as normas do NR 17 (Ministério 
do Trabalho), como: cadeira, suporte monitor, suporte para notebook, suporte 
antebraços, apoio para os pés, tapete ergonômico antifadiga. Confira todos os produtos 
ergonômicos aqui. 
http://loja.reliza.com.br/produto/listar/cadeiras-e-bancos-ergonomicos
http://loja.reliza.com.br/produto/listar/suporte-para-monitor
http://loja.reliza.com.br/produto/listar/suporte-para-notebook
http://loja.reliza.com.br/produto/listar/apoio-para-antebraco-ergonomico
http://loja.reliza.com.br/produto/listar/apoio-para-antebraco-ergonomico
http://loja.reliza.com.br/produto/listar/apoio-para-os-pes-ergonomico
http://loja.reliza.com.br/produto/listar/tapete-industrial-antifadiga-ergonomico
http://loja.reliza.com.br/
13 
 
 
 
Mas afinal, quais os benefícios que a empresa e os funcionários têm com a 
ergonomia? 
Lista de algumas dicas, 
Para Funcionários 
• Melhora a postura e previne doenças ocupacionais: sentar corretamente 
na cadeira, ajustar o monitor na altura correta, pernas alinhadas e braços 
posicionados corretamente, evitam as lesões, fadiga e dores a curto e a 
longo prazo. Inclusive doenças como a LER e DORT que são causadas 
pela má postura ou devido a movimentos repetitivos durante horas. 
• Reduz o sedentarismo e melhora o condicionamento físico: a ginástica 
laboral estimula o movimento, evitando que a pessoa fique horas na 
mesma posição. Os alongamentos atuam sobre a musculatura, tendões 
e articulações, previne lesões e aumenta a força muscular e flexibilidade 
do corpo, tornando o funcionário mais resistente. 
• Reduz a fadiga e o estresse: produtos ergonômicos, pausas e a 
ginástica laboral ajudam a relaxar e amenizar o cansaço. 
Para empresas 
• Reduz as ausências e afastamentos: o trabalho proporcionado pelas 
técnicas ergonômicas diminuem o número de ausência e afastamento, 
pois contribui na saúde e bem-estar do colaborador durante a jornada 
de trabalho. 
• Valoriza o profissional: o funcionário sente-se valorizado e reconhecido, 
pois está recebendo suporte para exercer sua atividade na empresa. 
• Aumenta a produtividade: um funcionário com equipamentos 
ergonômicos, estação de trabalho adequada e ainda com a oportunidade 
de praticar a ginástica laboral, se sente motivado, aumenta a disposição, 
eficiência e em consequência passa a produzir mais. 
14 
 
 
 
Como implantar a ergonomia nas empresas 
 
 
Fonte: www.ocupacional.com.br 
 
 
A Ergonomia é a ciência que estuda o homem e suas capacidades, tanto físicas 
quanto intelectuais, e formas de como adaptá-lo ao trabalho. Na prática, a ergonomia 
é a base de conhecimento que utilizamos para que o posto e, consequentemente, o 
local de trabalho do funcionário seja saudável e que permita que ele exerça sua função 
da melhor maneira possível. 
Os funcionários das empresas que investem em ergonomia têm um menor 
acometimento de doenças ocupacionais, além de possuírem um local de trabalho que 
facilita o desempenho de suas tarefas. Normalmente a pessoa aprende a diminuir a 
carga de estresse mental e físico com a qual está acostumada, pois quando se sente 
sobrecarregada sabe quais os exercícios que pode fazer para aliviar a tensão. 
O Ministério doTrabalho e Emprego possui a Norma Regulamentadora 17 que 
orienta toda empresa a ter a Análise Ergonômica do Trabalho – AET, documento no 
qual o profissional indica as melhorias para que o posto de trabalho atenda às 
necessidades mínimas de ergonomia. AET conta com um caderno de ações baseado 
no uso do FMEA, uma metodologia de Análise de Tipo e Efeito de Falha que analisa 
os tipos de problemas que podem ocorrer no trabalho de ergonomia. Em seguida são 
avaliados os riscos da causa de cada falha e, com base nesta avaliação, são tomadas 
as ações necessárias para diminuir estes riscos e aumentar a confiabilidade do 
trabalho de ergonomia. 
A aplicação da ergonomia é feita por meio do diagnóstico ergonômico, que 
consiste em avaliar o risco de cada posto de trabalho e cria uma estratégia para definir 
a sequência de ações ergonômicas para a melhoria cada local. Além disso, um plano 
http://www.ocupacional.com.br/
15 
 
 
 
de ação é desenvolvido para avaliação e documentação dos resultados. Também é 
realizada a formação e gerenciamento do COERGO – Comitê de Ergonomia, grupo 
de trabalhadores que definem a estratégia de melhoria ergonômica da empresa, 
implantam e monitoram as ações. Por fim, realiza-se o acompanhamento dos 
processos trabalhistas relacionados à ergonomia. É possível, na maioria dos casos, 
adaptar conceitos da ergonomia ao próprio local de trabalho, com isso, atendendo 
todas as demandas. 
De modo geral, a ergonomia nas empresas pode ser aplicada através da 
ginástica laboral, intervalos regulares e rotatividade de tarefas, além da adaptação do 
ambiente de trabalho de acordo com a função e carga horária do funcionário. 
A disposição adequada de mesas e cadeiras, equipamentos e demais itens 
utilizados na produção torna o empregado mais motivado para o trabalho diário. 
As empresas que quiserem se manter atuantes devem investir em uma 
estrutura ergonômica que garanta a qualidade e harmonia do ambiente de trabalho. 
Com funcionários saudáveis e motivados, a instituição preserva a sua imagem e 
garante produtividade e atuação no mercado. 
 
Qual o papel da Ergonomia para a saúde? 
 
A ergonomia se preocupa com as condições gerais de trabalho, tais como, a 
iluminação, os ruídos e a temperatura, que geralmente são conhecidas como agentes 
causadores de males na área de saúde física e mental, mas que o estudo procura 
traçar os caminhos para a correção. O seu objetivo é aumentar a eficiência humana, 
através de dados que permitam que se tomem decisões lógicas. 
O custo individual é minimizado através da ergonomia, que remove aspectos 
do trabalho, que a longo prazo, possam provocar ineficiências ou os mais variados 
tipos de incapacidades físicas. 
Nas condições em que a atividade do indivíduo envolve a operação de uma 
peça de equipamento, na maioria das vezes, ele passa a constituir, com este 
equipamento, um sistema fechado. Este visa apresentar muitas das características de 
auto-regulamentação (feedback). Como dentro de tal sistema é o indivíduo quem 
usualmente decide, torna-se necessário que ele seja incluído no estudo da eficiência 
16 
 
 
 
do sistema. Para que a eficiência seja máxima é preciso que o sistema seja projetado 
como um todo, com o homem completando a máquina e está completando o homem. 
 
A falta e suas consequências: 
 
 
Fonte: vipmedicinadotrabalho.com.br 
 
 
Uma das causas da baixa produtividade pode ser o desconforto, que entre as 
suas várias causas está diretamente ligada à adequação do corpo frente a um 
determinado equipamento. A questão da iluminação, que além de poder causar danos 
à visão, contribui significativamente na baixa pessoal da capacidade de produção de 
uma pessoa, quer seja em um escritório, indústria, como até mesmo em ambientes de 
trabalho mais sofisticados. Além disso, os ruídos e mudanças de temperatura também 
influem negativamente neste processo. 
Com relação aos problemas de coluna, o ideal ainda é a prevenção, portanto 
buscar no ambiente de trabalho, a adequação de cadeiras e mesas seria o ideal para 
protegê-la. Mas, quando não for possível contar com um escritório mais adequado, 
procure sempre sentar em cadeiras com encosto reto e em casa, fuja dos sofás muito 
macios. Aparentemente confortáveis, eles são um convite para que você se jogue no 
assento de qualquer jeito. Mas o que fazer? 
Atualmente várias empresas já buscam a melhoria da qualidade do trabalho 
dos empregados e já estabelecem uma série de programas como forma de incentivar 
17 
 
 
 
a saúde do trabalhador. Nas grandes capitais e áreas mais industrializadas, o 
empresariado, já consciente dos futuros problemas, está investindo neste programas, 
como também, em estudos sobre as vantagens da ergonomia para a melhoria da 
produção nas empresas. Se por um lado, o uso da ergonomia pode sugerir maior 
gasto, por outro representa uma economia para a empresa e como consequência, a 
melhoria da saúde do trabalhador e da sociedade. 
 
Etimologia 
 
• ERG (Do grego érgon): trabalho, parte material. 
• NOMO (Do grego nomós); lei, regra, norma, que regula. 
• LOGO (Do grego log): conhecimento, estudo, ciência. 
• METRO (Do grego métron): que mede, o ato de medir; Metro – a escala 
métrica – tem origem latina. 
• Ergologia: Parte da etnologia que se ocupa da cultura, no seu aspecto 
material; ciência do trabalho. 
• Ergoterapia - Cura pelo trabalho; terapia ocupacional. 
• Ergofobia - Aversão ao trabalho; horror ao trabalho. 
• Ergometria - A medição do esforço físico. 
• Ergométrico - Que mede o esforço físico (ex.: a bicicleta ergométrica). 
• Ergonomia - Tratado do trabalho; aplicação do trabalho (ao homem). 
• Conjunto de estudos relacionados com a organização do trabalho. 
• Trabalhar - (Do Latim tripaliare) castigar, martirizar com tripálio, exercer 
uma atividade; ocupar-se em algum mister. 
• Trabalho - Aplicação de faculdades e esforços humanos para alcançar 
um determinado fim; qualquer obra realizada. 
Cada pessoa tem vários dons ou aptidões, e com eles exerce a sua atividade 
laborativa. Ninguém tem “vocação” para médico, engenheiro, eletricista ou vendedor. 
E é com o uso efetivo dos seus dons que o homem exercita a sua única 
vocação; para isso, ele precisa de conforto e segurança. E esse é o propósito da 
Ergonomia. 
18 
 
 
 
Conceito 
 
Nesta segunda fase da prevenção de acidentes e doenças ocupacionais – 
adaptação do trabalho ao homem – temos os seguintes procedimentos: 
• Adaptação dos fatores ambientais ao trabalhador. 
• Adaptação dos fatores operacionais ao trabalhador. 
• O uso de rodízios. 
• O ajuste dos EPIs ao trabalhador. 
• EPCs: algumas vezes se constituem em medidas ergonômicas. 
• A programação adequada de trabalho ao homem. 
• Disposição adequada dos elementos no ambiente de trabalho. 
Exemplos: 
• O trabalho do motorista: antes de iniciar o trabalho, há necessidade de 
ajustar os elementos do trabalho (carro, no caso) a ele. 
• O uso dos EPIs: cada epi deve ser ajustado ao trabalhador, para que ele 
possa trabalhar com segurança e conforto. 
• O ledor de consumo de água: a comodidade na leitura, a prancheta para 
escrever, o instrumento “telescópico” para a leitura, etc. 
• O trabalho do telefonista: ajuste do nível de som, em função da sua 
eventual limitação auditiva. 
• O trabalho do empacotador: o ajuste da altura da mesa. 
• Os colegas deverão citar mais exemplos de “aplicação dos princípios da 
ergonomia”. 
19 
 
 
 
O OBJETO DA ERGONOMIA 
 
 
 
Fonte: icarusocupacional.com.br 
 
 
O objeto da Ergonomia é o homem; ele é o “centro “das atenções. O trabalhador 
precisa de todos os benefícios e facilidades para exercer a sua função de produzir. 
É oportuno lembrar que a Ergonomia não se preocupa com a ociosidade (“erg” 
significa trabalho). Portanto, o conforto, a segurança e o bem-estar não são um “fim”, 
mas um “meio”: um meio oferecido para que o trabalhador produza com boaqualidade. 
A Ergonomia deve constituir-se na principal ferramenta para o “controle de 
qualidade”. 
É inimaginável um “controle de qualidade” sem a preocupação inicial com a 
segurança, o conforto e o bem-estar...de quem produz. 
Entendemos que, quando um bem é produzido com acidentes e doenças 
ocupacionais, a boa qualidade está comprometida. 
“A boa qualidade do produto é apenas o resultado da boa qualidade da 
produção; e segurança é um dos elementos da produção” 
O ambiente de trabalho: 
Os ambientes de trabalho, quanto aos riscos oferecidos, se distribuem em 4 
classes: 
20 
 
 
 
a- Ambiente praticamente sem risco - É um ambiente onde o número de 
riscos é relativamente pequeno e, sendo aparentemente de “pequeno grau”, tornam- 
se quase imperceptíveis. Entretanto, não podemos negligenciar o fato, pois, qualquer 
risco, por menor que seja, deve ser tratado como “potencialmente grave”. 
Ex.: sala de aula (poeira de giz, ácaros, desconforto, monotonia, iluminamento, 
etc.); 
Sala do chefe (poeiras, iluminamento, monotonia, posição de trabalho, etc.); 
outros ambientes. 
b- Ambiente com condições perigosas - É um ambiente onde os acidentes 
e doenças podem ocorrer em situações de gravidade, inclusive com risco de morte. 
Na maioria, é vetado o trabalho de menores de idade e, em alguns casos, é permitido 
desde que eles estejam devidamente protegidos. 
Exemplos: 
• Trabalho dentro do bosque (queda de galhos, ataque de animais, etc); 
• Trabalho em plataformas, desnível acima de 2,0m (queda de nível, 
pânico, etc.); 
• Motorista de caminhão (tensão, acidentes de trânsito, monotonia, etc.). 
• Outros similares. 
c- Ambiente com risco de insalubridade - Apesar de essencialmente técnica 
esta classificação, ela assume um caráter legal, com a preocupação da compensação 
pecuniária, com o pagamento do adicional salarial. 
Exemplos: 
• Trabalho com agroquímicos (intoxicações, calor ou frio excessivo, etc.); 
• Ambiente muito ruidoso (insalubridade em grau médio); 
• Trabalho com solda elétrica (câncer de pele, cegueira, etc.); 
• Outras situações, igualmente insalubres. 
21 
 
 
 
 
Fonte: destinonegocio.com 
 
 
d- Ambiente com risco de periculosidade - São situações onde o risco é 
elevado e, em ocorrendo o acidente, quase sempre resulta em morte do trabalhador. 
Exemplos: 
• Trabalho com explosivos sólidos; 
• Ambiente contendo líquidos que geram gases explosivos; 
• GLP; 
• Eletricidade, 
• etc. 
O trabalho com R-X é, tecnicamente, caracterizado como insalubre; mas, 
legalmente é considerado como “periculoso”. 
Para qualquer ambiente de trabalho, e para qualquer atividade que vá exercer, 
o homem tem que ser “adaptado”, isto é, o trabalhador tem que: receber treinamento, 
alimentar-se adequadamente, usar EPI em função do risco existente, ser motivado, e 
outros procedimentos de “ajuste do homem ao trabalho”. 
A prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, nesta fase de “adaptação 
do homem ao trabalho”, é realizada com os seguintes procedimentos: 
22 
 
 
 
A- PRÉ-CONTRATAÇÃO: B- PÓS-CONTRATAÇÃO: 
Alimentação Alimentação 
Escolaridade Escolaridade 
Exames médicos Exames médicos 
Vacinação Vacinação 
Qualificação Qualificação 
Recrutamento Treinamento 
Seleção Motivação ao trabalho 
etc. Reciclagem 
Rodízio 
Salário 
Epi, 
 
Mas, a adaptação do homem ao trabalho não é suficiente para prevenir 
acidentes e doenças ocupacionais. ANTES de iniciada a atividade laboral, temos que” 
adaptar o trabalho ao homem”. É a segunda fase da prevenção de acidentes e 
doenças. 
 
OS SUBSÍDIOS À ERGONOMIA 
 
 
Alguns dos recursos e conhecimentos humanos de que se vale a ergonomia 
para adequar as condições de trabalho ao homem, afim de que ele possa exercer a 
sua atividade dignamente: 
 
 
 
 
 E Statística 
Ant R Opometria 
Fisiolo G ia Humana 
Anat O mia Humana 
Ciê N cias Biológicas 
Psic O logia 
 M edicina Industrial 
Fís I ca 
Economi A , e outros 
23 
 
 
 
Exemplos: 
1- Para a empresa formar, economicamente, o seu estoque de foices, no 
trabalho rural, é necessário saber, primeiramente, qual a população de trabalhadores 
com habilidade “de esquerda” e “de direita”; depois, a periodicidade com que a 
ferramenta se desgasta. 
 
Fonte: www.aede.cl 
 
 
2- Também, a antropometria, a estatística e a economia se aplicam para a 
formação do estoque de calçados de segurança, conceito estendido a todo e qualquer 
equipamento ou ferramenta. 
Por que, primeiramente, o conhecimento da população e, depois, o do 
consumo? Desta forma, temos condições de avaliar a periodicidade com que 
determinado bem é consumido: há certa relação entre a quantidade de consumidores 
numa classe (por exemplo, os que calçam sapato no 38) e o consumo deste 
equipamento. Entretanto, convém estar atentos para alguns fatores que contribuem 
para maior ou menor desgaste do bem: 
• Nível de treinamento; 
• Condições ambientais de trabalho; 
• Qualidade da matéria prima usada na fabricação do equipamento; 
• Acabamento dado ao equipamento; 
• Uso indevido e/ou incorreto do equipamento; 
• Outros. 
http://www.aede.cl/
24 
 
 
 
OS OBJETIVOS DA ERGONOMIA 
 
 
Podemos distribuir os objetivos em duas classes: 
1- Objetivos (interesses) imediatos: 
• Propiciar conforto, segurança e bem-estar; 
• Reduzir a fadiga do trabalhador; 
• Prevenir acidentes e doenças ocupacionais; 
2- Objetivos (interesses) mediatos: 
• Reduzir o absentismo; 
• Aumentar a eficiência do trabalho; 
• Minimizar os custos de produção; 
• Aumentar a produção; 
• Aumentar a produtividade; 
• Melhorar a qualidade de produção (controle de qualidade); 
• Ensejar maiores lucros à empresa; 
• Ainda que não se constitua em um objetivo, a aplicação do trabalho (ao 
homem) resulta em ampliação do mundo de trabalho ao chamado 
“deficiente”, ou “portador de necessidades especiais”. 
 
O RECONHECIMENTO E A AVALIAÇÃO DOS AGENTES ERGONÔMICOS 
 
 
Agentes ergonômicos são todos os elementos envolvidos na execução do 
trabalho, estudados nesta 2a fase de prevenção de acidentes e de doenças 
ocupacionais: 
• Condições do posto de trabalho 
• Layout 
• Ruídos 
• Temperaturas 
• Vibração mecânica 
• Posição de trabalho 
• Ritmo de trabalho 
• Empatia 
25 
 
 
 
• Tempo de execução de um serviço 
• Jornada de trabalho, etc. 
 
Fonte: www.ocupacional.com.br 
 
 
Quando há a inadequação, o desajuste ou a impropriedade destes agentes, 
eles irão gerar condições inseguras de natureza ergonômica, as quais causarão 
acidentes e doenças ocupacionais. 
Assim como ocorre na primeira fase – adaptação do homem ao trabalho – 
também na segunda fase, que é a domínio da ERGONOMIA, há escala de 
procedimentos para a prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais: 
 
O reconhecimento dos agentes ergonômicos 
 
Procedimento que consiste em identificar todos os agentes ambientais e/ou 
operacionais que possam interferir no desempenho, na saúde e na integridade física 
do trabalhador. 
A interferência de ordem psíquica não é objeto de preocupação da Ergonomia; 
mas, por exemplos, o tamanho do pincel de um pintor, a cadeira usada por um 
digitador, ou a posição de trabalho do professor, a temperatura ambiente em que o 
artista trabalha, sim. 
Esse reconhecimento pode ser efetivado empírica ou objetivamente (com o uso 
de equipamentos ou instrumentos de medição). 
http://www.ocupacional.com.br/
26 
 
 
 
A avaliação 
 
Consiste em identificar a intensidade com que esses elementos ambientais e/ou 
operacionais ocorrem, relacionando-os com o limite de tolerância do trabalhador a eles. 
Para os riscos de insalubridade, o limite de tolerância é verificado em função, 
basicamente, de dois fatores: 
1- Aspectos quantitativo e qualitativo da medição; 
2- Tempo de exposição ao (s) agente (s). 
Para os riscos de periculosidade, o limite de tolerância é verificado em função, 
basicamente, de dois fatores: 
1- Aspectosquantitativo e qualitativo da medição; 
2- Distância à fonte geradora. 
 
O controle 
 
Após o reconhecimento e a respectiva avaliação, estando caracterizado o risco, 
ele deverá ser controlado. 
Entretanto, pela multiplicidade dos agentes, torna-se difícil a avaliação 
quantitativa; destarte, e para facilitar a avaliação e o necessário controle, os agentes 
– chamados de “fatores ergonômicos” - são distribuídos em três classes: 
1- Fatores Individuais: 
• Tipo físico 
• Inteligência 
• Capacidade de concentração 
• Idade 
• Sexo 
• Habilidades, etc. 
2. Fatores Ambientais: 
• Temperatura 
• Ruído 
• Umidade 
• Layout 
• Topografia, etc. 
27 
 
 
 
3- Fatores Operacionais: 
• Posição de trabalho 
• Ritmo de trabalho 
• Turno de trabalho 
• Velocidade da máquina 
• Atos repetitivos, etc. 
Os fatores individuais e os ambientais são reconhecidos e avaliados antes da 
execução do trabalho. Os operacionais só podem ser reconhecidos e avaliados após 
e/ou durante a execução do trabalho; eles surgem com a atividade laborativa. 
Modernamente, uma das principais doenças manifestadas pela inadaptação, 
principalmente dos fatores operacionais, é conhecida pela sigla DORT, 
equivocadamente chamada LER. 
Distúrbios Músculo-ligamentares Relativos ao Trabalho (DMRT) ou Doenças 
Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT) são lesões musculares e/ou 
tendões e/ou fáscias e/ou nervos nos membros superiores, ocasionadas pela 
utilização biomecanicamente incorreta deles, que resultam em dor, fadiga, queda de 
performance no trabalho, incapacidade temporária e, conforme o caso, podem evoluir 
para uma síndrome dolorosa crônica. 
Manifestam-se, normalmente, entre 7 e 24 meses de trabalho (na função). 
A faixa etária mais comum é a de 20 a 29 anos, por uma questão lógica do 
elevado número de pessoas dessa faixa, no mundo de trabalho e, também, pelo tempo 
da manifestação (7 a 24 meses). 
No exame admissional, se detectado o distúrbio, negar a vaga. 
Alguns fatores contributivos: vibração, frio, as mulheres são mais predispostas, 
postura estática do corpo durante o trabalho, tensão no trabalho, desprazer, 
traumatismos anteriores, atividades anteriores, perfil psicológico (segundo Dr. 
Losovey). 
Como fatores biomecânicos, podemos citar: força excessiva com os membros 
superiores, postura incorreta (braços elevados, braços estendidos, compressão de 
estruturas nervosas), outros. 
A programação adequada de trabalho ao homem é o ponto de partida para a 
prevenção de acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais, e para o atingimento 
dos objetivos imediatos que são o conforto, a segurança e o bem-estar do trabalhador. 
28 
 
 
 
QUANDO SURGIU A ERGONOMIA 
 
 
A ergonomia surgiu junto com o homem primitivo. Com a necessidade de se 
proteger e sobreviver, o homem primitivo, sem querer começou aplicar os princípios 
de ergonomia, ao fazer seus utensílios de barro para tirar água de cacimbas e cozinhar 
alimentos. 
 
ERGO = trabalho 
NOMOS = regras 
 
Estudo entre o Homem e o seu trabalho, equipamento e meio ambiente. 
 
 
A ERGONOMIA ESTUDA A SITUAÇÃO DE TRABALHO: 
 
 
Atividade 
Ambiente (iluminação, ruído e calor) 
Posto de trabalho 
Dimensões, formas e concepção e etc... 
Busca dar o máximo de conforto, segurança, eficiência e melhoria das 
condições de trabalho existentes. 
 
ONDE PODEMOS APLICAR UM ESTUDO ERGONÔMICO 
 
 
No lar 
No transporte 
No lazer 
Na escola 
Principalmente, no trabalho 
 
 
 
Ergonomia 
 
Menos esforço físico e mental 
29 
 
 
 
TIPOS DE ERGONOMIA 
 
 
De correção 
 
Atua de maneira restrita modificando os elementos parciais do posto de 
trabalho, como: 
• Dimensões 
• Iluminação 
• Ruído 
• Temperatura, etc. 
• Tem eficácia limitada. 
 
 
 
 
 
Ao contrário, interfere amplamente no projeto do posto de trabalho, do 
instrumento e máquina do sistema de produção, organização do trabalho e formação 
de pessoal. 
• Boa postura 
• Uso adequado de equipamento 
• Implantação 
 
 
De conscientização: 
 
Capacitação das Pessoas. 
De concepção 
30 
 
 
 
DESLOCAR, LEVANTAR E TRANSPORTAR CARGAS MANUAIS 
 
 
 
Fonte: 1.bp.blogspot.com 
 
 
Forma, peso e volume das cargas manuais, determinam cuidados diferenciados 
Definição 
Deslocar, levantar e transportar cargas define-se como sendo os movimentos 
e esforços desprendidos por uma ou mais pessoas, objetivando movimentar cargas 
dos mais diversos tipos, formas ou tamanhos, pelo processo manual. 
 
Objetivo 
 
Informar procedimentos básicos a serem seguidos quando no deslocamento, 
levantamento e transporte de cargas manuais, objetivando evitar acidentes e 
consequentes lesões. 
 
Legislação 
 
• Portaria 3.214 do Ministério do Trabalho 
• NR-09 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais 
31 
 
 
 
• NR-11 - Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de 
materiais. 
• NR-17 - Ergonomia 
 
CAPACIDADE INDIVIDUAL DE CARGA 
 
FAIXA ETÁRIA HOMEM MULHER 
Menores de 16 anos PROIBIDO PROIBIDO 
16 a 18 anos 16 kg 8 kg 
Acima de 18 anos 40 kg 20 kg 
 
 
Riscos contemplados 
 
• Esforço físico intenso; 
• Levantamento e Transporte de peso; 
• Postura Inadequada; 
• Ritmos excessivos; 
• Trabalhos em turnos e noturnos; 
• Monotonia; 
• Repetitividade; 
• Jornada de Trabalho prolongada, etc. 
 
 
Anatomia HumanaCABEÇA 
• TRONCO 
• MEMBROS 
A única estrutura óssea do tronco – coluna vertebral 
 
Fonte: www.herniadedisco.com.br 
http://www.herniadedisco.com.br/
32 
 
 
 
Procedimentos básicos quando levantar caixas: 
 
 
 
Estender os 
braços... 
Mantê-la próxima 
ao corpo. 
 
 
 
 
 
Procedimentos básicos quando levantar sacos: 
 
 
Manter a cabeça e 
costas em linha 
reta; 
 
 
 
 
 
 
 
Levantar com esforço 
das pernas, deixando- 
as com abertura 
adequada; 
 
 
LESÕES 
• Cortes/ Perfurações; 
•Dores lombares (lombalgias); 
•Entorse; 
•Distensões musculares; 
•Hérnias, ETC. 
Apoiar o saco 
sobre o ombro, 
e; 
 
 
 
 
 
Segurar com 
firmeza e iniciar o 
transporte com as 
costas reta. 
 
 
INCAPACIDADE 
•Parcial 
•Total 
• Temporária 
•Permanente 
•Morte 
Usar o esforço das 
pernas deixando-as 
com abertura 
adequada... 
Centralizar a 
carga... 
33 
 
 
 
Exemplos: 
 
 
 
 
 
Trabalho em pé 
 
A posição em pé é recomendada para os casos em que há frequentes 
deslocamentos do local de trabalho ou quando há necessidade de aplicar grandes 
forças. 
Não se recomenda passar o dia todo na posição em pé, pois isso provoca 
fadiga nas costas e pernas. 
Um estresse adicional pode aparecer quando a cabeça e o tronco ficam 
inclinados, provocando dores no pescoço e nas costas. Além disso, trabalhar com os 
braços para cima, sem apoio, provoca dores nos ombros. 
As tarefas que exigem longo tempo na posição de pé, devem ser intercaladas 
com tarefas que possam ser realizadas na posição sentada ou andando. 
Deve-se permitir que os trabalhadores possam sentar durante as pausas 
naturais do trabalho. É o caso, por exemplo, de operadores de máquinas e vendedores 
em lojas. Também se podem projetar postos de trabalho que permitam alternar a 
postura sentada com a em pé. 
34 
 
 
 
A altura da superfície de trabalho em pé depende da tarefa 
 
A altura da superfície para trabalho em pé depende, como no caso do trabalho 
sentado, do tipo de tarefa, das dimensões corporais e da preferência individual. 
A altura da bancada deve ser ajustável. Quando a mesma bancada é usada por 
várias pessoas, sua altura deve ser regulável. 
Para acomodar as diferenças individuais, a faixa de ajustes deve ser de pelo 
menos 25 cm. Isso acontece também quando a mesma pessoa deve trabalhar com 
peças de diferentes alturas. Nesse caso, a faixa de ajustes depende da diferença de 
altura das peças a serem manuseadas. Os usuários devem ser instruídos sobre a 
melhor altura da bancada para cada pessoa, a fim de prevenir a fadiga.O uso de plataformas não é recomendado para trabalhadores em pé. 
Elas exigem um espaço adicional, são difíceis de limpar e incômodas para 
transportar. Além disso, as pessoas costumam tropeçar nelas. 
 
Reservar espaço suficiente para pernas e pés 
 
Um espaço suficiente deve ser mantido livre sob a bancada ou máquina, para 
acomodaras pernas e pés. Isso permite que a pessoa se aproxime do trabalho, sem 
necessidade de curvar o tronco. 
O espaço livre deve permitir também mudanças frequentes de postura, 
movimentando as pernas e os pés. 
 
Evitar alcance excessivo 
 
Os alcances com os braços, para frente e para os lados, devem ser limitados 
para evitar a inclinação ou rotação do corpo. Para isso, as ferramentas, peças e 
controles de uso mais frequente devem situar-se em frente e perto do corpo. 
Para leituras e outras tarefas que exigem um acompanhamento visual contínuo, 
a superfície deve ser inclinada, sempre que possível, de forma semelhante ao caso 
do trabalho sentado. 
35 
 
 
 
Mudança de postura 
 
Descrevemos a seguir alguns meios para aliviar os problemas causados por 
posturas prolongadas, incluindo maneiras de variar as tarefas e atividades, construção 
de postos de trabalho que permitam alternar a postura sentada e em pé, o uso da 
cadeira Balans e o uso de um selim para apoiar as nádegas na postura em pé. 
O projeto e a organização do trabalho devem preocupar-se em introduzir 
variações nas tarefas e atividades, de modo a eliminar as posturas prolongadas. 
Se uma tarefa deve ter longa duração, o posto de trabalho pode ser projetado 
para que as atividades possam ser exercidas tanto na posição sentada como em pé. 
Para isso, a superfície de trabalho é dimensionada para o trabalho em pé. 
Em seguida, providencia-se uma cadeira alta, que permita realizar o trabalho 
sentado. Nesta postura, deve haver um apoio para os pés e um espaço para acomodar 
as pernas, abaixo da superfície de trabalho. 
 
Uso da cadeira Balans de vez em quando 
 
 
Fonte:i.ebayimg.com 
 
 
A cadeira Balans tem assento inclinado para frente em aproximadamente 20 
graus. Essa inclinação força postura vertical do dorso. 
36 
 
 
 
Para que o corpo não deslize para frente, há um apoio na altura dos joelhos. 
Essa cadeira não pode ser usada por longos períodos, devido à pressão nos 
joelhos, falta de movimento das pernas e ausência do encosto. Como a cadeira não 
tem rodinhas e o assento não pode girar, ela só pode ser utilizada para tarefas que se 
encontram à frente do corpo. 
Em todos os casos, pode-se usar essa cadeira, por curtos períodos, em 
substituição à cadeira convencional, apenas com o objetivo de alternar a postura de 
vez em quando. Ela não deve ser usada por longos períodos ou de forma contínua. 
 
Uso do selim para apoiar o corpo na posição em pé 
 
Pode-se usar um tipo de selim com tripé para apoiar as nádegas na posição em 
pé. Esse selim consiste de um pequeno assento com altura regulável entre 65 a 85 
cm e é inclinado para frente em 15 a 30 graus. Ele possibilita uma postura semi- 
apoiada, servindo para aliviar a tensão nas pernas. 
Esse selim não pode ser usado por longos períodos e só é prático no caso de 
trabalhos em pé, sem necessidade de grandes forças ou movimentos extensos. O piso 
onde se apoia deve ter atrito suficiente para evitar que o mesmo deslize. 
 
Posturas das mãos e braços 
 
O trabalho por longos períodos, usando as mãos e os braços em posturas 
inadequadas, pode produzir dores nos punhos, cotovelos e ombros. 
Quando o punho fica muito tempo inclinado, pode haver inflamação dos nervos, 
resultando em dores e sensações de formigamento nos dedos. 
Dores no pescoço e nos ombros podem ocorrer quando se trabalha muito 
tempo com os braços levantados, sem apoio. Esses problemas ocorrem 
principalmente com o uso de ferramentas manuais. 
As dores se agravam quando há aplicação de forças ou se realizam 
movimentos repetitivos com as mãos. Pode-se conseguir posturas melhores com o 
posicionamento correto para a altura das mãos e uso de ferramentas apropriadas. 
37 
 
 
 
Existem muitos modelos de ferramentas. Deve ser selecionado o modelo que 
melhor se adapte à tarefa e à postura, de modo que as articulações possam ser 
mantidas na posição neutra. 
 
POSTURA EM MICROCOMPUTADORES 
 
Cadeira 
 
Com altura ajustável, para que as coxas fiquem horizontais. 
O encosto ajustável deve suportar a parte inferior das costas. 
Fonte: www.melhoramiga.com.br 
 
 
Mesa 
 
A altura da mesa de trabalho deve ser de 65 cm a 75 cm. 
Os pés devem estar totalmente apoiados no piso. Se necessário, use suporte 
(descanso) para os pés. 
 
Monitor 
 
Certifique-se, que a tela do monitor esteja limpa. 
A posição do monitor deve minimizar ofuscamentos e reflexos. 
Ajuste o brilho e o contraste da tela do monitor. 
http://www.melhoramiga.com.br/
38 
 
 
 
Ângulos e medidas importantes 
 
A distância olho tela deve ser de 50 cm a 65cm. 
O topo da tela do monitor deve estar na direção ou abaixo do nível horizontal 
dos olhos do usuário. 
Os ombros devem estar relaxados e a parte superior do corpo não deve estar 
inclinada para frente. 
A tela do monitor deve estar inclinada para trás de 10° a 20°. 
O ângulo de visão da tela deve ser de 40°. 
Os cotovelos do usuário devem estar paralelos ao teclado. 
O pescoço não deve estar excessivamente dobrado para a frente ou para trás. 
Mantenha os pulsos em posição reta. 
Se possível, conserve a posição do monitor em ângulos retos (de 90º) em 
relação às janelas. 
Reorganize o microcomputador e mantenha os itens mais frequentemente 
utilizados dentro de fácil alcance, não se torcendo nem se esticando para apanhá- los. 
 
RECOMENDAÇÕES BÁSICAS: ASPECTOS ERGONÔMICOS E POSTURAIS NAS 
ATIVIDADES DOS TRABALHADORES DA ÁREA DE SAÚDE 
 
Texto extraído do Manual sobre Ergonomia da Unicamp 
 
As lesões do sistema musculoesquelético, particularmente as algias vertebrais, 
são reconhecidas como um risco ocupacional entre os trabalhadores da área de 
saúde. Atualmente, sabe-se que grande parte das agressões à coluna vertebral em 
trabalhadores da saúde estão relacionadas a condições ergonômicas inadequadas de 
mobiliários, posto de trabalho e equipamentos utilizados nas atividades cotidianas, 
sendo as dores nas costas causadas por traumas crônicos repetitivos, que envolvem 
muitos outros fatores, além da manipulação de pacientes. Dessa forma, as 
recomendações sobre um aspecto relevante do problema das algias vertebrais, que é 
a prevenção, têm caminhado em direção a uma abordagem ergonômica. Dentro desse 
contexto, são abordados os seguintes tópicos: 
39 
 
 
 
Orientações ergonômicas e posturais gerais. 
 
 
Fonte: http2.mlstatic.com 
 
 
Orientações em relação às técnicas adequadas de levantamento, manuseio e 
transporte de cargas. 
 
• Avaliar a carga; 
• Manter um espaço livre para acesso à carga; 
• Obter condições seguras do solo e do trajeto a ser percorrido; 
• Posicionar os pés corretamente; 
• Segurar a carga usando totalmente as mãos; 
• Levantar cargas do chão com o dorso retificado e os joelhos dobrados; 
• Carregar a carga o mais próximo possível do corpo; 
• Evitar movimentos de torção em torno de eixo vertical do corpo; 
• Utilizar, sempre que possível, elementos e equipamentos auxiliares; 
• Participar periodicamente de programas de treinamento. 
 
 
Orientações em relação à postura e movimentos 
 
• Proporcionar variação de posições e atividades; 
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• Observar a altura da bancada de trabalho, de acordo com o tamanho do 
trabalhador e o tipo de serviço executado (bancadas para preparar 
medicações, medir crianças, coletar sangue); 
• Manter altura de bancada ajustável, quando utilizada por diferentes 
pessoas (camas, macas); 
• Manter espaço suficiente para membros inferiores; 
• Colocar os pés alternadamente em um banquinho quando trabalhar em 
pé por tempo prolongado; 
• Evitara inclinação do tronco, mantendo os membros inferiores esticados 
(p. ex., ao retirar material esterilizado de armário); 
• Evitar alcances excessivos; 
• Evitar o alongamento excessivo da coluna vertebral; 
• Armazenar objetos pesados dentro de uma amplitude de alturas 
próximas à cintura e os objetos leves em qualquer altura situada entre o 
joelho e o ombro (caixa de instrumental, monitores, roupas, soros, etc.); 
• Colocar materiais em um nível que nunca ultrapasse a altura da cabeça; 
• Utilizar uma escadinha ao retirar objetos de partes altas de estantes já 
construídas (p. ex., pegar soros em armários). 
 
Orientações em relação aos equipamentos 
 
• Evitar a utilização de mobiliários e equipamentos improvisados; 
• Atentar para uma manutenção adequada e periódica dos equipamentos 
hospitalares; 
• Modernizar o trabalho do pessoal de enfermagem pelo uso de 
equipamentos modernos, dando-se mais atenção ao provisionamento de 
auxílios mecânicos; 
• Avaliar equipamentos e mobiliários hospitalares, levando em conta 
fatores ergonômicos. 
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Orientações em relação à movimentação e transporte de clientes 
 
Os procedimentos que envolvem a movimentação e transporte de pacientes 
são considerados os mais penosos para os trabalhadores da saúde. Estudiosos da 
questão defendem que o ensino desses procedimentos deve ser complementado com 
uma avaliação do local de trabalho e de alternativas para torná-los menos prejudiciais. 
Considerando tais aspectos, dividiu-se esta última fase em quatro partes: 
 
Avaliação das condições e preparo do paciente 
 
• Planejar minuciosamente; 
• Avaliar as condições físicas da pessoa que será movimentada e sua 
capacidade em colaborar; 
• Observar presença de soros, sondas e outros equipamentos; 
• Explicar ao paciente: modo como se pretende movê-lo, como pode 
cooperar, para onde será encaminhado e qual o motivo da locomoção; 
• Manter o lençol esticado e limpo; 
• Orientar o paciente a ajudar, sempre que for possível. 
 
 
Preparo do ambiente e equipamentos 
 
Considerando, que determinados aspectos do posto de trabalho podem 
prejudicar os procedimentos de movimentação e transporte, aborda-se nessa parte os 
principais cuidados que necessitam ser considerados: 
• Observar o espaço físico; 
• Verificar o local e remover os obstáculos; 
• Observar a disposição do mobiliário; 
• Obter condições seguras com relação ao piso; 
• Colocar o suporte de soro ao lado da cama, quando necessário; 
• Elevar ou abaixar a altura da cama para ficar no mesmo nível da maca; 
• Travar as rodas da cama, maca e cadeira ou solicitar auxílio adicional; 
• Adaptar a altura da cama ao profissional e ao tipo de procedimento que 
será realizado. 
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4.2.3 Preparo dos trabalhadores da área de saúde 
 
Nesta fase são descritas algumas orientações específicas para o pessoal de 
saúde, principalmente relacionadas com os princípios básicos de mecânica corporal, 
que devem ser utilizados durante a manipulação de pacientes: 
• Deixar os pés afastados e totalmente apoiados no chão; 
• Manter as costas eretas; 
• Usar o peso corporal como um contrapeso ao do paciente; 
• Flexionar os joelhos, ao invés de curvar a coluna; 
• Abaixar a cabeceira da cama ao mover um paciente para cima; 
• Utilizar movimentos sincrônicos; 
• Trabalhar o mais próximo possível do corpo do paciente, que deverá ser 
erguido ou movido; 
• Usar uniforme e sapatos apropriados; 
• Utilizar elementos auxiliares, tais como: barra tipo trapézio no leito, cinto 
de transferência, plástico antiderrapante para os pés, rolo plástico 
facilitador de movimentos, prancha de transferência, auxílios mecânicos, 
entre outros. 
 
Orientações diversas 
 
Considerando que os estudos sobre as lesões musculoesqueléticas têm gerado 
inúmeras controvérsias e que, geralmente, abrangem múltiplas variáveis com 
complexo inter-relacionamento, cada vez mais, se buscam novas abordagens para 
enfrentar o problema, que englobam as seguintes orientações: 
Praticar atividades físicas regularmente; 
• Evitar a obesidade e o tabagismo; 
• Utilizar posições, colchões e travesseiros adequados para dormir; 
• Realizar relaxamento; 
• Utilizar massagem e aplicar calor no local da dor. 
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GINÁSTICA LABORAL 
 
 
 
Fonte: www.ginlab.com.br 
 
 
A Ginástica Laboral constitui uma sequência de exercícios específicos 
aplicados a cada atividade, sendo realizadas no próprio local de trabalho, objetivando 
a prevenção, a terapêutica e o bem-estar do ser humano, devendo estar 
acompanhada de orientações sobre as posturas mais adequadas nos postos de 
trabalho e avaliações ergonômicas para promover as condições adequadas aos seus 
funcionários. 
Iniciou-se, efetivamente, em 1928 no Japão e, após a 2º Guerra Mundial, 
expandiu-se fortemente pelo país até hoje. A experiência com Ginástica Laboral, cuja 
origem é japonesa, foi introduzida no Brasil por executivos nipônicos em 1969, nos 
estaleiros Ishikavajima, visando a prevenção de acidentes de trabalho (Pulcinelli,1994, 
p37). 
http://www.ginlab.com.br/
44 
 
 
 
Tipos de Ginástica Laboral 
 
 
Fonte: www.segurancatemfuturo.com.br 
 
 
Ginástica Laboral Pré-aplicada ou Preparatória 
 
É a reunião de funcionários em um local específico, no início de cada turno ou 
jornada de trabalho, a fim de realizar uma atividade física, buscando o “despertar do 
corpo e da mente”. 
Objetivos: 
• Melhorar as condições físicas e mentais; 
• Aperfeiçoar as coordenações e sinergias, de acordo com as 
necessidades; 
• Reagir aos estímulos externos com maior rapidez; 
• Estimular reações mais adaptadas para as diferentes situações de 
trabalho. 
 
Ginástica Laboral Compensatória 
 
Se constitui de pausas no período de trabalho com a realização de atividades 
físicas compensatórias aos movimentos das tarefas, específicas para cada setor, de 
acordo com as características do ambiente e a natureza do trabalho. 
http://www.segurancatemfuturo.com.br/
45 
 
 
 
Objetivos: 
• Alcançar o equilíbrio físico e mental para a execução de tarefas bem 
como compensar posturas estáticas, unilaterais e reduzir o acúmulo de 
fadiga; 
• Prevenir acidentes, distensões musculares e doenças ocupacionais. 
“A Ginástica Laboral, como todas as outras atividades físicas, não deve ser 
executada sem um acompanhamento de um profissional da área de saúde, pois, para 
trazer reais benefícios, é necessário que seja executada corretamente e se identifique 
com os limites de cada um a fim de se trabalhar esses limites. Desta maneira, 
melhorando as condições físicas e mentais. Se houver algum problema físico ou de 
saúde, consultar um médico antes de iniciar alguma nova atividade física.” 
 
Sobre os exercícios 
 
• Sempre antes de iniciar as atividades físicas, fazer uma avaliação com 
um profissional da área de saúde; 
• Faça os exercícios no seu ritmo; 
• Respire naturalmente; 
• Relaxar; 
• Prestar atenção ao corpo; 
• Concentrar-se nos músculos e articulações sendo alongados; 
• Sem dor; 
• Sempre faça alongamento dentro do seu limite de conforto, jamais a 
ponto de sentir dor; 
• Caso tenha problema de saúde relacionado a músculos, ossos, tendões 
etc. Se tiver, consulte um médico antes de executar os exercícios; 
• Não se compare com as outras pessoas. Todos somos diferentes. As 
comparações podem fazê-lo alongar-se excessivamente; 
• Não prenda o fôlego enquanto faz os exercícios 
• Não faça balanceios; 
• Não é necessário nenhuma roupa especial para executar os exercícios, 
apenas retirar sapatos de saltos se os tiver. 
46 
 
 
 
Exemplo de sequência da Ginástica Laboral indicada para pessoas que 
exercem atividades laborais em diversas posições e que utilizam por um longo período 
de tempo os membros superiores (braços, antebraços, punhos, mãos e dedos). 
• Meio giro com a cabeça, iniciando de um ombro e indo para o outro, 
segurando 3”. Alternar movimento2 vezes cada lado. Fazer um giro 
completo no final. 
• As mãos apoiadas nos ombros com braços na altura dos ombros, girar 
os cotovelos para frente tentando encostá-los. 
• Idem ao anterior, girar os cotovelos para trás. 
• Os dedos entrelaçados fazendo uma pressão com os cotovelos abertos 
e flexão de pescoço na nuca. 
• O braço a frente do peito com o cotovelo e dedos flexionados, deverá 
fazer uma pressão com a outra mão no cotovelo em direção ao peito. 
Segurar 15 segundos. 
• O braço estendido acima da cabeça, deve fletir e estender o cotovelo 
abrindo e fechando a mão, sendo tracionado pelo outro no cotovelo em 
direção a cabeça. 
• Segurar os dedos para cima com o cotovelo estendido por 15 segundos. 
• As pernas afastadas com os joelhos flexionados e os dedos entrelaçados 
atrás da nuca com os cotovelos abertos. Inclinar o tronco para direita e 
voltar, ir para esquerda e voltar, alternando 15 vezes. 
• Um pé à frente do outro com pernas afastadas, flexionar o joelho da 
frente, não o deixando ultrapassar a linha do pé. Segurar 15 segundos. 
• Os braços entrelaçados acima da cabeça, com as palmas das mãos e 
dedos unidos, estender os cotovelos por 15 segundos. 
• Exemplo de sequência da Ginástica Laboral indicada para pessoas que 
exercem atividades laborais por longos períodos de tempo sentados e que 
utilizam membros superiores. 
• Girar a cabeça para frente, para os lados e inverter o movimento no final 
do círculo. 
• Os ombros para cima e para trás; 
• Os ombros para cima e para frente. 
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• O braço a frente do peito com o cotovelo flexionado onde o punho deve 
rodar para fora, sendo que a mão oposta faz uma pressão em direção ao 
peito segurando por baixo do cotovelo. 
• Elevar um braço acima da cabeça com o cotovelo flexionado e o outro 
com cotovelo flexionado atrás das costas, tentar entrelaçar as mãos. 
(Respeitando o limite de cada um). 
• Os braços acima da cabeça, puxar o cotovelo tentando encostar a mão 
nas costas. 
• Pernas afastadas e joelhos flexionados, dedos das mãos entrelaçados 
atrás das costas com palmas unidas e afastar do corpo com os cotovelos 
estendidos. Segurar 15 segundos. 
• Esticar o braço com a palma da mão para frente e dedos esticados. 
Dobrar o punho até onde puder. Segurar por 15 segundos. 
• Esticar o braço com o dorso da mão para frente e dedos esticados. 
Dobrar o punho até onde puder. Segurar 15 segundos. 
• Com pernas unidas e flexionadas abaixar o corpo até o seu limite e 
estender os joelhos. Segurar por 15 segundos, e levantar com os joelhos 
flexionados e coluna desenrolando. 
• Em pé, fletir um joelho e segurar o pé, mantendo as coxas unidas. Manter 
por 15 segundos. 
• Os braços elevados acima da cabeça, com mãos entrelaçadas e joelhos 
flexionados. Segurar por 15 segundos. 
• Exemplo de sequência da Ginástica Laboral indicada para pessoas que 
permanecem por longos períodos em pé, com a cabeça para baixo e 
executando várias atividades com os braços, mãos e dedos. 
• Observação: É muito importante que você sente com a coluna reta e se 
houver dificuldades mantenha os joelhos flexionados. 
• Iniciar o movimento com o queixo no ombro, contando até 3 e virar para 
o outro lado. Fazer 2 vezes para cada lado. 
• Sentado com as pernas esticadas, pés unidos e dedos para cima, levar 
os ombros para trás 10 vezes. 
• Idem e levar os ombros para frente 10 vezes. 
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• Idem, segurar na nuca com os cotovelos unidos e tentar encostar os 
cotovelos na perna. Segurar por 15 segundos. 
• Sentado com os joelhos flexionados e pés unidos, laçar o braço atrás ou 
na frente do corpo com cotovelo esticado. Movimentar o braço abrindo e 
fechando os dedos.15 vezes cada lado. 
• Sentado com os joelhos flexionados e pés unidos, flexionar a cabeça e 
inclinar o corpo a frente. Segurar por 15 segundos. 
• Sentado com as pernas afastadas, pés para cima, inclinando o corpo 
tentando segurar a perna ou pés. Segurar por 15 segundos. 
• Sentado com as pernas afastadas, girar o corpo levando os braços 
alternadamente em direção as pernas ou pés. Repetir 10 vezes. 
• Idem, inclinar o corpo para lateral com apoio da mão oposta, levando o 
braço para cima com a palma para fora e o cotovelo esticado. 
• Abdominais - Joelhos flexionados, mãos na frente do corpo e elevado, 
subir só até a metade das costas e descer lentamente. Repetir 10 vezes. 
• Deitados com pernas flexionadas, estender os braços e puxar para cima, 
segurando por 15 segundos. Levantar de lado e lentamente. 
 
Porque fazer a ginástica laboral 
 
Hoje em dia milhões de pessoas estão descobrindo os benefícios do 
movimento. Para onde quer que se olhe, lá estão pessoas andando, correndo, 
jogando bola, tênis, andando de bicicleta. O que é que esperam alcançar? Por que 
este interesse relativamente súbito pelo preparo físico? 
Estamos descobrindo que pessoas ativas têm vidas mais intensas. Têm mais 
vigor, resistem as doenças e permanecem em forma. São mais autoconfiantes, menos 
deprimidas e é frequente que mesmo em fases avançadas da vida, ainda estejam 
trabalhando com grande energia em novos projetos. 
Nos últimos anos a pesquisa médica demonstrou que uma boa parte do 
sedentarismo é causado diretamente pela falta da atividade física. A tomada de 
consciência deste fato, acompanhada de um conhecimento mais completo a respeito 
de cuidados para com a saúde, estão modificando o estilo de vida. 
49 
 
 
 
O entusiasmo atual pelo movimento não é modismo. Sabemos agora que um 
dos meios de prevenir os males da inatividade é permanecer ativo, não durante um 
mês, nem um ano, mas a vida toda. 
Na medida em que relaxam a mente e “regulam” o corpo, deveriam constituir- 
se parte da vida diária. Você irá perceber que realizar esta prática de um modo regular 
poderá trazer os seguintes benefícios: 
• Redução de tensões musculares e sensações de um corpo mais 
relaxado. 
• Benefícios para a coordenação pois os movimentos tornam-se mais 
soltos e fáceis. 
• Minimizar e prevenir de lesões tais como distensões, tendinites, dores 
nas costas, etc. 
• Desenvolve a consciência corporal. Conforme você alonga as várias 
partes do seu corpo, e as focaliza, desenvolve maior controle dos 
movimentos. 
• Ajuda a liberar os movimentos bloqueados por tensão emocional, de 
modo que isto aconteça de forma espontânea. 
• Humanização do ambiente de trabalho. 
• Melhora do relacionamento da equipe. 
• Ativa a circulação. 
• É gostoso. 
• É bom. 
 
 
Quem deve fazer ginástica laboral 
 
Todos podem aprender a fazer a ginástica laboral, porém esta deve ser indicada 
por um profissional que saiba identificar qual será a melhor escolha, de acordo com 
as características das atividades laborais e do posto de trabalho. 
Muitas vezes as mesmas técnicas de alongamentos podem ser aplicadas, 
trabalhe você sentado ou não o dia todo, cave ou não buracos, fique ou não em uma 
linha de montagem, faça ou não exercícios com regularidades. 
Os métodos são delicados e fáceis, levando em conta as diferenças individuais 
quanto a tensão muscular e a flexibilidade. Portanto se estiver saudável, sem qualquer 
50 
 
 
 
problema específico, pode aprender a fazer alongamentos que é uma das técnicas 
utilizadas na ginástica laboral. 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
 
ABRAHÃO, Júlia Issy; PINHO, Diana Lúcia Moura. As transformações do trabalho 
e desafios teórico-metodológicos da Ergonomia. Red Estudos de Psicologia, 
2000. 
 
ABRAHÃO, Júlia Issy. Reestruturação produtiva e variabilidade do trabalho: uma 
abordagem da ergonomia. Psicologia: teoria e pesquisa, v. 16, n. 1, p. 49-54, 2000. 
 
GUÉRIN, François et al. Compreender o trabalho para transformá-lo: a prática da 
ergonomia. In:Compreender o trabalho para transformá-lo: a prática da 
ergonomia. Edgar Blucher, 2001. 
 
MARTINS, Jarbas Rocha et al. Análise ergonômica no transporte manual de cargas: 
Um estudo de caso em uma empresa de produção decimento. Revista GEPROS, v. 
12, n. 1, p. 269, 2017. 
 
SARTORI. Kamilla F. O. Atualidades em Ergonomia Logística, Movimentação de 
Materiais, Engenharia. Curso de Ergonomia Aplicada – Teoria e Prática – 
 
TELLES, Ana Luiza; ALVAREZ, Denise. Interfaces ergonomia-ergologia: uma 
discussão sobre trabalho prescrito e normas antecedentes. Labirintos do trabalho: 
interrogações e olhares sobre o trabalho vivo. Rio de Janeiro: DP&A, p. 63-90, 
2004. 
THERRIEN, Jacques; LOIOLA, Francisco Antônio. Experiência e competência no 
ensino: pistas de reflexões sobre a natureza do saber-ensinar na perspectiva da 
ergonomia do trabalho docente.Educação & Sociedade, v. 22, n. 74, p. 143-160, 
2001. 
51 
 
 
 
VALENÇA, Janaina Montrezor; DE ALENCAR, Maria do Carmo Baracho. Aspectos do 
trabalho e os distúrbios osteomusculares de trabalhadoras em um lactário de 
escola/Working aspects and musculoskeletal disorders of workers in a school’s lactary. 
Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, v. 25, n. 1, 2017. 
 
WISNER, Alain. A inteligência no trabalho: textos selecionados de ergonomia. 
Fundacentro, 1994.

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