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Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda PA���� TO�ÁCI��: es����et�, ar����lações, ab����ra�, mús�u��s, va���l��i��ção, d�e��g�� �in�áti�� � i��r��ção PAREDE TORÁCICA inclui a caixa torácica e as estruturas de revestimento dos ossos (pele, tela subcutânea, músculos e fáscia) da face anterolateral. Se considerarmos o esqueleto, chama-se de caixa torácica, independente de pertencer a face anterior ou posterior. Porém, quando consideramos o conjunto todo (com revestimentos), a parte anterior é chamada de tórax e a posterior de dorso. As funções da caixa torácica são: ○ Proteger os órgãos internos torácicos e abdominais contra forças externas. ○ Resistir às pressões internas negativas geradas pela retração elástica dos pulmões e pelos movimentos inspiratórios. ○ Sustentação do peso e inserção dos membros superiores. ○ Proporcionar inserção de músculos relacionados ao membro superior, ao abdome, ao pescoço, ao dorso e à respiração. Mesmo proporcionando rigidez, a caixa torácica possui a capacidade de absorção de choques, compressões externas sem fraturas e modificação do formato durante a respiração, tudo isso graças às suas articulações e à estrutura delgada e flexível das costelas. LI���S: Importante para a realização de exame físico e determinados procedimentos Lin�� me����a an����or (L�A) o� me���e�t����l: passa no plano mediano anteriormente. Lin�� me����a po���r�o� (L��): passa no plano mediano posteriormente; linha vertical compreendida ao longo das extremidades dos processos espinhosos das vértebras. 1 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda Lin�� me����la����la� (L��) o� he���l��i��l��: linha paralela à LMA, que atravessa o ponto médio da clavícula. Linhas axilares: ○ Lin�� ax���� an����or (LA�): com o paciente com o mmss elevado, segue-se verticalmente ao longo da prega axilar anterior. Formada pela margem lateral do m. peitoral maior e passa sobre o serrátil anterior. Limite anterior lateral do tronco. ○ Lin�� ax���� po���r�o� (LA�)): paralela à LAA, traçada verticalmente ao longo da prega axilar posterior, passando sobre a margem lateral do latíssimo do dorso. Para trás dessa linha é dorso, para frente é tórax. ○ Lin�� ��il�� �édi�: linha central na fossa axilar, paralela à LAA. Exemplo de aplicação clínica: Localização toracocentese (retirada de líquidos da cavidade torácica) → entre as linhas axilar média e medioclavicular (hemiclavicular), no 4º espaço intercostal. É uma região segura, uma área de recesso. 2 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda OUTROS PONTOS DO TÓRAX: ○ Ângulo infraesternal: ângulo de uma borda costal a outra; abaixo do processo xifóide. Referência para posicionamento das mãos na RCP. ○ Ângulo xifoesternal: ângulo entre uma margem costal e a linha mediana anterior. Referência para o procedimento de pericardiocentese ○ Sulco intermamário: depressão no corpo do esterno entre as duas mamas. ES����ET� ���ÁCI�� Forma a caixa torácica osteocartilagínea e consiste em 12 pares de costelas associadas a cartilagens costais, 12 vértebras torácicas e seus discos intervertebrais, além do osso esterno. 3 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda Cos����s As costelas são ossos planos e curvos, que possuem um interior esponjoso contendo medula óssea vermelha. Duas funções principais são proteção e inserção muscular Há três tipos de costela: ○ Costelas verdadeiras (vertebroesternais) → costelas I a VII; articulam-se diretamente com o esterno por meio de suas cartilagens costais. ○ Costelas falsas (vertebrocondrais) → costelas VIII, IX e X; articulam-se indiretamente com o esterno, tendo em vista que suas cartilagens costais se fundem com a cartilagem costal da costela acima. ○ Costelas flutuantes (vertebrais ou livres) → costelas XI e XII; não possuem nenhum contato com o esterno. Cos����s �ípi��� (da 3º até a 9º) ○ Cabeça da costela: possui duas faces articulares (já que se articula com 2 vértebras), separadas pela crista da cabeça da costela. ○ Colo da costela: une a cabeça da costela ao corpo no nível do tubérculo da costela. 4 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda ○ Corpo da costela: fino, plano e curvo. Observa-se o ângulo da costela, onde a costela faz uma curva anterolateral (está na região posterior). ○ Tubérculo da costela (articular): As costelas típicas possuem o tubérculo articular mais desenvolvido e é possível fazer a divisão em face articular e face não articular. A face articular lisa articula-se com o processo transverso e a face não articular é local de inserção de ligamento (costotranversário). ○ Sulco da costela: região côncava na face interior da costela que oferece alguma proteção ao conjunto vasculonervoso que atravessa o local. Cos����s a�ípi��� (1º, 2º, 10º-12º) COSTELA I ○ Quase horizontal, com corpo mais largo, curto e curvo se comparado com o corpo das costelas típicas. ○ Cabeça da costela com uma face articular → articula-se com a vértebra TI. ○ Sulco da veia subclávia ○ Sulco da artéria subclávia ○ Tubérculo do músculo escaleno anterior 5 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda COSTELA II ○ Cabeça da costela com duas faces articulares → articulam-se com as vértebras TI e TII. ○ Tuberosidade do músculo serrátil anterior COSTELA X-XII ○ Cabeça da costela com uma única face articular 6 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda As cartilagens costais prolongam anteriormente as costelas e colaboram para a elasticidade da parede torácica. As costelas VIII-X possuem cartilagens costais que se articulam entre si, formando a margem costal (arco costal). Os espaços intercostais são os espaços entre as costelas e as suas cartilagens costais. A denominação desses espaços se dá de acordo com a costela que forma a margem superior do espaço (exemplo: o 5º espaço intercostal está compreendido entre as costelas V e VI). A caixa torácica possui 11 espaços intercostais. Os espaços intercostais são ocupados por músculos e membranas intercostais, além de dois conjuntos vasculonervosos (vasos sanguíneos e nervos intercostais, identificados pelo número do espaço intercostal que está). O espaço abaixo da costela XII não pode ser chamado de intercostal, já que não se situa entre costelas; foi denominado então de espaço subcostal. 7 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda Vér�e�r�� ��ráci��� A maioria das vértebras torácicas é típica, possuindo as seguintes características: ○ Fóveas costais nos corpos vertebrais (articulam-se com as cabeças das costelas), geralmente em pares, uma inferior e outra superior. ○ Fóveas costais nos processos transversos (articulam-se com os tubérculos das costelas). ○ Processos espinhosos longos, inclinados para baixo. 8 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda Es�e�n� O esterno, um osso plano e alongado, sobrepõe-se diretamente às vísceras do mediastino em geral e as protege. Possui 3 partes: ○ Manúbrio: parte superior do esterno; região mais larga e espessa do osso. Em sua margem superior, há um centro côncavo chamado de incisura jugular, que está entre as duas incisuras claviculares. ○ Corpo do esterno: região mais longa, estreita e fina que o manúbrio. Em suas margens laterais possui entalhes denominados incisuras costais, que se articulam com as cartilagens costais. ○ Processo xifóide: menor e mais variável parte do esterno. 9 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda AB����RA� ��RÁCI��� Abe���r� �o�áci�� ��pe���� Permite a comunicação da cavidade torácica com o pescoço e com os membros superiores; é muito menor que a abertura inferior. Possui inclinação ântero inferior graças à obliquidade das primeiras costelas. Os limites dessa abertura são: ○ Limite posterior→ vértebra TI ○ Limites laterais → margens mediais das primeiras costelas e suas cartilagens costais. ○ Limite anterior → margem superior do manúbrio Essa abertura,diferente da abertura inferior, permanece aberta. Proporciona mobilidade, passagem de estruturas como esôfago, traquéia, artérias e veias subclávias, artérias carótidas comuns, veias jugulares internas, inervação e vasos linfáticos. Abe���r� �o�áci�� ��fe���� Abertura muito mais que a superior e com contorno irregular. Os limites dessa abertura são: ○ Limite posterior → vértebra TXII ○ Limite póstero lateral → 12º par de costelas ○ Limite anterolateral → margens costais (cartilagens costais das costelas VII-X). ○ Limite anterior → processo xifóide O músculo diafragma possui a abertura torácica inferior como inserção (além do seu centro tendíneo) e ocupa a abertura torácica inferior. O diafragma quase que fecha por completo a abertura, porém há com alguns pontos de passagem, como o forame da veia cava inferior (passagens da v. cava inferior), o hiato esofágico (passagem do esôfago) e o hiato aórtico (passagem da artéria aorta). 10 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda Obs. 1: O hiato aórtico e hiato esofágico estão na parte muscular do diafragma, enquanto o forame da veia cava inferior está no centro tendíneo. Obs. 2: Centro tendíneo do diafragma → tendão do diafragma que se insere no diafragma). 11 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda 12 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda AR����LAÇÕES �� ��RE�� ��RÁCI�� Ar�i��l�ções ���t��e�t����is ○ Articulação da cabeça da costela → A cabeça da costela articula-se com as fóveas costais (superior e inferior) do corpo da vértebra correspondente e com o disco intervertebral. Essa articulação possui o ligamento radiado da cabeça da costela. Exemplo: a cabeça da costela IV se articula com a fóvea costal do corpo das vértebras IV e V e com o disco intervertebral que as separa. ○ Articulação costotransversária → O tubérculo da costela (face articular) se articula com a fóvea costal do processo transverso. Essa articulação é reforçada pelos ligamentos costotransversário, costotransversário lateral e costotransversário superior. Ar�i��l�ção m����ri����r�a� ○ Articulação entre o manúbrio e o corpo do esterno, também denominada sínfise manubriesternal Obs.: Sínfise → articulação cartilagínea secundária ○ Forma o ângulo do esterno (ou ângulo de Louis). ○ Geralmente, se funde tornando-se sinostoses em indivíduos idosos. 13 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda Ar�i��l�ções ����r�o��s��i� ○ 1º articulação → sincondrose (cartilagínea primária); desaparece como o envelhecimento (calcifica). Articulação das primeiras costelas com o manúbrio do esterno. ○ 2º a 7º → sinovial plana. Articulação do 2º ao 7º par de cartilagens costais com o esterno. Ar�i��l�ção c����co��r�� ○ Cartilagínea primária (hialina) ○ Entre a extremidade lateral da cartilagem costal e a extremidade esternal da costela. Ar�i��l�ção �n���co��r�� ○ Sinovial ○ Entre as cartilagens costais das costelas VI, VII, VIII e IX. Ar�i��l�ção x���e�t����l ○ Cartilagínea → sínfise segundo o Gray e sincondrose segundo o Moore (?). ○ Entre o processo xifóide e o corpo do esterno. ○ Indica o limite inferior da cavidade torácica. 14 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda MÚS�U��S ���ÁCI��� Músculos torácicos são aqueles que possuem origem e inserção no tórax e atuam somente no tórax (Sobotta) VE���D�I��� Obs.: Numa prova, citar os verdadeiros preferencialmente. Mús�u��s ���er���t�i� ○ Externos ■ Fibras posicionadas em sentido ântero posterior ■ Estão presentes entre as costelas, desde as vértebras até o limite ósseo da costela. ■ Fixados na margem superior da costela e na margem inferior da costela imediatamente abaixo. ■ Movimento: elevação da costela (inspiração) ○ Internos ■ Fibras posicionadas em sentido póstero anterior ■ Estão presentes entre as costelas até o osso esterno. ■ Fixados na margem superior e na margem inferior da costela imediatamente abaixo. ■ Movimento: depressão das costelas (expiração) 15 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda ○ Íntimos: bastante parecidos com os mm. intercostais internos. Obs.: O conjunto vasculonervoso passa entre os mm. intercostal interno e íntimo 4 → Mm. intercostais externos 5 → Mm. intercostais internos 6 → M. intercostais íntimos 16 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda Mús�u��s ���co����s ○ Presentes a partir da 4º costela ○ Músculos bastante delicados ○ Possivelmente atuam na depressão das costelas Mús�u��s ���n��er�� �� tóra� ○ Presente na face interna do osso esterno ○ Origem no corpo da esterno com fixação nas costelas (mais ou menos de 2º-5º). ○ Acredita-se que a função desse músculo seja de propriocepção e alguma parte na depressão das costelas 17 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda OUTROS MÚSCULOS: Mús�u�� s���áti� ��s���i�r ○ SUPERIOR: elevação das primeiras costelas (2º - 4º/5º) ○ INFERIOR: depressão das costelas mais inferiores (8º - 12º) Mús�u��s ���an����re� ��s ���te��� ○ Longos e curtos; Intrínsecos ○ Movimento: elevação das costelas ○ Inseridos nas costelas ao longo de todo o dorso ○ Inervação diferente dos mm. verdadeiros Mús�u��s ��i��r�i� ���or � ���or (Moore considera) ○ Peitoral maior: inserção no úmero (movimentação do braço, por isso não é um músculo verdadeiramente do tórax) ○ Peitoral menor: origem na 3º, 4º e 5º costela com inserção no processo coracóide da escápula (deprime a escápula) Se o membro superior estiver travado (não movimentar), acontece a inversão de origem e inserção, resultando na elevação das costelas 18 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda VA���L��I��ÇÃO DO TÓRA�: A disposição dos vasos que suprem a parede torácica reflete a organização segmentar da parede. Ar�éri�� Ar�éri�� ��te���s��i� p����ri���� Há 11 artérias intercostais (11 espaços intercostais). A 12º artéria (que seria a 12º a. intercostal) é denominada de artéria subcostal, já que não está em um espaço intercostal. A origem dessas artérias são: ○ 1º e 2º artéria intercostal posterior → originadas a partir do tronco costocervical (que é originado da artéria subclávia) ○ Da 3º até a 11º artéria intercostal posterior e artéria subcostal → originadas a partir aa aorta torácica. Quando a a. intercostal posterior chega no ângulo da costela, ela emite um ramo colateral. 19 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda 20 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda Ar�éri�� ��te���s��i� �n���i�r�� ○ 1º a 6º artéria intercostal anterior → originadas a partir da artéria torácica interna (ramo da a. subclávia). A artéria torácica interna se bifurca, logo após emitir o seu 6º ramo, em artéria epigástrica superior e artéria musculofrênica, a nível de 6º espaço intercostal. ○ 7º - 9º artéria intercostal anterior e artéria subcostal → originam-se da artéria musculofrênica (ramo da a. torácica interna). As artérias intercostais posteriores e anteriores se anastomosam. 21 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda 22 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda Ve��s - Sis���� Ázi��-Hem�ázi�� Ve�� Ázi�� ○ Drenagem do lado direito da parede póstero lateral do tórax. ○ Tributária da veia cava superior (VCS). Ve�� �em�ázi�� ��es�óri� ○ Drenagem da metade superior esquerda da parede póstero lateral do tórax. Ve�� �em�ázi�� ○ Drenagem da metade inferior esquerda da parede póstero lateral do tórax. RE��ÃO P����RI�� A 1º veia intercostal posterior drena direto para a veia braquiocefálica. LADO DIREITO: ● 2º até 4º veias intercostais posteriores direitas drenam para o tronco intercostal superior direito (se fundem e formam esse tronco), que drena na veia ázigo. ● 5º até 11º veias intercostais posteriores direitas e veia subcostal drenam na veia ázigo. LADO ESQUERDO: ● 2º até 4º veias intercostais posteriores esquerdas drenam para o tronco intercostal superioresquerdo, que drena na veia braquiocefálica esquerda. ● 5º até 8º veias intercostais posteriores esquerdas drenam na veia hemiázigo acessória. ● 9º até 11º veias intercostais posteriores esquerdas e veia subcostal drenam na veia hemiázigo. 23 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda RE��ÃO �N���I�R Há 9 veias intercostais anteriores + veia subcostal ● 6 primeiras intercostais anteriores drenam na veia torácica interna (direita e esquerda). ● 7º até 9º veias. intercostais anteriores drenam na veia musculofrênica. 24 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda 25 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda D�E��G�� �IN�ÁTI�� �� TÓRA� Lembrar: Hemicabeça direita, hemitórax direita e membro superior → ducto linfático direito Resto do corpo → ducto torácico União v. jugular interna e v. subclávia → ângulo venoso; onde os ductos drenam e as linfas retornam para o sistema venoso. 26 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda Grupos de linfonodos: ● Linfonodos paraesternais ● Linfonodos diafragmáticos ● Linfonodos intercostais ● Linfonodos axilares A drenagem superficial da parede torácica é drenada para os linfonodos axilares e paraesternais (axilares são mais importantes). A drenagem profunda da parede torácica é drenada para os linfonodos intercostais e diafragmáticos. Os LINFONODOS PARAESTERNAIS drenam para o tronco broncomediastinal. Do lado direito, o tronco broncomediastinal direito drena para o ducto linfático direito. Do lado esquerdo, o tronco broncomediastinal esquerdo drena para o ducto torácico. Resumindo: Linfonodos paraesternais → Tronco broncomediastinal direito → Ducto linfático direito Linfonodos paraesternais → Tronco broncomediastinal esquerdo → Ducto torácico Os LINFONODOS INTERCOSTAIS drenam diretamente para o ducto linfático direito e para o ducto torácico. Resumindo: Linfonodos intercostais → Ducto linfático direito Linfonodos intercostais → Ducto torácico Os linfonodos axilares ou drenam direto para os ductos finais ou passam por alguns caminhos variáveis. 27 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda 28 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda IN����ÇÃO T��ÁCI�� Lembrando: ● Raiz anterior → motora; Raiz posterior → sensitiva ● O nervo é formado e se divide em ramo anterior e ramo posterior. O ramo posterior do nervo (misto) direciona-se para o dorso inervando, com o seu componente motor, os músculos profundos do dorso e a coluna (articulações da coluna) e, com seu componente sensitivo, a pele da região medial do dorso. O ramo anterior (misto) formam os NERVOS INTERCOSTAIS (percorre a borda inferior da costela) Passando do dorso para o tórax, o nervo intercostal emite um ramo, que é o ramo cutâneo lateral (sensitivo) Esse ramo, por sua vez, também emite ramos, que são o ramo cutâneo lateral anterior e o ramo cutâneo lateral posterior (sensitivos) 29 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda O nervo intercostal percorre toda parede torácica até chegar no esterno, onde perfura a parede muscular, sendo denominado ramo cutâneo anterior do nervo intercostal. O ramo cutâneo anterior emite dois ramos sensitivos, o ramo medial e o ramo lateral (um a frente do esterno e outro mais lateral) OBS.: No ângulo da costela, o nervo intercostal emite um ramo colateral, que vai para a borda superior da costela logo abaixo (conjunto vasculonervoso superior dessa costela abaixo). No ângulo das costelas, temos a origem dos nervos e artérias intercostais colaterais e a união das veias colaterais com as veias intercostais posteriores. O conjunto vasculonervoso inferior é o principal. O conjunto vasculonervoso superior é formado por estruturas colaterais. 30 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda 31 Universidade Nove de Julho - Medicina - Bruna Siqueira de Arruda 1. Quais as funções da parede torácica? Proteger os órgãos internos torácicos e abdominais (a maioria deles cheia de ar ou líquido) contra forças externas. Proporcionar a fixação de músculos que movimentam e mantêm a posição dos membros superiores em relação ao tronco, além de proporcionar inserção para músculos do abdome, do pescoço, do dorso e da respiração. Resistir a pressões internas negativas geradas pela retração elástica dos pulmões e pelos movimentos respiratórios. 2. VÍSCERAS DA CAVIDADE TORÁCICA Pulmões e as pleuras, coração, traquéia, esôfago, timo, parte torácica dos grandes vasos 3. NÚMEROS 1. processo espinhoso 2. processo transverso 3. processos articulares 4. Arco vertebral (lâmina e pedículo) 5. Corpo vertebral 4. OSSOS PAREDE TORÁCICA Costelas (12 pares), coluna vertebral torácica (TI-TXII) e esterno 5. Mm serrátil posterior superior, serrátil posterior inferior, levantador da costela, intercostal externo, intercostal interno, intercostal íntimo, subcostal e transverso do tórax. **Mm. peitoral maior e menor 32