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FISIOTERAPIA 
TRAUMATO-
ORTOPÉDICA E 
ESPORTIVA
Gabriela Souza de Vasconcelos
Técnicas fisioterapêuticas 
para os distúrbios do joelho
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Descrever a estrutura de uma avaliação cinético-funcional aplicada 
aos distúrbios ortopédicos e traumatológicos do joelho.
 � Realizar o exame físico e os testes especiais relacionados ao joelho.
 � Relacionar a aplicação dos métodos e técnicas fisioterapêuticas com 
os distúrbios ortopédicos e traumatológicos do joelho.
Introdução
A avaliação cinético-funcional direcionada aos distúrbios ortopédicos 
e traumatológicos do joelho leva em conta as particularidades desse 
complexo articular, como alinhamento e posicionamento da patela, 
por exemplo. Essa avaliação cinético-funcional será determinante para 
a escolha dos métodos e técnicas fisioterapêuticas a serem utilizadas 
com cada paciente.
De um modo geral, os métodos e técnicas fisioterapêuticas mais 
utilizadas na reabilitação física dos distúrbios ortopédicos e traumatoló-
gicos do joelho são eletrotermofototerapia, técnicas de terapia manual 
e mobilização articular e cinesioterapia.
Neste capítulo, você vai poder conhecer a estrutura de uma avaliação 
cinético-funcional aplicada aos distúrbios ortopédicos e traumatológicos 
do joelho, o exame físico e os testes especiais relacionados ao joelho, bem 
como a aplicação dos métodos e técnicas fisioterapêuticas nos distúrbios 
ortopédicos e traumatológicos desse complexo articular.
1 Avaliação cinético-funcional da 
articulação do joelho
A avaliação cinético-funcional demanda conhecimentos do fisioterapeuta 
em relação à anatomia humana e biomecânica, sobretudo nos casos em que 
o paciente é fisicamente ativo ou atleta. Normalmente, a avaliação cinético-
-funcional é realizada em quatro momentos: história do paciente, observação 
ou inspeção, palpação e aplicação de testes funcionais. Ainda, pode ocorrer 
análise de exames complementares e laboratoriais (DUTTON, 2010; MAGEE, 
2010; PRENTICE, 2011; HEBERT et al., 2016). 
A partir desses momentos, em que inúmeros métodos e técnicas de men-
suração são realizados, o fisioterapeuta determinará o diagnóstico cinético-
-funcional, que norteará os objetivos para cada caso e os recursos fisiotera-
pêuticos aplicados em cada paciente. Na articulação do joelho, essa avaliação 
cinético-funcional não é diferente. No entanto, ela leva em consideração 
particularidades do complexo do joelho que não podem ser ignorados pelo 
fisioterapeuta diante de uma disfunção cinético-funcional, tanto no joelho 
quanto nas articulações adjacentes (quadril, tornozelo e pé). Além disso, 
de acordo com Dutton, (2010), Magee (2010), Prentice (2011) e Hebert et al. 
(2016), a avaliação cinético-funcional do joelho deve ter componentes estáticos 
(paciente em pé, sentado, deitado) e componentes dinâmicos (caminhando, 
saltando, correndo, agachando, entre outras atividades funcionais).
Veja a seguir como a avaliação cinético-funcional do joelho pode ser 
conduzida.
História do paciente
O primeiro momento da avaliação cinético-funcional é fundamental para que o 
fisioterapeuta entenda a lesão, os mecanismos da lesão, a sequência traumática 
e tudo que possa estar envolvido. Embora os fisioterapeutas esportivos que 
participam dos treinamentos e das competições estejam presentes no momento 
em que ocorre a lesão, é necessário que eles reportem essas informações aos 
demais membros da equipe. 
Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho2
A fim de entender melhor tanto a lesão atual no joelho quanto lesões 
recorrentes ou pregressas no joelho e em outras articulações, o fisiotera-
peuta pode direcionar ao paciente algumas questões, como, por exemplo, 
as apresentadas a seguir (DUTTON, 2010; MAGEE, 2010; PRENTICE, 2011; 
HEBERT et al., 2016). 
 � O que você estava fazendo quando lesionou o joelho? 
 � Em que posição o seu corpo estava? 
 � Houve alguma falha ou colapso no seu joelho? 
 � Você ouviu algum som ou sentiu algo diferente no momento da lesão 
(como estouro ou estalo)?
A ocorrência de som ou de alguma sensação diferente no momento da lesão 
pode fornecer ao fisioterapeuta informações importantes: se houve estouro, 
isso pode indicar a ruptura no cruzado anterior; se foi ouvido um estalo, isso 
pode ser um sinal de ruptura do menisco; e, se foi sentida uma sensação de 
algo rasgando, pode ser o caso de uma ruptura da cápsula articular. Há ainda 
outras perguntas que podem ser endereçadas ao paciente a fim de auxiliar o 
trabalho do fisioterapeuta, como as seguintes.
 � Você movimentou o joelho logo após a lesão?
 � O seu joelho ficou travado? Se sim, em flexão ou extensão? Como 
você destravou o joelho? (O travamento do joelho pode ser um indício 
de ruptura meniscal.)
 � Ocorreu edema? Se sim, ele foi imediato ou apareceu depois? (O edema 
imediato pode significar ruptura do ligamento cruzado anterior ou 
fratura da tíbia, enquanto o edema manifestado horas depois da lesão 
pode indicar ruptura capsular ou do menisco.)
 � Onde ocorre a dor? Ela é localizada, geral ou móvel (que passa de um 
lado a outro do joelho)? 
 � Você já lesionou o joelho antes?
O fisioterapeuta deve, ainda, questionar o paciente a respeito de lesões 
recorrentes ou crônicas: se existe edema recorrente, se o joelho trava em 
função dessa lesão crônica, se existe sensação de fisgada ou falseios, qual é 
a intensidade e o comportamento da dor, se ocorrem crepitações ou rangidos, 
se já foi feito algum tratamento anteriormente (cirúrgico ou conservador) 
(DUTTON, 2010; MAGEE, 2010; PRENTICE, 2011; HEBERT et al., 2016).
3Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho
Observação ou inspeção
A observação começa desde o momento em que o paciente chega à sala de 
avaliação ou, no caso de atletas, desde que a lesão ocorre. Mesmo assim, 
após o entendimento sobre a lesão e os mecanismos pelos quais ela ocorreu, 
o fisioterapeuta realizará a observação do joelho e das estruturas adjacentes. 
A observação deve ocorrer com o paciente caminhando, semiagachado, subindo 
e descendo escadas, além de outras atividades que o fisioterapeuta julgar 
necessárias (DUTTON, 2010; MAGEE, 2010; PRENTICE, 2011; HEBERT 
et al., 2016).
As informações que podem ser analisadas nesse momento são a qualidade da 
marcha (se o paciente caminha mancando, se consegue estender completamente 
o joelho), a sustentação de peso no lado acometido, a realização de atividades 
funcionais (agachar-se, subir e descer escadas), a amplitude dos movimentos, 
o volume muscular (hipotrofia), o alinhamento dos membros inferiores (geno 
valgo, geno varo, joelho hiperflexionado, joelho hiperestendido, alinhamento, 
posição e obliquidade das patelas) e a discrepância no tamanho das pernas. 
Segundo Dutton (2010), Magee (2010), Prentice (2011) e Hebert et al. (2016), 
a anteversão ou retroversão do quadril, assim como a rotação interna ou ex-
terna da tíbia, o pé plano, o pé cavo e o hálux valgo podem estar diretamente 
envolvidas nas lesões do joelho ou na recorrência delas e, portanto, devem 
ser observados pelo fisioterapeuta. 
Palpação
A palpação pode ser realizada nos tecidos ósseos e moles do complexo arti-
cular do joelho. Em relação às estruturas ósseas, a palpação terá o objetivo 
de identificar dor e deformidades relacionadas com fraturas ou luxações e 
deverá incluir patela, borda patelar superior (base), borda patelar inferior 
(ápice), tuberosidade da tíbia, platô tibial medial, platô tibial lateral, côndilo 
femoral medial, côndilo femoral lateral, epicôndilo medial, epicôndilo lateral, 
tubérculo adutor, tubérculo de Gerdy, cabeça da fíbula, região periférica com 
o joelho relaxado e região periférica com o joelho completamente estendido 
(DUTTON, 2010; MAGEE, 2010; PRENTICE, 2011; HEBERT et al., 2016).
Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho4
As estruturas do tecido mole que devem ser palpadas são vasto medial, 
vasto lateral,reto femoral, tendão do quadríceps, sartório, semitendinoso, 
poplíteo, cabeças medial e lateral do gastrocnêmio, bíceps femoral, prega 
patelar medial, ligamento patelar, cápsula articular anterior, cápsula articular 
medial, ligamento colateral medial (porção superficial e medial), tendão de 
pata de ganso (sartório, grácil, semitendinoso) e ligamento oblíquo posterior 
(DUTTON, 2010; MAGEE, 2010; PRENTICE, 2011; HEBERT et al., 2016).
Testes funcionais
Os exemplos de testes funcionais são a mensuração da amplitude de movimento 
(passiva, ativo-assistida e ativa por meio de goniômetro, inclinômetro digital, 
flexímetro), os testes de movimentos passivos acessórios, o desempenho dos 
músculos da coxa e da perna (escala de força muscular de Kendall, dinamômetro 
isocinético, dinamômetro manual), os testes patelares, os testes neurológicos 
(estesiômetro, martelo de reflexos), a avaliação da circunferência, a avaliação 
do edema articular, os testes ortopédicos especiais, os testes de estabilidade 
articular, os testes de desempenho funcional (corrida, saltos, trocas de direção), 
o exame postural e as medidas antropométricas (DUTTON, 2010; MAGEE, 
2010; PRENTICE, 2012; HEBERT et al., 2016).
As opções de testes são diversas; entretanto, elas só devem ser realizadas 
quando o paciente tem condições de suportar o peso do próprio corpo sobre 
o membro inferior acometido. Segundo Prentice (2011), muitos desses testes 
são aplicados em reavaliações cinético-funcionais ao longo do programa de 
reabilitação e como parâmetro para alta da fisioterapia. 
As lesões no joelho costumam trazer prejuízos para a mobilidade desse complexo 
articular. A fim de restabelecer completamente a amplitude de movimento do joelho, 
são necessários desempenho muscular adequado, cápsula articular com capacidade 
e flexibilidade adequadas, superfícies articulares congruentes e espaço efetivo nos 
recessos articulares (DUTTON, 2010).
5Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho
2 Exame físico e testes especiais para 
a articulação do joelho
Uma grande variedade de testes e técnicas pode ser empregada para auxiliar 
o fisioterapeuta na avaliação da função física do joelho, tais como: amplitude 
de movimento, movimento passivo acessório, desempenho muscular, testes 
especiais para a patela, testes de reflexos, avaliação da circunferência, avaliação 
do edema, testes ortopédicos especiais, entre tantos outros (DUTTON, 2010; 
MAGEE, 2010; PRENTICE, 2011; HEBERT et al., 2016). 
A mensuração da amplitude de movimento, tanto ativa quanto passiva, 
da articulação do joelho inclui flexão e extensão desse complexo e rotação 
interna e externa tibial. Embora o melhor comparador seja o lado contralateral, 
os valores esperados e considerados normais são os seguintes (PINFILDI 
et al., 2007; DUTTON, 2010; MAGEE, 2010).
 � Flexão do joelho – 0° a 140°: para esta avaliação, o paciente deverá 
estar em supino, com o quadril fletido a 90°. O fisioterapeuta orientará 
que o paciente realize a flexão do joelho até a amplitude máxima dis-
ponível e, então, avaliará, com o goniômetro ou o flexímetro, o ângulo 
alcançado. No caso do goniômetro, o seu braço fixo deverá ser colocado 
paralelo à superfície lateral do fêmur, dirigido para o trocanter maior, e 
seu o braço móvel deverá ser colocado paralelo à face lateral da fíbula, 
dirigido para o maléolo lateral. Já o flexímetro deverá ser posicionado 
a 2,5 cm da cabeça da fíbula no lado a ser avaliado.
 � Extensão do joelho – 0° a 15° (hiperextensão): para esta avaliação, 
o paciente deverá estar em supino, com o quadril fletido a 90°. O fi-
sioterapeuta orientará que o paciente realize a extensão do joelho até 
a amplitude máxima disponível e, então, avaliará, com o goniômetro 
ou o flexímetro, o ângulo alcançado. No caso do goniômetro, o seu 
braço fixo deverá ser colocado paralelo à superfície lateral do fêmur, 
dirigido para o trocanter maior, e seu o braço móvel deverá ser colocado 
paralelo à face lateral da fíbula, dirigido para o maléolo lateral. Já o 
flexímetro deverá ser posicionado a 2,5 cm da cabeça da fíbula no lado 
a ser avaliado.
 � Rotação interna da tíbia: 20° a 30°.
 � Rotação externa da tíbia: 30° a 40°.
Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho6
Além da amplitude de movimento, é possível avaliar o movimento aces-
sório passivo ou os deslizamentos do joelho. Eles são realizados no final da 
amplitude disponível do paciente para determinar se a própria articulação é 
responsável pela perda de movimento (DUTTON, 2010). 
 � Rotação externa passiva da tíbia: o paciente estará em supino, com o 
joelho flexionado em 90°. Com uma das mãos, o fisioterapeuta segurará 
a região posteromedial do pé e realizará a plantiflexão máxima do 
tornozelo, posicionando a outra mão sobre a região anterior da coxa, 
proximal à patela, de modo que os dedos indicador e médio possam 
palpar o espaço articular medial. Em seguida, a mão que estiver distal 
fará a rotação externa da tíbia, mantendo o tornozelo em plantiflexão 
máxima. Ao final da amplitude, o fisioterapeuta vai exercer uma leve 
pressão superior e perceber a sensação final de movimento. Em condi-
ções normais, a sensação final de movimento é firme, enquanto em con-
dições patológicas pode haver dor, hipomobilidade ou hipermobilidade. 
 � Rotação interna passiva da tíbia: este teste é executado da mesma 
forma que o anterior; a única diferença entre eles é que, neste, o movi-
mento será de rotação interna da tíbia. 
Os testes de desempenho muscular consistem em testes isométricos resisti-
dos para averiguar deficiências nas extremidades inferiores. O posicionamento 
do paciente para esses testes deve minimizar ou excluir quaisquer forças 
compressivas sobre a articulação (DUTTON, 2010).
 � Músculos flexores do joelho: o paciente estará em decúbito ventral, 
com o joelho flexionado em 80° a 90°, aproximadamente. O fisiotera-
peuta orientará ao paciente que realize a flexão do joelho contra a sua 
resistência. Esse teste pode, ainda, ser utilizado para avaliar a integri-
dade dos isquiotibiais mediais (semimembranáceo e semitendíneo) 
e do bíceps femoral isoladamente. Para avaliar os isquiotibiais mediais, 
o fisioterapeuta deverá rodar internamente a tíbia e solicitar que o 
paciente realize a flexão do joelho contra a resistência, enquanto que, 
para avaliar o bíceps femoral, ele deverá rodar externamente a tíbia e 
aplicar o restante do teste.
 � Músculos extensores do joelho: o paciente estará sentado, com os 
pés pendentes, e o teste será realizado em 0°, 30°, 60°, 90° e 120° de 
flexão. O fisioterapeuta orientará ao paciente que realize a extensão 
do joelho contra a resistência.
7Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho
 � Músculos plantiflexores do tornozelo: o paciente, em pé, será orien-
tado a realizar a plantiflexão de um dos tornozelos por vez. Para testar 
o músculo sóleo de forma isolada, o teste deverá ser repetido com os 
joelhos flexionados. Esse grupo muscular é testado em disfunções 
cinético-funcionais do joelho, devido à sua estreita relação com o joelho 
e sua importância na função da extremidade inferior.
Como mencionado anteriormente, a avaliação cinético-funcional do joelho 
leva em conta particularidades da articulação, como a inspeção da patela. 
Alguns exames e testes podem ser realizados na patela, como mensuração do 
ângulo Q, ângulo A, testes de mobilidade, testes de compressão e apreensão 
patelar e teste de Waldron (crepitação patelar) (DUTTON, 2010; MAGEE, 
2010; PRENTICE, 2011; HEBERT et al., 2016).
De acordo com Magee (2010), os testes de reflexos da articulação do joelho 
incluem tendão patelar (L3-L4) e isquiotibiais mediais (L5-S1). Além de testar 
esses dois locais com o martelo de reflexos, é importante que o fisioterapeuta 
realize, com um estesiômetro, o teste de sensibilidade ao longo dos dermátomos 
correspondentes a fim de identificar qualquer alteração de sensibilidade nesses 
trajetos, na coxa e na perna. 
A avaliação dacircunferência ou perimetria pode ser utilizada para iden-
tificar hipotrofia muscular — principalmente no quadríceps, um dos mais 
afetados pelas lesões no joelho — e edema articular. Para efeito de comparação, 
a medida deverá ser realizada nos dois lados. O paciente estará em supino, 
e o fisioterapeuta realizará cinco mensurações, conforme Figura 1: na linha 
articular (platô tibial); 8 a 10 cm acima do platô tibial; no nível da tuberosidade 
tibial; no ventre do músculo gastrocnêmio; e 2 cm acima da borda superior 
da patela (PRENTICE, 2011).
A quantidade de edema na articulação pode, ainda, ser observada e men-
surada, servindo como indício de dano interno. O edema difuso indica líquido 
na articulação, edema sinovial ou ambos. Já uma efusão pode ser detectada 
ao constatar-se a perda do sulco peripatelar e ao palpar o líquido. O edema 
perceptível sobre a região medial sugere uma pequena efusão, sinal esse que 
pode não estar presente quando há efusões maiores. Segundo Dutton (2010), 
os testes que podem ser utilizados para avaliar a presença do edema são: rechaço 
patelar, teste para efusão moderada, teste para efusão mínima.
Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho8
Figura 1. Os cinco locais em que a 
avaliação da circunferência é realizada.
Fonte: Prentice (2011, p. 512).
Os testes especiais para a articulação do joelho foram desenvolvidos es-
pecialmente para auxiliar o fisioterapeuta a identificar a natureza das lesões, 
assim como confirmar ou descartar algum diagnóstico no joelho. Alguns 
exemplos de testes especiais aplicados na articulação do joelho são: teste de 
distração de Apley, teste da gaveta com 90° de flexão, teste de Lachman, teste 
de pivot-shift, teste do ressalto, teste da gaveta com flexão-rotação, teste da 
gaveta posterior, teste de recurvato com rotação externa, teste de inclinação 
posterior, teste de McMurray, teste de compressão de Apley, teste de Thessaly, 
teste de McConnell, teste de Zohler, teste de Clarke, entre outros (DUTTON, 
2010; MAGEE, 2010; PRENTICE, 2011; HEBERT et al., 2016).
 � Testes de estresse do ligamento colateral (valgo ou varo): o paciente 
deverá estar em supino, com o membro inferior a ser avaliado em 
extensão. Com uma das mãos, o fisioterapeuta segurará o tornozelo, 
posicionando a outra sobre a cabeça da fíbula. Em seguida, mantendo 
o joelho em 0° de extensão, o fisioterapeuta realizará uma pressão no 
sentido de valgo (ligamento colateral medial e cápsula posteromedial). 
9Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho
Para o teste em varo (ligamento colateral lateral e cápsula posterolateral), 
a posição das mãos deverá ser alternada. Esses testes podem, ainda, ser 
realizados com o joelho em 30° de flexão, para isolar e testar apenas a 
integridade dos ligamentos.
 � Teste de distração de Apley: o paciente deverá estar em prono, com 
o joelho a ser avaliado a 90° de flexão. O fisioterapeuta aplicará uma 
tração à porção inferior da perna enquanto faz a rotação. Se ocorrer 
dor durante a execução desse teste, isso indicará lesão capsular ou 
ligamentar (colaterais e cruzados). 
 � Teste da gaveta com 90° de flexão: o paciente deverá estar em supino, 
com o quadril e o joelho flexionados e o pé apoiado sobre a maca. 
O fisioterapeuta deverá estar posicionado em pé, de frente para o as-
pecto anterior da perna do paciente, com as duas mãos em volta da 
porção superior da perna, logo abaixo da articulação do joelho. Então, 
o fisioterapeuta realizará a translação anterior da tíbia. O deslizamento 
excessivo indicará lesão do ligamento cruzado anterior.
 � Teste de Lachman: o paciente deverá estar em supino, com o joelho 
flexionado em aproximadamente 30°. O fisioterapeuta estabilizará a 
coxa com uma mão e, com a outra, realizará a translação anterior da 
tíbia. O teste positivo indicará lesão do ligamento cruzado anterior. 
 � Teste do deslocamento do pivô (pivot-shift): o paciente deverá estar 
posicionado em supino. O fisioterapeuta pressionará a cabeça da fíbula 
com uma mão e, com a outra, segurará o tornozelo. Então, o fisiote-
rapeuta fará rotação interna do quadril e estenderá completamente o 
joelho. Em seguida, flexionará o quadril em 30° e o joelho, enquanto 
aplicar uma força em valgo e uma carga axial. O teste demonstrará 
uma subluxação do platô tibial lateral no momento em que o joelho 
for estendido e uma redução dessa subluxação quando o joelho atingir, 
pelo menos, 20° de flexão. O teste positivo indicará lesão do ligamento 
cruzado anterior.
 � Teste do ressalto ( jerk test): este teste é igual ao teste pivot-shift, mas 
realizado no sentido contrário. Com o paciente em supino, o fisiote-
rapeuta levará o joelho da flexão para a extensão, com o platô tibial 
reduzido. O teste indicará lesão do ligamento cruzado anterior se, 
durante a extensão do joelho, ocorrer subluxação da tíbia. 
 � Teste da gaveta posterior: o paciente deverá estar em supino, com o 
quadril e o joelho flexionados e o pé apoiado sobre a maca. O fisiote-
rapeuta deverá estar em pé, de frente para o aspecto anterior da perna 
Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho10
do paciente, com as duas mãos em volta da porção superior da perna, 
logo abaixo da articulação do joelho. Então, o fisioterapeuta realizará 
a translação posterior da tíbia. O deslizamento excessivo indicará lesão 
do ligamento cruzado posterior.
 � Teste recurvato com rotação externa: o paciente estará em supino, 
com o membro inferior a ser avaliado em extensão. O fisioterapeuta, 
então, segurará o dedão do paciente e erguerá a perna, tirando-a da 
maca. Se a tíbia fizer uma rotação externa e deslizar posteriormente, 
isso poderá indicar lesão do ligamento cruzado posterior. 
 � Teste de inclinação posterior (teste de Godfrey): o paciente deverá 
estar em supino, com ambos os lados em flexão de quadris e joelhos a 
90°. O fisioterapeuta observará, no lado acometido, se a tíbia inclina 
posteriormente em comparação com o lado não acometido. O teste 
positivo indicará lesão do ligamento cruzado posterior.
 � Teste de McMurray: o paciente deverá estar deitado em supino, com 
o quadril e o joelho flexionados e o pé apoiado sobre a maca. O fisio-
terapeuta, então, com uma das mãos posicionada sobre o tornozelo e 
a outra sobre o topo do joelho, movimentará o quadril e o joelho para 
90° de flexão. Em seguida, rodará externamente o joelho do paciente 
e estenderá o joelho e o quadril. Se o teste for positivo, a mão sobre o 
joelho sentirá um clique e indicará lesão de menisco.
 � Teste de compressão de Apley: o paciente estará deitado em prono, com 
o joelho a ser avaliado em 90° de flexão. O fisioterapeuta estabilizará 
a coxa do paciente, enquanto aplica uma pressão para baixo e realiza 
rotações no joelho. A dor será um indício de lesão meniscal.
 � Teste de Thessaly: o paciente deverá estar em pé, com o fisioterapeuta 
à sua frente, para lhe dar apoio. Então, o paciente será orientado a 
fazer rotação do joelho e do corpo, interna e externamente, três vezes, 
mantendo o joelho em 5° de flexão. Em seguida, o teste será repetido 
com o joelho a 20° de flexão. O teste positivo indicará lesão do menisco. 
 � Teste infrapatelar: com o paciente em supino, o fisioterapeuta aplicará 
pressão sobre a região suprapatelar no sentido inferior, enquanto palpa 
o polo inferior da patela para verificar a sensibilidade nessa região. 
O teste positivo indicará tendinite infrapatelar.
 � Teste suprapatelar: com o paciente em supino, o fisioterapeuta aplicará 
pressão sobre a região infrapatelar no sentido superior, enquanto palpa 
o polo superior da patela para verificar a sensibilidade nessa região. 
O teste positivo indicará tendinite suprapatelar.
11Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho
 � Teste de McConnell: com o paciente em supino, o fisioterapeuta aplicará 
compressão manual sobre a patela em diferentes ângulos de flexão do 
joelho. Os indícios desse teste serão os ângulos que devem ser evitados 
nosexercícios.
 � Teste de Zohler: o paciente estará em supino, com o membro inferior 
a ser avaliado em extensão. O fisioterapeuta aplicará pressão sobre a 
patela, no sentido inferior, enquanto orienta ao paciente que contraia o 
quadríceps. A dor durante o teste poderá indicar condromalácia patelar. 
 � Teste de Clarke: o paciente estará em supino, com o membro inferior 
a ser avaliado em extensão. O fisioterapeuta aplicará compressão sobre 
a base da patela e orientará ao paciente que contraia o quadríceps. 
A dor durante o teste poderá indicar condromalácia patelar e síndrome 
da dor patelofemoral.
Para saber mais informações sobre a correlação entre as avaliações do equilíbrio postural 
e da força muscular isocinética do joelho realizadas em atletas amadoras de futsal 
feminino, leia o artigo “Análise do equilíbrio postural e força muscular isocinética de 
joelho em atletas de futsal feminino”, de Bruna Barcelos e colaboradoras. O trabalho 
foi publicado na Revista Fisioterapia e Pesquisa (USP) e está disponível para acesso 
na internet.
3 Aplicação dos métodos e técnicas 
fisioterapêuticos aos distúrbios 
ortopédicos e traumatológicos do joelho
O complexo da articulação do joelho pode ser acometido por diversas lesões 
e disfunções cinético-funcionais de origens traumáticas, degenerativas ou por 
sobrecarga. Exemplos dessas lesões são rupturas parciais ou completas dos 
ligamentos cruzados e colaterais, lesão meniscais, tendinopatias, condromalácia 
patelar, síndrome da dor patelofemoral, osteoartrite tibiofemoral, osteoartrite 
patelofemoral, fraturas, luxações e subluxações, ruptura da cartilagem articular, 
etc. (DUTTON, 2010; PRENTICE, 2011; HEBERT et al., 2016).
Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho12
Em geral, tanto no tratamento conservador quanto no pré e pós-cirúrgico, 
os recursos fisioterapêuticos mais utilizados na reabilitação física das disfun-
ções cinético-funcionais do joelho são os recursos eletrotermofototerapêuti-
cos, as técnicas de terapia manual e mobilização articular e a cinesioterapia 
(DUTTON, 2010; PRENTICE, 2011; 2014; HEBERT et al., 2016; KISNER; 
COLBY, 2017). 
As rupturas ligamentares, as lesões meniscais e a artrose de joelho podem 
ser tratadas de forma conservadora ou cirúrgica, de acordo com a extensão 
da lesão. Já a condromalácia patelar, as luxações patelares e as tendinopatias 
do joelho são tratadas de forma conservadora. De um modo geral, essas 
lesões geram dor, edema, limitações da mobilidade articular, diminuição do 
desempenho muscular, da propriocepção e do equilíbrio do membro inferior 
como um todo, gerando perda da função física e redução da qualidade de 
vida (DUTTON, 2010; PRENTICE, 2011; HEBERT et al., 2016; KISNER E 
COLBY, 2017). 
A seguir, você poderá ver, de uma maneira geral, como o fisioterapeuta 
pode conduzir o tratamento cirúrgico (pré e pós-operatório) e o tratamento 
conservador das lesões no joelho. Importa ressaltar que a individualidade de 
cada paciente deve ser respeitada e que, para determinar o plano de tratamento, 
o fisioterapeuta deve realizar a avaliação cinético-funcional, determinar os 
objetivos fisioterapêuticos e, a partir disso, eleger os recursos fisioterapêuticos 
mais indicados (DUTTON, 2010; PRENTICE, 2011; 2014; HEBERT et al., 
2016; KISNER; COLBY, 2017).
Tratamento pré-operatório
Objetivos: controlar o processo inflamatório e o edema, diminuir a dor pós-
-lesão e restabelecer a amplitude completa de movimento. Os exercícios serão 
realizados dentro do limite de tolerância do paciente.
 � Crioterapia e proteção, repouso, gelo, compressão e elevação (PRICE, 
do inglês protection, rest, ice, compression e elevation): controle do 
edema e diminuição da dor.
 � Neuroestimulação elétrica cutânea (TENS, do inglês transcutaneous 
electrical nerve stimulation) e correntes analgésicas: alívio das dores.
 � Corrente interferencial: controle do edema e analgesia.
 � Ultrassom e laser: favorecer o processo cicatricial, controlar o edema 
e diminuir a dor.
13Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho
 � Turbilhão: controle do edema e redução da dor e dos espasmos 
musculares. 
 � Compressão intermitente: controle e redução do edema.
 � Técnicas de terapia manual (Cyriax, massagem, liberação miofascial, 
drenagem, entre outras): relaxamento muscular, redução das tensões 
e contraturas que podem ocorrer com as lesões, melhora do fluxo 
circulatório.
 � Mobilizações articulares (Maitland, Mulligan, Kaltenborn): ganho e 
restabelecimento da ADM.
 � Máquina de movimento passivo contínuo (CPM, do inglês continuous 
passive motion): mobilização articular e melhora da fluidez do líquido 
sinovial e do retorno venoso e circulatório.
Tratamento pós-operatório
Objetivos a curto prazo: controlar o processo inflamatório, o edema e a 
hemorragia pós-cirúrgica; diminuir a dor; estabelecer e manter a extensão 
completa do joelho; alcançar um bom controle do quadríceps (ativação mus-
cular); e recuperar a flexão do joelho e o controle neuromuscular.
 � Crioterapia e PRICE.
 � TENS e correntes analgésicas.
 � Ultrassom.
 � Laser.
 � Turbilhão.
 � Compressão intermitente.
 � Técnicas de terapia manual (massagem, liberação miofascial, drenagem, 
entre outras): além das técnicas de relaxamento muscular e diminuição 
de espasmos, devem-se aplicar técnicas de drenagem e mobilização 
cicatricial, para evitar aderências.
 � Mobilizações articulares (mobilizações para recuperar a extensão com-
pleta no final da primeira semana, bem como mobilizações patelares). 
 � Máquina de CPM.
 � Exercícios terapêuticos (isométricos de quadríceps e isquiotibiais, ele-
vação da perna reta, adução e abdução do quadril).
 � Uso de muletas.
 � Utilização de órtese/joelheira (imobilizador) por até cinco semanas.
 � Descarga de peso conforme tolerado (geralmente descarga parcial).
Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho14
Objetivos a médio prazo: alcançar um padrão de marcha normal; aumentar 
a flexão do joelho e manter a extensão completa; fortalecer o quadríceps e os 
isquiotibiais; manter/recuperar a resistência cardiorrespiratória; melhorar o 
controle neuromuscular; e dar início a atividades funcionais leves.
 � Crioterapia e PRICE.
 � TENS e correntes analgésicas.
 � Ultrassom.
 � Laser.
 � Turbilhão.
 � Compressão intermitente.
 � Técnicas de terapia manual (massagem, liberação miofascial, drenagem, 
entre outras): além das técnicas de relaxamento muscular e diminuição 
de espasmos, devem-se aplicar técnicas de drenagem e mobilização 
cicatricial, para evitar aderências.
 � Mobilizações articulares: deve-se dar maior ênfase às mobilizações para 
recuperar a flexão de joelho completa, mas manter as mobilizações para 
manutenção da extensão e as mobilizações patelares. 
 � Estimulação muscular elétrica, para facilitar a contração muscular e 
promover a reeducação neuromuscular.
 � Treino de marcha.
 � Exercícios terapêuticos para ganho e restabelecimento do alongamento 
muscular.
 � Exercícios para ganho e restabelecimento da resistência, da força e da 
potência muscular.
 � Exercícios aeróbicos (bicicleta ergométrica, esteira, elíptico).
Objetivos a longo prazo: restabelecer completamente o desempenho muscular 
dos membros inferiores; melhorar a estabilidade, a coordenação, o senso de 
posição e a propriocepção do membro inferior; treinar atividades funcionais e 
atividades complexas que exijam bom controle da extremidade inferior (saltos, 
corrida, mudanças de direção); acompanhar o retorno ao esporte e realizar 
reeducação sobre os gestos esportivos (se necessário); enfatizar a necessidade 
de continuar realizando treinos preparatórios e de manutenção da forma física 
para o esporte (musculação, treinamento funcional); e alta da fisioterapia.
 � Crioterapia e PRICE: fim da sessão, ou quando for necessário, pois o 
início de exercícios mais intensos que os das fases iniciais pode gerar 
edema intra-articular. 
15Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho� Estimulação muscular elétrica, para facilitar a contração muscular e 
promover a reeducação neuromuscular.
 � Exercícios para ganho e restabelecimento da propriocepção, do senso 
de posição articular, do equilíbrio e da coordenação.
 � Exercícios específicos da função, que simulam e retreinam gestos, como 
marcha, saltos, corrida, gestos esportivos ou do dia a dia.
 � Acompanhar o retorno do paciente ao esporte e corrigir/reeducar gestos 
motores, se for necessário.
 � A alta da fisioterapia deverá acontecer quando o paciente conseguir 
desempenhar suas atividades esportivas e cotidianas sem apresentar 
sintomas (dor ou edema após exercícios intensos ou treinos, por exemplo) 
e com confiança e segurança, bem como quando tiver bom desempenho 
nos testes funcionais e apresentar resultados negativos nos testes orto-
pédicos especiais realizados ao longo da intervenção fisioterapêutica. 
Se for possível realizar a avaliação isocinética, esses dados também 
deverão ser levados em consideração.
Tratamento conservador
O tratamento conservador terá objetivos fisioterapêuticos (a curto, médio 
e longo prazo) semelhantes aos do tratamento pós-cirúrgico, respeitando-
-se a evolução clínica de cada paciente e a extensão da lesão (DUTTON, 
2010; PRENTICE, 2011; PRENTICE, 2014; HEBERT et al., 2016; KISNER; 
COLBY, 2017).
Objetivos a curto prazo: diminuir a dor e controlar o processo inflamatório.
 � Crioterapia e PRICE: controle do edema e analgesia. 
 � TENS e correntes analgésicas: analgesia.
 � Correntes interferenciais: controle do edema e analgesia.
 � Turbilhão: controle do edema, analgesia e redução dos espasmos 
musculares. 
 � Laser e ultrassom: favorecer o processo cicatricial, controlar o edema 
e diminuir a dor.
 � Compressão intermitente: controle e redução do edema.
Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho16
Objetivos a médio prazo: restabelecer a amplitude completa de movimento, 
manter/recuperar o desempenho muscular e manter o condicionamento 
aeróbico.
 � Técnicas de terapia manual (Cyriax, massagem, liberação miofascial, 
drenagem, entre outras): relaxamento muscular, redução das tensões 
e contraturas que podem ocorrer em função das lesões, melhora do 
fluxo circulatório.
 � Técnicas de mobilizações articulares (Maitland, Mulligan, Kaltenborn): 
ganho e restabelecimento da ADM.
 � Exercícios terapêuticos para ganho e restabelecimento do alongamento 
muscular.
 � Exercícios para ganho e restabelecimento da resistência, da força e da 
potência muscular.
 � Exercícios aeróbicos.
Objetivos a longo prazo: manter/recuperar a propriocepção, o senso de 
posição articular, o equilíbrio e a coordenação do membro inferior como um 
todo; treinar exercícios específicos da função do paciente; permitir o retorno 
às atividades esportivas e cotidianas; e alta da fisioterapia.
 � Exercícios para ganho e restabelecimento da propriocepção, do senso 
de posição articular, do equilíbrio e da coordenação.
 � Exercícios específicos da função, que simulam e retreinam gestos, como 
marcha, saltos, corrida, gestos esportivos ou do dia a dia.
 � Acompanhar o retorno do paciente ao esporte e corrigir/reeducar gestos 
motores, se for necessário.
 � A alta da fisioterapia deverá acontecer quando o paciente conseguir 
desempenhar suas atividades esportivas e cotidianas sem apresentar 
sintomas (dor ou edema após exercícios intensos ou treinos, por exemplo) 
e com confiança e segurança, bem como quando tiver bom desempenho 
nos testes funcionais e apresentar resultados negativos nos testes orto-
pédicos especiais realizados ao longo da intervenção fisioterapêutica. 
Se for possível realizar a avaliação isocinética, esses dados também 
deverão ser levados em consideração.
17Técnicas fisioterapêuticas para os distúrbios do joelho
Devido ao desenvolvimento constante da profissão e de técnicas e métodos 
fisioterapêuticos, existem hoje inúmeros recursos à disposição do fisiotera-
peuta. Diante disso, a escolha pelos recursos fisioterapêuticos dependerá da 
avaliação cinético-funcional, dos objetivos fisioterapêuticos determinados a 
partir dela e das reavaliações sistemáticas que o fisioterapeuta realizar para 
acompanhar a evolução clínica do paciente (PRENTICE, 2011).
DUTTON, M. Fisioterapia ortopédica: exame, avaliação e intervenção. 2. ed. Porto Alegre: 
Artmed, 2010.
HEBERT, S. K. et al. (org.). Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 5. ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2016.
KISNER C.; COLBY, L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas, 6. ed. Barueri: 
Manole, 2015.
MAGEE, D. J. Avaliação musculoesquelética. 5. ed. Barueri: Manole, 2010.
PINFILDI, C. E. et al. Mensuração da amplitude de movimento ativa do joelho intra e 
interavaliador com goniômetro e flexímetro. Fisioterapia Brasil, v. 8, nº. 6, p. 409–413, 
2007. Disponível em: https://portalatlanticaeditora.com.br/index.php/fisioterapiabrasil/
article/download/1813/2934. Acesso em: 16 ago. 2020.
PRENTICE, W. E. Fisioterapia na prática esportiva: uma abordagem baseada em compe-
tências. 14. ed. Porto Alegre: AMGH, 2011.
PRENTICE, W. E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas. 4. ed. Porto Alegre: AMGH, 
2014.
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cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
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