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A capacidade de reagir em resposta a uma modificação do meio ambiente constituiu uma das propriedades fundamentais do protoplasma animal. Assim, diz-se que a ameba (unic.) contraiu-se ao ser estimulada, distanciando-se do agente do estímulo, em suma, o animal movimentou-se. Porém, sendo unicelular, a ameba, com apenas uma célula, deve realizar inúmeras tarefas. Nos seres multicelulares, as células se diferenciaram. As chamadas células musculares especializaram-se para a contração e o relaxamento. O tecido conjuntivo associado conduz fibras nervosas e capilares para as células musculares e une-as em feixes ou fascículos. Mas também são caracterizadas pela irritabilidade, condutibilidade, extensibilidade e elasticidade. As fibras musculares são alongadas e fusiformes. Agrupam-se em feixes para formar massas macroscópicas (músculos). Quando maior o número de fibras, mais forte é o músculo. E quanto maior o comprimento das fibras, maior é a capacidade de contração. Os músculos estão fixados pelas suas extremidades. Assim, músculos são estruturas que movem os segmentos do corpo por encurtamento da distância que existe entre suas extrem. fixadas, ou seja, por contração; Enquanto os ossos são elementos passivos do movimento (alavancas biológicas), os músculos são ativos. A musculatura assegura a dinâmica, e ao mesmo tempo a estática do corpo, torna possível o movimento e mantém unida as peças ósseas determinando a posição e a postura do esqueleto além de manter a temperatura do corpo. O sistema muscular é formato por todos os músculos do corpo, mas os músculos esqueléticos são a grande maioria. Todos os MmEe são formados por um tipo específico de tecido muscular. Mas outros tipos de tecido formam outros tipos de músculos. Voluntários, involuntários, estriados e lisos: A fibra muscular está, normalmente, sob o controle do sistema nervoso. Cada músculo tem o seu nervo motor, que se divide em vários ramos para controlar todas as células do m. As divisões microscópicas desses ramos terminam em um mecanismo conhecido como placa motora. Quando o impulso nervoso passa através do nervo, essa placa transmite o I.N às fibras musculares = determina a contração. Se o impulso resulta de um ato de vontade = m. voluntário. Impulso parte de uma porção do SN que o indivíduo não controla = involuntário. Diferença histológica: m. voluntários possuem estriações transversais (as estriações longitudinais são comuns de todos os Mm) Mm. estriados. M. esquelético Involuntários não apresentam essas estriações transversais Mm. lisos. Músculo cardíaco se assemelha ao m. estriado histologicamente, mas atua como involuntário (e se diferen. dos dois por caract. próprias.) Topografia: M. estriados esqueléticos, ou seja, fixados, pelo menos por uma das extremidades ao esqueleto. M. lisos viscerais, são encontrados na parede das vísceras de diversos sistemas do organismo. *M. estriados também são encontrados em algumas vísceras, e músculos lisos podem estar submetidos ao controle voluntário. Músculo liso e M. cardíaco involuntários em função, são inervados pela divisão autônoma do sistema nervoso. Mm Esqueléticos voluntários, é inervado pelo sistema nervoso central. *Há músculos estriados, voluntários, esqueléticos , e que só estão sob o controle da vontade parcialmente. P.ex.: diafragma e Mm da respiração, é possível, voluntariamente a respiração por algum tempo até que a tolerância se esgote e a respiração volte ao normal. Origem: extremidade do músculo presa à peça óssea que não se desloca. Inserção: extremidade do M. presa à peça óssea que se desloca. Ou ponto fixo e ponto móvel. Nos membros, geralmente a origem de um músculo é proximal e a inserção, distal. *Um músculo pode alterar seus pontos de origem e inserção em determinados movimentos. Típico: possui uma parte média e extremidades. A porção média é carnosa, vermelha no vivente (“carne”) = ventre muscular. Predominam fibras musculares, a parte ativa do músculo, contrátil. No vivente, em repouso, o corpo muscular apresenta tônus, ou seja, certo grau de contração reflexa. Tendões: extrem. cilindróides. Aponeuroses: quando laminares. Ambos são esbranquiçadas e brilhantes, muito resistentes e praticamente inextensíveis, de TCD; compostos de feixes colágenos organizados, que garantem um meio de inserção. Servem para fixar o músculo ao esqueleto. O comprimento do músculo é a distância entre suas inserções. *Nem sempre se prendem ao esqueleto, podem fazê-lo em outros elementos: cart., cápsulas art., septos intermusculares, derme, tendão de outro músculo, etc. Podem, às vezes, podem ser tão pequenos que parece que o ventre muscular se prende diretamente ao osso. Em alguns Mm, existem tendões interpostos a ventres de um mesmo m, não servem para a fixação no esqueleto. De acordo com o formato: Mm planos fibras paralelas, frequen. como uma aponeurose. P. ex.: M. oblíquo externo do abdome (M plano largo). Mm peniformes são semelhan. a penas na organização de seus fascículos – semipeniformes, peniformes e multipeniformes. P.ex.: M. extensor longo, M. reto femoral e M. deltoide. Mm fusiformes formato de fuso com um ou mais ventres redondos e espessos, de extremidades afiladas. P. ex.: M. bíceps braquial. Mm triangulares (convergentes) originam-se em uma área longa e convergem para formar um único tendão. P.ex.: M. peitoral maior. Mm quadrados quatro lados iguais. P.ex.: M. reto do abdome entre as suas interseções tendíneas. Mm circulares ou esfincterianos circundam uma abertura ou orifício do corpo, fechando-os quando se contraem. P.ex.: M. orbicular dos olhos. Mm que têm múltiplas cabeças ou múltiplas ventres: mais de uma cabeça de inserção ou mais de um ventre contrátil, respectivamente. P.ex.: M. bíceps braquial, duas cabeças. Quanto à disposição: Disposição em paralelo: Longos, Largos, Fusiforme. M. esternocleidomastóideo, glúteo máximo, bíceps braquiais. Disposição oblíqua (Peniforme): Unipenado, Bipenado. M. extensor longo dos dedos do pé, M. reto da coxa. Disposição circular: Orbiculares. M. orbicular do olho. Quanto à origem: Se originam por mais de um tendão: diz-se que apresentam mais de uma cabeça ou origem. Bíceps, tríceps ou quadríceps: duas, três ou quatro cabeças de origem. M. bíceps braquial, M. tríceps sural, M. quadríceps femoral. Quanto à inserção: Mm podem se inserir-se por mais de u tendão: Bicaudados (dois tendões), três ou mais policaudados. Ex.: M. extensor longo dos dedos do pé. Quanto ao ventre muscular: Alguns Mm apresentam mais de um ventre muscular, com tendões intermediários situados entre eles. Digástricos dois ventres, ex: M. digástrico. Poligástricos número maior, ex: M. reto do abdome. Lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo. A espessura varia de um M para o outro, dependendo de sua função. Muito espessada = pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto. Tração ao contrair é necessário que os Mm estejam dentro de uma bainha elástica de contenção, papel feito pela fáscia muscular. Elas também permitem o fácil deslocamento dos Mm entre si. Septos intermusculares: prolongam. que partem de uma fáscia muscular espessada e terminam se fixando no osso. Separam grupos musculares em lojas ou compartimentos, ocorrem com frequência nos membros. A contração do ventre muscular produz um trabalho mecânico, em geral, representado por movimento de um segmento do corpo. Ao contrair-se o ventre muscular, há um encurtamento do comprimento do músculo e consequente movimentoda peça esquelética. As fibras podem reduzir o seu comprimento em relação ao estado de repouso (de um terço ou até metade). O trabalho (T) realizado por um músculo depende da potência (F) do M. e da amplitude de contração (E). T = F x E. A potência ou forca diretamente relacionada com o número de fibras do ventre muscular e a amplitude depende do grau de encurtamento. Hipertrofia = aumento prolongado da intensidade do trabalho, aumento de volume das fibras, nunca o aumento do número delas (hiperplasia). A análise de qualquer movimento é extremamente complexa pois envolve a ação de vários músculos, em um trabalho em conjunto, a coordenação motora. Um músculo é chamado de flexor do antebraço, esta é apenas a sua ação principal, a mais simples de ser entendida e demostrada. Na prática, os grupamentos de Mm são estudados de acordo com sua distribuição e funções. Ex.: Mm da região ântero-medial do antebraço são flexores da mão ou de dedos e pronadores. *Em um movimento voluntário, há um número enorme de ações musculares que são automáticas ou semi-automáticas. P. Ex.: uma pessoa sentada se move para pegar um lápis que caiu o chão. Movimento principal desejado e consciente: uso dos dedos. Automáticos: antebraço estendido, Mm estabilizam o ombro, outros agem sobre a coluna para estabilizar o tronco e outros nos membros inferiores para manter o equilíbrio. Tipos de contração: Contração reflexa: São os aspectos automáticos da atividade dos Mm voluntários. Ex.: os movimentos respiratórios do diafragma. Contração tânica: mesmo “relaxados” os Mm estão levemente contraídos. Confere certa firmeza, estabilidade das art. e na manutenção da postura. Só está ausente quando a pessoa está inconsciente. Contração fásica (ativas): contrações isotônicas, nas quais o músculo muda comprimento em relação à produção movimento e contrações isométricas, nas quais o comprimento do músculo permanece igual: não há movimento, mas a força (tensão muscular) aumenta acima dos níveis tônicos para resistir a gravidade ou a outra força antagônica. Agonista: quando é agente principal na execução do movimento. Antagonista: quando um músculo se opõe ao trabalho de um agonista, seja para regular a rapidez ou a potência. Sinergista: atua para eliminar movim. indesejado do agonista. Exemplos: M. braquial contrai agente ativo na flexão do antebraço agonista. M. tríceps braquial se contrai para fazer a extensão do antebraço M. braquial se opõe a este movimento, retardando-o antagonista (nesse caso). M. flexores dos dedos agonistas como os tendões da inserção desses Mm cruzam a art. radiocarpal, a tendência natural é provocar a flexão da mão, mas isso não ocorre Mm extensores do carpo, p.ex. se contraem estabilizam a art. do punho impedem aquele movimento indesejado sinergistas. Fáscias, aponeuroses, bainhas fibrosas e sinoviais dos tendões e as bolsas sinoviais são considerados órgãos acessórios do sistema muscular. Fáscias: Envolvem cada músculo ou grupo de músculos. Os mantem em posição, mesmo durante a contração. Servem como origem ou inserção. Constituem retináculos e fitas especializadas para os tendões. Vias de passagem para vasos e nervos. Permitem o deslizamento dos órgãos adjacentes. Bainhas fibrosas: Constituídas de TCD. Forradas por bainhas sinoviais. Inseridas nos ossos formando canais osteofribrosos nos quais deslizam tendões ou são mantidos na posição correta. Cada bainha sinovial forma dois cilindros concêntricos, entre os quais existe liquido sinovial. O cilindro interno aloja o tendão envolvido por seu peritendão. A continuidade entre as camadas da sinovial, no nível de sua reflexão a partir do cilindro interno para o externo, é estabelecida por uma estrutura chamada mesotendão. Através dessas estruturas os vasos sanguíneos chegam ou partem do tendão. *Na cirurgia sobre os tendões é fundamental se manter a integridade do mesotendão: previne a formação de aderências fibróticas capazes de dificultar os movimentos. Atividade muscular = controlada pelo SN. Logo, nenhum músculo pode se contrair se não receber estímulo através de um nervo. Nervo seccionado M deixa de funcionar atrofia. A imobilização prolongada (p. ex.: engessamento) também pode levar a atrofia impede movimento e reduz suprimento sanguíneo muscular. Trabalho mecânico feito pelos músculos exige considerável quantidade de energia. Mm recebem suprimento sanguíneo através de uma ou mais artérias. Estas penetram no músculo por uma das extremidades ou pelo meio do ventre. Dividem-se em ramos cada vez menos calibrosos se dispõem no sentido das fibras e se ramificam bastante, formando um extenso leito capilar. A drenagem do sangue é feita por veias que seguem, em geral, o tipo de distribuição arterial. Contração muscular fator preponente para impulsionar o sangue a linfa, pelas veias e pelos vasos linfáticos, em direção ao coração. Cada músculo é inervado por um ou mais nervos que contêm fibras motoras, sensitivas, simpáticas e parassimpáticas. O impulso nervoso é transmitido pelas fibras motoras e é ele que mantém o tônus e determina as contrações musculares. Fibras sensitivas servem à sensibilidade muscular. Fibras simpáticas e parassimpáticas respondem pela vasomotricidade. Unidade motora estrutura que compreende um neurônio e fibras musculares inervadas. A força de um músculo depende da quantidade de unidades motoras em ação. Entretanto, quanto mais precisos os movimentos menor o número de fibras inervadas pelo neurônio. Nervos e artérias sempre penetram pela face profunda do músculo mais protegidos. Forma a parede muscular do coração miocárdio. Há também um pouco desse nas paredes da aorta, veias pulmonares e veia cava superior. Contrações que não são controladas de forma voluntária. A frequência cardíaca é controlada intrinsecamente por um marca-passo um sistema condutor de impulso formado por fibras musculares cardíacas especializadas que são influenciadas pela divisão autônoma do sistema nervoso (DASN). Têm aparência estriada nítida. Ambos os Mm estriados (esquelético e cardíaco) rapidez e força nas contrações. Se difere do esquelético: na localização, aparência, tipo de atividade e meios de estimulação. Ausência de estriações de fibras musculares, forma uma grande parte da camada intermediária (túnica media) nas paredes dos vasos sanguíneos (acima dos níveis dos capilares). Ocorre em todo o tecido vascularizado. Constitui a parte muscular das paredes dos sistemas disgestório e dos ductos. Encontrado na pele, formando o M. eretor do pelo associado aos folículos pilosos e no bulbo do olho. Como o estriado cardíaco, é um músculo involuntário. Diretamente inervado pela DASN. Sua contração pode ser iniciada por estimulação hormonal ou por estímulos locais, como o estiramento. Responde mais devagar do que o estriado contração tardia e mais suave. Pode sofrer contração parcial mais longa e tem capacidade muito maior do que o músculo estriado de alongar sem sofrer lesão paralisante. Fatores importantes no controle do tamanho dos esfíncteres e do calibre do lúmen (espaço interior) das estruturas tubulares. São responsáveis pela peristalse (conjunto de contrações rítmicas que impulsionam o conteúdo ao longo dessas estruturas tubulares) nas paredes do sistema digestório, tubas uterinas e dos ureteres.