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Apostila Profª Nilma Bastos

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órgão que o qualificou.
Desqualificação:
Por ato de decisão , processo administrativo e devolução dos bens.
Serviços Sociais Autônomos:
“São todos aqueles instituídos por lei, com personalidade de direito Privado, para ministrar assistência ou ensino a certas categorias sociais ou grupos profissionais, sem fins lucrativos, sendo mantidos por dotações orçamentárias ou por contribuições parafiscais”. – Helly Lopes Meirelles: “ São Entes paraestatais, de cooperação com o Poder Público.Exemplos: SESC, SESI, SENAC e SESI”. Essas Entidades não prestam serviço público, embora seus atos e contratos possam ser contestados em ação popular, o que não desnatura sua atividade privada de interesse público (serviços não exclusivos do Estado); sendo por isso incentivados pelo Estado, ainda que mantenham uma atividade privada (sem privilégios administrativos, processuais ou tributários). Talvez por isso não se confundem com a Administração Indireta. No entanto, pelo fato de administrarem verbas públicas decorrentes de contribuições parafiscais ou sociais surja divergência sob vários aspectos, em especial no que diz respeito à observância dos princípios da licitação, à exigência de processo seletivo para seleção de pessoal, a prestação de contas, a equiparação dos seus empregados aos servidores públicos para fins criminais (art.327 do CP) e para fins de improbidade administrativa.
Serviços Públicos:
A Administração Pública para atender as necessidades e oferecer comodidades coletivas constitui o Serviço Público. Daí decorre a locução serviço público prestado pelo Estado, segundo a definição de Marçal Justen Filho:
“É uma atividade pública administrativa de satisfação concreta de necessidades individuais ou transindividuais, materiais ou imateriais, vinculadas diretamente a um direito fundamental, destinada a pessoas indeterminadas, e sob regime de direito público”.
Diz-se atividade, pois o Estado necessita de estruturas humanas e materiais para a atuação permanente e sistemática do serviço público. Essa necessidade é suprida pelos agentes públicos e pelo conjunto de entidades necessárias a consecução do serviço público. Embora a consecução do serviço público caiba ao Estado, essa não ocorre de forma exclusiva por ele, exceto quanto a instituição, regulamentação, execução (ou delegação) e controle.
A instituição decorre da Constituição da República, mediante interesse geral, regional ou local:
União – art.21 da CR;
Estado –art.25, §1º da CR;
Município –art.30 da CR.
A regulamentação fala da prestação, das obrigações, dos direitos, dos cargos, da modalidade de remuneração, além dos aspectos de interesse público. Cabendo lembrar que a não observância da norma constitucional gerará vício de iniciativa. Para a execução do serviço público, o Poder Público poderá exercê-lo direta (Administração Direta) a ou indiretamente (Administração Indireta). E quanto ao controle, este ocorrerá mesmo que não expresso em lei ou em regulamento, devendo a Administração Pública manter-se permanentemente informado sobre o comportamento de quem executa os serviços dados à sua cura, como são os seus concessionários e permissionários.
Conceito:
Outros doutrinadores falam desse conceito:
Hely Lopes Meirelles:
Serviço público é todo aquele prestado pela Administração Pública ou por seus delegados, sob normas e controles estatais, para satisfazer necessidades essências ou secundárias da coletividade ou simples conveniências do Estado.
Celso Antônio Bandeira de Melo:
Serviço Público é toda atividade de oferecimento de utilidade ou comodidade material fruível diretamente pelos administrados, prestado pelo Estado ou por quem lhe faça às vezes, sob um regime de Direto Público – portanto consagrador de prerrogativas de supremacia e de repetições especiais – instituídos pelo Estado em favor dos interesses que houver definido como próprios no sistema normativo. O conceito de serviço público não é uniforme na doutrina, tendo em vista o fato de que o seu conteúdo variar de acordo com o tempo e o espaço no qual se aplique. Entretanto, é possível tiramos algumas conclusões quanto aos conceitos supramencionados:
1ª O conceito de serviço público evoluiu devido às necessidades públicas sofrerem uma freqüente evolução com o tempo deixando de ser individuais e passando a transindividuais (necessidade da coletividade);
2ª Cabe a lei escolher as atividades que são consideradas serviços genuinamente público;
Com essas conclusões, deve o Estado regulador ou mínimo primar por prestar serviços cuja competência advenha da lei, pois suas realizações exigem a observância de prerrogativas, privilégios e princípios estatais. Para exemplificar: artigo 20, inciso X da Constituição da República; outro exemplo é o artigo 175, caput ao registrar que incumbe ao poder público na forma da lei, diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviço público.
Princípios Norteadores:
- Princípio da Continuidade – Determina que o serviço público não pode parar, sob pena de gerar direto a indenização. Terá esse princípio aplicação: nos prazos, na exigência de equilíbrio contratual, na vedação da exceptio non admipleti contractus, da possibilidade de punir o funcionário que se ausenta do serviço público, da possibilidade se usar os institutos da substituição, delegação e por fim a proibição de greve;
- Princípio da Mutabilidade – Por este principio a Administração Pública está autorizada a promover mudanças no regime da prestação visando adequá-lo ao interesse da coletividade. 
- Princípio da Eficiência:
A eficiência exige que o responsável pelo serviço público se preocupe sobremaneira com o bom resultado prático da prestação que cabe oferecer aos usuários. Evitando-se, assim, onerar os usuários por falta de método ou racionalização no seu desempenho.
 - Princípio da generalidade :
A generalidade significa que oferecimento do serviço público deve ser prestado para todos. Essa generalidade é decorrente do Princípio da igualdade, tracejado no artigo 5º da CR.
 - Princípio da Modicidade:
A modicidade impõe sejam os serviços públicos prestados mediante taxas ou tarifas justas, pagas pelos usuários para remunerar os benefícios recebidos e permitir o seu melhoramento e expansão.
Formas de prestação:
Cabe ao Estado a prestação dos serviços públicos a comunidade. Para isso, irá implementar serviços por meio de duas formas de organização: centralizada ou imediata prestada pela própria Administração Pública, ou descentralizada ou mediata quando prestada por uma rede de entidades prestadoras de serviço de interesse do Estado. Conhecemos a estrutura centralizada pela denominação de Administração Pública Direta (primeiro setor). No caso dos serviços públicos prestados de forma descentralizada temos a estrutura denominada Administração pública Indireta além da estrutura criada por delegação ás pessoas dos autorizatários, permissionários e concessionários do serviço público. Há ainda as Entidades de Interesse do Estado. Assim, quando o serviço público for prestado pela Administração Pública Direta (serviço público) a responsabilidade pelos danos causados será auferida com base no artigo 37, § 6º da CR, enquanto na atividade prestada pela Administração Indireta (serviço público ou de utilidade pública) a responsabilidade poderá ser auferida com base no artigo 37§ 6º da CR e no artigo 22 da Lei 8078/90. O Poder público ao descentralizar certa atividade só responderá subsidiariamente quando o serviço for genuinamente público, havendo divergência quando se tratar de atividade de interesse do Estado ou atividade econômica (divergência). De acordo com o Ente criador a abrangência do serviço público poderá ser nacional ou regional, será prestada pelas Entidades dotadas de personalidade de direito público interno denominado União ou Estados ou Distrito Federal ou de competência local, pelos denominados Municípios. Daí falarmos em serviço público federal, estadual e municipal. Em regra haverá delegação na desconcentração de serviços públicos