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Apostila Profª Nilma Bastos

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na qual se repassa apenas a execução de atividades a particulares que, por conta e risco próprios, disponibilizam-se a prestar aqueles serviços de utilidade pública, geralmente, impróprios de Estado, mas de interesse da coletividade, por serem convenientes e oportunos ao grupo social.
Exemplo: Contrato (concessão) ou por ato administrativo unilateral (permissão ou autorização), pois aqui a Administração Pública transfere unicamente a execução dos serviços, para que o delegado o prestará o serviço público em seu nome e por sua conta e risco, nas condições regulamentadas e sob o controle estatal, de modo que caso o ente delegado não venha a honrar com seu compromisso assumido, pode o Estado avocar a competência e desconstituir o ato ou contrato que operou a delegação.
Classificação:
	.
1. Serviço público essencial ou não:
Serviço público: 
Satisfaz as necessidades gerais e essenciais;
Requerem uso da soberania estatal;
São serviços prestados pelo Estado;
Não sujeitos a delegação;
São pró-comunidade;
Subsidiados financeiramente por tributos;
Exs. segurança, polícia, fiscalização, higiene, etc
Serviço de Utilidade Pública:
Visa facilitar a vida do individuo na sociedade;
Valorizam –se pela qualidade do serviço prestado;
Em geral, são serviços impróprios de Estado;
Prestados diretamente pelo Estado ou por delegação;
Serviços pró-cidadão;
Subsidiados financeiramente por tarifas.
 
2. Serviço público quanto ao destinatário:
Serviço uti singuli;
Serviço uti universi;
Serviços uti universi ou gerais são aqueles que a Administração, presta sem ter usuários determinados, para atender a coletividade no seu todo, como os de polícia, iluminação pública, calçamento e outros dessa espécie. Esses serviços satisfazem indiscriminadamente a população, sem que se erijam em direito subjetivo de qualquer administrado à sua obtenção para seu domicílio, para sua rua ou para seu bairro. Estes serviços são indivisíveis, isto é, não mensuráveis na sua utilização. Daí por que, normalmente, os serviços uti universi devem ser mantidos por impostos (tributo geral), e não por taxa ou tarifa, que é remuneração mensurável e proporcional ao uso individual do serviço. Serviços uti singuli ou individuais são os que têm usuários determinados e utilização particular e mensurável para cada destinatário, como ocorre com o telefone, a água e a energia elétrica. Esses serviços, desde que implantados, geram direito subjetivo à sua obtenção para todos os administrados que se encontrem na área de sua prestação ou fornecimento e satisfaçam as exigências regulamentares. São sempre serviços de utilização individual, facultativa e mensurável, pelo que devem ser remunerados por taxa (tributos) ou tarifa (preço público), e não por impostos.
O serviço que adota a tarifa zero é gratuito?
R: Não, pois a tarifa zero não significa gratuidade e sim que o dito serviço é custeado de outro modo que não pelo usuário, cabendo a remuneração ao Poder Público seu titular. Exemplo – transporte de passageiros gratuitos.
Usuários:
Deveres:
Artigo 7º da lei 8987/95.
Um dos deveres do usuário é a remuneração, por isso diverge a jurisprudência quanto à possibilidade ou não de suspensão dos serviços públicos, em caso de não pagamento.
1ª corrente (doutrina e jurisprudência) = Cabe a suspensão pelo não pagamento m tendo em vista que o usuário não satisfez sua obrigação, independente da essencialidade ou não do serviço público prestado;
2ª corrente (jurisprudência minoritária) = Há que se fazer uma distinção entre o serviço essencial ou não. Em sendo, essencial ou compulsório, não poderá ser interrompido, tendo em vista ser pago mediante tributo, que requer para cobrança a execução, enquanto o não essencial admite a interrupção, pois é facultativo e pago mediante tarifa.
Direitos:
Cabe aos usuários do serviço público o cumprimento de seus direitos, sob pena de incidir artigo 3º da lei 8078/90. Já Antônio Carlos Cintra Amaral não admite a aplicação do CDC pelo Poder Judiciário, e sim pelas Agências Reguladoras.
Outras formas de Prestação de Serviço:
Por Convênio Administrativo:
O convênio não constitui modalidade de contrato, embora seja um dos instrumentos de que o Poder Público se utiliza para associar-se com outras entidades públicas ou entidades privadas. Esse ajuste (que para Diogo de Figueiredo tem natureza jurídica de ato complexo, estando implicitamente no artigo 23, § único da Constituição da República) visa atingir o interesse comum, mediante mútua colaboração. Nos dizeres de José dos Santos Carvalho Filho no convênio o interesse comum, sendo está uma das diferenças deste com o contrato, outras diferenças não forma outro ente, ou seja, não tem personalidade jurídica autônoma, inexiste o objetivo precípuo de lucro, possui vários pólos, independe de licitação e não exige autorização legislativa.
Por Consórcio:
Acordo entre duas ou mais entidades de natureza iguais, públicas ou privadas para serviço público de competência de ambas. Ocorre que essa assertiva foi alterada pelo advento da Lei nº11.107/05 que criou um consórcio que tem natureza jurídica de contrato , acabando com a principal diferença que havia entre consórcio e convênio.
O STF já determinou não haver necessidade de autorização legislativa para realização desses acordos, exceto quando haja verbas públicas.
Consórcio Público e convênios (contrato plurilateral):
 Consórcio Público:
 Artigo 241 da CR
 Esse artigo foi acrescentado ao ordenamento constitucional pela Emenda Constitucional 19/98, introduzindo no ordenamento brasileiro o consórcio Público. Esse artigo nos leva a entender o legislador no futuro faria a devida regulamentação do assunto. Essa regulamentação adveio com a lei 11107/05. Podendo ser para Diogo de Figueiredo - uma nova forma de colaboração (pessoas públicas e privadas). O convênio também foi disciplinado pela Lei 11107/05, embora em poucos aspectos.
Características:
A estrutura do consórcio possibilita ao advento da integração da competência (consórcios , convênios e entes da federação). 
Fez reviver o instituto do consórcio, além de manter outros instrumentos já existentes. 
Exigirá uma pessoa jurídica para contrair direitos e obrigações, como o consórcio de cooperação, nos termos da nova lei. Outra diferença é que a união nunca participava de um consócio, pois na estrutura federatícia não existe outra pessoa com mesma natureza, agora com advento da nova lei é possível sua participação.
 Natureza Jurídica - Marçal Justen Filho (consórcio da lei 11107/05- contrato), mantendo os atos complexos (consórcio e convênio) – contrato plurilateral. Os particípes não poderão sair facilmente do consorcio , exceto mediante ato formal (artigo 11 da Lei 11107/05). Diferente dos antigos convênios e consórcios.
 STF – Afirma que o Ato Administrativo Multilateral não será estabelecido,após autorização legislativa. RDA 599/222 // RDA 140/163 // RDA 161/ 169 RT pág. 522 .
Pessoal - Público - artigo 37 da CR // Privado – artigo 6, §2º da Lei 11107/05.
Licitação obrigatória e sua exceção (artigo 16 da lei 11107/05) – licitação dispensável. 
Contratos – Solidificam o consórcio, pois asseguram sua manutenção durante todo o prazo acordado. 
Tribunal de contas – O artigo 9º da Lei 11107/05 afirma que o tribunal de contas competente é o do lugar do representante do consórcio. 
Responsabilidade subsidiária do Ente Estatal.
Por terceirização:
É forma de parceria do setor público com o setor privado para consecução de certas atividades. Visa socorrer o Estado, mediante empreitada para realização de obras públicas ou mediante locação de serviço por meio de interposta pessoa. Terá dois tipos de preço tradicional ou por risco. Será tradicional quando o preço é decisivo para transferência e por risco, se o que transfere são as obrigações trabalhistas.
Exemplo: contrato de fornecimento de mão- de- obra.
Por Franquia:
Dá-se por contrato com modalidade de concessão entre as empresas. Nesta o essencial é a transferência de know-how para o franqueado (ou concessionário),