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Apostila Profª Nilma Bastos

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este ficando sujeito a controle por parte do franqueador, no que tange ao uso correto de aplicação de seus métodos, organização e técnica. É disciplinada pela lei 8955/94, que inclui em seu conceito o modo de distribuição de produtos ou de serviços. Terá como modalidades à terceirização ou contrato de concessão (divergência). 
Por Autorização:
São atos administrativos que visam atender as necessidades coletivas transitórias, instáveis e urgentes, mas que sejam relevantes aos cidadãos. Dá-se de forma precária, ou seja, revogável a qualquer momento, o que faz com que alguns doutrinadores não a veja como forma adequada para delegação de serviço público. O doutrinador Marçal Justen Filho entende que a autorização não é um meio adequado de delegação de serviço público, só ocorrendo de forma excepcional. Levanta que a base constitucional do instituto está prevista no artigo 170, § único da Constituição da República, ocorrendo mediante ato estatal da Administração Pública e desde que os requisitos tenham sido atendidos pelo particular, sob supervisão da Administração Pública. Divergindo do doutrinador supramencionado os doutrinadores Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo entendem que a autorização é forma adequada de delegação do serviço público, e apresentam como base constitucional o artigo 21, incisos XI e XII. Também levantam uma nova espécie de autorização vinculada, nos termos da Lei nº9472/97, artigo 131, §1º. Independente do tipo de autorização, faz-se necessário uma supervisão do poder autorizatário de forma prévia e a posteriori, de forma prévia para impedir que certas atividades excessivamente onerosas sejam conferidas aos autorizatários (impossibilidade de amortização dos gastos), e a posteriori para auferir a mantença do serviço com base no binômio oportunidade e conveniência.
Exemplos: taxa, guardas, despachantes.	
Parceria Público Privada:
A parceria público privada é um novo mecanismo criado pelo Estado pela Lei nº 11079/04. A corrente majoritária a vislumbra como forma de contrato ou concessão especial – com pagamento por dotação orçamentária ou tarifa, risco compartilhado entre o concessionário e o Poder Público e prazo de duração que pode chegar a 30 anos. Essa forma de concessão especial pode ser classificada em patrocinada (artigo 2º, § 1º da Lei 11079/04 – pagamento mediante tarifa) e administrada (artigo 2º,§ 2º da Lei 11079/04 – pagamento mediante dotação orçamentária) forma de terceirização, mediante contrato de prestação de serviço.
MP/05 Qual a forma de pagamento para a PPP administrativa? Fundamente. Como a PPP administrativa presta serviço ao poder Público, por isso sua forma de pagamento será dotação orçamentária, podendo ser esta completada por tarifa. 
Título VIII:
Por concessão:
 As concessões foram criadas nos moldes do Direito Privado, pelos particulares (sociedade civil, comercial ou industrial) ou pela Administração Pública (empresa pública, sociedade de economia mista). O inciso XII do artigo 21 da Lei Maior prevê a participação dessas pessoas na prestação do serviço público, ao estabelecer que poderão ser executados diretamente ou mediante autorização, permissão ou concessão. A concessão será criada pela Administração Pública, quando exigir o serviço público, mediante delegação e licitação pública.
Essa obrigatoriedade de licitação esta prevista no artigo 175 da Constituição da República, e será firmada para os serviços que requeiram maior segurança jurídica para o concessionário (pessoa física ou consórcio), nos termos da Lei 8987/95. Essa lei no artigo 6ºda Lei 8987/95 exige a continuidade do serviço público, sob pena de responsabilidade e por conseqüência indenização.
Diferença de reajuste e revisão das tarifas:
Ocorrerá o reajuste visando sanar perdas econômicas, antevistas no edital e marcada no contrato, em regra se estes forem superiores ao ano civil. Já a revisão decorre da falta de equilíbrio econômico financeiro do contrato, por exemplo, em caso de gastos não previstos ou emergenciais.
 
Conceito:
 “É a delegação contratual para a execução do serviço público, na forma autorizada e regulamentada pelo executivo. O contrato de concessão é ajuste de direito Administrativo, bilateral, oneroso, comutativo e realizado intuitu personae – Helly Lopes Meirelles”.
A lei 8987/95, em seu artigo 40, descreve esse tipo de contrato de adesão, demonstrando ser esse tipo de contrato uma forma de delegação feita pelo Poder concedente, mediante licitação, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho por sua conta e risco.
Terá esse instituto a natureza jurídica de contrato administrativo (artigo 40 da lei 8987/95 e artigo 175 da CR), ainda que uma minoria o vislumbre como ato-união ou ato unilateral.
Como contrato administrativo deverá ter prazo determinado (artigos 2º, inciso II, 18, inciso I, 23, inciso I da lei 8987/95), no edital e o no contrato. Caso a Administração Pública concedente não respeite o prazo caberá indenização ao concessionário, o que também é possível se ao fim do prazo o concessionário demonstrar que não houve amortização por completo. Virá, pois, acompanhada de cláusulas exorbitantes que conferem ao poder concedente alterar e rescindir o contrato, a mutualidade podendo sofrer revisão par que haja o retorno do equilíbrio de ambas as partes.
Objeto da concessão:
	O objeto da concessão será sempre um serviço público. No contrato de concessão estarão envolvidos o interessado e a Administração pública, que outorga a concessão ao particular. Diz-se interessado, porque o concessionário obtém com a concessão o lucro e a administração mantém o controle, a titularidade do serviço público, sem ter que executá-lo ou se se responsabilizar por ele. Assume a responsabilidade pela concessão, e devido a isso a maioria a vislumbra intuitu personae.
Competência:
 A competência será de cada Ente Federatício (União/Estado/Município), que de acordo com a lei outorgará ao agente tal atribuição. Assim, os órgãos e agentes terão que mediante a lei reguladora dos serviços públicos trespassar por concessão o serviço público.O artigo 15 da lei 8987/95 traz os critérios objetivos, inclusive o certame licitatório e adjudicação do serviço público prestado, para a concessão ser regularmente estabelecida. 
 Seu estabelecimento deverá ser feito, sob responsabilidade pessoal ou intitu personae, ou seja, para a segurança dos interesses da Administração Pública, o concessionário há de responder pelo serviço traspassado.Esse traspasse poderá ser subcontratado, desde que nos termos do artigo 26 da Lei 8666/93. Essa transferência não é obrigatória, se feita a pedido do concessionário, não havendo qualquer direto subjetivo favorável à transferência. A transferência para execução do serviço público hoje, não é mais firmada, sob o critério da exclusividade, já que a Poder Concedente, em vislumbrando lucro poderá quebrar tal privilégio e o administrado circular pelo mesmo percurso de linha coletiva estabelecida, sob concessão. A característica intuito personae, não impede a subconcessão autorizada do Poder Público Concedente e referência no contrato (artigo 26 da Lei Nº 8987/95). 
Esse contrato de Concessão far-se-á mediante licitação, que desde o edital firmará a espécie, o tipo de licitação e o critério de escolha do concessionário. Após a escolha da melhor proposta será estabelecido o contrato.
Características da concessão:
Concessão:
Serviço próprio do Estado transferido por contrato;
Só transfere a execução;
Dá-se mediante licitação;
Exerce em nome próprio;
Cobra-se tarifa que tem natureza de preço público;
O usuário tem direito o prestação de serviço;
Responsabilidade será a dita no artigo 37, § 6º da CR;
Havendo rescisão caberá a encampação, ou retomada da execução do serviço pelo Poder Concedente;
Havendo inadimplemento, caberá rescisão por caducidade ou decadência;
Cabe a reversão, ou seja, incorporação dos bens dos concessionários, quando necessários à prestação de serviço.
Extinção:
 A extinção da concessão pode ocorrer