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Mecanismos de ossificação 
 Processo de ossificação: 
 A partir da 8ª semana; 
 Por ação do fator de transcrição CBFA1 
 Células osteoprogenitoras se diferenciam em osteoblasto (responsável pela deposição da 
matriz, importante na homeostasia sanguínea) 
 
 Tipos: 
 Endocondral: um modelo de cartilagem serve de precursor do osso 
 Intramembranoso: formação de osso de modo mais simples, sem a intervenção de um 
precursor cartilaginoso 
O tecido ósseo inicialmente depositado por ossificação endocondral ou por ossificação 
intramembranosa é posteriormente substituído. O osso de reposição é formado sobre o osso 
preexistente por crescimento aposicional e é estruturalmente idêntico em ambos os casos. 
 
 
 
 
 Ossificação intramembranosa 
 Células mesenquimatosas Osteoblastos Osteócito 
 Dentro do mesênquima, tecido conjuntivo embrionário 
 Ocorre nos ossos planos do crânio e da face, mandíbula e clavícula 
 A ossificação começa em centros de ossificação primária que pela ação do fator de 
transcrição Cbfa1 diferenciam as células mesenquimatosas em osteoblastos – células 
osteoprogenitoras 
 Os osteoblastos começam a sintetizar o osteóide, matriz que logo se mineraliza, englobando 
alguns osteoblastos e formando os osteócitos 
 Os vários centros de ossificação crescem radialmente, substituindo a membrana conjuntiva 
pré-existente 
 A membrana conjuntiva que não sofre ossificação forma o endósteo e o periósteo 
 Fontanelas: membranas conjuntivas ainda não foram substituídas por tecido ósseo 
Victoria Z. Brondani – Medicina UFSM/ Turma 113 
 
Ossificação intramembranosa. A. Inicialmente, há o surgimento de um centro de ossificação no tecido conjuntivo 
mesenquimatoso. Tal centro é formado por células osteoprogenitoras derivadas do mesênquima, que irão se diferenciar 
em células secretoras da matriz do tecido ósseo, os osteoblastos. Os osteoblastos começam a secretar matriz óssea 
ainda não mineralizada, o osteoide. B. Os osteoblastos acumulam-se na periferia do centro de ossificação e continuam 
secretando osteoide em direção ao centro de ossificação. O osteoide sofre mineralização, e os osteoblastos nessa 
matriz (osteoide) diferenciam-se em osteócitos. C. O tecido recém-formado tem estrutura microscópica de osso. D. O 
crescimento adicional e a remodelação do osso resultam na substituição do osso imaturo não lamelar por um osso 
maduro, compacto e lamelar. Entre as lamelas de osso compacto há trabéculas de osso esponjoso. Os espaços entre 
as trabéculas são ocupados por células da medula óssea, conduzidas por vasos sanguíneos. 
 
 Ossificação endocondral 
 
 
 Células mesenquimatosas Condroblastos Colágeno tipo II e matriz 
cartilaginosa 
 Desenvolve-se, por crescimento intersticial e aposicional, um modelo de cartilagem que é 
como uma versão miniatura do osso definitivo 
 As células do pericôndrio começam a produzir osteoblastos, sendo agora chamado de 
periósteo, é possível identificar uma camada osteogênica dentro dele 
 No caso dos ossos longos, esse mecanismo forma um colar ósseo na porção diafisária do 
osso em desenvolvimento 
 A matriz cartilaginosa começa a sofrer calcificação (não confundir com a mineralização que 
acontece no tecido ósseo) o que faz os condrócitos morrerem e vasos sanguíneos 
penetrarem a cavidade, juntamente com células osteogênicas 
 As células osteogênicas diferenciam-se em osteoblastos que produziram matriz óssea 
 Aparece matriz óssea onde antes havia tecido cartilaginoso sem que ocorra a 
transformação desse naquele 
 Esse é o chamado centro primário, que está na parte média da diáfise e cresce em sentido 
longitudinal 
 Osteoclastros: absorção do tecido ósseo – formação do canal medular – células 
hematógenas pluripotentes são trazidas pelos vasos sanguíneos para originar a medula 
óssea 
 Depois se formam os centros secundários – primeiro na epífise proximal – que tem 
crescimento radial e ao ocuparem todas as epífises, o tecido cartilaginoso fica reduzido a 
cartilagem articular e aos disco epifisários que permitirão o crescimento do osso 
 
1)Formação do modelo de cartilagem; 2) formação do colar periosteal ao redor do modelo de cartilagem; 3) início da 
calcificação da matriz cartilaginosa; 4) vasos sanguíneos e células do tec. Conjuntivo invadem a cartilagem, criando 
uma cavidade primitiva; 5) osso periosteal continua se formando por ossificação intramembranosa; 6) Os vasos 
sanguíneos e as células perivasculares invadem a cartilagem epifisária proximal; 7) estabelecimento de um centro de 
ossificação secundário; 8) formação do centro de ossificação epifisário e formação de cartilagem epifisária entre cada 
epífise (proximal e distal) e a diáfise; 9) desaparecimento da cartilagem epifisária distal e cessação do crescimento; 
10) desaparecimento da cartilagem epifisário proximal. No fim do processo, a metáfise torna-se contínua com a epífise, 
e apenas as linhas epifisárias permanecem no local onde existia o disco epifisário. 
 
 Crescimento do osso endocondral: 
 Zonas de: 
1. Repouso: cartilagem hialina sem qualquer modificação 
2. Proliferação ou seriada: condrócitos se dividem rapidamente e formam fileiras em sentido 
longitudinal 
3. Hipertrofia: condrócitos entram em apoptose (lacunas vazias) 
4. Calcificação: calcificação da matriz cartilaginosa e termina a morte dos condrócitos 
5. Ossificação: aparece o tecido ósseo – capilares sanguíneos e células progenitoras 
originadas do periósteo invadem as cavidades deixadas pelos condrócitos mortos. Sobre os 
restos de matriz cartilaginosa, os osteoblastos depositam a matriz óssea 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Matriz óssea aprisiona os osteoblastos e forma os osteócitos, formando as espículas ósseas 
 
 
 
 Ossificação endocondral – Histofisiologia 
 
 Interruptores angiogênicos – Durante a ossificação um tecido avascular (cartilagem) é 
gradualmente convertido em um dos tecidos mais altamente vascularizados do corpo dos 
vertebrados (osso). 
 Esta conversão é dependente da placa de crescimento. Um forte gradiente de fatores 
angiogênicos é estabelecido, o que é acompanhado por alterações na síntese e 
remodelação da matriz extracelular. 
 Gens de controle – sinalização através de hedgehog indiana (Ihh), proteínas 
morfogenéticas ósseas (BMPs), e fator de crescimento de fibroblastos 18, uma região de 
condrócitos em repouso alimenta uma zona de proliferação de condrócitos que, em seguida, 
submetidos a hipertrofia e, subsequentemente, a apoptose. 
 Os efetores e reguladores mais importantes da matriz extracelular são o fator de crescimento 
endotelial vascular (VEGF) e as metaloproteases. Das metaloproteases, as mais importantes 
são a MMP9, MMP13, MT1 –MMP. 
 Assim, o processo de degradação da matriz é uma característica fundamental da ossificação 
e a remodelação óssea subsequente. 
 
 Formação e crescimento ósseo 
Crescimento em diâmetro (aposicional) 
1. Multiplicação de células tronco do tecido ósseo; 
2. Diferenciação de células tronco em osteoblastos; 
3. Osteoblastos sintetizam e secretam matriz óssea; 
4. O osteoide (nova matriz óssea) é mineralizado; 
5. Osteoblasto é envolvido pela nova matriz (osteócito); 
6. Uma nova camada de osteoblastos é formada e localizada na superfície do osso recém-
formado, repetindo o processo. 
 
Crescimento em comprimento (intersticial) 
 
1. Centro de ossificação primária e colar ósseo – Intramembranosa 
2. Alastramento do centro primário 
3. Osteoclastos abrem o canal medular 
4. Invasão de células sanguíneas e hematogênicas 
5. Centros de ossificação secundários 
6. Formação do disco epifisário-endocondral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Formação dos ossos longos 
 
 Remodelação óssea 
 
 Histofisiologia 
 
o Regulação hormonal 
 Hormônio de crescimento hipofisário (GH, somatotropina) 
 ↑ cartilagem epifisária 
 ≠ e ÷ osteoprogenitoras 
 Estimula o fígado a produzir o fatorde crescimento semelhante a Insulina (IGF-I), que regula 
os condrócitos 
 Níveis↑ levam ao gigantismo e a acromegalia (no adulto) – ↑ osteoblastos, espessamento e 
supercrescimento seletivo (mãos, pés, mandíbula, nariz, ossos do crânio 
 Níveis↓ ocasionam o nanismo hipofisário 
 
o Hormônio Tireoidiano 
 Estimula a ossificação endocondral, o crescimento linear do osso e a maturação dos centros 
ósseos epifisários 
 Especificamente o T3 pode acelerar o crescimento facilitando a síntese e secreção do GH 
 Baixos níveis levam ao nanismo e cretinismo na infância 
 
 
 
Correlação clínica | Fatores nutricionais na formação óssea 
Fatores nutricionais e hormonais afetam o grau de mineralização óssea. A deficiência de cálcio durante 
o crescimento provoca raquitismo, uma condição em que a matriz óssea não se calcifica normalmente. 
O raquitismo pode ser causado por quantidades insuficientes de cálcio na dieta ou por uma quantidade 
insuficiente de vitamina D (um pró-hormônio esteroide), necessária para a absorção do cálcio pelo 
intestino. Uma radiografia de criança com raquitismo avançado apresenta sintomas radiológicos 
clássicos: membros inferiores arqueados (curvatura para fora dos ossos longos das pernas e das coxas) 
e tórax e crânio deformados (o crânio frequentemente exibe uma aparência “quadrada” característica). 
Se o raquitismo não for tratado enquanto uma criança estiver ainda em fase de crescimento, as 
deformidades ósseas e a baixa estatura podem se tornar permanentes. Nos adultos, a mesma 
deficiência nutricional ou de vitaminas leva à osteomalacia. Embora não sejam mais problemas 
importantes de saúde em populações com nutrição adequada, o raquitismo e a osteomalacia estão 
entre as doenças infantis mais frequentes em muitos países em desenvolvimento. 
Além de sua influência sobre a absorção intestinal de cálcio, a vitamina D também é necessária para a 
calcificação normal. Outras vitaminas que comprovadamente afetam o osso são as vitaminas A e C. A 
deficiência de vitamina A suprime o crescimento endocondral do osso, enquanto o seu excesso leva a 
fragilidade e fraturas subsequentes dos ossos longos. A vitamina C é essencial para a síntese de 
colágeno, e a sua deficiência leva ao escorbuto. A matriz óssea produzida no escorbuto não calcifica. 
Outra forma de mineralização óssea insuficiente observada com frequência após a menopausa é 
a osteoporose.

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