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Curso de Sistemática e Biogeografia

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Sistemática e Biogeografia
sistematicaebiogeografiaufabc.blogspot.com.br
Charles Morphy
Bibliografia:AMORIM, Dalton de Souza. Fundamentos de sistemática e filogenética.
Sistemática: Organização do conhecimento biológico.
Theodósio Niozansk: “nada faz sentido na biologia a não ser alunos de evolução”.→ tudo deve ser entendido na biologia, a partir de que se evolui de um ancestral comum.
Sistemática: atividade humana mais importante.
· Organizar o conhecimento biológico. Identificar uma espécie a partir de uma série de características dada a um organismo.
· A partir da identificação, podemos avançar no processo e voluir.
· Desde o século XIX, a partir da “Origem das espécies” de Charles Darwin: a diversidade biológica é hierarquizada na natureza, ela é dada a partir do ancestral comum. → genes compartilhados.
· Sistema hierárquico: árvore filogenética.
· Evolução é ramificação → árvore da vida: reúne todas as espécies biológicas.
“Se Deus existe, ele é um besouro, criou 300 mil espécies”.
2 000 000 (2016) de espécies descritas.
5 000 000 de espécies possivelmente existentes no planeta.
4,5 bilhões de anos surgiu a Terra.
3,8 bilhões de anos surgiu a vida.
Para cada espécie que vive hoje na Terra, 100 ficaram extintas. Então até hoje, 2016, existiriam 50 000 000 de espécies. Em 300 anos se descreveu 2 000 000 de espécies. Então tem muito trabalho para biólogos, para descrever ainda.
TAXONOMIA: (taxo=grupo; nomia=nome) identificação/descrição de espécies.
Sistemata →taxonomia.
 →classificação.
Questões fundamentais da sistemática:
· Como identificar grupos naturais?
· Como perceber as afinidades naturais dos agrupamentos em contraposição à sumarizações artificiais?
Levantar os grupos monofiléticos.
· Pré-socráticos → surgiu a ideia de atomismo.
· Anaximandro (610-546 a.C.)
· Anaxógoras (550-428 a.C.)
· Demócrito (500-404 a.C.)
· Empédocles (492-432 a.C.)
Tudo que é natural, se remete a 4 elementos: terra, agua, ar e fogo: a mesola desses elementos da origem à natureza.
· Platão (428-387 a.C.)
Todas as coisas que enxergamos são reflexos de um mundo perfeito inatingível pelo homem. Esse mundo perfeito é o mundo das ideias. Mito da caverna: realidade como reflexo do mundo das ideias (essenciais) → tudo que se imagina que existe lá fora, é idealizado, mas quando sai da caverna, se descobre que é imperfeito.
Platônico = ideal → inatingível.
· Aristóteles (384-322 a.C.)
As coisas têm essências, mas as essências das coisas estão nas próprias coisas.
Primeiro a construir sistemas diclonomicos (divididos em dois grupos).
Aristóteles dividiu a Terra da seguinte forma:
· Santo Agostinho (354-430)
Realidade do paraíso e da arca de Noé.
Mundo perfeito → paraíso, céu.
Essências → almas.
Qualquer ideia que se afasta-se do que era visto pela igreja, era visto como heresia. Para a igreja, tudo que é bom foi criado no norte, e nada criado por Deus poderia passar para o sul, por ser quente. Em 1492 se descobre que tem gente na América, ou catequiza ou morre; poderia acontecer a escravidão, pois as pessoas não eram de Deus.
Evolução progressiva → do mais simples ao mais complexo. Antropocentrismo. Surge na idade média, e depois volta com Lamarck.
· Carolus Linnaeus (1709-1778)
Sistemática moderna.
Nomenclatura Binomial: gênero + epíteto específico. Exemplos: Homo sapiens, Australopithecus afarensis.
Sendo em latim ou latinizados. Já que o latim é uma língua morta, não terá mudanças ortográficas.
1 coleoptera os coleóptera
Não tem acento nem plural no latim.
Escreve-se “ae”, mas se pronuncia “e”.
Categorias taxonômicas: 
Sistema nature: Animalia, Plantae e Mineralia.
Lamarck foi o primeiro a falar do termo biologia.
· Conde de Buffon (1707-1788)
Obra magna: Histoire Naturalle (1749-1804)
Questionou a validade cientifica da terra fixa, das origens paradisíacas e da imutabilidade das espécies. Que todas as coisas tiveram origem na Europa, e quando se locomoviam se degeneravam quando chegavam em outros ambientes “piores”.
Descendência com modificação a partir de um ancestral comum.
· Charles Darwin e Alfred Russel Wallace → tudo que é natural reflete no processo evolutivo.
· Ernst Haeckel (1834)
Primeiro a criar árvores filogenéticas, e que criou o termo filogenia.
Teoria sintética da evolução → Taxonomia evolutiva.
Sistemática Filogenética (Cladística):
· Willy Henning → Descendência com modificação de um ancestral comum.
Para melhor entendimento do assunto, ler os Dinossauros de Henning.
Henning propôs que apenas grupos monofiléticos podem ser considerados naturais, pois eles são os únicos que carregam a informação completa da história evolutiva de uma dada linhagem. Ao definir evolução como descendência com modificação no tempo, a partir de um ancestral comum, o grupo monofilético corresponde justamente ao conjunto total de descendentes de um ancestral comum, este incluso, que compartilha as características exclusivas resultantes do processo evolutivo.
Homologia: Do grego homos = igualmente, da mesma maneira + logos = ciência, explicação.
O estabelecimento de homologia entre estruturas pode ser proposto com base em três critérios distintos. Estruturas que apresentam: formas parecidas (asa de pombo e de gavião); aproximadamente a mesma posição anatômica relativa (nadadeira da cauda de um tubarão e uma sardinha); a mesma origem embrionária [conjunto de células que ocupam a mesma posição no ambrião](cérebro de gato e de um macaco).
Grupos monofiléticos representam padrões hierárquicos que carregam a informação sobre a evolução das características das linhagens.
Grupos parafiléticos:são aqueles que contem o ancestral comum mais recente, mas nem todos os seus descendentes, não um clado. É uma afirmação retórica, pode-se entender que não há monofiletismo, o que significa que não tem conteúdo informativo relevante.
Darwin:
· Ancestralidade comum.
· Descendência com modificação a partir do ancestral comum = EVOLUÇÃO.
A melhor representação da evolução é uma árvore ramificada. A árvore é uma genealogia (representação de parentesco).
Henning construiu a Sistemática Filogenética a partir da “descendência com modificação ancestral comum” descrita por Darwin. 
Grupo Natural (clado): aquele que reflete o processo evolutivo. É o grupo monofilético, inclui o ancestral comum mais recente e todos os descendentes.
Formação de três itens(3-iten statment):
Relações colaterais: relações de grupos irmãos.
A grupo irmão de B em relação a C.
E os ancestrais?
Os ancestrais comuns existem, mas são hipóteses, um conjunto de características.
Os grandes dinossauros desapareceram, e os menores, incluindo as aves, sobreviveram.
Nem todos os atributos podem ser usados na criação de árvores. Apenas caracteres com apomorfias → homologia (igual em origem, diferentes em evolução) → quando um grupo tem a mesma origem.
Apomorfias: função derivada de uma estrutura.
Simetria:
- 1 eixo(plesiomorfia→antigo) →3eixos(apomorfia→derivada)
Sinapomorfia: caráter derivado compartilhado, é exclusiva de monofiletismo.
Homologia é o conceito central da Biologia Comparada e da Sistemática!
Ancestral comum é sempre hipotético.
Apomorfias:tipos de atributos/condições derivadas a partir de uma condição ancestral(plesiomorfia).
Apomorfia compartilhada por dois ou mais grupos é sinapomorfia.
As condições apomorficas são homologias→possuem um ancestral comum que derivaram em funções diferentes.
Amostragem taxonômica: definir o grupo a ser estudado.
Critérios para a identificação de potenciais homologias primárias:
1. Posição
2. Forma
3. Ontogenia (deuterostomia ou protostomia)
Se comprovado que possuem esses critérios, se sugere que possuem um ancestral comum.
Homologia primária é um caractere→sugestão de parentesco.
Teste de congruência: perceber se a hipótese e coincidente com as demais.
Homoplasia: aparecem de forma independente. O caractere aparece mais de uma vez.
Escolhe-se a árvore que tem menos homoplasias (passos) →árvore mais parcimoniosa.
Os caracteres homoplásticos são convergências→o ambiente provocou a homoplasia

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