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Capítulo introdutório sobre Geografia que define a disciplina como estudo das relações entre sociedade e natureza, explica o conceito de espaço geográfico e as camadas da Terra, aborda origens na Grécia antiga e discute a importância do saber geográfico para a cidadania crítica.

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 O que é geografia?
Introdução
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Neste livro, vamos aprofundar nosso conhe-
cimento sobre a Geografia, pois o saber sobre 
o lugar e sua posição na superfície terrestre 
sempre foi fonte de conhecimento e poder. Ire-
mos estudar a ciência geográfica na perspectiva 
das relações entre sociedade e natureza. Iremos 
aprender que o espaço geográfico é um conceito 
fundamental para sintetizar as várias formas e 
os diversos processos que ocorrem no meio 
natural e social, em um determinado período 
de tempo.
A superfície da Terra é a camada do pla-
neta de contato e interação entre a Atmosfera, 
Biosfera, Hidrosfera e Litosfera. Essa camada 
permite através de seu equilíbrio natural o surgi-
mento de minerais, água, solos diferentes, vida 
animal, vida vegetal e uma série quase infinita 
de outros acontecimentos que tendem a mudar 
com o tempo. É de essencial importância para 
a Geografia o estudo desses fenômenos no 
espaço, no tempo, seu inter-relacionamento e 
agrupamento em padrões e funções. Além disso, 
a geografia estuda as relações sociais, políticas, 
econômicas, socais e ambientais, sendo uma 
ciência conhecida por compreender as diferentes 
relações ocorridas no espaço geográfico.
Abordagem teórica
Por que estudar 
geografia?
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o.
Representação do mundo no século IV a.C.
Estudar geografia é uma forma de com-
preender o mundo em que vivemos. Através 
desse estudo, podemos entender melhor tanto 
o nosso lugar de moradia – seja uma cidade, 
seja uma área rural – quanto o país do qual 
fazemos parte, assim como as demais áreas 
da superfície terrestre. Ainda hoje a geografia 
é concebida perante o senso comum como um 
amontoado de conhecimentos do tipo almana-
que, meramente descritivos e informativos, sem 
nenhuma relação com a realidade. Precisamos 
mudar esse perfil!
Para nos posicionarmos inteligentemente 
frente a esse mundo, temos de conhecê-lo 
bem. Para nele vivermos de forma consciente e 
crítica, devemos estudar os seus fundamentos, 
desvendar os seus mecanismos. Ser cidadão 
pleno em nossa época significa, antes de tudo, 
estar criticamente integrado na sociedade, par-
ticipando ativamente de suas transformações, 
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
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o que exige constante reflexão sobre o nosso 
mundo, compreendendo-o desde o âmbito local 
até o global. Nesse sentido, a geografia é um 
instrumento indispensável para empreendermos 
esse trabalho de reflexão e transformação do 
mundo em que nos inserimos.
E o ser humano, onde se situa nesse amon-
toado de informações? Há muito tempo ele vem 
transformando o espaço natural em seu bene-
fício, mas o estudo desta paisagem continuou 
intocável, desvinculado da realidade.
É importante destacar que os problemas 
da geografia não dizem respeito apenas aos 
geógrafos, mas, longe disso, referem-se a todos 
os cidadãos.
Qual a importância da 
geografia hoje?
A geografia é a ciência do espaço produtivo e 
social, ou seja, é o estudo das características da 
superfície da Terra e das consequências econômi-
cas, sociais, políticas, culturais e ambientais da 
sua ocupação pelo homem. Sua origem remonta a 
Grécia antiga, onde Hipócrates estudou o gênero de 
vida dos Citas, pastores nômades que habitavam 
a periferia de Atenas. Esse trabalho é reconhecido 
como a primeira sistematização do conteúdo de 
geografia. Outros gregos também estudaram a 
geografia; entre eles destacamos Alexandre – o 
Grande, Aristóteles, Anaximandro, Eratóstenes, 
Heródoto, Tales de Mileto, entre outros, embora 
historicamente Estrabão seja reconhecido como 
o primeiro geógrafo, pelo conjunto e importância 
de sua obra.
Etimologicamente, geografia quer dizer geo = 
terra, grafia = escrita, marcas. Portanto, geografia 
seria o estudo de um povo, de uma civilização 
sobre um recorte espacial; em última análise, a 
relação entre o homem e a natureza, mediada pelo 
trabalho, tendo como resultado o espaço geográ-
fico. A geografia é definida como a ciência que 
estuda as relações entre sociedade e natureza. 
Sendo assim, o espaço geográfico é um produto 
histórico da atividade humana.
Por que o espaço geográfico é um conceito 
tão importante para a geografia? O conhecimento 
geográfico além de iniciar o raciocínio espacial, for-
ma cidadãos pensantes que conseguem se situar 
e compreender as relações no espaço geográfico. 
A mídia transmite informações procedentes de 
todos os países do mundo e no nosso cotidiano 
ocorrem fatos que estão relacionados a toda uma 
conjuntura da sociedade. Dessa maneira, preci-
samos ter uma visão crítica dos fatos, e não ser 
apenas espectadores. Para que isso seja possível, 
é preciso ter uma representação integrada do pla-
neta, suficientemente precisa e diferenciada. Para 
que esse mecanismo de desnudamento e desve-
lamento da realidade opere, o espaço geográfico 
deve ser considerado como multidimensional, 
produto da totalização das dimensões natural e 
social submetidos a um determinado momento 
histórico.
Superfície terrestre representada por um mapa-múndi.
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As transformações no espaço geográfico nos dias atuais muitas vezes são resultantes da 
revolução tecnocientífica, que provêm da intervenção simultânea de redes de influência que ope-
ram ao mesmo tempo em uma multiplicidade de lugares espalhados pela superfície da Terra. Isso 
vem revolucionando nossa noção de tempo e de velocidade. Chegando finalmente a um mundo 
onde, melhor do que em qualquer outro período histórico, podemos falar de um espaço total em 
tempo real. Ao organizar sua produção ou seu sistema produtivo, o ser humano decide qual área 
do espaço natural será utilizada para a agricultura, criação de gado, construção de cidades, vilas, 
localização de indústrias, estradas etc. Portanto, ao organizar seu sistema produtivo no espaço 
natural e ao implantá-lo, a sociedade está organizando o espaço geográfico. Vê-se, assim, que a 
organização do espaço significa para as pessoas a organização de sua própria vida econômica, 
social, política e cultural, ou seja, da sociedade, em todos os níveis. É importante perceber que a 
organização do espaço geográfico se modifica à medida que a própria sociedade se transforma. 
Observe a imagem a seguir:
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Organização do espaço no feudalismo.
Na organização do espaço medieval, por exemplo, podemos destacar a Igreja (1) dominando 
toda a cena, destacando-se como a construção mais alta, maneira de demonstrar o poder da Igreja 
Católica; a biblioteca (2) junto às instalações da capela, para melhor controlar as ideias; escola 
(3) anexa à Capela, entre outras funções.
Os princípios da geografia
O estudo da geografia deve levar em conta alguns princípios comuns à ciência geográfica. A 
geografia durante o século XIX passa por uma grande ruptura, uma transição da geografia tradicio-
nal para a geografia científica ou moderna.
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Surgem conceitos sendo os mais impor-
tantes:
extensão: todo fenômeno geográfico tem •
sua ocorrência numa determinada porção 
do território, que pode ser delimitada; Frie-
drich Ratzel (1844-1904).
localização: todo fenômeno geográfico •
pode ser localizado, delimitado e, portan-
to, pode ser cartografado; Friedrich Ratzel 
(1844-1904).
analogia: todo fenômeno geográfico deve •
ser comparado a outros do mesmo tipo, 
para estabelecer semelhanças e diferen-
ças e facilitar a sua compreensão; Karl 
Ritter (1779-1859).
causalidade: todo fenômeno geográfico •
tem uma ou mais causas, que devem ser 
buscadas e explicadas; Alexander Von 
Humboldt (1769-1859).
atividade e conexidade: todo fenômeno •
geográficotem um caráter dinâmico, 
portanto, seu estudo deve compreender 
sua extensão e conexidade com o tempo, 
pois os fatos nunca estão isolados; Jean 
Brunhes (1869-1930).
O planeta Terra
O principal objetivo de Apollo não era ciência. Nem 
era o espaço. Apollo lidava com o confronto ideoló-
gico e a guerra nuclear – quase sempre descritos 
por eufemismos como ‘liderança’ e ‘prestígio’ 
nacional.
Carl Sagan (astrônomo)
Introdução
A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar 
em ordem de proximidade do Sol, do qual dista 
aproximadamente 150 milhões de km. É uma 
posição privilegiada, considerados os limites de 
variação da temperatura, que permitiu o desenvol-
vimento da vida no planeta. Sua idade é estimada 
em 4,5 bilhões de anos, embora as rochas mais 
antigas encontradas em seu território tenham 3,4 
bilhões de anos.
Visto do espaço, o planeta Terra tem o aspec-
to de um globo azulado, efeito do espalhamento da 
luz do Sol na camada da atmosfera. Apresenta a 
forma de uma esfera irregular levemente achatada 
nos polos, mas medições realizadas por satélites 
espaciais indicaram duas depressões no hemisfé-
rio Norte, dando ao planeta uma forma semelhante 
à de uma pêra (geoide). Existem também outros 
pequenos abaulamentos, que produzem quatro 
“cantos”: um na Irlanda, um no Peru, um ao sul 
da África e outro perto da ilha de Nova Guiné.
A maior parte da superfície, aproximadamente 
70%, é coberta por águas – 97% concentradas em 
mares e oceanos. As águas doces dos rios, lagos 
e lençóis freáticos representam apenas 3% de toda 
a massa líquida do planeta.
Imagem da Terra com a presença das águas 
oceânicas e da atmosfera.
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Representação do formato da Terra (geoide).
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A profundidade média nos oceanos é de aproximadamente 3 795m, mas o relevo submari-
no não é homogêneo. Apresenta desde grandes cadeias de montanhas com picos superiores a 
3 000m até depressões profundas como as fossas abissais. A maior delas fica na região das 
Ilhas Marianas, no oceano Pacífico, Vitiaz, que se estende aproximadamente 11 033m abaixo do 
nível do mar.
As terras firmes, que compõem cerca de 30% da superfície, são distribuídas em continentes e 
ilhas. Sua altitude média é de 840m. O ponto mais elevado é o pico Everest, com 8 848m. O mais 
baixo está no mar Morto, um Mar interior, com aproximadamente 417m abaixo do nível do oceano.
A Terra é um dos oito planetas que encontram-se no espaço sideral dentro do que se estabele-
ceu denominar Sistema Solar, um entre vários bilhões de prováveis sistemas existentes em nossa 
galáxia, a Via Láctea. Verifique na ilustração a seguir a disposição dos planetas no Sistema Solar:
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Movimentos
Por muito tempo o homem acreditava que nosso planeta era fixo e ocupava o centro do 
universo, mas, aos poucos, fomos descobrindo que essas afirmativas estavam incorretas e hoje 
sabemos que a Terra possui vários movimentos no espaço. De todos esses movimentos, dois são 
aqui abordados: o de rotação e o de translação.
Rotação
O movimento de rotação é o movimento da Terra ao redor de seu próprio eixo. Assim como um 
pião roda sem parar, nosso planeta executa este movimento sempre de Oeste para Leste a uma 
velocidade de aproximadamente 1 600km/h no Equador, sendo nula nos polos. Parece rápido, mas 
mesmo nesta velocidade a Terra gasta cerca de 24 horas (23 horas, 56 minutos e 4 segundos) 
para completar uma volta. Se observarmos nosso planeta com atenção notamos que ele é achatado 
nos polos e dilatado na região do Equador, isso ocorre como consequência da mesma rotação. 
Basta imaginarmos uma bola girando rapidamente ao seu redor o que resulta nesta dilatação.
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Movimento de rotação.
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Ainda como consequência deste movimento 
teremos: a sucessão dos dias e noites, a circula-
ção geral dos ventos e das correntes marítimas, 
a elevação do nível dos mares na costa leste 
dos continentes, entre outros.
Não podemos deixar de lembrar a impor-
tância do movimento de rotação: já pensou se 
ele não existisse? Seria impossível a vida em 
nosso planeta.
Translação
É o movimento realizado pela Terra ao redor 
do Sol, apresentando uma órbita elíptica, com 
uma velocidade de aproximadamente 108 mil 
km/h. Mesmo nesta velocidade, devido ao grande 
espaço percorrido, a Terra gasta aproximadamen-
te 365 dias e 6 horas no ano sideral, adequado 
para 365 dias por ano. A diferença é calculada 
a cada 4 anos, no chamado ano bissexto, onde 
acrescenta-se 1 dia no calendário, para compen-
sar estas 6 horas restantes (4 x 6h = 1 dia).
Movimento de translação.
Terra
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Entre as consequências do movimento de 
translação podemos destacar: os equinócios e 
solstícios, juntamente com a inclinação do eixo 
da Terra, que resulta na desigual distribuição de 
luz e calor entre os hemisférios durante os me-
ses do ano, proporcionando as estações do ano, 
e diferenças na duração dos dias e noites.
Nosso planeta possui o eixo de rotação 
inclinado em relação ao plano do movimento em 
torno do Sol, conforme podemos observar:
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Polo Norte 
da eclíptica
Polo Sul 
da eclíptica
Eclíptica
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Eixo de inclinação da Terra.
Esta inclinação corresponde aproximadamen-
te a 23°27’30” e a ela chamamos de obliquidade 
da eclíptica, responsável pela distribuição irregular 
da luz solar em nosso planeta. Conforme já abor-
dado anteriormente a inclinação e o movimento de 
translação são responsáveis pela ocorrência das 
estações do ano.
Estações do ano
A variação da incidência dos raios solares 
sobre a superfície terrestre no decorrer de um ano 
proporciona a existência de quatro padrões climá-
ticos, denominados estações do ano: primavera, 
verão, outono e inverno. Ressalta-se que este fenô-
meno não está relacionado à distância da Terra ao 
Sol, as estações são resultado do movimento de 
translação aliado à inclinação do eixo de rotação 
do planeta. Por esta razão o planeta é iluminado de 
maneira desigual, ora um hemisfério está voltado 
para o Sol e seis meses depois o outro toma a 
posição de maior irradiação solar, por isto que a 
sequência das estações é inversa nos hemisférios 
Norte e Sul. O início de cada estação é definido 
por dois fenômenos:
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Solstício • (do latim solstitiu – sol parado): período em que os hemisférios Norte e Sul são desi-
gualmente iluminados.
Equinócio • (do latim aequinoctiu – noite igual): período em que os dois hemisférios (norte e sul) 
estão igualmente iluminados.
Equinócio de 21 de Março. 
Início da Primavera no hemisfé-
rio Norte e início do Outono no 
hemisfério Sul.
Solstício de 21 ou 
22 de Dezembro. 
Início do Inverno no 
hemisfério Norte e 
início do Verão no 
hemisfério Sul.
Equinócio de 22 ou 23 
de Setembro. Início do 
Outono no hemisfério 
Norte e início da Prima-
vera no hemisfério Sul.
Soltício de 21 de 
junho. Início do Verão 
no hemisfério Norte 
e início do Inverno no 
hemisfério Sul. 
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As estações do ano.
A partir da imagem acima podemos concluir que no dia 21 de junho, a luz solar incide per-
pendicularmente sobre o Trópico de Câncer, de modo que o hemisfério Norte estará sendo mais 
iluminado e consequentemente mais aquecido (verão) do que o hemisfério Sul (inverno). Enquanto 
que no dia 22 de dezembro a situação é contrária, a luz solar incide perpendicularmente sobre o 
Trópico de Capricórnio e por isso seráverão no hemisfério Sul e inverno no Norte.
Os equinócios ocorrem quando a irradiação solar incide diretamente sobre a Linha do Equador 
e a duração dos dias e noites são praticamente iguais. Temos o início do outono no hemisfério Sul 
em 20 ou 21 de março, e o começo da primavera no hemisfério Norte. O outro equinócio ocorrerá 
em 22 ou 23 de setembro e será primavera no hemisfério Sul e outono no hemisfério Norte.
Para saber mais
Espaço geográfico
Se o espaço geográfico é produto da relação da sociedade com a natureza, se mudamos a 
sociedade, mudamos a geografia, ou seja, o conteúdo do espaço geográfico é a realidade social, 
portanto, os agentes, os construtores desse espaço são a sociedade da época, em cada época 
uma sociedade, isto é, uma geografia. A essência do espaço geográfico é a produção histórica/
social/econômica/política e cultural. Diversos elementos do espaço geográfico são expressões do 
trabalho socialmente elaborado pelos homens na natureza. O homem que entra em contato com 
a natureza não é um homem isolado, mas um homem que está em relação com outros homens. 
Assim, é importante ressaltar a relação homem-natureza. É por isso que podemos dizer que o 
espaço geográfico revela a sociedade porque é o produto do trabalho desta sociedade.
(CROCETTI, Zeno. Céus cinzentos. AGB informa, Curitiba, n. 21, p.7-8, out. 1995.)
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Exercícios resolvidos
(Cefet-PR) Atualmente, calcula-se que o 1. 
volume de água existente na Terra é, apro-
ximadamente, de 1 350 milhões de km3. 
Essa água está assim distribuída:
nos oceanos e mares concentra-se meta-a) 
de desse total e o restante está nos rios.
os oceanos e mares têm aproximada-b) 
mente 70% desse volume e o restante 
está concentrado nas geleiras (10%) e 
nos rios (20%).
as geleiras concentram a maior quan-c) 
tidade de água existente. Em seguida, 
vêm os oceanos e, por último, os rios.
os oceanos concentram em torno de d) 
97% do total; as geleiras 2,5% e o res-
tante estão nos rios e nos solos.
as geleiras, os mares e os oceanos con-e) 
centram em torno de 60% da água exis-
tente e o restante está nos rios e no 
vapor atmosférico.
Solução: ` D
(Fuvest - adap.)2. 
Polo Norte
Polo Sul
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Polo Sul
II
Polo Sul
III
Polo Norte Polo Norte
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Identifique e relacione as figuras I, II e III às 
estações do ano no Hemisfério Sul.
Solução: `
A figura I representa uma menor incidência 
dos raios solares sobre o Hemisfério Sul, ca-
racterizando o período de inverno para este 
hemisfério.
A figura II representa o Equinócio de primavera 
para o Hemisfério Sul e Equinócio de outono 
para o Hemisfério Norte. Período explicado pela 
incidência equilibrada de raios solares sobre 
ambos os hemisférios, pois nesta época do ano 
os raios solares incidem perpendicularmente 
sobre a faixa equatorial.
A figura III é uma representação do período 
de maior incidência dos raios solares sobre o 
Hemisfério Sul, propiciando a estação do verão 
para este hemisfério.
Exercícios de aplicação
Como podemos definir solstício?1. 
Movimento da Terra ao redor do sistema a) 
solar.
Quando os dias são iguais às noites.b) 
Quando o dia tem exatamente 24h.c) 
Quando os hemisférios Norte e Sul são d) 
desigualmente iluminados.
Período no qual os dois hemisférios es-e) 
tão igualmente iluminados.
(UEM - adap.) Assinale o que for correto 2. 
sobre os movimentos da Terra e as suas 
implicações.
01) No movimento de rotação, a Terra gira 
de oeste para leste, no sentido anti--
horário.
02) As diferentes estações do ano decor-
rem do movimento de translação, em 
conjugação com a inclinação do eixo 
da Terra, em relação ao plano de órbi-
ta do planeta.
04) O movimento de translação, de ciclo 
anual, interfere diretamente na circula-
ção atmosférica e na velocidade e na 
direção das correntes marinhas.
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08) Os solstícios, em junho e em dezem-
bro, e os equinócios, em março e em 
setembro, decorrem do posicionamen-
to da Terra em relação ao Sol, no de-
correr do ano.
16) A sucessão e a duração dos dias e das 
noites são consequências diretas das 
diferenças de velocidade verificadas 
no movimento de rotação, à medida 
que a latitude aumenta, do Equador 
aos polos.
32) O leve achatamento das regiões polares 
bem como a dilatação na região equato-
rial são fenômenos diretamente relacio-
nados ao movimento de rotação da Terra, 
caracterizando a Terra como um geoide e 
não como uma esfera perfeita.
Soma ( )
Sobre os principais movimentos da Terra, a 3. 
proposição verdadeira é:
o movimento da translação é resultante a) 
do giro da Terra em torno de si mesma.
as estações do ano resultam do movi-b) 
mento de rotação da Terra.
o movimento de rotação é o movimento c) 
da Terra em volta do Sol.
a inclinação do eixo da Terra, (somado ao d) 
movimento de translação), é responsável 
pelo fenômeno das estações do ano.
os solstícios ocorrem quando os dois e) 
hemisférios da Terra são igualmente ilu-
minados.
Sobre as relações da Terra com o Sistema 4. 
Solar, marque V para as alternativas verda-
deiras e F para as falsas.
A rotação da Terra interfere na cir-a) ( ) 
culação atmosférica e no movimen-
to das correntes marítimas.
O movimento de translação e a b) ( ) 
inclinação do eixo da Terra determi-
nam a desigualdade na distribuição 
de insolação e calor no planeta.
O achatamento dos polos e a dila-c) ( ) 
tação da região equatorial terrestre 
são consequência do movimento 
de translação da Terra.
Em relação aos movimentos da Terra mar-5. 
que V para as alternativas verdadeiras e F 
para as falsas.
A Terra realiza em torno de si mes-a) ( ) 
ma o movimento de rotação, que 
dura 23 horas, 56 minutos e 4 se-
gundos. Sua velocidade é de apro-
ximadamente 1 666km/h na altura 
do Equador e nula nos polos.
Os solstícios correspondem às b) ( ) 
épocas do ano cujos hemisférios 
Norte e Sul da Terra são desigual-
mente iluminados.
No dia 21 de julho a incidência do c) ( ) 
raios solares Sol é maior no Trópi-
co de Capricórnio.
Os equinócios correspondem às d) ( ) 
épocas do ano em que os hemis-
férios Norte e Sul são igualmente 
iluminados.
No dia 23 de setembro a incidên-e) ( ) 
cia do raios solares é maior sobre 
o Trópico de Câncer.
 O dia 21 de dezembro marca o f) ( ) 
solstício de verão no hemisfério 
Sul.
Um dos princípios geográficos, formulado por 6. 
Friedrich Ratzel, afirma que todo fenômeno 
geográfico tem sua ocorrência numa determi-
nada porção do território, que pode ser deli-
mitada. O texto refere-se ao princípio da:
 causalidade.a) 
 analogia.b) 
 conexidade.c) 
 extensão.d) 
 atividade.e) 
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Um dos princípios da geografia formulado 7. 
por Alexander Von Humboldt é “todo fenô-
meno geográfico tem uma ou mais causas, 
que devem ser buscadas e explicadas” é o 
princípio da:
 conexidade.a) 
 atividade.b) 
 causalidade.c) 
 analogia.d) 
 extensão.e) 
Questões de 
processos seletivos
(UFPR - adap.) Analise as proposições a 1. 
seguir.
A Terra gira em torno de si mesma sobre a) 
um eixo imaginário.
Em relação ao Sol o eixo imaginário da b) 
Terra apresenta-se um pouco inclinado.
A Terra gravita em redor do Sol percorren-c) 
do uma órbita de forma elíptica.
Considerando essas proposições, assina-
le a soma das afirmações que estiverem 
corretas.
01) O movimento “A” denomina-se rotação 
e tem a duração de 24 horas.
02) O movimento “C” denomina-se rotação 
e tem a duração aproximadamente de 
365 dias e 6 horas.
04) A posição “B” é um dos fatores que 
explica as diferentes estações do ano 
nos dois hemisférios da Terra.
08) Os raios solares iluminam e aquecemde 
maneira diferente a superfície da Terra 
no decorrer do ano em consequência 
do movimento “C” e da posição “B”.
16) Os movimentos “A” e “C” explicam as 
diferenças de duração dos dias e das 
noites nos diversos pontos da super-
fície terrestre, no sentido polo a polo, 
em um mesmo dia.
Soma ( )
(PUC-SP - adap.) Quanto ao movimento de 2. 
rotação da Terra, podemos afirmar que se 
dá de:
leste para oeste, com duração de 24 a) 
horas.
oeste para leste, à velocidade de b) 
1 666 km/h no Equador.
leste para oeste, à velocidade variada.c) 
leste para oeste, a uma velocidade d) 
constante.
oeste para leste, a uma velocidade bas-e) 
tante variável.
(PUCRS) Leia as afirmações a seguir, e as-3. 
sinale a opção correta.
Os equinócios ocorrem a 21 de março e I. 
23 de setembro, quando se iniciam de 
maneira alternada, nos hemisférios, as 
estações do outono e primavera.
Os solstícios correspondem aos perío-II. 
dos em que, em relação ao Equador, te-
mos uma duração idêntica de horas do 
dia e da noite.
A forma achatada dos polos é uma das III. 
consequências do movimento de rota-
ção da Terra.
Estão corretas as afirmações I e II.a) 
Estão corretas as afirmações I e III.b) 
Estão corretas as afirmações II e III.c) 
Todas as afirmações são corretas.d) 
Todas as afirmações são incorretas.e) 
(Cefet-PR) “A geografia – isso serve em pri-4. 
meiro lugar para fazer a guerra”.
Este é o nome de um famoso livro do geó-
grafo francês Yves Lacoste.
Com base nesta informação podemos afir-
mar que:
 a geografia é um conhecimento que tem a) 
serventia apenas para fazer a guerra.
 as novas tecnologias como as imagens b) 
de satélite e a informatização da geogra-
fia dispensam o conhecimento do espa-
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ço geográfico e pode-se fazer a guerra a 
distância.
 a Guerra do Golfo reafirma que não há c) 
necessidade de um raciocínio geográfico 
para as estratégias ligadas às práticas 
bélicas e militares.
 a elaboração de estratégias de guerras d) 
implica uma análise de um raciocínio 
sobre o conhecimento geográfico, das 
condições naturais, econômicas e da 
ocupação humana de um certo espaço.
 quem faz a guerra não precisa recorrer ao e) 
saber geográfico, pois são conteúdos dis-
paratados e fragmentados sobre o relevo, 
clima, vegetação, rios, população etc.
(PUC Minas) Atualmente, uma corrente geo-5. 
gráfica que vem se destacando é a chamada 
Geografia Crítica, que utiliza o método dialé-
tico, leva em conta a influência da infraestru-
tura econômica sobre a ação do homem e 
que se preocupa não somente com a análise 
do espaço, como também procura explicar 
quais os interesses envolvidos na produção 
desse espaço; analisa a problemática da 
crise em que vivemos, indicando caminhos 
para a solução da mesma. Assinale a defi-
nição que atenda aos pressupostos dessa 
corrente geográfica.
 “Geografia é a ciência que estuda a dis-a) 
tribuição dos fenômenos físicos, huma-
nos e biológicos pela superfície terres-
tre, as causas dessa distribuição e as 
relações locais desses fenômenos”.
 “Geografia é a ciência que estuda a pro-b) 
dução do espaço pela sociedade”.
 “Geografia é a ciência de diferenciação c) 
de áreas”.
 “Geografia é a ciência que tem por obje-d) 
to proporcionar a descrição e a interpre-
tação, de maneira precisa, ordenada e 
racional, do caráter variável da superfí-
cie terrestre”.
(FGV)6. 
“No Afeganistão, a yelda é a primeira noite 
do mês de jadi, a primeira noite do inverno, e a 
mais longa do ano. Como mandava a tradição, 
Hassan e eu ficávamos acordados até mais 
tarde, com os pés enfiados debaixo do kursi, 
enquanto Ali atirava cascas de maçã no fogareiro 
e nos contava velhas histórias de sultões e de 
ladrões para passar o tempo dessa noite que 
era a mais comprida de todas. Foi por meio de 
Ali que fiquei conhecendo a tradição de yelda, 
daqueles meses enfeitiçados, que se precipi-
tam para as chamas das velas, e dos lobos 
que sobem ao alto das montanhas em busca 
do sol. Ali jurava que quem comesse melancia 
na noite de yelda não sentiria sede durante o 
verão seguinte.”
(HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. 2005.)
Considerando os fenômenos registrados no 
texto, bem como a localização do Afeganis-
tão, é correto afirmar que:
a data provável para o a) jadi é o dia 21 de 
junho, o solstício de inverno no Hemis-
fério Norte.
a noite mais comprida no Hemisfério b) 
Norte, que marca o equinócio de outo-
no, é 23 de setembro.
a esfericidade do planeta Terra permite c) 
uma maior insolação nas regiões próxi-
mas ao Equador, portanto são inveros-
símeis as condições registradas nessa 
obra de ficção.
se as condições meteorológicas permiti-d) 
rem, a noite mais longa no Afeganistão 
será entre o dia 21 ou 22 de dezembro, 
pois depende do ano bissexto.
o solstício de inverno no Afeganistão é e) 
21 de dezembro, quando o Trópico de 
Câncer recebe menor incidência dos 
raios solares.
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Exercícios de aplicação
D1. 
01+02+08+32 = 432. 
D3. 
V, V, F4. 
V, V, F, V, F, V5. 
D6. 
C7. 
Questões de 
processos seletivos
01+04+08 = 131. 
B2. 
B3. 
D4. 
B5. 
E6. 
Gabarito
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