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7 E _E M _1 _G E O _0 0 1 O que é geografia? Introdução IE S D E B ra si l S .A . Neste livro, vamos aprofundar nosso conhe- cimento sobre a Geografia, pois o saber sobre o lugar e sua posição na superfície terrestre sempre foi fonte de conhecimento e poder. Ire- mos estudar a ciência geográfica na perspectiva das relações entre sociedade e natureza. Iremos aprender que o espaço geográfico é um conceito fundamental para sintetizar as várias formas e os diversos processos que ocorrem no meio natural e social, em um determinado período de tempo. A superfície da Terra é a camada do pla- neta de contato e interação entre a Atmosfera, Biosfera, Hidrosfera e Litosfera. Essa camada permite através de seu equilíbrio natural o surgi- mento de minerais, água, solos diferentes, vida animal, vida vegetal e uma série quase infinita de outros acontecimentos que tendem a mudar com o tempo. É de essencial importância para a Geografia o estudo desses fenômenos no espaço, no tempo, seu inter-relacionamento e agrupamento em padrões e funções. Além disso, a geografia estuda as relações sociais, políticas, econômicas, socais e ambientais, sendo uma ciência conhecida por compreender as diferentes relações ocorridas no espaço geográfico. Abordagem teórica Por que estudar geografia? D om ín io p úb lic o. Representação do mundo no século IV a.C. Estudar geografia é uma forma de com- preender o mundo em que vivemos. Através desse estudo, podemos entender melhor tanto o nosso lugar de moradia – seja uma cidade, seja uma área rural – quanto o país do qual fazemos parte, assim como as demais áreas da superfície terrestre. Ainda hoje a geografia é concebida perante o senso comum como um amontoado de conhecimentos do tipo almana- que, meramente descritivos e informativos, sem nenhuma relação com a realidade. Precisamos mudar esse perfil! Para nos posicionarmos inteligentemente frente a esse mundo, temos de conhecê-lo bem. Para nele vivermos de forma consciente e crítica, devemos estudar os seus fundamentos, desvendar os seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa época significa, antes de tudo, estar criticamente integrado na sociedade, par- ticipando ativamente de suas transformações, Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 8 E _E M _1 _G E O _0 0 1 o que exige constante reflexão sobre o nosso mundo, compreendendo-o desde o âmbito local até o global. Nesse sentido, a geografia é um instrumento indispensável para empreendermos esse trabalho de reflexão e transformação do mundo em que nos inserimos. E o ser humano, onde se situa nesse amon- toado de informações? Há muito tempo ele vem transformando o espaço natural em seu bene- fício, mas o estudo desta paisagem continuou intocável, desvinculado da realidade. É importante destacar que os problemas da geografia não dizem respeito apenas aos geógrafos, mas, longe disso, referem-se a todos os cidadãos. Qual a importância da geografia hoje? A geografia é a ciência do espaço produtivo e social, ou seja, é o estudo das características da superfície da Terra e das consequências econômi- cas, sociais, políticas, culturais e ambientais da sua ocupação pelo homem. Sua origem remonta a Grécia antiga, onde Hipócrates estudou o gênero de vida dos Citas, pastores nômades que habitavam a periferia de Atenas. Esse trabalho é reconhecido como a primeira sistematização do conteúdo de geografia. Outros gregos também estudaram a geografia; entre eles destacamos Alexandre – o Grande, Aristóteles, Anaximandro, Eratóstenes, Heródoto, Tales de Mileto, entre outros, embora historicamente Estrabão seja reconhecido como o primeiro geógrafo, pelo conjunto e importância de sua obra. Etimologicamente, geografia quer dizer geo = terra, grafia = escrita, marcas. Portanto, geografia seria o estudo de um povo, de uma civilização sobre um recorte espacial; em última análise, a relação entre o homem e a natureza, mediada pelo trabalho, tendo como resultado o espaço geográ- fico. A geografia é definida como a ciência que estuda as relações entre sociedade e natureza. Sendo assim, o espaço geográfico é um produto histórico da atividade humana. Por que o espaço geográfico é um conceito tão importante para a geografia? O conhecimento geográfico além de iniciar o raciocínio espacial, for- ma cidadãos pensantes que conseguem se situar e compreender as relações no espaço geográfico. A mídia transmite informações procedentes de todos os países do mundo e no nosso cotidiano ocorrem fatos que estão relacionados a toda uma conjuntura da sociedade. Dessa maneira, preci- samos ter uma visão crítica dos fatos, e não ser apenas espectadores. Para que isso seja possível, é preciso ter uma representação integrada do pla- neta, suficientemente precisa e diferenciada. Para que esse mecanismo de desnudamento e desve- lamento da realidade opere, o espaço geográfico deve ser considerado como multidimensional, produto da totalização das dimensões natural e social submetidos a um determinado momento histórico. Superfície terrestre representada por um mapa-múndi. N A S A . Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 9 E _E M _1 _G E O _0 0 1 As transformações no espaço geográfico nos dias atuais muitas vezes são resultantes da revolução tecnocientífica, que provêm da intervenção simultânea de redes de influência que ope- ram ao mesmo tempo em uma multiplicidade de lugares espalhados pela superfície da Terra. Isso vem revolucionando nossa noção de tempo e de velocidade. Chegando finalmente a um mundo onde, melhor do que em qualquer outro período histórico, podemos falar de um espaço total em tempo real. Ao organizar sua produção ou seu sistema produtivo, o ser humano decide qual área do espaço natural será utilizada para a agricultura, criação de gado, construção de cidades, vilas, localização de indústrias, estradas etc. Portanto, ao organizar seu sistema produtivo no espaço natural e ao implantá-lo, a sociedade está organizando o espaço geográfico. Vê-se, assim, que a organização do espaço significa para as pessoas a organização de sua própria vida econômica, social, política e cultural, ou seja, da sociedade, em todos os níveis. É importante perceber que a organização do espaço geográfico se modifica à medida que a própria sociedade se transforma. Observe a imagem a seguir: 3 1 2 IE S D E B ra si l S .A . Organização do espaço no feudalismo. Na organização do espaço medieval, por exemplo, podemos destacar a Igreja (1) dominando toda a cena, destacando-se como a construção mais alta, maneira de demonstrar o poder da Igreja Católica; a biblioteca (2) junto às instalações da capela, para melhor controlar as ideias; escola (3) anexa à Capela, entre outras funções. Os princípios da geografia O estudo da geografia deve levar em conta alguns princípios comuns à ciência geográfica. A geografia durante o século XIX passa por uma grande ruptura, uma transição da geografia tradicio- nal para a geografia científica ou moderna. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 10 E _E M _1 _G E O _0 0 1 Surgem conceitos sendo os mais impor- tantes: extensão: todo fenômeno geográfico tem • sua ocorrência numa determinada porção do território, que pode ser delimitada; Frie- drich Ratzel (1844-1904). localização: todo fenômeno geográfico • pode ser localizado, delimitado e, portan- to, pode ser cartografado; Friedrich Ratzel (1844-1904). analogia: todo fenômeno geográfico deve • ser comparado a outros do mesmo tipo, para estabelecer semelhanças e diferen- ças e facilitar a sua compreensão; Karl Ritter (1779-1859). causalidade: todo fenômeno geográfico • tem uma ou mais causas, que devem ser buscadas e explicadas; Alexander Von Humboldt (1769-1859). atividade e conexidade: todo fenômeno • geográficotem um caráter dinâmico, portanto, seu estudo deve compreender sua extensão e conexidade com o tempo, pois os fatos nunca estão isolados; Jean Brunhes (1869-1930). O planeta Terra O principal objetivo de Apollo não era ciência. Nem era o espaço. Apollo lidava com o confronto ideoló- gico e a guerra nuclear – quase sempre descritos por eufemismos como ‘liderança’ e ‘prestígio’ nacional. Carl Sagan (astrônomo) Introdução A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar em ordem de proximidade do Sol, do qual dista aproximadamente 150 milhões de km. É uma posição privilegiada, considerados os limites de variação da temperatura, que permitiu o desenvol- vimento da vida no planeta. Sua idade é estimada em 4,5 bilhões de anos, embora as rochas mais antigas encontradas em seu território tenham 3,4 bilhões de anos. Visto do espaço, o planeta Terra tem o aspec- to de um globo azulado, efeito do espalhamento da luz do Sol na camada da atmosfera. Apresenta a forma de uma esfera irregular levemente achatada nos polos, mas medições realizadas por satélites espaciais indicaram duas depressões no hemisfé- rio Norte, dando ao planeta uma forma semelhante à de uma pêra (geoide). Existem também outros pequenos abaulamentos, que produzem quatro “cantos”: um na Irlanda, um no Peru, um ao sul da África e outro perto da ilha de Nova Guiné. A maior parte da superfície, aproximadamente 70%, é coberta por águas – 97% concentradas em mares e oceanos. As águas doces dos rios, lagos e lençóis freáticos representam apenas 3% de toda a massa líquida do planeta. Imagem da Terra com a presença das águas oceânicas e da atmosfera. N A S A . Representação do formato da Terra (geoide). D iv ul ga çã o R G C I. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 11 E _E M _1 _G E O _0 0 1 A profundidade média nos oceanos é de aproximadamente 3 795m, mas o relevo submari- no não é homogêneo. Apresenta desde grandes cadeias de montanhas com picos superiores a 3 000m até depressões profundas como as fossas abissais. A maior delas fica na região das Ilhas Marianas, no oceano Pacífico, Vitiaz, que se estende aproximadamente 11 033m abaixo do nível do mar. As terras firmes, que compõem cerca de 30% da superfície, são distribuídas em continentes e ilhas. Sua altitude média é de 840m. O ponto mais elevado é o pico Everest, com 8 848m. O mais baixo está no mar Morto, um Mar interior, com aproximadamente 417m abaixo do nível do oceano. A Terra é um dos oito planetas que encontram-se no espaço sideral dentro do que se estabele- ceu denominar Sistema Solar, um entre vários bilhões de prováveis sistemas existentes em nossa galáxia, a Via Láctea. Verifique na ilustração a seguir a disposição dos planetas no Sistema Solar: IE S D E B ra si l S .A . Sa tu rn o Jú pi te r Ur an o Ne tu no M ar te Te rra Vê nu s M er cú rio Movimentos Por muito tempo o homem acreditava que nosso planeta era fixo e ocupava o centro do universo, mas, aos poucos, fomos descobrindo que essas afirmativas estavam incorretas e hoje sabemos que a Terra possui vários movimentos no espaço. De todos esses movimentos, dois são aqui abordados: o de rotação e o de translação. Rotação O movimento de rotação é o movimento da Terra ao redor de seu próprio eixo. Assim como um pião roda sem parar, nosso planeta executa este movimento sempre de Oeste para Leste a uma velocidade de aproximadamente 1 600km/h no Equador, sendo nula nos polos. Parece rápido, mas mesmo nesta velocidade a Terra gasta cerca de 24 horas (23 horas, 56 minutos e 4 segundos) para completar uma volta. Se observarmos nosso planeta com atenção notamos que ele é achatado nos polos e dilatado na região do Equador, isso ocorre como consequência da mesma rotação. Basta imaginarmos uma bola girando rapidamente ao seu redor o que resulta nesta dilatação. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 12 E _E M _1 _G E O _0 0 1 Movimento de rotação. DIANOITE N S IE S D E B ra si l S .A . Ainda como consequência deste movimento teremos: a sucessão dos dias e noites, a circula- ção geral dos ventos e das correntes marítimas, a elevação do nível dos mares na costa leste dos continentes, entre outros. Não podemos deixar de lembrar a impor- tância do movimento de rotação: já pensou se ele não existisse? Seria impossível a vida em nosso planeta. Translação É o movimento realizado pela Terra ao redor do Sol, apresentando uma órbita elíptica, com uma velocidade de aproximadamente 108 mil km/h. Mesmo nesta velocidade, devido ao grande espaço percorrido, a Terra gasta aproximadamen- te 365 dias e 6 horas no ano sideral, adequado para 365 dias por ano. A diferença é calculada a cada 4 anos, no chamado ano bissexto, onde acrescenta-se 1 dia no calendário, para compen- sar estas 6 horas restantes (4 x 6h = 1 dia). Movimento de translação. Terra Sol IE S D E B ra si l S .A . Entre as consequências do movimento de translação podemos destacar: os equinócios e solstícios, juntamente com a inclinação do eixo da Terra, que resulta na desigual distribuição de luz e calor entre os hemisférios durante os me- ses do ano, proporcionando as estações do ano, e diferenças na duração dos dias e noites. Nosso planeta possui o eixo de rotação inclinado em relação ao plano do movimento em torno do Sol, conforme podemos observar: IE S D E B ra si l S .A . Polo Norte da eclíptica Polo Sul da eclíptica Eclíptica Equa dor cel est e Ei xo d a ec líp tic a Eixo de inclinação da Terra. Esta inclinação corresponde aproximadamen- te a 23°27’30” e a ela chamamos de obliquidade da eclíptica, responsável pela distribuição irregular da luz solar em nosso planeta. Conforme já abor- dado anteriormente a inclinação e o movimento de translação são responsáveis pela ocorrência das estações do ano. Estações do ano A variação da incidência dos raios solares sobre a superfície terrestre no decorrer de um ano proporciona a existência de quatro padrões climá- ticos, denominados estações do ano: primavera, verão, outono e inverno. Ressalta-se que este fenô- meno não está relacionado à distância da Terra ao Sol, as estações são resultado do movimento de translação aliado à inclinação do eixo de rotação do planeta. Por esta razão o planeta é iluminado de maneira desigual, ora um hemisfério está voltado para o Sol e seis meses depois o outro toma a posição de maior irradiação solar, por isto que a sequência das estações é inversa nos hemisférios Norte e Sul. O início de cada estação é definido por dois fenômenos: Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 13 E _E M _1 _G E O _0 0 1 Solstício • (do latim solstitiu – sol parado): período em que os hemisférios Norte e Sul são desi- gualmente iluminados. Equinócio • (do latim aequinoctiu – noite igual): período em que os dois hemisférios (norte e sul) estão igualmente iluminados. Equinócio de 21 de Março. Início da Primavera no hemisfé- rio Norte e início do Outono no hemisfério Sul. Solstício de 21 ou 22 de Dezembro. Início do Inverno no hemisfério Norte e início do Verão no hemisfério Sul. Equinócio de 22 ou 23 de Setembro. Início do Outono no hemisfério Norte e início da Prima- vera no hemisfério Sul. Soltício de 21 de junho. Início do Verão no hemisfério Norte e início do Inverno no hemisfério Sul. IE S D E B ra si l S .A . As estações do ano. A partir da imagem acima podemos concluir que no dia 21 de junho, a luz solar incide per- pendicularmente sobre o Trópico de Câncer, de modo que o hemisfério Norte estará sendo mais iluminado e consequentemente mais aquecido (verão) do que o hemisfério Sul (inverno). Enquanto que no dia 22 de dezembro a situação é contrária, a luz solar incide perpendicularmente sobre o Trópico de Capricórnio e por isso seráverão no hemisfério Sul e inverno no Norte. Os equinócios ocorrem quando a irradiação solar incide diretamente sobre a Linha do Equador e a duração dos dias e noites são praticamente iguais. Temos o início do outono no hemisfério Sul em 20 ou 21 de março, e o começo da primavera no hemisfério Norte. O outro equinócio ocorrerá em 22 ou 23 de setembro e será primavera no hemisfério Sul e outono no hemisfério Norte. Para saber mais Espaço geográfico Se o espaço geográfico é produto da relação da sociedade com a natureza, se mudamos a sociedade, mudamos a geografia, ou seja, o conteúdo do espaço geográfico é a realidade social, portanto, os agentes, os construtores desse espaço são a sociedade da época, em cada época uma sociedade, isto é, uma geografia. A essência do espaço geográfico é a produção histórica/ social/econômica/política e cultural. Diversos elementos do espaço geográfico são expressões do trabalho socialmente elaborado pelos homens na natureza. O homem que entra em contato com a natureza não é um homem isolado, mas um homem que está em relação com outros homens. Assim, é importante ressaltar a relação homem-natureza. É por isso que podemos dizer que o espaço geográfico revela a sociedade porque é o produto do trabalho desta sociedade. (CROCETTI, Zeno. Céus cinzentos. AGB informa, Curitiba, n. 21, p.7-8, out. 1995.) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 14 E _E M _1 _G E O _0 0 1 Exercícios resolvidos (Cefet-PR) Atualmente, calcula-se que o 1. volume de água existente na Terra é, apro- ximadamente, de 1 350 milhões de km3. Essa água está assim distribuída: nos oceanos e mares concentra-se meta-a) de desse total e o restante está nos rios. os oceanos e mares têm aproximada-b) mente 70% desse volume e o restante está concentrado nas geleiras (10%) e nos rios (20%). as geleiras concentram a maior quan-c) tidade de água existente. Em seguida, vêm os oceanos e, por último, os rios. os oceanos concentram em torno de d) 97% do total; as geleiras 2,5% e o res- tante estão nos rios e nos solos. as geleiras, os mares e os oceanos con-e) centram em torno de 60% da água exis- tente e o restante está nos rios e no vapor atmosférico. Solução: ` D (Fuvest - adap.)2. Polo Norte Polo Sul I Polo Sul II Polo Sul III Polo Norte Polo Norte Sol IE S D E B ra si l S .A . Identifique e relacione as figuras I, II e III às estações do ano no Hemisfério Sul. Solução: ` A figura I representa uma menor incidência dos raios solares sobre o Hemisfério Sul, ca- racterizando o período de inverno para este hemisfério. A figura II representa o Equinócio de primavera para o Hemisfério Sul e Equinócio de outono para o Hemisfério Norte. Período explicado pela incidência equilibrada de raios solares sobre ambos os hemisférios, pois nesta época do ano os raios solares incidem perpendicularmente sobre a faixa equatorial. A figura III é uma representação do período de maior incidência dos raios solares sobre o Hemisfério Sul, propiciando a estação do verão para este hemisfério. Exercícios de aplicação Como podemos definir solstício?1. Movimento da Terra ao redor do sistema a) solar. Quando os dias são iguais às noites.b) Quando o dia tem exatamente 24h.c) Quando os hemisférios Norte e Sul são d) desigualmente iluminados. Período no qual os dois hemisférios es-e) tão igualmente iluminados. (UEM - adap.) Assinale o que for correto 2. sobre os movimentos da Terra e as suas implicações. 01) No movimento de rotação, a Terra gira de oeste para leste, no sentido anti-- horário. 02) As diferentes estações do ano decor- rem do movimento de translação, em conjugação com a inclinação do eixo da Terra, em relação ao plano de órbi- ta do planeta. 04) O movimento de translação, de ciclo anual, interfere diretamente na circula- ção atmosférica e na velocidade e na direção das correntes marinhas. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 15 E _E M _1 _G E O _0 0 1 08) Os solstícios, em junho e em dezem- bro, e os equinócios, em março e em setembro, decorrem do posicionamen- to da Terra em relação ao Sol, no de- correr do ano. 16) A sucessão e a duração dos dias e das noites são consequências diretas das diferenças de velocidade verificadas no movimento de rotação, à medida que a latitude aumenta, do Equador aos polos. 32) O leve achatamento das regiões polares bem como a dilatação na região equato- rial são fenômenos diretamente relacio- nados ao movimento de rotação da Terra, caracterizando a Terra como um geoide e não como uma esfera perfeita. Soma ( ) Sobre os principais movimentos da Terra, a 3. proposição verdadeira é: o movimento da translação é resultante a) do giro da Terra em torno de si mesma. as estações do ano resultam do movi-b) mento de rotação da Terra. o movimento de rotação é o movimento c) da Terra em volta do Sol. a inclinação do eixo da Terra, (somado ao d) movimento de translação), é responsável pelo fenômeno das estações do ano. os solstícios ocorrem quando os dois e) hemisférios da Terra são igualmente ilu- minados. Sobre as relações da Terra com o Sistema 4. Solar, marque V para as alternativas verda- deiras e F para as falsas. A rotação da Terra interfere na cir-a) ( ) culação atmosférica e no movimen- to das correntes marítimas. O movimento de translação e a b) ( ) inclinação do eixo da Terra determi- nam a desigualdade na distribuição de insolação e calor no planeta. O achatamento dos polos e a dila-c) ( ) tação da região equatorial terrestre são consequência do movimento de translação da Terra. Em relação aos movimentos da Terra mar-5. que V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas. A Terra realiza em torno de si mes-a) ( ) ma o movimento de rotação, que dura 23 horas, 56 minutos e 4 se- gundos. Sua velocidade é de apro- ximadamente 1 666km/h na altura do Equador e nula nos polos. Os solstícios correspondem às b) ( ) épocas do ano cujos hemisférios Norte e Sul da Terra são desigual- mente iluminados. No dia 21 de julho a incidência do c) ( ) raios solares Sol é maior no Trópi- co de Capricórnio. Os equinócios correspondem às d) ( ) épocas do ano em que os hemis- férios Norte e Sul são igualmente iluminados. No dia 23 de setembro a incidên-e) ( ) cia do raios solares é maior sobre o Trópico de Câncer. O dia 21 de dezembro marca o f) ( ) solstício de verão no hemisfério Sul. Um dos princípios geográficos, formulado por 6. Friedrich Ratzel, afirma que todo fenômeno geográfico tem sua ocorrência numa determi- nada porção do território, que pode ser deli- mitada. O texto refere-se ao princípio da: causalidade.a) analogia.b) conexidade.c) extensão.d) atividade.e) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 16 E _E M _1 _G E O _0 0 1 Um dos princípios da geografia formulado 7. por Alexander Von Humboldt é “todo fenô- meno geográfico tem uma ou mais causas, que devem ser buscadas e explicadas” é o princípio da: conexidade.a) atividade.b) causalidade.c) analogia.d) extensão.e) Questões de processos seletivos (UFPR - adap.) Analise as proposições a 1. seguir. A Terra gira em torno de si mesma sobre a) um eixo imaginário. Em relação ao Sol o eixo imaginário da b) Terra apresenta-se um pouco inclinado. A Terra gravita em redor do Sol percorren-c) do uma órbita de forma elíptica. Considerando essas proposições, assina- le a soma das afirmações que estiverem corretas. 01) O movimento “A” denomina-se rotação e tem a duração de 24 horas. 02) O movimento “C” denomina-se rotação e tem a duração aproximadamente de 365 dias e 6 horas. 04) A posição “B” é um dos fatores que explica as diferentes estações do ano nos dois hemisférios da Terra. 08) Os raios solares iluminam e aquecemde maneira diferente a superfície da Terra no decorrer do ano em consequência do movimento “C” e da posição “B”. 16) Os movimentos “A” e “C” explicam as diferenças de duração dos dias e das noites nos diversos pontos da super- fície terrestre, no sentido polo a polo, em um mesmo dia. Soma ( ) (PUC-SP - adap.) Quanto ao movimento de 2. rotação da Terra, podemos afirmar que se dá de: leste para oeste, com duração de 24 a) horas. oeste para leste, à velocidade de b) 1 666 km/h no Equador. leste para oeste, à velocidade variada.c) leste para oeste, a uma velocidade d) constante. oeste para leste, a uma velocidade bas-e) tante variável. (PUCRS) Leia as afirmações a seguir, e as-3. sinale a opção correta. Os equinócios ocorrem a 21 de março e I. 23 de setembro, quando se iniciam de maneira alternada, nos hemisférios, as estações do outono e primavera. Os solstícios correspondem aos perío-II. dos em que, em relação ao Equador, te- mos uma duração idêntica de horas do dia e da noite. A forma achatada dos polos é uma das III. consequências do movimento de rota- ção da Terra. Estão corretas as afirmações I e II.a) Estão corretas as afirmações I e III.b) Estão corretas as afirmações II e III.c) Todas as afirmações são corretas.d) Todas as afirmações são incorretas.e) (Cefet-PR) “A geografia – isso serve em pri-4. meiro lugar para fazer a guerra”. Este é o nome de um famoso livro do geó- grafo francês Yves Lacoste. Com base nesta informação podemos afir- mar que: a geografia é um conhecimento que tem a) serventia apenas para fazer a guerra. as novas tecnologias como as imagens b) de satélite e a informatização da geogra- fia dispensam o conhecimento do espa- Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 17 E _E M _1 _G E O _0 0 1 ço geográfico e pode-se fazer a guerra a distância. a Guerra do Golfo reafirma que não há c) necessidade de um raciocínio geográfico para as estratégias ligadas às práticas bélicas e militares. a elaboração de estratégias de guerras d) implica uma análise de um raciocínio sobre o conhecimento geográfico, das condições naturais, econômicas e da ocupação humana de um certo espaço. quem faz a guerra não precisa recorrer ao e) saber geográfico, pois são conteúdos dis- paratados e fragmentados sobre o relevo, clima, vegetação, rios, população etc. (PUC Minas) Atualmente, uma corrente geo-5. gráfica que vem se destacando é a chamada Geografia Crítica, que utiliza o método dialé- tico, leva em conta a influência da infraestru- tura econômica sobre a ação do homem e que se preocupa não somente com a análise do espaço, como também procura explicar quais os interesses envolvidos na produção desse espaço; analisa a problemática da crise em que vivemos, indicando caminhos para a solução da mesma. Assinale a defi- nição que atenda aos pressupostos dessa corrente geográfica. “Geografia é a ciência que estuda a dis-a) tribuição dos fenômenos físicos, huma- nos e biológicos pela superfície terres- tre, as causas dessa distribuição e as relações locais desses fenômenos”. “Geografia é a ciência que estuda a pro-b) dução do espaço pela sociedade”. “Geografia é a ciência de diferenciação c) de áreas”. “Geografia é a ciência que tem por obje-d) to proporcionar a descrição e a interpre- tação, de maneira precisa, ordenada e racional, do caráter variável da superfí- cie terrestre”. (FGV)6. “No Afeganistão, a yelda é a primeira noite do mês de jadi, a primeira noite do inverno, e a mais longa do ano. Como mandava a tradição, Hassan e eu ficávamos acordados até mais tarde, com os pés enfiados debaixo do kursi, enquanto Ali atirava cascas de maçã no fogareiro e nos contava velhas histórias de sultões e de ladrões para passar o tempo dessa noite que era a mais comprida de todas. Foi por meio de Ali que fiquei conhecendo a tradição de yelda, daqueles meses enfeitiçados, que se precipi- tam para as chamas das velas, e dos lobos que sobem ao alto das montanhas em busca do sol. Ali jurava que quem comesse melancia na noite de yelda não sentiria sede durante o verão seguinte.” (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. 2005.) Considerando os fenômenos registrados no texto, bem como a localização do Afeganis- tão, é correto afirmar que: a data provável para o a) jadi é o dia 21 de junho, o solstício de inverno no Hemis- fério Norte. a noite mais comprida no Hemisfério b) Norte, que marca o equinócio de outo- no, é 23 de setembro. a esfericidade do planeta Terra permite c) uma maior insolação nas regiões próxi- mas ao Equador, portanto são inveros- símeis as condições registradas nessa obra de ficção. se as condições meteorológicas permiti-d) rem, a noite mais longa no Afeganistão será entre o dia 21 ou 22 de dezembro, pois depende do ano bissexto. o solstício de inverno no Afeganistão é e) 21 de dezembro, quando o Trópico de Câncer recebe menor incidência dos raios solares. 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