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Rhyan Coelho Medicina-FASA Palestra -Fisiopatologia da Asma Toda a anatomia e fisiologia do Ap. Respiratório se destina a função de: • Suprir O2 e remover CO2 • Manter pH plasmático • Equilíbrio térmico • Defesa contra agressores O controle da respiração vem do centro respiratório que vai até os brônquios para movimentos respiratórios musculares para troca gasosa. O centro respiratório é estimulado seguindo uma alteração de pH, seja para hipoventilar ou hiperventilar. O grande problema da asma começa nos bronquíolos terminais, não é um problema teoricamente alveolar. Então se têm acometimento de vias áreas distais (bronquíolos terminais e respiratórios). A ventilação caracteriza-se por: • Controle autonômico -> não há inervação motora ou nociceptiva • Ação simpática -> adrenalina e noradrenalina (dilatação) • Ação parassimpática -> ACh (receptores M3) (constrição) Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que está associada a hiperresponsividade brônquica, que leva a episódios recorrentes de sintomas respiratórios, que variam de intensidade e podem se resolver espontaneamente ou com tratamento. Esses episódios são uma consequência da obstrução ao fluo aéreo intrapulmonar generalizada e variável, que também pode ser reversível espontaneamente ou com tratamento. A asma é uma das doenças mais comuns no mundo. No Brasil temos 13,3% de asmáticos (em uma população de 202 M). São mais de 300 milhões de pessoas no mundo e 20 milhões somente no Brasil. Em 2011, 160 mil hospitalizações (de todas as idades). Os casos de asma não controlada causam o dobro dos gastos na utilização de serviços de saúde e medicações. Rhyan Coelho Medicina-FASA A etiologia da asma é basicamente associada com fatores genéticos (principalmente quando a mãe tem asma) e fatores ambientais (exposição a alérgenos, dieta, fatores perinatais, exposição ocupacional, etc). Os genes podem influenciar nas alterações das proteínas reticulares, riscos de atopias, alterações epiteliais, maior resposta de eosinófilos, reposta tecidual e mecanismos de barreiras. Os fatores desencadeantes principais são: ácaro; algumas medicações como AS e anti-inflamatórios; mudança climática e de temperatura; animais (principalmente gatos); poluição ambiental. A fisiopatologia da asma é complexa e com constantes modificações. As principais células envolvidas são linfócitos, eosinófilos e mastócitos. Tem-se o contato do alérgeno na mucosa respiratória, adentra o tecido pulmonar, as células apresentadoras de antígeno levam ao linfócito Th2 e vai ter a ação de algumas interleucinas específicas (13, 5 e 4). Partindo da célula Th2 vai ter ação da IL-4 e IL-13 na musculatura, IL-13 na mucosa, IL-5 na migração de eosinófilos e IL-4 para IgE. Através disse vai ter uma cascata de inflamação. Na reposta Th1 vai ter uma ação maior em cima de macrófagos, consequentemente com neutrófilos, caracterizando um segundo tipo de asma. A partir do processo inflamatório se tem uma produção de muco, broncoconstricção e partir disso a manifestação de sintomas. Rhyan Coelho Medicina-FASA A grande maioria dos pacientes que tiveram sintomas na infância e na adolescência param de ter sintomas quando adultos, devido ao aumento do diâmetro dos brônquios, necessitando de um maior estímulo inflamatório para voltar a ter sintomas. Os diferentes fenótipos da asma: Asma alérgica, asma eosinofílica, asma não alérgica e eosinofílica, asma neutrofílica. Geralmente é muito difícil identificar o tipo especificamente, os pacientes costumam apresentar um padrão misto. O tipo de tratamento depende do fenótipo da asma. A asma de início mais precoce tende a ser predominantemente Th2, a asma não precoce tende a ser não Th2. 1. Asma alérgica (eosinfílica): início infância, história pessoal ou familiar de atopia. Escarro eosinofílico. Boa resposta ao corticoide inalatório 2. Asma não alérgica: sem história de atopia. Escarro pode ser neutrofílico, eosinofílico ou paucicelular. Resposta ruim ao corticoide inalatório. 3. Asma de início tardio: aparece na idade adulta (>40 anos), predomínio de mulheres. Não apresentam atopia e tem resposta ruim a corticoide inalatório, necessitando de altas doses quando respondem. 4. Asma associada a obesidade: pacientes bastantes sintomáticos e poucos eosinófilos na via aérea 5. Asma com padrão de obstrução fixa das vias aéreas: remodelamento das vias aéreas. Rhyan Coelho Medicina-FASA