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CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL
DISCIPLINA DE SISTEMAS DE ESGOTO E DRENAGEM
PROF. LEONARDO V. SOARES
Grupo: 	Geórgia Fernanda F. Cavalcante	matr.11011847
	Jessé Pedro Gomes Júnior 	matr.11021111
	Kaline Gomes da Silva Oliveira	matr.11427123
	Nagilla Natasha Tavares Pereira	matr. 11514577
	Ugo Rafael Gonçalves Nóbrega	matr.11011841
Memorial descritivo e de cálculo
1. SIFÃO INVERTIDO
Em alguns dos projetos de coleta e transporte de esgoto sanitário existe necessidade de transpor obstáculos como rios, córregos, galerias de águas pluviais, adutoras, linhas de metrô, galerias de cabos elétricos ou de comunicação etc.
Para a transposição desses obstáculos temo algumas alternativas: uso de estação elevatória, aprofundando a tubulação mantendo escoamento livre ou o uso do “Sifão Invertido” onde se aprofunda a tubulação e, após o obstáculo, eleva-se outra vez até atingir uma cota ligeiramente inferior à cota da tubulação logo a montante do aprofundamento, e assim vencer o obstáculo e o escoamento se dá em conduto forçado.
Tendo em vista que esta alternativa é uma obra de custo elevado, e que apresenta dificuldade de limpeza e desobstrução, o sifão invertido só deve ser utilizado após um estudo comparativo entre as alternativas possíveis. Mas em alguns casos o mesmo acaba sendo a solução mais adequada nos aspectos técnicos e econômicos.
1.2. HIDRÁULICA DO SIFÃO INVERTIDO
O perfil do Sifão Invertido é similar a um U interligando duas câmaras. Na entrada existe uma câmara que tem como função encaminhar o fluxo para o sifão, e na saída fica a outra câmara que orienta o fluxo efluente para canalização de jusante.
Nas câmaras o escoamento se dá por gravidade em conduto forçado (seção totalmente preenchida). O nível de água na câmara de entrada superior ao da câmara de saída (essa diferença é a perda de carga total entre elas). A ligação entre as câmaras é feita por meio de tubulações.
Para o cálculo da perda de carga distribuída utilizou a fórmula de: XXXXX
Para o cálculo da perda de carga localizada utilizou a seguinte fórmula:
 
V: velocidade média na seção (m/s)
g: aceleração da gravidade (m/s²)
1.3. VELOCIDADES
Um Projeto de sifão tem como objetivo garantir uma condição de escoamento que pelo menos uma vez ao dia propicie a autolimpeza das tubulações ao longo do período de projeto. Para tal se faz necessário determinar as vazões de esgoto afluentes ao sifão. Tendo em vista que as obstruções no sifão invertido são mais difíceis de serem removidas do que em coletores, é preciso então tomar alguns cuidados para evitar a formação das mesmas.
Assim os critérios para o dimensionamento de sifões invertidos são os seguintes:
· Velocidade maior ou igual a 0,9 m/s para o cálculo da vazão máxima de esgotos de um dia qualquer;
· Velocidade maior ou igual a 0,6 m/s para vazão média, ao longo de todo o período de projeto;
· Velocidade máxima é em função do material do sifão e da carga máxima disponível, não deverá ser maior do que 3,0 m/s;
1.4. DIÂMETRO MÍNIMO
Tendo em vista que para tubulações de pequeno porte, quanto menor o diâmetro maior a possibilidade de obstrução, sendo assim é recomendável que o diâmetro mínimo do sifão invertido seja igual ao diâmetro mínimo do coletor de esgoto. 
Para o diâmetro mínimo o valor adotado será de 150 mm.
1.5. NÚMERO DE TUBULAÇÕES
O sifão invertido deverá ter no mínimo duas tubulações, para assim garantir o isolamento de uma delas quando sem prejuízo de funcionamento quando houver a necessidade de realizar possíveis reparos ou desobstruções.
Para o caso de uma grande variação de vazão, aumentar a quantidade de tubulações de tal modo que possa garantir às velocidades mínimas. 
1.6. PERFIL DO SIFÃO
Dois aspectos relevantes para a escolha do perfil do sifão são os seguintes: as perdas de carga e a facilidade de limpeza. 
O perfil utilizado é o que se assemelha a um trapézio com a base menor para baixo e sem a base maior.
1.7. CÂMARAS VISITÁVEIS
O sifão invertido deve ser projetado com duas câmaras visitáveis: a câmara de montante ou de entrada e a de jusante ou de saída.
A câmara de montante distribui a vazão pelas canalizações que constituem o sifão, já a câmara de jusante distribui a vazão efluente para o coletor de jusante, evitando assim refluxos de águas para as tubulações do sifão que não estiverem sendo utilizadas.
A distribuição da vazão para as tubulações na câmara de montante pode ser feita através de vertedores laterais ou da operação de stop-logs ou comportas.
Tanto as câmaras de montante de jusante devem ser projetadas com dimensões adequadas, de maneira a permitir o acesso e movimentação de pessoas e equipamentos. 
1.8. VENTILAÇÃO
Quantidades consideráveis de ar e de gases são transportadas pelo escoamento de esgotos funcionando em conduto livre, sendo que esse fluxo é interrompido na câmara de montante do sifão invertido onde o escoamento se dá em conduto forçado.
Devido a essa quebra da continuidade do escoamento ocorrerá um acúmulo de ar e de gases, que acaba ocasionando uma pressão na câmara de montante, isso provoca o escape de gases com odor desagradável através de orifícios e frestas dos tampões de acesso a esta câmara. 
Para minimizar este problema pode-se ligar a câmara de montante e de jusante por meio de tubulação, para que os gases sejam transferidos e arrastados pelo fluxo de esgotos a jusante do sifão. Dependo da localização da câmara de montante esses gases podem ser lançados na atmosfera, desde que não afetem as condições ambientais do local. Caso seja feito isso não será necessário interligar as câmaras de montante e jusante.
A retirada de ar é feita por meio de tubulação com diâmetro variando de um décimo até a metade do diâmetro do sifão. Quando se interligam as duas câmaras, geralmente a tubulação é localizada em paralelo às tubulações do sifão.
1.9. EXTRAVASOR
A possibilidade de ocorrer algum problema do tipo: acidentes, quebras, entupimentos, etc, que possam vir a interromper o funcionamento do sifão, acaba acarretando a instalação de dispositivos de extravasão ou de descarga.
Quando o sifão destina-se a travessia de cursos d’água, pode-se prever uma canalização extravasora na câmara de montante, com cota suficiente para o lançamento de esgotos no rio. Porém deve-se levar em consideração a manutenção da qualidade da água no corpo receptor.
1.10. MATERIAIS
O sifão invertido pode ser de: ferro fundido, concreto armado, aço ou PVC.
Os tubos leves geralmente são revestidos com uma camada de concreto visando impedir o deslocamento e em alguns casos a proteção do tubo.
No projeto em questão o material utilizado foi: XXXXXXXXXXXXX
Referências:
TSUTIYA, M., & ALEM SOBRINHO, P. (1999). Coleta e transporte de esgoto sanitário. São Paulo: Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

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