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Ensino, pesquisa e extensão Tem por objetivo de promover estudos, investigação, trabalhos práticos e, ocasionalmente, atividades sociais realizadas no âmbito educacional. Em 1961 é instituída a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB – Lei nº 4.024/1961. Quanto ao Ensino Superior, a lei estabelece: Art. 66. O ensino superior tem por objetivo a pesquisa, o desenvolvimento das ciências, letras e artes, e a formação de profissionais de nível universitário. Art. 67. O ensino superior será ministrado em estabelecimentos, agrupados ou não em universidades, com a cooperação de institutos de pesquisa e centros de treinamento profissional. Constituição de 1967, pela Lei nº 5.540/1968, a chamada “Reforma Universitária” que, segundo Melo (2002), tinha como objetivo a modernização das universidades. Art. 1º O ensino superior tem por objetivo a pesquisa, o desenvolvimento das ciências, letras e artes e a formação de profissionais de nível universitário. Art. 2º O ensino superior, indissociável da pesquisa, será ministrado em universidades e, excepcionalmente, em estabelecimentos isolados, organizados como instituições de direito público ou privado. Art. 3º As universidades gozarão de autonomia didático-científica, disciplinar, administrativa e financeira, que será exercida na forma da lei e dos seus estatutos. Indissociabilidade entre ensino e pesquisa O crescimento da importância do conhecimento e da informação enriquece o papel das universidades, que está em processo de mudança. Por serem produtoras do conhecimento, passam também a ser consideradas ferramentas para o desenvolvimento e transformação (pesquisa). A inserção da extensão como atividade obrigatória e característica das universidades, surgiu anos depois em complemento ao ensino e a pesquisa. Assim, a Lei nº 9.394/1996, que, em seu artigo 43, estabelece também que a educação superior tem por finalidades: VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. De acordo com a Constituição Federal, as universidades devem obedecer ao princípio da indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão. Cada um desses pilares existe por si só e são independentes funcionalmente, mas estão também interligados, e, portanto, indissociáveis em virtude, em prol da universidade. Nem sempre essa indissociabilidade é tão clara na nossa vivência acadêmica. · Na maioria das vezes quando se fala em produção do conhecimento, parece que sempre nos referimos à pesquisa como seu sinônimo. · Não há pesquisa sem a socialização dos resultados de sua busca. · Não se pode conceber que a extensão seja concebida para poucos e para poucas atividades. Tripé da educação superior Ensino O ensino é o processo de construção do saber com a apropriação do conhecimento historicamente produzido pela humanidade. Pesquisa É o processo de materialização do saber a partir da produção de novos conhecimentos baseado de problemas emergentes da prática social. Extensão Pode ser entendida como processo educativo, cultural e científico, de intervenção nos processos sociais e identificação de problemas da sociedade. Princípio da indissociabilidade O princípio da indissociabilidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão é fundamental no fazer acadêmico. Isso porque a universidade é um lugar privilegiado de preparação para o exercício de profissões, cada vez mais regulamentadas e credenciadas (ensino). Também é um lugar de pesquisa, do ensino da pesquisa e da busca de novos conhecimentos (pesquisa). Além disso é um agente prestador de serviços à comunidade (extensão). Quando bem articulados, conduzem a mudanças significativas nos processos de ensino e de aprendizagem, tanto no ato de aprender, de ensinar e de formar profissionais e cidadãos. Ou seja, possibilitam operacionalizar a relação entre teoria e prática, a democratização do saber acadêmico e o retorno desse saber à universidade, testado e reelaborado. A articulação entre esses três pilares é a base do desenvolvimento científico e tecnológico, criando o dinamismo das sociedades atuais. Por isso, quanto mais integradas estiverem as ações de ensino, pesquisa e de extensão, mais integralmente se estará formando o profissional para o mundo do trabalho.