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Estágio supervisionado em clínica integrada 6,7

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(EXODONTIA COMPLICADA) 
Sempre que o cirurgião perceber que exista a possível necessidade de 
força excessiva na extração de um dente o termo excessivo significa 
que a força provavelmente resultará numa fratura óssea, numa 
fratura de raiz, ou em ambas; 
 Ossos muito densos, com a cortical vestibular muito espessa; 
 Pacientes que tem coroas muito pequena s devido a um 
bruxismo grave, é provável que este dente esteja cerca do 
por osso denso e espesso com forte inserção do ligamento 
periodontal 
 O cirurgiã o deve ter extrema cautela se for utilizar a 
técnica fechada; 
 Dentes com hipercementose; 
 Raízes amplamente divergentes ou as que tem grave 
dilaceração; 
 Raízes relacionadas com o seio maxilar; 
 Dentes com cáries e restaurações extensas; 
 Raízes que não são alcançadas por fórceps e nem por 
extratores; 
 Dentes que resistam a tentativa de exodontia via alveolar, 
quando é aplicada força moderada ou excessiva; 
 Dentes inclusos; 
 Dentes geminados; 
 Algumas fraturas. 
ACIDENTE: Situações que ocorrem no trans-operatório (durante a 
operação), EX: fratura dentária, mandibular. 
COMPLICAÇÕES: Situação que ocorre no pós operatório, EX: alveolite, 
parestesia. 
COMO EVITAR: 
 Se preparar para o procedimento (planejar); 
 Conhecer possíveis acidentes; 
 Conhecer o paciente (limitações, patologias); 
 Ter destreza prática; 
 Manejo pré-operatório adequado; 
 Exames radiográfico adequado para a área; 
 Bom equipamento; 
 Sempre explicar o procedimento ao paciente; 
 Higiene; 
 Controle de ansiedade adequado. 
 
LESÕES DE TECIDO MOLE: 
Laceração de retalho 
Ferida perfurantes 
Abrasão ou esgarçamento 
PREVENÇÃO: Conhecer riscos dos instrumentos, retalhos de tamanho 
adequado, mínima força para retração do tecido, proteção do tecido 
com afastadores; 
TRATAMENTO: Pomada antibiótica/corticoide, aguardar de 5 a 10 dias, 
regularizar. 
COMPLICAÇÕES DENTAIS: 
FRATURA RADICULAR: Não aplicar força excessiva, respeitar anatomia. 
TTO: se o fragmento tiver até 3mm e for impossível visualizar, deixar, 
se for infectado remover. 
FRATURA OU REMOÇÃO DE RESTAURAÇÕES ADJACENTES; 
LUXAÇÃO DO DENTE ADJACENTE; 
DEGLUTIÇÃO: Dente, lima, broca, bandas, braquetes, prótese, 
implantes. A maioria vai pro TGI, Existem complicações como 
perfurações e abcessos peritoniais. IDENTIFICAR PACIENTES DE RISCO: 
bebê, crianças, alcoólatras, portador de Parkinson, deficientes mentais. 
LESÕES DE ESTRUTURA ÓSSEA: 
FRATURA DO PROCESSO ALVEOLAR: força excessiva e descontrolada. 
FRATURA DA TUBEROSIDADE MAXILAR: área importante para 
reabilitação protética; remover espícula óssea e realizar sutura. 
LESÕES DE ESTRUTURA NERVOSA: 
PARESTESIA: Nervo alveolar inferior é o mais afetado. O tratamento é 
feito com complexo B, Laser, reconstrução microcirúrgica. 
LESÕES EM ATM: 
Causadas pelo apoio inadequado da mandíbula, forças excessivas e é 
mais comum em dentes posteriores. O tratamento é feito com calor 
úmido, imobilização, repouso e AINES. 
CICATRIZAÇÃO RETARDADA E INFECÇÃO: 
DEISCENCIA: Causado por um mal posicionamento da sutura (sem 
suporte ósseo, tensão excessiva). É preciso realizar a regularização do 
osso e nova sutura. 
(Estagio supervisionado em clinica integrada) 
Layara Aquino 
ALVEOLITE SECA: Dor -> Alveólo vazio, sem coágulo. Odor desagradável, 
evitar irrigação abundante e bochecho com clorexidina após a cirurgia. 
Tratar com curativo medicamentoso no alveólo, não curetar. 
ALVEOLITE ÚMIDA: Dor -> Alveólo parcialmente preenchido, presença 
de corpos estranhos, coloração rósea avermelhada. 
DIFICULDADE DE HEMOSTASIA: 
Tecidos ricamente vascularizados; 
Ferida aberta; 
Impossibilidade de fazer tamponamento; 
Deslocamento do coágulo; 
Enzimas salivares (lise do coágulo) 
COMUNICAÇÃO BUCOSINUSAL: 
Realizar manobra de Vassalva para confirmar 
 >2mm: orientar o paciente a não assoar o nariz, não fumar 
e nem usar canudo; 
 2 a 6 mm: Sutura em 8, antibiótico-terapia, e 
descongestionante nasal; 
 >7mm: Mandar para o especialista, fechar com retalhos, 
antibiótico-terapia e descongestionante nasal; 
(ALTERACOES SISTEMICAS) 
ANEMIA: exige cuidados no transoperatório e no pós-operatório e, 
dependendo dos seus níveis, devem-se evitar procedimentos invasivos 
ou realizá-los em ambientes hospitalares. 
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: apresenta alta prevalência no 
Brasil e no mundo. É importante fator de risco para complicações 
cardiovasculares, acidentes vasculares encefálicos (AVE), doenças 
coronarianas, renais e vasculares periféricas. Além disso, a doença 
está associada às demais doenças e condições crônicas, tais como 
doença renal crônica, diabetes, entre outras: 
CLASSIFICAÇÃO PAS PAD 
NORMAL <= 120 <= 80 
PRÉ-HIPERTENSO 121-139 81-89 
ESTÁGIO 1 140-159 90-99 
ESTÁGIO 2 160-179 100-109 
ESTÁGIO 3 >=180 >-110 
A pressão arterial acima de 210X120 mmHg é considerada caso de 
urgência médica, prevalecendo sobre a urgência odontológica. A 
necessidade odontológica de pacientes com pressão arterial em estágio 
3, 180X110 mmHg no momento da consulta deve ser analisada 
individualmente e na dependência do procedimento a ser realizado, do 
stress do paciente e de sua condição clínica o procedimento pode ser 
realizado ou postergado para uma outra consulta. 
DIABETES: A diabetes é classificada em diabetes mellitus tipo 1, tipo 2, 
diabetes gestacional e outros tipos específicos de diabetes. 
ASMA 
HIV 
DISCRASIAS SANGÚINEAS 
(INFECCOES ODONTOGENICAS) 
É a colonização de um micro-organismo hospedeiro por uma espécie 
estranha. É a infecção que tem origem as estruturas dentais e 
periodontais e cuja progressão espontânea afetará os ossos maxilares 
e inicialmente sua região periapical. 
As infecções odontogênicas possuem 4 estágios: inoculação, celulite, 
abscesso e resolução. 
Inoculação: compreende os primeiros 3 dias da infecção. Há a 
presença de uma tumefação branda, levemente endurecida. 
Compreende a invasão dos tecidos pelos estreptococos. 
Celulite: 3 a 5 dias. A tumefação mostra-se mais endurecida, 
avermelhada e agudamente dolorosa. Flora de infecção mista. 
Abscesso: 5 a 7 dias. Microrganismos anaeróbios começam a 
predominar. Liquefação dos tecidos e formação de micro abscessos 
que podem se fundir num abcesso clinicamente reconhecível. 
Resolução: drenagem do abscesso espontaneamente por pele ou 
mucosa. Resposta do sistema imune que leva a cura e reparo. 
“Processos patológicos básicos que aparecem clinicamente, por 
variadas alterações morfológicas, na pele ou mucosa bucal.” 
1. Máculas/ Manchas 
 
Sua origem é diversificada, e a análise clínica favorece o diagnóstico 
A pigmentação pode ser endógena ou exógena (como a tatuagem por 
amalgama) 
 
Figura 1- tatuagem por amalgama 
Modificações na coloração normal da 
mucosa bucal, sem que ocorra elevação 
ou depressão tecidual 
Representam alterações de coloração 
onde não é possível realizar palpação 
 
 
Figura 2- melanose racial 
 
Figura 3- mácula melanótica 
2. Placas 
 
Pode apresentar alterações superficiais, e pode ter outras lesões 
associadas. 
Muito importante relembrar eu a placa não é removível à raspagem. 
 
Figura 4- leucoplasia 
3. Pseudomembranas 
Lesão elevada, consistente à palpação, em que a altura é pequena em 
relação à extensão e removível a raspagem. 
 
Figura 5- candidíase pseudomembranosa 
4. Vesículas/bolhas 
Elevação do epitélio contendo líquido em seu interior 
Essas vesículas ou bolhas podem estar associados a fatores irritativos 
(alimento, trauma), surgir espontaneamente ou ser manifestação de 
alguma doença sistêmica, como pênfigo vulgar, penfigoide, lúpus 
eritematoso 
Vesícula Bolha 
Lesão de até 3mm Lesão de mais de 3mm 
Mais de 1 cavidade Cavidade única 
Múltiplas Únicas 
Agrupadas Isoladas/ dispersas 
 
5. Erosões 
Lesão elevada, consistente à palpação, 
em que a altura é pequena em relação 
à extensão 
A placa é uma lesão fundamental 
possível de palpação,