Apostila Odontopediatria e Ortodontia Abitep
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Apostila Odontopediatria e Ortodontia Abitep


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ABITEP \u2013 Odontopediatria e Ortodontia Preventiva 
www.CursosPelaWeb.com.br Tel.: 11 3214 - 8949 
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ODONTOPEDIATRIA 
ORTODONTIA 
PREVENTIVA 
 
 
 
 
 
 
 
Profª. Regina Maura Coli Siegl 
Profª. Drª Monique de Benedetto 
 
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TÉCNICAS DE HIGIENE BUCAL 
 
Biofilme 
Comunidade de microrganismos incluídos em uma matriz extracelular produzida por esses mesmos microrganismos e 
pelo meio externo. 
Burne et al., 1997 
 
Suspensão dos procedimentos de higiene oral associado ao uso de sacarose formação de lesões de cárie 
retomando os cuidados com a higiene as lesões tornam-se inativas. 
 
Agentes evidenciadores: são substâncias corantes que tingem a placa bacteriana. Apresentação: fucsina em solução 
alcoólica a 2%, eritrosina, lugol, iodo, azul-de-metilieno, verde-de-malaquita, marrom de Bismarck e plack-lite. 
 
Índice de placa Greene e Vermillion simplificado (OHI-S): é utilizado para dentes permanentes, mas pode ser 
adaptado para a dentição decídua. 
- avaliação de 6 dentes: faces vestibulares dos primeiros molares permanentes superiores e a lingual dos inferiores, 
faces vestibulares dos incisivos centrais direitos, superior e inferior (para a dentição decídua se avalia os segundos 
molares decíduos e os incisivos centrais direitos, nas mesmas faces). 
A avaliação é realizada da seguinte forma: 
0 - quando não há depósito. 
1 \u2013 depósitos não vão além de um terço da superfície dental. 
2 \u2013 depósitos que cobrem mais de um terço, não ultrapassando dois terços da superfície. 
3 \u2013 depósitos cobrem mais de dois terços da superfície. 
- após o registro somar os valores obtidos em cada dente e dividir pelo número de superfícies (6) para obter média 
individual determinando assim o índice de placa do indivíduo. 
 
Período entre a erupção do primeiro dente até a completa oclusão funcional dos dentes posteriores: 
- erupcionam novos sítios que podem ser colonizados pelos microorganismos cariogênicos. 
- favorece condições para o acúmulo de biofilme com potencial cariogênico, pela falta parcial de uso funcional. 
- apresentam anatomia oclusal rebuscada com variabilidade de sulcos e fissuras. 
- período de maturação pós-eruptiva. 
 
Controle da placa somente com escova _ método limitado de controle da cárie dentária devido ao diâmetro das 
cerdas e pouco tempo gasto durante a escovação _ impede a remoção completa da placa em todas as superfícies. A 
escova promove desagregação/ou remoção do biofilme dental. 
 
Escovação + agente químico (flúor) + uso regular do fio dental = métodos efetivos para prevenção tanto da cárie 
quanto da doença periodontal. 
 
CONTROLE MECÂNICO DA PLACA BACTERIANA 
1. ESCOVAS 
Prática de higiene precoce deve ser instituída no início da erupção dos dentes decíduos para evitar a fixação do 
Streptococcus mutans. 
A técnica deve ser compatível com a idade e desenvolvimento neuromotor da criança. 
É importante seguir uma seqüência, ter boa visibilidade e posição segura para evitar movimentos bruscos da criança. 
O evidenciador cora a placa bacteriana e facilita a visualização das áreas afetadas. 
Crianças de 2 a 2,5 anos já querem escovar sozinhas- incentivar motricidade fina da criança ainda está pouco 
desenvolvida, portanto a escovação deve ser supervisionada até + 7 a 8 anos. 
 
Higiene antes da erupção dos dentes 
- Massagear a gengiva 
- Limpeza = remoção de leite ou alimentos que estão estagnados nas comissuras labiais e na cavidade bucal com 
dedeiras, gaze ou fralda umedecida em água filtrada ou fervida, 1x/dia (imunoglobulinas liberadas pelo leite protegem o 
assoalho da mucosa bucal contra infecções). 
 
Higiene após a erupção dos dentes 
- escova de dentes e fio dental, cuidado com uso de flúor. 
 
Posição para escovação 
- higiene no colo: posição de amamentação. 
- posição joelho a joelho: com auxílio de outra pessoa, sentados de frente, com os joelhos encostados. O bebê deve 
estar deitado de costas sobre as pernas dos pais e seus braços devem ser contidos por um deles, enquanto o outro 
apoia a cabeça e faz a higienização. 
- colocada no colo da mãe e apoiada entre as pernas. 
- contenção para crianças maiores não cooperadoras _ responsável sentado no sofá ou no chão com a criança entre 
as pernas \u2013 contenção das pernas da criança enquanto um braço apoia a cabeça, o outro faz a higienização. 
- posição de Starkey: recomendada para crianças em idade pré-escolar e com pouca habilidade manual. A criança fica 
em pé, na frente e de costas para mãe, e encosta a cabeça contra ela. A mãe usa a mão esquerda para segurar e 
estabilizar a mandíbula e com os dedos desta mão afasta os lábios e as bochechas, com a mão direita empunha a 
escova executando os movimentos da escovação. Para a arcada inferior, a mandíbula deve estar posicionada num 
 
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plano horizontal e para a arcada superior, a cabeça deve ser um pouco fletida para trás de modo que a mãe possa ter 
uma visão direta. 
 
Técnicas para criança em idade escolar: 
 
- Técnica de Fones: a criança empunha a escova e com os dentes cerrados faz movimentos circulares na face 
vestibular de todos os dentes. Na face palatina/lingual os movimentos também são circulares e na face oclusal/incisal os 
movimentos são no sentido ântero \u2013posterior. 
 
- Técnica de Stillman modificada: escova é colocada com o longo eixo das cerdas lateralmente contra a gengiva e estas 
são deslizadas de gengival para oclusal/incisal. Quando as cerdas estiverem junto ao ponto de contato dos dentes, 
devem ser realizados movimentos vibratórios. 
 
- Técnica de Bass: durante a escovação as cerdas são forçadas diretamente no sulco gengival, num ângulo de 45 graus 
com o eixo do dente, fazendo movimento curto para frente e para trás, vibratórios, deslocando todo o resíduo existente 
na área; conforme movimenta a escova, os dentes e a gengiva vão sendo limpos. As superfícies oclusais são 
escovadas movendo a escova para frente e para trás. 
 
Escovas dentais 
Escovas para menores de 3 anos: cabeça pequena, cerdas extra macias, extremidade arredondada, estreita, 
oferecendo boa empunhadura. A troca deve ser realizada a cada 2 meses pois as cerdas perdem a elasticidade e 
tornando ineficaz para a higiene correta (crianças pequenas têm o hábito de morder a escova reduzindo a vida útil). 
 
Escovas infantis: 
- cabo: retangular ou achatada para melhorar o apoio. 
- cabeça: tamanho entre 25 e 32 mm (pequena a média) por 8 a 11 mm de largura, apresentando 3 x 6 ou 3 x 8 fileiras 
de tufos. 
- cerda: artificial (náilon), diâmetro regular, menor redução de rigidez quando imerso em água, pontas arredondadas, 
consistência média ou macia (dependendo da técnica utilizada), comprimento uniforme. 
 
Funções e efeitos básicos da escovação: 
- remover os depósitos de resíduos alimentares nos dentes, acúmulo de microorganismos e recentes indultos 
supragengivais não calcificados. 
- deslocar resíduos alimentares e acúmulos de microorganismos das faces interproximais nas áreas de contato entre os 
dentes. 
- realizar massagem gengival suave, para promover circulação sangüínea e queratinização do epitélio adequada. 
- não irritar ou dilacerar o tecido gengival. 
- não desgastar a estrutura dental. 
Tempo necessário para correta limpeza: 10 a 15 minutos. 
 
2. DENTIFRÍCIO 
Utilizar com cautela até os 3 anos de idade pois as crianças são incapazes de controlar a expectoração, deglutindo a 
maior parte. 
Crianças menores de 5 anos ingerem 30% do dentifrício e a maioria dos dentifrícios infantis apresentam concentração 
de 1000 ppm de flúor _ ingestão contínua de alta concentração de dentifrício (risco de fluorose). Utilizar creme dental 
com flúor \u2013 concentração 1000 ppm em pouca quantidade para prevenir desenvolvimento de lesões de cárie em 
crianças. 
Importante colocar