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Catalogação na publicação: Ana Paula M. Magnus – CRB 10/2052 B615 Biologia celular e molecular [recurso eletrônico] / Harvey Lodish ... [et al.] ; [tradução: Adriana de Freitas Schuck Bizarro ... et al.] ; revisão técnica: Ardala Breda, Gaby Renard. – 7. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : Artmed, 2014. Editado também como livro impresso em 2014. ISBN 978-85-8271-050-0 1. Biologia. 2. Biologia celular. 3. Biologia molecular. I. Lodish, Harvey. CDU 576 Equipe de tradução Adriana de Freitas Schuck Bizarro (Cap. 12) Farmacêutica. Mestre em Genética e Biologia do Desenvolvimento pela Universidade de Barcelona. Andréia Escosteguy Vargas (Iniciais e Caps. 4, 5 e 9) Doutora em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pós-doutoranda do Laboratório de Proteômica e Engenharia de Proteínas do Instituto Carlos Chagas/Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Curitiba, PR. Ardala Breda (Glossário, Índice, Caps. 7, 8 e 11) Pesquisadora do Departamento de Bioquímica da Texas A&M University. Ph.D. em Biologia Celular e Molecular pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Cláudia Paiva Nunes (Caps. 21 e 22) Pesquisadora no LANAGRO-RS. Doutora em Bioquímica e Biologia Molecular pelo Departamento de Bioquímica da UFRGS. Cristiano Bizarro (Cap. 3) Professor adjunto da PUCRS. Doutor em Biologia Celular e Molecular pela UFRGS. Pós-Doutor em Biologia Celular e Molecular pela UFRGS. Pós-Doutor em Biologia Celular e Molecular pela Universitat de Barcelona, UB, Espanha. Pós-Doutor em Biologia Celular e Molecular pela PUCRS. Daiana Renck (Caps. 16 e 24) Farmacêutica. Mestre em Biologia Celular e Molecular pela PUCRS. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular da PUCRS e vinculada ao Centro de Pesquisas em Biologia Molecular e Funcional (CPBMF). Denise Cantarelli Machado (Caps. 14 e 23) Professora da Faculdade de Medicina e pesquisadora do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUCRS. Mestre em Genética pela UFRGS. Doutora em Imunologia pela University of Sheffield, Inglaterra. Gaby Renard (Glossário, Índice, Caps. 13, 17, 18 e 21) Pesquisadora da Quatro G Pesquisa & Desenvolvimento Ltda., TECNOPUC. Mestre e Doutora em Ciências Biológicas: Bioquímica pela UFRGS. Paulo Luiz de Oliveira (Caps. 1, 2 e 10) Biólogo. Professor titular aposentado do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências da UFRGS. Mestre em Botânica pela UFRGS. Doutor em Ciências Agrárias pela Universität Hohenheim, Stuttgart, República Federal da Alemanha. Rosane Sheibe (Caps. 6, 19 e 20) Doutora em Biologia Molecular pela University of Sheffield, Inglaterra. Valnês da Silva Rodrigues Junior (Cap. 15) Pesquisador do Centro de Pesquisas em Biologia Molecular e Funcional da PUCRS. Mestre em Biologia Celular e Molecular pela UFRGS. Doutor em Farmacologia Bioquímica e Molecular pelo Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde da PUCRS. Lodish_Iniciais_eletronica.indd iiLodish_Iniciais_eletronica.indd ii 19/12/13 08:4519/12/13 08:45 970 Lodish, Berk, Kaiser & Cols. te em crianças), adenovírus (causadores de conjuntivite e doença respiratória aguda), e vírus da aftosa (causador da febre aftosa no gado e em suínos). 20.6 Tecidos vegetais Em seguida, será visto como as células vegetais agrupam- -se em tecidos. A organização estrutural geral das plan- tas é, normalmente, mais simples do que a dos animais. Por exemplo, as plantas possuem quatro tipos gerais de células que, em plantas maduras, formam quatro classes básicas de tecidos: o tecido dermal, que interage com o ambiente; o tecido vascular, que transporta água e substâncias em solução como açúcar e íons; o tecido de preenchimento, que constitui o principal local do meta- bolismo; e o tecido esporogênico, que forma os órgãos reprodutivos. Os tecidos vegetais estão organizados em apenas quatro principais sistemas de órgãos: o caule, que tem função de suporte e transporte; as raízes, que propor- cionam ancoramento, absorção e armazenamento de nu- trientes; as folhas, que são os locais de fotossíntese; e as flores, que contêm as estruturas reprodutivas. Assim, no nível das células, tecidos e órgãos, as plantas são, geral- mente, menos complexas do que a maioria dos animais. Além disso, ao contrário dos animais, os vegetais não substituem ou reparam as células ou os tecidos danifica- dos, eles simplesmente produzem novos órgãos. Na verda- de, o destino de cada célula no desenvolvimento de uma planta é principalmente baseado na sua posição no orga- nismo em vez de sua linhagem (ver Capítulo 21), enquan- to as duas são importantes nos animais. Portanto, tanto em vegetais quanto em animais, a comunicação direta de uma célula com sua vizinhança é importante. Mais impor- tante para este capítulo, é o fato de, ao contrário dos ani- mais, poucas células vegetais fazerem contato direto umas com as outras através de moléculas incorporadas em suas membranas plasmáticas. Em vez disso, as células vegetais são geralmente circundadas por uma rígida parede celular que contata as paredes das células adjacentes (Figura 20- 40a). Também diferentemente dos animais, as células ve- getais raramente mudam de posição nos organismos, com relação a outras células. Essas características dos vegetais e sua organização determinam o mecanismo molecular distinto pelo qual as células de vegetais são incorporadas nos tecidos e comunicam-se umas com as outras. A parede celular vegetal é um laminado de fibrilas de celulose em uma matriz de glicoproteínas A matriz extracelular dos vegetais, ou parede celular, é composta principalmente por polissacarídeos, tem ,0,2 μm de espessura e recobre completamente a membrana plasmática da célula vegetal. Essa estrutura desempe- nha as mesmas funções da ECM produzida pelas células animais, embora as duas estruturas sejam formadas por macromoléculas completamente diferentes, e com orga- nizações distintas. Cerca de 1.000 genes na planta Ara- bidopsis, uma pequena planta da família das couves e agrião (ver Capítulos 1 e 6) estão engajados na síntese e no funcionamento da parede celular, incluindo aproxi- madamente 414 glicosiltransferases e mais de 316 genes de glicosil-hidrolases. Como a ECM de animais, a pa- rede extracelular vegetal conecta as células nos tecidos, sinaliza o crescimento e a divisão e controla a forma dos órgãos da planta. Ela é uma estrutura dinâmica que tem um papel importante no controle da diferenciação das células vegetais durante a embriogênese e o crescimento, e representa uma barreira de proteção contra a infecção por patógenos. Da mesma forma que a matriz extracelu- lar auxilia a definir a forma das células animais, a parede celular define as formas das células vegetais. Quando a parede celular é removida das células pela digestão com enzimas hidrolíticas, as células adotam uma forma esfé- rica envolvida por uma membrana plasmática. Uma vez que a principal função da parede da célula vegetal é a de suportar a pressão de turgor osmótica da célula (entre 14,5 e 435 libras por polegada quadrada!), a parede celular é formada para suportar pressão lateral. Ela é arranjada em camadas de microfibrilas de celulose, feixes lineares de 30 a 36 cadeias de longos polímeros de glicose (com 7 μm ou mais) ligados por ligações de hidrogênio com ligações b glicosídicas. As microfibrilas de celulose CONCEITOS-CHAVE da Seção 20.5 Interações aderentes em células móveis e não móveis • Muitas células apresentam agregados contendo inte- grinas (p. ex., adesões focais, adesões 3D, podosso- mos) que física e funcionalmente conectam as células à matriz extracelular e facilitam a sinalização de dentro para fora e de fora para dentro. • Por meio de interações com as integrinas, a estrutura tridimensional da ECM que circunda uma célula pode influenciar profundamente o comportamento da célula. • As integrinas podem apresentar duas conformações (curvada/inativa,estendida/ativa) que diferem na afi- nidade pelos ligantes e nas interações com proteínas adaptadoras citosólicas (ver Figura 20-37); a troca en- tre as duas conformações permite a regulação da ativi- dade da integrina, que é importante para o controle da adesão e da mobilidade celular. • O distroglicano, um receptor de adesão expresso pelas células musculares, forma um grande complexo com a distrofina, outra proteína adaptadora e com as molé- culas de sinalização (ver Figura 20-38). Esse complexo liga o citoesqueleto de actina com a matriz circundan- te, proporcionando estabilidade mecânica ao músculo. As mutações em vários componentes desse complexo causam diferentes tipos de distrofia muscular. • As moléculas de adesão das células neuronais (NCA- Ms), que pertencem à família das imunoglobulinas (Ig) das CAMs, promovem a adesão célula-célula indepen- dente de Ca21 nos neurônios e outros tecidos. • A interação sequencial e combinatória de vários tipos de CAMs (p. ex., as selectinas, as integrinas e as ICA- Ms) é crítica para a adesão forte e específica de dife- rentes tipos de leucócitos nas células endoteliais, em resposta a sinais induzidos por infecção ou inflamação (ver Figura 20-39). Lodish_cap_20.indd 970Lodish_cap_20.indd 970 24/10/13 15:5124/10/13 15:51 Biologia Celular e Molecular 971 estão incorporadas a uma matriz composta por pectina, um polímero de ácido d-galacturônico e outros monossa- carídeos e hemicelulose, um polímero curto e muito rami- ficado de vários monossacarídeos de cinco e seis carbonos. A força mecânica da parede celular depende das ligações cruzadas das microfibrilas com as cadeias de hemicelulose (ver Figura 20-40b, c). As camadas de microfibrilas impe- dem que a parede celular ceda lateralmente. As microfi- brilas de celulose são sintetizadas na face exoplásmica da membrana plasmática da UDP-glicose e ADP-glicose, for- madas no citosol. A enzima que polimeriza, denominada celulose sintase, move-se no plano da membrana plasmáti- ca, ao longo da trilha de microtúbulos intracelulares à me- dida que a celulose é formada, fornecendo um mecanismo distinto de comunicação intracelular/extracelular. Diferentemente da celulose, a pectina e a hemicelu- lose são sintetizadas no aparelho de Golgi e transpor- tadas para a superfície celular, onde formam uma rede interligada que auxilia na ligação da parede celular entre as células adjacentes, protegendo-as. Quando purificada, a pectina liga-se à água e forma um gel na presença de Ca21 e de íons borato – por isso, a pectina é usada em muitos alimentos processados. Até 15% da parede celu- lar pode ser composta por estensina, uma glicoproteína que contém grande quantidade de hidroxiprolina e de serina. A maioria dos resíduos de hidroxiprolina é ligada por curtas cadeias de arabinose (um monossacarídeo de cinco carbonos), e os resíduos de serina são ligados à galactose. Os carboidratos compõem cerca de 65% do peso das estensinas, e seu esqueleto proteico forma uma hélice estendida em forma de bastão com os carboidra- tos hidroxil O-ligados projetando-se para o exterior. A lignina – um polímero complexo insolúvel de resíduos fenólicos – é um material reforçador, e associa-se à ce- lulose. Como os proteoglicanos da cartilagem, a lignina resiste às forças de compressão na matriz. A parede celular é um filtro seletivo cuja permea- bilidade é controlada, principalmente, por pectinas na matriz da parede. Enquanto a água e os íons difundem livremente pela parede celular, a difusão de grandes molé- culas, incluindo proteínas maiores de 20 kDa, é limitada. Essa limitação pode explicar por que muitos hormônios das plantas são pequenas moléculas solúveis em água que se difundem através da parede celular e interagem com os receptores na membrana plasmática das células vegetais. O afrouxamento da parede celular permite o crescimento das células vegetais Como a estrutura da parede celular que circunda a célula vegetal impede a expansão da célula, a estrutura deve ser afrouxada para que a célula possa crescer. A quantidade, o tipo e a direção do crescimento da célula vegetal são con- trolados por pequenas moléculas de hormônios denomina- das auxinas. O afrouxamento da parede celular induzido pela auxina permite a expansão dos vacúolos intracelu- lares pela absorção de água, levando ao alongamento da célula. Pode-se imaginar a magnitude desse fenômeno ao considerar que, se todas as células de uma sequoia fossem reduzidas ao tamanho de uma célula típica do fígado, a árvore teria, no máximo, apenas um metro de altura. A parede celular sofre grandes alterações no meris- tema da raiz ou do broto. Esses são os locais onde as células se dividem e crescem. As células meristemáticas jovens são conectadas por uma parede celular primá- Parede primária Membrana plasmáticaPlasmodesmata Cloroplasto Núcleo Vacúolo Parede celular Mitocôndria Golgi 50 nm Pectina Microfibrila de celulose Hemicelulose (c)(a) 200 nm FIGURA 2040 Estrutura da parede celular de vegetais. (a) Pa- norama geral da organização de uma célula vegetal típica, em que a célula cheia de organelas com a membrana plasmática é envolvida por uma matriz extracelular bem definida chamada de parece celular. (b) Representação esquemática da parede celular de uma cebola. A celulose e a hemicelulose estão arranjadas em pelo menos três cama- das em uma matriz de polímeros de pectina. O tamanho dos políme- ros e suas separações estão desenhados proporcionalmente. Para sim- plificar o diagrama, a maioria das ligações cruzadas da hemicelulose e outros constituintes da matriz (p. ex., extensina, lignina) não está mos- trada. (c) Micrografia eletrônica de criofratura da parede celular da er- vilha na qual alguns polissacarídeos de pectina foram removidos por tratamento químico. As fibras espessas abundantes são microfibrilas de celulose, e as fibras finas são as ligações cruzadas da hemicelulose (setas vermelhas). (Parte (b) adaptada de M. McCann and K. R. Roberts, 1991, in C. Lloyd, ed., The Cytoskeletal Basis of Plant Growth and Form, Academic Press, p. 126, as modified in C. Somerville et al. Part (c) from T. Fujino and T. Itoh, 1998, Plant Cell Physiol. 39:1315–1323.) Lodish_cap_20.indd 971Lodish_cap_20.indd 971 24/10/13 15:5124/10/13 15:51 972 Lodish, Berk, Kaiser & Cols. ria muito fina, que pode ser afrouxada e esticada para permitir o subsequente alongamento da célula. Após o término do alongamento, a parede celular é geralmente engrossada, seja pela secreção de macromoléculas adi- cionais na parede primária ou, mais comumente, pela formação de uma parede celular secundária composta por diversas camadas. A maioria das células finalmente degenera, deixando apenas a parede celular nos tecidos maduros, como o xilema – os tubos que conduzem os sais e a água das raízes pelos galhos, até as folhas. As propriedades únicas da madeira e das plantas fibrosas como o algodão se devem às propriedades moleculares da parede celular de seus tecidos de origem. O plasmodesmata conecta diretamente os citoplasmas de células adjacentes nas plantas superiores A presença de uma parede celular separando as células de plantas impõe barreiras à comunicação célula-célula – e, portanto, a diferenciação dos tipos celulares – que não ocorre em animais. Um mecanismo característico usado pelas células de vegetais para se comunicar diretamente é por junções célula-célula especializadas, denominadas plasmodesmatas, as quais se estendem através da parede celular. Como as junções tipo fenda, os plasmodesmatas são canais abertos que conectam o citosol de uma célu- la ao citosol da célula adjacente. O diâmetro dos canais é de 30 a 60 nm, e seu comprimento varia e pode ser maior do que 1 μm. A densidade do plasmodesmata va- ria dependendo da planta e do tipo celular, e mesmo as pequenas células meristemáticas possuem mais de mil in- terconexões com suas vizinhas. Embora uma diversidade de proteínas e polissacarídeosassociados funcional ou fisicamente aos plasmodematas tenha sido identificada, os componentes proteicos fundamentais dos plasmodes- matas e o mecanismo detalhado que rege sua biogênese não foram ainda identificados. Moléculas menores de 1.000 Da, incluindo vários compostos metabólicos e de sinalização (íons, açúcares e aminoácidos) em geral podem se difundir por meio dos plasmodesmatas. Entretanto, o tamanho dos canais pe- los quais essas moléculas passam é altamente controla- do. Em algumas circunstâncias, o canal é fechado e, em outras, é dilatado o suficiente para permitir a passagem de moléculas maiores de 10.000 Da. Um dos fatores que afetam a permeabilidade dos plasmodesmatas é a con- centração do Ca21 citosólico, com o aumento do Ca21 citosólico inibindo, reversivelmente, o movimento das moléculas através dessas estruturas. Embora o plasmodesmata e as junções tipo fenda assemelhem-se funcionalmente, com respeito a formação de canais para a difusão de pequenas moléculas, as suas estruturas apresentam duas diferenças significativas (Figu- ra 20-41). Nos plasmodesmatas, as membranas plasmáti- cas das células adjacentes juntam-se para formar um canal contínuo, o ânulo, enquanto as membranas das células das junções tipo fenda não são contínuas uma com a ou- tra. Existem plasmodesmatas simples (com poro único) e plasmodesmatas complexos que se ramificam em vários canais. Além disso, os plasmodesmatas exibem várias ca- racterísticas complexas adicionais em estrutura e função. Por exemplo, eles contêm, dentro do canal, uma extensão do retículo endoplasmático, denominada desmotúbulo, que passa pelo ânulo e conecta o citosol de células vege- tais adjacentes. Eles também possuem diversas proteínas especializadas na entrada dos canais e ao longo de todo o canal, incluindo proteínas do citoesqueleto, motoras e de ancoramento que controlam os tamanhos e os tipos de moléculas que podem passar pelos canais. Muitos tipos de moléculas espalham-se de uma célula para outra através dos plasmodesmatas, incluindo as proteínas dos fatores de transcrição, complexos de proteínas e ácidos nucleicos, os produtos metabólicos e os vírus vegetais. Parece que alguns destes necessitam chaperonas especiais para facilitar a pas- sagem. Cinases especializadas podem fosforilar componen- tes dos plasmodesmatas e regular sua atividade (p. ex., a abertura dos canais). As moléculas solúveis passam pelo ânulo citosólico, com cerca de 3 a 4 nm de diâmetro, entre a membrana plasmática e o desmotúbulo, enquanto as mo- léculas ligadas com a membrana e determinadas proteínas dentro do lúmen do retículo endoplasmático podem passar de uma célula para outra através dos desmotúbulos. Os plasmodesmatas parecem desempenhar um papel especial- mente importante na regulação do desenvolvimento das células e tecidos vegetais, como pode ser sugerido pela sua capacidade de mediar o movimento intracelular de fatores de transcrição e complexos de proteínas ribonucleares. Apenas algumas poucas moléculas de adesão foram identificadas nas plantas As análises sistemáticas do genoma da Arabidopsis e a bioquímica de outras espécies vegetais não forneceram evidências para a existência de homólogos, em plantas, da maioria das CAMs, receptores de adesão e componen- tes da ECM de animais. Isso não é surpreendente devido à natureza drasticamente diferente das interações célula- -célula e parede/matriz-célula dos animais e vegetais. Entre as proteínas do tipo adesivo, aparentemente típicas dos vegetais, estão cinco cinases associadas à pa- rede (WAKs, do inglês wall associated kinases) e proteí- nas semelhantes às WAKs expressas na membrana plas- mática das células de Arabidopsis. A região extracelular de todas essas proteínas contém múltiplas repetições de fatores de crescimento epidérmico (EGF), normalmen- te encontrados em receptores de superfície celular de células animais, os quais podem participar diretamente na ligação de outras moléculas. Algumas WAKs ligam-se às proteínas ricas em glicina na parede celular, mediando os contatos parede-membrana. Essas proteínas de Arabi- dopsis possuem um único domínio transmembrana e um domínio tirosinocinase intracelular, que parece partici- par nas vias de sinalização como os receptores tirosino- cinase discutidos no Capítulo 16. Os resultados dos ensaios de ligação in vitro, com- binados com estudos in vivo e com a análise de plantas mutantes, identificaram várias macromoléculas na ECM importantes para a adesão. Por exemplo, a adesão nor- mal do pólen, que contém as células do esperma, ao es- Lodish_cap_20.indd 972Lodish_cap_20.indd 972 24/10/13 15:5124/10/13 15:51 Biologia Celular e Molecular 973 tigma ou ao pistilo no órgão reprodutivo da fêmea do lírio-da-páscoa requer proteínas ricas em cisteína deno- minadas adesinas ricas em cisteína estilar/estigma (SCA), além de uma pectina especializada que pode se ligar ao SCA (Figura 20-42). Uma pequena proteína, provavel- mente ancorada à ECM, de aproximadamente 10 kDa e chamada de quimocianina atua em conjunto com SCA e auxilia a dirigir o movimento do tubo polínico contendo o esperma (quimiotaxia) ao ovário. A interrupção de um gene que codifica a glicuronil- transferase 1, uma enzima importante para a biossíntese da pectina, forneceu um exemplo surpreendente da im- portância das pectinas na adesão intercelular nos meris- temas dos vegetais. Normalmente, moléculas de pectina especializadas auxiliam a manter as células fortemente unidas nos meristemas. Quando cultivadas como grumos de células indiferenciadas, denominadas calo, as células meristemáticas normais aderem fortemente e se diferen- ciam em células produtoras de clorofila, dando origem a calos verdes. Eventualmente, o calo produz brotos. Em contrapartida, as células mutantes com o gene da glicuroniltransferase 1 inativado são maiores, associam- -se fracamente umas com as outras e não se diferenciam normalmente, formando um calo amarelo. A introdução de um gene da glicuroniltransferase 1 em células mutan- tes restabelece sua capacidade de se aderir e diferenciar normalmente. A escassez de moléculas de adesão vegetais identi- ficadas até hoje, ao contrário das muitas moléculas de adesão animais bem-definidas, pode ser resultado das dificuldades técnicas no trabalho com a parede celular/ ECM dos vegetais. As interações aderentes provavelmen- te tenham papéis diferentes na biologia das plantas e ani- mais, pelo menos em parte devido a sua diferença em desenvolvimento e fisiologia. Retículo endoplasmático Célula 1 Célula 1 Célula 2 Célula 2 Membrana plasmática Desmotúbulo Ânulo Plasmodesmata DesmotúbuloPlasmodesmata (a) (b) 100 nm200 nm RE Parede celular FIGURA 2041 O plasmodesma. (a) Modelo esquemático de um plasmodesma mostrando o desmotúbulo, uma extensão do retículo endoplasmático (RE) e o ânulo, um canal alinhado com a membrana repleto de citosol que interconecta o citoplasma de células adjacen- tes. (b) Micrografia eletrônica de finas secções de uma folha de cana- -de-açúcar (os colchetes indicam plasmodesmatas individuais). (À esquerda) Visão longitudinal mostrando o RE e o desmotúbulo atra- vessando até cada ânulo. (À direita) Visão perpendicular dos plasmo- desmatas, em alguns podem-se observar as estruturas que conectam a membrana plasmática ao desmotúbulo. (Parte (b) de K. Robinson- -Beers and R. F. Evert, 1991, Planta 184:307–318.) FIGURA EXPERIMENTAL 2042 Um ensaio in vitro usado para identificar as moléculas necessárias para a aderência dos tu- bos de pólen com a matriz do pistilo. Neste ensaio, a matriz estilar extracelular coletada do pistilo do lírio (SE) ou uma matriz artificial é seca sobre uma membrana de nitrocelulose (NC). Os tubos de pólen contendo esperma são adicionados e sua ligação com a matriz é ava- liada. Nesta micrografia eletrônica de varredura, as pontas dos tubos de pólen (setas) podem ser vistas ligadas à matriz estilar seca. Este tipo de ensaio mostrou quea aderência do pólen depende da adesão rica em cisteína do estigma/estilar (SCA) e de uma pectina que se liga ao SCA. (De G. Y. Jauh et al., 1997, Sex Plant Reprod. 10:173.) CONCEITOS-CHAVE da Seção 20.6 Tecidos vegetais • A integração das células em tecidos nos vegetais é fun- damentalmente diferente da construção dos tecidos Lodish_cap_20.indd 973Lodish_cap_20.indd 973 24/10/13 15:5124/10/13 15:51 974 Lodish, Berk, Kaiser & Cols. Perspectivas O entendimento mais profundo da integração das células nos tecidos de organismos complexos permitirá maior discernimento e o desenvolvimento de técnicas em quase todas as subdisciplinas da biologia celular molecular – bioquímica, biofísica, microscopia, genética, genômica, proteômica e biologia do desenvolvimento – junto com bioengenharia e ciência da computação. Esta área da biologia celular está em crescimento excepcional. Uma série de questões importantes para o futuro tra- ta dos mecanismos pelos quais a célula detecta forças me- cânicas nelas próprias e na matriz extracelular, bem como a influência de seu arranjo tridimensional e suas intera- ções. Uma questão relacionada é como essa informação é usada para controlar as células e a estrutura e as funções dos tecidos. Estes temas envolvem as áreas de biomecâ- nica e mecanotransdução. As pressões de cisalhamento podem induzir padrões distintos de expressão gênica e de crescimento celular e podem alterar profundamente o metabolismo celular e as respostas ao estímulo extra- celular. Canais de cátions mecanossensíveis não seletivos (NSCMS), pelo menos alguns dos quais parecem ser mem- bros do receptor de potencial temporário, ou TRP, da fa- mília dos canais de cátions, são ativados pela distensão da membrana plasmática. Eles são importantes compo- nentes na mecanotransdução, como os canais envolvidos na percepção do som nos ouvidos, que é mediado, em parte, por caderinas especializadas. A maioria das clas- ses de moléculas discutidas neste capítulo – componentes da ECM, receptores de adesão, CAMs, adaptadores in- tracelulares e o citoesqueleto – parece ter um papel im- portante nas mecanopercepção e na mecanotransdução das vias de sinalização. Pesquisas futuras permitirão um entendimento mais sofisticado do papel da organização tridimensional das células e dos componentes da ECM e das forças que atuam sobre eles em condições normais e patológicas no controle da estrutura e da atividade dos tecidos. Aplicações deste conhecimento fornecerão novos métodos para a exploração da biologia celular e tecidual básica e também tecnologias mais avançadas para a pes- quisa de novas terapias para doenças. Embora as junções auxiliem na formação de tecidos epiteliais estáveis e na definição da forma e das proprie- dades funcionais do epitélio, eles não são estáticas. O remodelamento em termos da substituição de molécu- las velhas por moléculas recém-sintetizadas é contínuo, e as propriedades dinâmicas das junções abrem a porta a alterações mais substanciais quando necessário (a tran- sição epitelial-mesenquimal durante o desenvolvimento, a cicatrização de lesões, o extravasamento de leucóci- tos, etc.). A compreensão dos mecanismos moleculares que regem estas relações entre estabilidade e alterações dinâmicas fornecerá novos horizontes na morfogênese, manutenção da integridade e função dos tecidos, e na resposta a (ou indução de) patologias. Várias questões relacionam a sinalização intracelular das CAMs e dos receptores de adesão. Tais sinalizações devem ser integradas com outras vias de sinalização que são ativadas por vários sinais externos (p. ex., os fatores de crescimento) de modo que a célula responda apro- priadamente e de modo coordenado a diversos estímu- los internos e externos simultâneos. Parece que pequenas proteínas GTPase participam, pelo menos em algumas, das vias integradas associadas à sinalização entre junções celulares. Como os circuitos lógicos são construídos para permitir a integração entre as diversas vias de sinaliza- ção? Como esses circuitos integram a informação dessas vias? Como a combinação da sinalização de dentro para fora e de fora para dentro é mediada pelas CAMs e pelos receptores de adesão e fundem-se em tais circuitos? Pode-se esperar um progresso crescente na explora- ção da influência da glicobiologia (a biologia de oligo– e polissacarídeos) na biologia celular. A importância das se- quências GAG especializadas no controle das atividades celulares, especialmente as interações entre alguns fatores de crescimento e seus receptores, agora está clara. Com a identificação dos mecanismos biossintéticos que produ- zem essas estruturas e o desenvolvimento de ferramentas para manipular as estruturas GAG e testar suas funções em sistemas de cultura e de organismos intactos, pode- -se esperar um aumento significativo no entendimento da biologia celular das GAGs nos próximos anos. Ainda há muito que aprender sobre biossíntese, estruturas e fun- ções de diversos outros glicoconjugados, como os açú- cares O-ligados no distroglicano, que são essenciais para sua ligação aos seus ligantes na ECM. Uma nova subárea, a glicômica, floresceu recentemente e irá contribuir para o entendimento futuro da glicobiologia. A glicômica, da mesma forma que a genômica e proteômica, utiliza ferra- mentas de alta resolução, como espectroscopia de massa, para realizar análises em grande escala das estruturas e suas alterações numa ampla variedade de moléculas con- tendo açúcares nas células e nos tecidos. Uma grande qualidade estrutural das CAMs, dos receptores de adesão e das proteínas da ECM é a pre- sença de múltiplos domínios que conferem diversas fun- animais, sobretudo porque cada célula vegetal é cir- cundada por uma parede celular relativamente rígida. • A parede celular das plantas compreende camadas de microfibrilas de celulose ancoradas em uma matriz de hemicelulose, pectinas, extensinas e outras moléculas menos abundantes. • A celulose, um grande polímero linear de glicose, agru- pa-se espontaneamente em microfibrilas estabilizadas por ligações de hidrogênio. • A parede celular define a forma das células vegetais e restringe seu alongamento. O afrouxamento da parede celular induzido pela auxina permite o alongamento. • Células vegetais adjacentes podem se comunicar por meio dos plasmodesmatas, junções que permitem que pequenas moléculas passem através de canais comple- xos que conectam o citosol de células adjacentes (ver Figura 20-41). • Os vegetais não produzem homólogos às moléculas de adesão encontradas nas células animais. Somente pou- cas moléculas de adesão específicas de plantas foram descritas até hoje. Lodish_cap_20.indd 974Lodish_cap_20.indd 974 24/10/13 15:5124/10/13 15:51 Biologia Celular e Molecular 975 ções a uma única cadeia polipeptídica. É consenso que tais proteínas de múltiplos domínios surgiram evoluti- vamente do agrupamento de diferentes sequências de DNA codificadas por domínios distintos. Os genes que codificam múltiplos domínios possibilitam gerar uma grande diversidade de sequências e de diversidade fun- cional pelo processamento alternativo e o uso de promo- tores alternados em um mesmo gene. Assim, mesmo que o número de genes independentes no genoma humano pareça surpreendentemente pequeno em comparação a outros organismos, um número muito maior do que o esperado de diferentes moléculas de proteínas pode ser produzido para aquele número de genes. Tal diversidade parece muito bem apropriada para a produção de pro- teínas que atuam na especificação de conexões de adesão no sistema nervoso, especialmente do cérebro. Além dis- so, vários grupos de proteínas expressas por neurônios parecem ter essa diversidade combinatória de estrutu- ra. Elas incluem as protocaderinas, uma família de ca- derinas com muitas proteínas codificadas por gene (14 a 19 para os três genes em mamíferos); as neurexinas, que compreendem mais de mil proteínas codificadas por trêsgenes; e as Dscams, membros da superfamília das IgCAMs codificada por um gene de Drosophila que tem o potencial para expressar 38.016 proteínas distintas em razão do processamento alternativo. Um objetivo con- tínuo para o trabalho futuro será descrever e entender as bases moleculares das ligações célula-célula e célula- -matriz – a “fiação” – do sistema nervoso e como esses circuitos permitem o controle neuronal complexo e, tam- bém, o intelecto necessário para o entendimento da bio- logia molecular. Termos-chave Caderina 937 Colágeno 948 Colágeno fibrilar 953 Conexina 945 Desmossomo 937 Elastina 953 Epitélio 928 Fibronectina 959 Glicosaminoglicano (GAG) 953 Hialuronano 958 Integrina 941 Junção compacta 936 Junção de ancoramento 936 Junção tipo fenda 936 Junções aderentes 936 Lâmina basal 935 Laminina 949 Matriz extracelular (ECM) 929 Metaloproteases de matriz (MMPS) 962 Molécula de adesão celular (CAM) 929 Molécula de adesão celular de imunoglobulina (IgCAM) 965 Parede celular 970 Plasmodesmata 972 Proteínas adaptadoras 930 Proteínas multiadesivas solúveis de matriz 948 Proteoglicano 948 Receptor de adesão 929 Selectina P 968 Sequência RDG 960 Sindecano-1 956 Transição mesenquimal- -epitelial 939 Via paracelular 944 Revisão dos conceitos 1. Descreva os dois fenômenos que dão origem à di- versidade das moléculas de adesão como as caderi- nas. Que fenômeno adicional origina a diversidade das integrinas? 2. As caderinas são conhecidas por mediar as intera- ções homofílicas entre as células. O que é uma inte- ração homofílica e como isso pode ser demonstrado experimentalmente em relação às caderinas E? Qual o componente do meio extracelular necessário para as interações homofílicas mediadas pelas caderinas e como esta exigência pode ser demonstrada? 3. Além de sua função de conectar as membranas la- terais de células adjacentes, as junções aderentes atuam no controle da forma celular. Qual a estru- tura intracelular e as proteínas associadas que estão envolvidas neste processo? 4. Qual é a função normal das junções compactas? O que pode acontecer aos tecidos quando as junções compactas não funcionam corretamente? 5. As junções tipo fenda entre as células do músculo cardíaco e entre as células do músculo liso miome- trial uterino formam uma conexão que permite a rápida comunicação. Como ela é chamada? Como a comunicação das junções tipo fenda das células musculares miometriais uterinas é incrementada para permitir o parto? 6. O que é o colágeno e como ele é sintetizado? Como sabe-se que o colágeno é necessário para a integri- dade dos tecidos? 7. Explique como as alterações na estrutura das inte- grinas promovem a sinalização de dentro para fora e de fora para dentro. 8. Compare as funções e propriedades de cada um dos três tipos de macromoléculas abundantes na matriz extracelular de todos os tecidos. 9. Vários proteoglicanos possuem funções na sinalização celular. A regulação do comportamento alimentado pelos sindecanos na região do hipotálamo do cérebro é um exemplo. Como esta regulação é realizada? 10. Você sintetizou um oligonucleotídeo contendo uma sequência RGD circundada por outros aminoáci- dos. Qual é o efeito deste peptídeo quando adicio- nado à cultura de fibroblastos que crescem em uma monocamada de fibronectina adsorvida à placa de cultura? Por que isso acontece? 11. Descreva a principal atividade e a possível localiza- ção dos três principais subgrupos de proteínas que remodelam/degradam a ECM no remodelamento fisiológico e patológico dos tecidos. Identifique uma condição patológica em que essas proteínas tenham um papel fundamental. 12. A coagulação sanguínea é uma função crítica para a sobrevivência dos mamíferos. Como as proprie- dades multiadesivas da fibronectina resultam no recrutamento das plaquetas para a coagulação? 13. Como as mudanças nas conexões moleculares entre a matriz extracelular (ECM) e o citoesqueleto dão origem à distrofia muscular de Duchenne? 14. Para combater infecções, os leucócitos deslocam-se rapidamente do sangue para os tecidos nos locais de Lodish_cap_20.indd 975Lodish_cap_20.indd 975 24/10/13 15:5124/10/13 15:51 976 Lodish, Berk, Kaiser & Cols. infecção. Como este processo é chamado? Qual o en- volvimento das moléculas de adesão neste processo? 15. A estrutura da parede celular de vegetais precisa ser afrouxada para acomodar o crescimento celular. Que molécula de sinalização controla este processo? 16. Compare o plasmodesmata nas plantas vegetais às junções tipo fenda nas células animais. Análise dos dados Os pesquisadores isolaram duas isoformas mutantes da caderina E que, provavelmente, atuam de forma distinta da caderina E tipo selvagem. Uma linhagem celular de carcinoma mamário negativa para a caderina E foi trans- fectada com o gene A (parte a da figura; triângulos) ou B (parte b; triângulos) da caderina E mutante e o gene tipo selvagem (círculos pretos) e comparada com células não transfectadas (círculos abertos) em um experimen- to de agregação. Nesse experimento, primeiro as células são dissociadas com tripisina e então é permitido que se agreguem em solução por alguns minutos. A agregação das células mutantes A e B são apresentadas nos quadros a e b, respectivamente. Para demonstrar que a adesão observada foi mediada pela caderina, as células foram pré-tratadas com um anticorpo inespecífico (quadro à esquerda) ou um anticorpo monoclonal bloqueador da função anticaderina E (quadro à direita). a. Por que as células transfectadas com o gene da caderina E tipo selvagem têm maior agregação do que as células controle não transfectadas? b. A partir desses dados, o que pode ser dito a res- peito da função dos mutantes A e B? c. Por que a adição do anticorpo monoclonal an- ticaderina E, mas não do anticorpo inespecífico, bloqueou a agregação? d. O que pode acontecer com a capacidade de agre- gação das células transfectadas com o gene da ca- derina E tipo selvagem se o experimento for reali- zado em meio com baixa concentração de Ca21? Referências Adesão célula-célula e célula-matriz: uma visão geral Carthew, R. W. 2005. Adhesion proteins and the control of cell shape. Curr. Opin. Genet. Dev. 15(4):358–363. M. Cereijido, R. G. Contreras, and L. Shoshani. 2004. Cell adhesion, polarity, and epithelia in the dawn of metazoans. Physiol. Rev. 84:1229–1262. Gumbiner, B. M. 1996. Cell adhesion: the molecular basis of tissue architecture and morphogenesis. Cell 84:345–357. Hynes, R. O. 1999. Cell adhesion: old and new questions. Trends Cell Biol. 9(12):M33–M337. Millennium issue. Hynes, R. O. 2002. Integrins: bidirectional, allosteric signaling machines. Cell 110 :673–687. Hynes, R. O. 2012. The evolution of metazoan extracellular matrix. J. Cell Biol. (in press) Hynes, R. O., and Q. Zhao. 2000. The evolution of cell adhesion. J. Cell Biol. 150 (2):F89–F96. Ingber, D. E. 2006. Cellular mechanotransduction: putting all the pieces together again. FASEB J. 20(7):811–827. Jamora, C., and E. Fuchs. 2002. Intercellular adhesion, signalling and the cytoskeleton. Nature Cell Biol. 4(4):E101–E108. 220 A g re g aç ão ( % ) 80 60 40 20 0 6040 Tempo (min) 200 220 A g re g aç ão ( % ) 80 (b) (a) 60 40 20 0 6040 Tempo (min) 200 220 80 60 40 20 0 6040 Tempo (min) 200 220 80 60 40 20 0 6040 Tempo (min) Anticorpo inespecífico Anti-caderina E 200 Lodish_cap_20.indd 976Lodish_cap_20.indd 976 24/10/13 15:5124/10/13 15:51 Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a obra na íntegra.