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ASMA 20/09/2021 -Problema pulmonar puro = coração esquerdo comprometido. -Problema geral com edema de membros inferiores, ascite, edema pulmonar, estase jugular = coração direito comprometido. Síndromes brônquicas: -Asma: inflamação de brônquios. Células inflamatórias que reage com o agente causador da asma, produz citocina, leva inflamação, produz muco e entope o brônquio. Reduz ou dilata o calibre quando enche o brônquio de uma hipersecreção, brônquio fechado -> dispneia, dor torácica difusa, tosse seca ou produtiva, e brônquio obstruído tem sibilos (miado de gato). Asma leve: apresenta eosinofilia importante. Asma crônica grave: entupir o brônquio, a musculatura faz mais forca para liberar o inchaço, com isso, espessamento da parede do brônquio. Asma + processo infeccioso ASMA · SÍNDROME OBSTRUTIVA BRÔNQUICA: Nariz <-> faringe <-> laringe <-> tranqueia <-> brônquios <-> pulmões <-> bronquíolos <-> alvéolos = pressão exercida pelo diafragma. · SÍNDROMES BRÔNQUICAS: -Bronquites -Enfisema Pulmonar -Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) -Asma -Bronquiectasia · SÍNDROME BRÔNQUICA: · Causada pelo acometimento brônquico que causa: Redução do calibre, dilatação e/ou hipersecreção brônquica -> dispneia, dor torácica difusa e sibilância e tosse seca ou produtiva. Edema da mucosa brônquica e aumento do tonus broncomotor -> Redução do calibre dos brônquios. · ASMA BRÔNQUICA: · Conceito: Doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperreatividade brônquica, reversível espontaneamente ou com tratamento, ou irreversível É uma síndrome clínica de etiologia desconhecida caracterizada por: 1. Episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas que regridem espontâneamente ou como resultado do tratamento. 2. Resposta broncoconstritora exagerada a estímulos (hiperresponsividade das vias aéreas). 3. Inflamação das vias aéreas · Epidemiologia: -Mais comum em meninos e após a puberdade mais comum no sexo feminino. -Ocorre geralmente antes dos 25 anos mas, pode se desenvolver em qualquer idade da vida -Ocorre mais em países industrializados · Genética: -60% de hereditariedade -Fatores genéticos e ambientais -ADAM 33 (cromossomo 20) e PhF11 (cromossomo 13) são os genes da asma · Patologia: Asma leve: edema e hiperemia da mucosa. Mucosa infiltrada por linfócitos, mastócitos e eosinófilos que produzem interleucina (IL) 3, 4 E 5 As ILs promovem a síntese de IgE Células epiteliais e inflamatórias produzem eotaxina e IL 8 que perpetuam e amplificam os eventos inflamatórios nas vias aéreas Asma crônica grave: hipertrofia e hiperplasia das glândulas e células secretoras das vias aéreas e hiperplasia da musculatura lisa Espessamento de parede Muco e células epiteliais descamadas causam oclusão focal das v. aéreas Patologia: Obstrução da luz das v. aéreas -> estreitamento das v. aéreas Mecanismo: -Constrição da musculatura lisa das v. aéreas (mediadores broncoativos) -Espessamento do epitélio das v. aéreas -Líquido na luz das v. aéreas · Mediadores da resposta asmática aguda: Acetilcolina: liberada pelos nervos motores intrapulmonares -> constrição dos músculos lisos das v. aéreas por estímulo dos receptores muscarínicos subtipo M3 Histamina ou beta-imidazoliletilamina produzida pelos mastócitos do tecido pulmonar tem papel menor na obstrução das v. aéreas. Cininas: Enzima calicreina é liberada pelos mastócitos ativados e é responsável pela clivagem da bradicinina que é um broncoconstritor. Leucotrienos e lipoxinas: Mastócitos, eosinófilos e macrófagos produzem cisteinil leucotrieno. Leucócito PMN produz um tipo de leucotrieno que é antagonista contrátil das v. aéreas. Leucotrieno importante como mediador da resposta asmática Lipoxinas são infra-reguladoras exógenas da resposta inflamatória Neuropeptídeos causam a constrição da musculatura lisa das v. aéreas e extravasamento broncovascular. Encontrados nos nervos pulmonares Substância P e neurocinina A (substância K) encontrados em nervos sensoriais - quando liberados causam constrição da musculatura lisa e extravasamento broncovascular Óxido nítrico (NO) produzido pelas células epiteliais das v. aéreas e células inflamatórias do pulmão asmático. Níveis altos - atua como molécula pró-inflamatória. Fator ativador de plaquetas (FAP) produzido por células inflamatórias incluindo mastócitos e eosinófilos. Indutor da hiperresponsividade e inflamação das vias aéreas. Portadores de gene disfuncional com níveis maiores de FAP apresentam asma grave · RECORDANDO: · SÍNDROME OBSTRUTIVA BRÔNQUICA - ASMA BRÔNQUICA: Fisiopatologia: Inflamação: interações de mediadores químicos liberados por várias células (mastócitos e eosinófilos). Hiperreatividade brônquica: vários estímulos (alérgenos inaláveis, irritantes, condições climáticas, infecções, exercícios físicos, fármacos). -Edema, hiperemia mucosa e infiltração da mucosa com linfócitos TH2, mastócitos e eosinófilos. -Essas células produzem interleucinas e criam ambiente para a produção de imunoglobulina E (efetora alérgica). -Quimiocinas produzidas por células epiteliais e inflamatórias amplificam efeito inflamatório dentro das vias aéreas. -Todos esses mecanismos e a deformação do epitélio pela constrição da musculatura lisa das v. aéreas, fazem com que se forme um depósito de colágeno tipo III e V abaixo da membrana basal na parede das v. aéreas -Espessamento das paredes das v. aéreas - > resistência ao fluxo aéreo estimulando a responsividade das v. aéreas. -Mistura de muco hiperviscoso e agregados de células epiteliais levam à oclusão das vias aéreas. -Constrição dos músculos lisos das v. aéreas secundária à ação de mediadores (mediadores broncoativos) e neurotransmissores, leva à obstrução aguda das vias aéreas. Alterações fisiológicas da asma: Constrição da musculatura lisa, espessamento do epitélio das v. aéreas ou presença de líquido livre dentro da luz das v. aéreas -> Obstrução das v. aéreas -> Aumento da resistência ao fluxo aéreo e aumento na resistência das v. aéreas reduzindo a velocidade de fluxo em toda capacidade vital Taquipneia desencadeada pela estimulação dos receptores intrapulmonares < perfusão pulmonar – hipoxemia arterial MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS – anamnese: -Dispneia, tosse, sibilo e ansiedade -Dispneia induzida pelo exercício, uso de AAS, exposição a agente específico (asma extrínseca) ou sem razão (intrínseca) -Tosse, rouquidão ou dificuldade para dormir pode ser o único sintoma Importante: -Identificar o fator desencadeante (mudança de temperatura) -Asma ocupacional – exposição no ambiente de trabalho EXAME FÍSICO: Sinais vitais: -fr alta: 25 a 40 incursões/min -Taquicardia -Pulso paradoxal (queda na pressão sistólica) -Saturação de oxigênio 90% ASMA BRÔNQUICA: Inflamação brônquica de origem alérgica -> broncoconstrição e edema EXAME FÍSICO: -Sibilos, roncos e/ou estertores grossos -Aumento da fr, diminuição da expansibilidade (hiperinsuflação) Hipersonoridade, diminuição do frêmito toraco vocal e MV bilateralmente Exame do tórax: -Inspeção: retração dos espaços intercostais -Percussão: hiperrressonância. -Ausculta: sibilos. -Roncos (secreção livre na luz das v. aéreas) -Estertores: infecção localizada ou IC -Ausência de MV indica obstrução grave ao fluxo aéreo Sinais e sintomas: -Episódios recorrentes de sibilância, dispnéia, sensação de opressão torácica (ansiedade) e tosse. -Exame físico variável – normal nas intercrises -Crise asmática severa – fácies de angústia, posição ortopnéica, presença de cianose, tiragem, abolição do som vesicular ou expiração prolongada com roncos e sibilos. · DIAGNÓSTICO: · Prova de função pulmonar: PFE (pico de fluxo expiratório) VEF (volume expiratório forçado) - diminuídos CPT (capacidade pulmonar total) e VR (volume residual) alterados · Gasometria arterial não realizada na asma leve Hipoxemia e hipocarbia -Fr > = diminuição de PO2 e PCO2 e consumo de HCO3 - alcalose respiratória -Com a resolução do quadro, expolia HCO3 pelo rim – levando à acidose metabólica · Outros achadosno sangue: eosinofilia Nível elevado de IgE (RAST), DHL e outros exame podem estar alterados Rx de tórax: hiperinsuflação Complicações: pneumomediastino ou pneumotórax ECG: taquicardia sinusal. Pode haver bloqueio de ramo D Achados no escarro: Se houver suspeita de infecção, faz-se o exame pela coloração de Gram e Wright · DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL (sibilos): · COMUM: -Bronquiolite aguda (infecciosa, química) -Aspiração ( corpo estranho) -Estenose brônquica -IC -Bronquite crônica -Fibrose cística -Pneumonia eosinofílica · INCOMUM: -Tumores torácicos -Câncer de pulmão -Câncer de mama metastático -Síndrome carcinóide -Embolia pulmonar · CLASSIFICAÇÃO DA GRAVIDADE DA ASMA (baseada na gravidade da apresentação): -INTERMITENTE LEVE: função pulmonar normal, sintomas infrequentes -ASMA PERSISTENTE LEVE: função pulmonar normal, sintomas diários, dificuldade para dormir, usam medicamento de resgate da asma frequentemente. -ASMA PERSISTENTE MODERADA OU GRAVE: função pulmonar anormal, sintomas mais de uma vez por dia, dificuldade para dormir e necessitam múltiplas medicações · PROGNÓSTICO: -Transtorno recorrente crônico -Desde pacientes que não apresentam perda da função pulmonar até os que apresentam perda irreversível significativa · Casos de asma: Você está de plantão no PS e o chefe da equipe solicita que você descreva a prova de função pulmonar de um paciente asmático. Redução da velocidade do fluxo aéreo em toda capacidade vital PFE (fluxo expiratório), VEF (volume expiratório forçado) e FMME (Fluxo máximo na metade da expiração) estão diminuídos. Quando a crise se resolve, o FMME pode permanecer diminuído Resolução da asma: CPT (capacidade pulmonar total) e VR (volume residual) aumentam Em paciente portador de asma classificada como grave, como seria a gasometria arterial? Hipoxemia e hipocarbia HCO3- +H2+ <-> H2CO3 <-> CO2 + H2O -Fr > = diminuição de PO2 e PCO2 e consumo de HCO3- alcalose respiratória -Com a resolução do quadro, expolia HCO3 pelo rim – levando à acidose metabólica