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Sabrina Evelyn – MED XV BETA ic ii prática – 3º ciclo (212) Linhas torácicas Anamnese (sinais e sintomas característicos) • Dispneia – é necessário saber diferenciar uma dispneia fatal de uma relacionada a fatores psicológicos. • Padrão respiratório anormal. • Secreção aumentada → a secreção de certas enfermidades são características (ex.: a expectoração do edema pulmonar agudo tem aspecto seroso e do asmático, mucóide). • Hipoxemia. • Cianose. • Dor torácica → para se compreender a fisiopatologia da dor, é conveniente considerá-la sob três características: localização, irradiação e referência. O exame físico pulmonar segue, nessa ordem, os seguintes processos: inspeção; palpação; percussão e ausculta. Além disso, sempre é necessário avaliar o tórax anterior e posterior, nunca um só lado. Inspeção estática Examina-se a forma do tórax e suas anomalias congênitas ou adquiridas, localizadas ou difusas, simétricas ou não. A morfologia torácica varia conforme o biotipo do paciente – o reconhecimento desse fator é útil para ter uma certa correlação com algumas doenças do respiratório. → Pele: - Pelos normodistribuídos; - Cianose: central ou generalizada; - Coloração; → Implantação mamilar; → Simetria; → Forma e tipo de tórax; → Ossos inspecionados: Sabrina Evelyn – MED XV BETA ic ii prática – 3º ciclo (212) - Esterno; - Clavícula; - Costelas; - Coluna vertebral; - Escápula. Inspeção dinâmica Observam-se os movimentos respiratórios, suas características e alterações. → Músculos: - Intercostais externos; - Escalenos; - Esternocleidomastóideo; - Diafragma. → Tipo Respiratório: observar a movimentação do tórax e do abdome, com o objetivo de reconhecer em que regiões os movimentos são mais amplos. - Torácico (mais comum em mulheres); - Abdominal (mais comum em homens e crianças); - Tóraco-abdominal (mais comum em pacientes terminais); Sabrina Evelyn – MED XV BETA ic ii prática – 3º ciclo (212) → Ritmo Respiratório: → Tiragem Intercostal: indica retração de costela – os mm intercostais internos estão trabalhando mais que o normal. *Ponto de ancoragem: paciente faz a posição de jogar o corpo para frente – anterioriza o pulmão e facilita a respiração – sinal indicativo de dispneia. Palpação Além de complementar a inspeção, avaliando a mobilidade da caixa torácica, a palpação torna possível que lesões superficiais sejam mais bem examinadas quanto a sua forma, seu volume e sua consistência. → Verifica sensibilidade; temperatura; lesões (presença de massa/nódulo). → Verifica expansibilidade (tórax anterior: base; posterior: ápice e base). - Fazer uma prega com as duas mãos na região anterior logo abaixo do peitoral (mesma coisa na região posterior correspondente). - Posteriormente, também, deve-se apoiar as duas mãos no ombro do paciente a fim de avaliar a expansibilidade. Sabrina Evelyn – MED XV BETA ic ii prática – 3º ciclo (212) → Verifica frêmito tóraco-vocal (anteriores: 3 pontos; posteriores: 4 pontos). - Avalia presença de líquido: ausência de vibração indica líquido na pleura; aumento da vibração indica, normalmente, pneumonia. → Palpação de linfonodos supraclaviculares (quando palpáveis indica metástase na maioria das vezes) e axilares (principalmente perto da mama quando é mulher). Percussão Deve-se iniciar a percussão do tórax pela sua face posterior, de cima para baixo, ficando o médico atrás e à esquerda do paciente. A mão esquerda, com os dedos ligeiramente separados, deve apoiar-se suavemente sobre a parede, e o dedo médio, sobre o qual se percute, exerce apenas uma leve pressão sobre o tórax. → Som Claro Pulmonar: normal – predominantemente no lado direito. → Som Maciço: presença de órgão – predominantemente no lado esquerdo. → Som Timpânico: parece um oco – tem mais ar –, som mais alto que o normal. A percussão só possibilita captar os sons de estruturas localizadas no máximo a 5 em do ponto de impacto do dedo percussor. Esse fato faz com que o método só tenha valor no estudo das lesões até essa profundidade e cujo tamanho seja suficiente para modificar a densidade relativa da região. Causas ligadas à parede torácica, como obesidade, massas musculares hipertrofiadas e edema, reduzem a nitidez dos sons normais, fazendo com que ele se torne submaciço ou mesmo maciço. Sabrina Evelyn – MED XV BETA ic ii prática – 3º ciclo (212) Ausculta → Murmúrio Vesicular: Os ruídos respiratórios ouvidos na maior parte do tórax são produzidos pela turbulência do ar circulante ao chocar-se contra as saliências das bifurcações brônquicas, ao passar por cavidades de tamanhos diferentes, tais como dos bronquíolos para os alvéolos, e vice-versa. O componente inspiratório é mais intenso, mais duradouro e de tonalidade mais alta em relação ao componente expiratório. → Som Brônquico e Som Traqueal: quando o ar passa pela traqueia – o som inspiratório é constituído de um ruído soproso rude, após o qual há um curto intervalo silencioso; o som expiratório é um pouco mais forte e prolongado. → Som Broncovesicular: somam-se as características da respiração brônquica com as do murmúrio vesicular. É auscultada na região esternal superior, na interescápulo-vertebral direita e ao nível da terceira e quarta vértebras dorsais. Todos são fisiológicos – se estiverem normais, no relatório se escreve MVFs/RA (murmúrio vesicular fisiológico sem ruídos adventícios). Ruídos adventícios → Descontínuos: - Estertores Finos ou Creptantes: são mais suaves, de tom mais agudo. São auscultados do meio ao final da inspiração (fibrose pulmonar). - Estertores Grosseiros ou Bolhosos: ocorrem na inspiração inicial e duram ao longo da expiração, apresentando estalidos. São auscultados em qualquer região pulmonar e não variam com a posição do corpo (DPOC; asma; bronquiectasia; pneumonia). Sabrina Evelyn – MED XV BETA ic ii prática – 3º ciclo (212) → Contínuos: - Sibilos: são sons musicais contínuos que ocorrem durante o fluxo de ar rápido quando as vias respiratórias brônquicas estão estreitadas até quase ao ponto de fechar. Os sibilos podem ser inspiratórios, expiratórios ou bifásicos. Embora sejam típicos de asma, eles podem ocorrer em qualquer doença pulmonar. - Roncos: são considerados variantes dos sibilos, pois surgem do mesmo mecanismo. Os roncos desaparecem com a tosse porque existem secreções. - Estridor: é um som de alta frequência e tom produzido durante o fluxo, através de um estreitamente no sistema respiratório superior. Podem ocorrer em estenose traqueal, devido à intubação, edema das vias aéreas, corpo estranho e anafilaxia. Intervenção imediata. - Atrito Pleural: é um rangido, de baixa frequência e descontínuo que surge da inflamação e aspereza da pleural visceral conforme desliza pela pleura parietal. Auscultado na inspiração e na expiração. *Relatório: MVc/RA, sibilos (Murmúrio Vesicular não fisiológico com ruído adventício do tipo sibilo). Pink puffer (Pp) Enfisematoso – soprador rosado. Longilíneo; magro; fácies angustiada; dispneia intensa. Murmúrio vesicular diminuído – pode haver estertores de bolhas finas. Pouca expectoração e sinais de infecção. Raramente edema e insuficiência cardíaca. Utilização do “ponto de ancoragem”. Hipoxemia sem hipercapnia. Hematócrito normal. Obstrução grave (VEF1 diminuído). Aumento da capacidade pulmonar total. Volume residual aumentado. Complacênciaaumentada. Difusão diminuída. Blue bloater (BB) Brevilíneo; obeso; fácies pletórica; dispneia discreta. Roncos e sibilos. Expectoração abundante e infecção. Não utiliza o ponto de ancoragem. Edema e insuficiência cardíaca congestiva. Hipoxemia com hipercapnia. Policitemia. Obstrução grave (VEF1 diminuído). Capacidade pulmonar total normal. Volume residual aumentado. Complacência normal. Difusão normal. TC de tórax – lesão centrolobular. Complicação – cor pulmonale.