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Mariana Anacleto T1-MEDSBC 
HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL 
Definição 
• ruptura parede abdominal, gerando abaulamento de estruturas 
abdominais 
• protrusão anormal de um órgão ou tecido por um defeito em suas 
paredes circundantes 
• tipos: 
o inguinal → subdivide-se em direta e indireta. 75% dos casos 
o femoral (5%) 
o umbilical (10%) 
o incisional (10-15%) 
• mais comum em homens 
Fatores de risco: 
• Histórico familiar 
• Sexo masculino 
• Idade (a partir dos 70 anos) 
• Tabagismo 
• Doenças colagenosas 
• Aumento da pressão abdominal (obesidade, trabalho braçal, DPOC, 
ascite, HPB) 
• Procedimento cirúrgico prévio no caso das hernias incisionais 
• Infecção de sítio cirúrgico 
Causas: 
• Tendencia a fraquezas aponeuróticas 
• Defeitos do colágeno 
• “Herniose” 
Tipos: 
• Inguinal → subdivide-se em direta e indireta 
• Femoral (também chamada de crural) 
• Umbilical 
• Incisional 
Quadro Clínico: 
• Abaulamento na região da hérnia 
• Oligossintomático, dor leve/moderada ou apenas desconforto ou 
sensação de peso 
• Se dor intensa → pensar em complicações (encarceramento ou 
estrangulamento) 
DIAGNÓSTICO: 
Mariana Anacleto T1-MEDSBC 
• Clínico 
• Protrusão a valsava 
• Examinar em posição supina e em ortostase 
• Palpação do anel inguinal e do anel herniario 
• Abaulamento redutível = saco herniario 
• Manobra Landivar 
• Manobra dos 3 dedos 
• Exames de imagem (USG, TC, RM) → em casos duvidosos e 
complexos. USG e TC são preferíveis devido a maior disponibilidade nos 
serviços 
• Diferencial: linfedema, neoplasia testicular, hidrocele de testículo, 
varicocele, testículo ectópico, adenomegalia inguinal 
Classificação das hérnias: Nyhus 
• Divididas em 4 tipos: 
Tipo I Indireta, anel inguinal interno de 
tamanho e estrutura normais 
Tipo II Indireta, anel inguinal interno alargado 
Tipo III Fraqueza da parede posterior 
- A: direta apenas 
- B: indireta- anel inguinal interno 
alargado e distorcido 
- C: crural (femoral) 
Tipo IV Recorrentes 
- A: direta 
- B: indireta 
- C: crural (femoral) 
- D: qualquer combinação das 3 
 
Óstio miopectíneo de Fruchaud: 
 
• Região inguino-femoral propenso a 
hérnias 
• Limites: m. reto abdominal (medial), 
ligamento pectíneo ou de cooper, m. 
psoas (lateral), tendão conjunto 
(superior) 
• 3 tipos de hernias podem surgir 
daqui: inguinal indireta, inguinal 
direta e femoral 
• Inguinal Direta: 
o Surge no trígono de 
Hesselbach (limitados por 
Mariana Anacleto T1-MEDSBC 
músculo reto abdominal, ligamento inguinal [ou Poupart] e vasos 
epigástricos inferiores), recoberta pela fáscia transversalis 
o Medialmente aos vasos epigástricos 
o Tem esse nome pois o conteudo sai diretamente da parede 
abdominal posterior 
 
 
• Inguinal Indireta: 
o Surge do canal inguinal (por isso se chama indireta) 
o Surgem lateralmente aos vasos epigástricos 
 
Hérnias inguinais: 
• Canal inguinal → onde ocorreu a descida testicular. 
o Comunicação entre cavidade abdominal e testículo/bolsa escrotal 
o Formação testicular ocorre dentro da cavidade abdominal e desce 
através do conduto peritônio-vaginal a partir da 28ª semana de 
gestação até se alocar dentro da bolsa escrotal. Após isso, o 
conduto se oblitera e acaba 
o Estruturas que passam através desse canal: funículo 
espermático, nervos, musculo cremaster, dentre outros 
Mariana Anacleto T1-MEDSBC 
o Posteriormente é recoberto por uma camada fina da fáscia 
transversalis → área de fragilidade e consequentemente 
surgimento de hérnias 
• Surgem acima do ligamento inguinal (as femorais surgem abaixo desse 
ligamento) 
Hérnia umbilical 
• Abaulamento de estruturas abdominais devido a uma fraqueza na 
parede a nível da cicatriz umbilical 
• Nesse caso há formação do saco herniario → abaulamento da camada 
peritoneal junto com a víscera abdominal 
Hérnia femoral 
• Fraqueza do canal femoral, por onde sai a hérnia 
• Raras 
• + comum em mulheres. Apesar de ser mais comum em mulheres, não é 
o principal tipo de hérnia deste grupo 
• Maior chance de estrangulamento 
• Nyhus IIIC 
• Tratamento: hernioplastia femoral com a técnica Mc Vay ou plug de tela 
de polipropileno para obliteração do canal. 
o Videolaparoscopia 
Hérnia encarcerada x redutível x estrangulada: 
• Redutível → conteúdo herniário exterioriza-se e retorna ao 
compartimento abdominal pelo anel herniário 
• Encarcerada → conteúdo herniario está preso ao anel herniario, 
impossibilitando o retorno = pode sofrer um estrangulamento e posterior 
necrose 
• Potencial complicação subsequente do encarceramento = obstrução 
e/ou estrangulamento 
o Obstrução → parada eliminação gases e fezes, náuseas e 
vômitos, rx padrão obstrutivo (delgado) 
o Estrangulamento → dor muito intensa e flogose local; nem 
sempre dará sinais clínicos ao exame físico, pode ser silenciosa 
 
TRATAMENTO: 
• Via de regra = cirurgia 
• Passos: 
o Dissecção da hérnia 
o Redução do saco/conteúdo 
o Fechamento do anel/defeito 
o Colocação da tela de polipropileno (não absorvível) 
Mariana Anacleto T1-MEDSBC 
 
• Redutível → cirurgia pode ser eletiva ou pode ser apenas acompanhada 
clinicamente em um grupo seleto (watch and wait = hernias inguinais, 
pouco volumosas, homens, sem comorbidades, bom acesso ao serviço 
de saúde, boa orientação/instrução) 
• Encarcerada → tentar reduzir apenas se houver transferência rápida 
(<2h) com cirurgia prontamente disponível 
• Estrangulada → não reduzir (perfuração e peritonite fecal), cirurgia de 
urgência! 
Técnicas cirúrgicas: 
• Hernioplastia inguinal Lichtenstein: uso de tela, sem tensão, baixa taxa 
de recidivas. Técnica específica para hernias inguinais. Não é útil no 
caso das femorais 
o Complicações: orquite isquêmica, inguinodinia 
• Cirurgia minimamente invasiva, videolaparoscópica e/ou robótica → 
acesso transabdominal 
o Tela pré peritoneal, abaixo da musculatura. Recobre todo o óstio 
miopectineo de Fruchaud (pode ser usada nas inguinais e 
femorais) 
o TAP: transabdominal pré peritoneal 
o TEP: totalmente extra peritoneal 
o Melhores resultados e menos recidivas 
• Shouldice → sutura-se as camadas umas sobre as outras 
(imbricamento). 
o Com tensão, não utiliza tela 
o Utilizada em cirurgias contaminadas 
• Mc Vay ou plug femoral → utilizada nas femorais; coloca-se uma tela 
que preenche o canal femoral 
• Bassini → técnica com tensão, sem tela; caiu em desuso (alta taxa de 
recidivas) 
• Hernias umbilicais, epigástricas e incisionais → resseca-se o saco 
herniario seguida de fechamento com a tela 
pós operatório: 
• 90 dias sem segurar peso, sem valsava, e 90 dias sem ganhar peso 
 
Mariana Anacleto T1-MEDSBC

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