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Suzana Feltrin - MED LVIII Doença de Alzheimer e distrofia muscular de duchenne Substância amiloide • Material proteico acumulado nos tecidos, sendo ele um amiloide: polipeptídios em conformação beta (pregueada). • Tipo AA: proteína hepática AA o Em inflamações crônicas • Tipo AL: imunoglobulinas o Em mieloma múltiplo • Tipo Abeta2: mioglobulina o Associado a hemodiálise • Tipo Abeta: proteína amiloide-beta o Doença de Alzheimer A substância amiloide se apresenta em aspecto hialino, eosinofílico em aspecto de vidro polido. Em coloração vermelho congo com luz polarizada, pode-se observar ainda mais o depósito de substância amiloide nos tecidos. ATROFIAS • Diminuição da complexidade biológica celular ou tecidual • Diminuição dos estímulos tróficos • Causas frequentes: o Agressão tóxica; o Inanição/desnutrição; o Compressão/obstrução vascular; o Desregulação endócrina; o Desuso/desnervação; o Doenças degenerativas; o Envelhecimento. DOENÇA DE Alzheimer • Atrofia do sistema nervoso central, de modo mais acentuado em lobo frontal, temporal e parietal • Demência progressiva • Contexto: o Familial: 5% precoce; 15% tardio o Esporádico: >70 anos, 75% • Acúmulos: o Placas senis formadas por acúmulos extracelulares compostas pela proteína beta-amiloide o Acúmulos intracelulares pela proteína tau e MAP2 • Alguns genes envolvidos (relacionados com a proteína beta-amiloide: o APP, PSEN1, PSEN2 (mutações o APOE (polimorfismos) HISTOPATOLOGIA • Células do SNC (neurônios) apresentam aspecto de acúmulo de enovelados neurofibrilares • Enovelados neurofibrilares: acúmulos da proteína tau que atua estabilizando a polimerização de alfa e beta tubulina. • Placas senis (direita) • Substancia amiloide acumulada na parede dos vasos do SNC, na medida em que haja estenose e diminuição da perfusão do tecido. Suzana Feltrin - MED LVIII PATOGÊNESE • Formação de placas senis o Mutações (Ex: APP, PSEN1, PSEN2) o Diminuição da remoção de oligômeros Abeta pela ApoE4 o Acúmulo de beta-amiloide por não sofrer o clearence adequado no meio extracelular • Alvos terapêuticos potenciais o Secretases beta (BACE1) e gama (Complexo) o Agregação Abeta extracelular o Oligomerização de tau o Inflamação em SNC • Efeitos das placas amiloides o Desorganização do tecido nervoso o Acumulo de células degeneradas o Desencadeamento de processo inflamatório crônico com liberação de citocinas (que potencializam a morte celular) • A degradação das funções do SNC no alzheimer decorrem de morte neuronal progressiva por apoptose e processo inflamatório crônico induzido pelas placas senis (cadeia polipeptídica do amiloide beta). • Oligomerização de tau é favorecida por mudanças pós-traducionais da proteína (Ex: hiperfosforilação) e promovem seu acúmulo gerando enovelados neurofibrilares no citoplasma e axônios neuronais. DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE • Herança ligada ao X, recessiva • Gene Xp21: codifica a distrofina • Consequências das mutações o Aumento da concentração do cátion cálcio intracelular (acúmulo de cálcio no meio intracelular, causando desequilíbrio hidroeletrolítico na célula muscular) o Disfunção mitocondrial, prejudicando a produção de energia o Aumento de radicais livres • Degeneração muscular o Aumento da CPK-MM sérica de musculatura esquelética ▪ Achado para identificação de pacientes jovens com a doença o Decorrente da morte das células musculares PATOGÊNESE • A distrofina propicia a sinalização trófica para o miócito pela ligação que estabelece de seu citoesqueleto à laminina na matriz extracelular, para ancoragem da célula muscular esquelética. HISTOLOGIA NORMAL Atrofias musculares • Fibras musculares diminuídas Histopatologia • Fagocitose de fibras musculares e seus componentes por macrófagos. Suzana Feltrin - MED LVIII • Atrofia mais intensa e substituição por colágeno e tecido conjuntivo (fibrose). • Estrutura muscular completamente depletada, com substituição do tecido por colágeno e tecido adiposo, o que leva a disfunção severa da musculatura.