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Denys Ferreira
e-mail: ferreira.djx@gmail.com
Introdução
• Grupo representado pelas hepáticas, musgos e antóceros.
• Não apresentam sistema vascular (ausência de xilema e floema).
• Pequeno porte.
• Tipicamente de ambientes úmidos.
• Pouca necessidade de nutrientes em relação às outras plantas terrestres.
• Frequentemente, em florestas tropicais e temperadas.
• Podem ser encontradas em desertos relativamente secos e sob o frio
intenso no continente Antártico.
Introdução (cont.)
• Importância:
• Ciclo do carbono – armazenam grandes quantidades de C.
• Importantes colonizadoras iniciais (sucessão primária).
• Bioindicadoras de poluição atmosférica e ambiental.
• Modelo das primeiras plantas terrestres – ajudam na compreensão de como as
primeiras plantas surgiram e começaram a alterar o seu ambiente.
• Consideradas em muitos aspectos como a transição entre as algas verdes
(Ordem das carófitas) e as plantas vasculares.
Introdução (cont.)
• Não possuem raízes e a absorção da água ocorre diretamente através da
superfície do corpo do gametófito em contato com o substrato, fixo por
meio de estruturas denominadas de rizóides.
• São vegetais onde começa a diferenciação de tecidos como a epiderme
para proteção. Como qualquer outro vegetal, são capazes de realizar
fotossíntese, sendo autótrofos fotossintetizantes.
• Reprodução.
• Assexuada (fragmentação ou propagação vegetativa; gemas).
• Sexuada (anterídios e arquegônios).
• Gametófito de vida livre (geralmente, é a geração mais proeminente).
• Esporófito permanentemente ligado ao gametófito parental
(nutricionalmente dependente).
Introdução (cont.)
• ~5.200 sp.
• Geralmente pequenas (podem formar massas relativamente grandes em
habitas favoráveis: solos, rochas, troncos de árvores ou ramos úmidos e
sombreados).
• A maioria dos gametófitos das hepáticas se desenvolve diretamente a
partir dos esporos.
• Gametófitos crescem a partir de um meristema apical.
• Apresentam gametângio masculino (anterídeos) e feminino
(arquegônios).
Hepáticas (Filo Marchantiophyta)
• Existem 3 tipos principais de hepáticas (diferenciam de acordo com a sua
estrutura).
• Hepáticas talosas complexas (apresentam diferenciação dos tecidos
modernos).
• Hepáticas folhosas (tecidos relativamente indiferenciados).
• Hepáticas talosas simples (tecidos relativamente indiferenciados).
• Maioria produz mucilagem abundante (secreção rica em polissacarídeos)
- Supostamente auxilia na retenção de água aumentando de volume.
Hepáticas (Filo Marchantiophyta) (cont.)
• O gametófito é a geração dominante; se fixam no solo por meio de
rizóides e formam estruturas chamadas de gametófitos.
• Após a fecundação - o ovo ou zigoto dá origem ao esporófito.
• Esporófito - pequeno e nutricionalmente dependente do gametófito.
• Esporófito - consiste basicamente de um pé, uma seta curta e uma
cápsula.
• Células dos gametófitos possuem muitos cloroplastos.
Hepáticas (Filo Marchantiophyta) (cont.)
Hepáticas talosas
• Encontrados em barrancos úmidos e sombreados.
• Possuem gêneros que podem ter gametófitos tanto unissexuados
(Marchantia e Riccia) quanto bissexuados (Ricciocarpus e Riccia).
Hepáticas (Filo Marchantiophyta) (cont.)
Hepáticas (Filo Marchantiophyta) (cont.)
Hepáticas (Filo Marchantiophyta) (cont.)
Forma de disco (masculino) 
Forma de guarda-chuva (feminino)
Hepáticas (Filo Marchantiophyta) (cont.)
Hepáticas (Filo Marchantiophyta) (cont.)
Hepáticas folhosas
• Grupo diverso: >4k sp das 5.200 do Filo das hepáticas.
• Abundantes nos trópicos, subtrópicos e regiões temperadas.
• Regiões de muita chuva e alta umidade.
• Crescem sobre folhas e as cascas das árvores, bem como outras superfícies
vegetais.
• Geralmente consistem em uma camada de células indiferenciadas.
Hepáticas (Filo Marchantiophyta) (cont.)
Hepáticas (Filo Marchantiophyta) (cont.)
Hepáticas (Filo Marchantiophyta) (cont.)
• Possuem ~12.800 sp.
• Muitos grupos de organismos são denominados como musgos, embora
pertençam a táxons distintos como liquens, hepáticas folhosas, algas e até
plantas vasculares.
• Entretanto, os musgos genuínos são membros do Filo Bryophyta.
• 5 Classes.
• Serão abordadas 3 Classes:
• Sphagnidae (musgos-de-turfeira).
• Andreaeidae (musgos-de-granito)
• Bryidae (“musgos verdadeiros”).
• Classes distintas entre si, diferindo em muitos aspectos importantes.
• A Classe Bryiade possui ~10k sp.
Musgos (Filo Bryophyta)
Classe Sphagnidae (musgos-de-turfeira).
• Dois Gêneros: Sphagnum e Ambuchanania.
• O Gênero Sphagnum tem tido várias utilidades devido às qualidades de
absorção e antissépticas.
• Material para fraldas por populações nativas.
• Curativos para ferimentos e furúnculos.
• Horticultura (ex.: meio de plantio e aditivo para o solo).
• O Sphagnum é de importância mundial.
• Por serem uma das plantas mais abundantes do planeta (1-3% da
superfície terrestre), possuem importância no ciclo global do carbono.
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Musgo-de-turfeira: gametófitos com numerosos esporófitos fixados.
Musgo-de-turfeira: deiscência (abertura
espontânea) de uma cápsula.
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Classe Andreaeidae (musgos-de-granito).
• Dois Gêneros: Andreaea (100 sp.) e Andreaeobryum (1 sp.).
• Gênero Andreaea – encontrado em regiões montanhosas ou Árticas -
cresce frequentemente sobre rochas graníticas.
• Gênero Andreaeobryum – é restrito ao noroeste do Canadá e adjacências
do Alasca – cresce principalmente em rochas calcárias.
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Classe Bryidae (musgos verdadeiros).
• Contém a maioria das espécies de musgos.
• Muitos apresentam tecidos especializados para a condução de água e
alimentos.
• Todos apresentam rizoides multicelulares.
• Muitos musgos apresentam os caulídios dos gametófitos e esporófitos com um
cordão central de tecido condutor de água (hadroma).
• Hidroides – células condutoras de água (altamente permeáveis para água e
solutos).
• São semelhantes ao elementos traqueais condutores de água das plantas vasculares
(xilema).
• Diferem dos elementos traqueais por não ter espessamentos especializados da parede
contento lignina.
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Classe Bryidae (musgos verdadeiros) (cont.).
• Apresentam tecido condutor de nutrientes (Leptoma).
• Leptoides – células condutoras de substâncias nutritivas que circundam o
cordão de hidroides.
• Possuem semelhança estrutural e de desenvolvimento com os elementos crivados do
floema das plantas vasculares sem sementes.
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Forma jovem
do gametófito
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Classe Bryidae (musgos verdadeiros).
• A reprodução sexuada dos musgos é semelhante às das outras briófitas.
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
Classe Bryidae (musgos verdadeiros).
• Exibem dois padrões de crescimento.
Musgos (Filo Bryophyta) (cont.)
• Grupos com mais de 300 sp.
• Linhagem menos diversificada das briófitas.
• Possuem 11 gêneros (Gênero Anthoceros são os mais familiares).
• Gametófitos dos antóceros frequentemente se assemelham a uma roseta.
• São majoritariamente unissexuados (podendo existir bissexuados).
• Esporófitos dos antóceros é uma estrutura ereta e alongada, consistindo
em um pé e uma longa cápsula cilíndrica ou esporângio.
• Não apresenta seta (difere das hepáticas e musgos).
• O pé penetra no tecido do gametófito.
• Esporófito com várias camadas de células fotossintetizantes.
Antóceros (Filo Anthocerophyta)
Antóceros (Filo Anthocerophyta) (cont.)
Antóceros (Filo Anthocerophyta) (cont.)

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