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Beatriz N. Ferreira Esofago de Barret → O esofago possui um epitélio estratificado com células pavimentosas. · O esôfago de Barrett está atrelado a uma disfunção. O que é? · Complicação da DRGE (doença do refluxo gastroesofágico) crônica caracterizada por metaplasia intestinal dentro da mucosa esofágica. · Pode ser reconhecido como uma ou várias línguas ou placas vermelhas de mucosa aveludada, se estendendo para cima, a partir da junção gastroesofágica. Característica · Alongamento da região, linha Z: Deslocada para cima. · Principalmente devido à alterações no tecido do esôfago, proveniente do refluxo ácido do estômago, esse ácido leva à transformação do tecido → METAPLASIA. · Juncão escamo-colunar → Limite esofago e estômago. · Junção gastro-esofágica (JEG) → Início das pregas gástricas e transição do epitélio. Incidência · Estima-se que ocorra em cerca de 10% dos indivíduos com DRGE sintomática. · Mais comum em homens brancos e se apresenta tipicamente entre 40 e 60 anos de idade. OBS. Confere um GRANDE RISCO de ADENOCARCINOMA ESOFÁGICO. · Biópsias → revelaram presença de mutações compartilhadas com o adenocarcinoma esofágico → mantendo a ideia de que o esôfago de Barrett é uma lesão precursora do câncer. Diagnóstico · ENDOSCOPIA e BIÓPSIA INCISIONAL ESOFÁGICA. · Pontos de referência utilizados na avaliação endoscópica: · Junção gastroesofágica (JGE). · Junção escamocolunar. · Classificação de Praga · Auxilia no reconhecimento endoscópico e na classificação da extensão do esôfago de Barrett. · C → Equivale à extensão máxima circunferencial do epitélio colunar. · M → Equivale à extensão máxima do epitélio colunar em forma de linguetas (sem considerar ilhas em volta). Biópsia · Presença de mucosa colunar (do tipo intestinal) metaplasica especializada intestinal, acima da JGE, sem evidência de displasia. · Diagnóstico HP: Esofago de Barret. · Esofago NORMAL Fisiopatogenia · Metaplasia intestinal especializada · Substituição do epitélio estratificado pavimentoso próprio do esofago (epitélio esofagico escamoso com células caliciformes) por epitélio colunar especializado (intestinal ou gástrico). · Origem: Mudanças da diferenciação das células tronco da mucosa esofágica. · A mucosa metaplásica se alterna com uma mucosa escamosa (esofágica) lisa, pálida, e se conecta com uma mucosa colunar (gástrica) marrom-clara, distalmente. · A presença de displasia, uma alteração pré-invasiva, está associada a sintomas prolongados, comprimento alongado do segmento, idade avançada do paciente e pessoas caucasianas. · Dados disponíveis sugerem que o risco de displasia está correlacionado com o comprimento do esôfago afetado.