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Problema 5 Lobo frontal: Importância no comportamento motor e da linguagem (área de Broca), sendo essa estrutura importante para as afazias, ou seja, a formação da fala. A personalidade e o comportamento também estão associados ao lobo frontal. Lobo parietal: Importante na modulação das percepções somatossensoriais. O córtex de associação parietal faz conexões com o lobo frontal. Lobo occipital: Processamento e percepção visual; Lobo temporal: Área de Wernicke com importância para a compreensão da linguagem. Sistema límbico, aprendizado e memória. Processamento e percepção da audição e sistema vestibular. Divisão filogenética: Neocórtex: Células estelares (interneurônios) corpo celular pequeno. Células piramidais, sendo a maioria das células do encéfalo, apresentando corpo celular grande e axônios com ramificações. · Camada molecular: Rica em axônios · Camada granular externa: Contém as células estelares; · Camada piramidal externa: Contém células piramidais; · Camada granular interna: Células estelares; · Camada piramidal interna: Células piramidais; · Camada multiforme: Contém variados tipos celulares. Projeções das fibras corticais: Fibras talamocorticais aferentes: Se as projeções forem específicas, segue para a camada granular interna (IV), em caso de fibras de orientação difusa, a projeção segue para as camadas molecular e multiforme. Fibras talamocorticais eferentes: Camada VI tem eferências para os núcleos talâmicos; camada V tem eferências para as áreas subcorticais; áreas II e III tem eferências para outras áreas corticais. Arquicórtex: Composto pela formação hipocâmpica (Hipocampo, giro denteado, subínculo e pela fímbria), a fimbria é importante pois é a via de saída das informações do hipocampo. Dominância cerebral e linguagem: Na maioria das pessoas, ocorre a dominância do hemisfério esquerdo no tocante à presença das estruturas responsáveis pela articulação da fala, em especial as áreas de Broca e de Wernicke. Lesões na área de Broca geram uma afasia de expressão, pois é a área responsável pela articulação da fala. Lesões na área de Wernicke causam afasia de compreensão – o paciente consegue falar, mas não articula frases lógicas. No tocante à dominância de um hemisfério em relação ao outro, isso de fato ocorre, no entanto existe uma troca de informações entre esses dois lados, processo esse que se dá através do corpo caloso, região próxima aos dois ventrículos do encéfalo Aprendizado e memória: A memória é dividida em declarativa e não-declarativa, com a primeira sendo relacionada à memória mais consciente, enquanto a segunda diz respeito a um “hábito”, por exemplo. Também ocorre as memórias de curto e longo prazo. A passagem da memória de curto para o de longo prazo se dá pelo mecanismos de consolidação. A principal estrutura relacionada à memória é o hipocampo. A memória é importante pelo fato de existir a plasticidade neural, de modo que isso diz respeito à capacidade dos neurônios em fazerem novas conexões. A emoção e a motivação envolvem as vias neurais complexas Envolve vias neurais complexas que formam circuitos fechados que trazem informações de várias áreas do encéfalo, incluindo hipotálamo, córtex cerebral e sistema límbico. As emoções são processos igualmente complexos, além do fato de existir uma subjetividade nestas. Dessa forma, não é possível que sejam ligadas ou desligadas voluntariamente. No sistema límbico, a região da amigdala é o centro das emoções no ser humano. Quando o corpo amigdaloide é estimulado cirurgicamente, os pacientes relatam sentir medo e ansiedade, ou em caso de lesões que destruam essa estrutura, é relatado a hipersexsualidade e mansidão, logo, acredita-se que essa região seja a responsável por desencadear os estímulos básicos. Os estímulos sensoriais que chegam ao córtex cerebral são modulados no encéfalo para nos permitir ter uma percepção de mundo. Após chegar ao córtex, essa informação é integrada às áreas associativas e passada ao sistema límbico. Há uma retroalimentação entre o SL e o córtex, de modo que esse retorno gera a consciência da emoção, de modo que as vias descendentes para o hipotálamo e TE geram as respostas voluntárias e inconscientes mediadas pelos sistemas autônomo, endócrino, imune e motor somático. A motivação é definida como os sinais internos que determinam comportamentos voluntários. Algumas motivações como comer, beber e ter relações sexuais estão relacionados com a sobrevivência. Outros como ter curiosidade e relações sexuais estão relacionados com as emoções. Existe um estado motivacional chamado de impulso, o qual tem 3 propriedades em comum: Aumentam o estado de alerta do SNC, geram comportamentos orientados a um objetivo e podem coordenar comportamentos diferentes/incomuns para que se obtenha aquele objetivo. Os comportamentos motivados funcionam muitas vezes em paralelo com respostas autonômicas e endócrinas. Por exemplo, quando você pipoca salgada, a osmolaridade do seu corpo aumenta, daí ocorre o estimulo no centro da sede do hipotálamo, motivando você a buscar água, ocorrendo o estimulo, também do hipotálamo, para a secreção do ADH, visando aumentar a volemia e reduzir a osmolaridade, sendo assim, comportamentos motivados podem gerar respostas homeostáticas tanto autonômicas quanto endócrinas. Muitos estímulos internos ocorrem sem a pessoa perceber que está acontecendo, por exemplo os atos de comer, ter curiosidade e o desejo sexual, com qualquer um dos três podendo ocorrer por motivos fisiológicos bem como emocionais. Esses estímulos tendem a se reduzir quando há saciedade, mas podem ser mantidos apesar disso. O prazer é alvo de estudos por ter relação com a geração dos comportamentos de adição, como o uso de drogas. O prazer é resultado de um estado fisiológico de maior liberação de dopamina para áreas do encéfalo, sendo esse mecanismo extenuado através do uso de substancias como a cocaína e a nicotina, as quais aumentam a efetividade da ligação da dopamina com seus sítios ativos, gerando a sensação de prazer. Humores são estados emocionais de longa duração Os humores são semelhantes às emoções, exceto pelo fato de serem relativamente estáveis, de maior duração, estando relacionados ao bem-estar da pessoa. Estudos indicam que alterações no humor decorrem de uma desordem na liberação ou recepção de neurotransmissores em diferentes regiões do encéfalo. Estima-se que as alterações do humor sejam a 4ª maior causa de doenças no mundo. A depressão é um transtorno do humor que afeta cerca de 10% da população mundial. Ela é caracterizada por alterações no sono, apetite e da libido, podendo inferir dificuldades de aprendizado, trabalho e nas relações interpessoais. O tratamento medicamentoso para a depressão, em suma, altera algum aspecto da transmissão sináptica, a exemplo dos antidepressivos tricíclicos e os inibidores da recaptação de noradrenalina e serotonina (ISRS’s e IRSN’s), os quais atuam por reduzir a taxa de recaptação de serotonina ou noradrenalina da fenda sináptica, aumentando o tempo de permanência destes nessas regiões, o que aumenta o período de ativação dos receptores dependentes do transmissor no neurônio pós-sináptico. Outros medicamentos atuam por alterar os níveis encefálicos da dopamina. Um ponto interessante na ótica dos medicamentos é que os pacientes precisam tomar os medicamentos por semanas antes de experimentar os efeitos por completo, isso porque as modulações são de longo prazo, não somente uma alteração sináptica rápida. Estudos afirmam que a dinâmica se dá pela formação de novas interações neuronais. As causas da depressão são complexas e provavelmente envolvem fatores genéticos, os sistemas moduladores difusos serotoninérgicos e noradrenérgicos, fatores tróficos (Fator neurotrófico derivado do encéfalo) e o estresse. O aprendizado e a memória modificam as conexões sinápticas no encéfalo As bases da função cognitiva parecem ser explicadas em termos de eventos celulares que influenciaram a plasticidade. A capacidade dos neurônios em mudaro padrão de resposta ou fazer novas conexões neurais são fundamentais para os processos cognitivos de aprendizado e memória. O aprendizado é a aquisição do conhecimento O aprendizado pode ser classificado em dois tipos principais: O associativo e o não-associativo. O associativo diz respeito às experiencias que temos e podemos associar com outra coisa, como no experimento de Pavlov, o qual oferecia comida para cães enquanto tocava uma campainha, daí os cachorros começaram a associar o som da campainha com o alimento, de modo que, toda vez que escutassem o som, era um sinal de que seriam alimentados. Outra forma de aprendizado diz respeito ao de associar um estimulo a um determinado comportamento, como quando o contato com uma substancia de sabor ruim gera em nós o repúdio por ela. O aprendizado não-associativo é uma mudança de comportamento após a exposição repetida a um único estímulo. Esse tipo de aprendizagem inclui habituação e sensibilização, dois comportamentos adaptativos que nos permitem avaliar melhor os estímulos de fundo, possibilitando uma resposta mais sensível diante de estímulos potencialmente nocivos. Na habituação, o animal mostra redução da resposta diante de um estímulo irrelevantes que é repetido inúmeras vezes. Por exemplo, quando expostos a um ruído intenso, este pode assustá-lo inicialmente, porém, na exposição repetida, o cérebro se habitua com a entrada sonora e passa a avalia-lo como insignificante, ignorando-o. A sensibilização é o oposto da habituação, isso porque a exposição a um agente potencialmente nocivo gera um aumento da sensibilização, o que nos torna menos susceptíveis na exposição subsequente. A sensibilização pode ser mal sucedida, podendo acarretar o estado de hipervigilância, também chamado de transtorno de estresse pós-traumático. A memória é a habilidade de reter e evocar informações A memória é uma função bastante complexa, podendo ser dividida em: Curto e longo prazo e declarativa e não-declarativa/reflexiva. O processamento desses diferentes tipos se dá por diferentes vias. A memoria é armazenada por todo o córtex cerebral, em vias conhecidas como traços de memória. Alguns componentes da memória são armazenados no córtex sensorial, onde serão processados. A exemplo da visão e audição, com seus armazenamentos ocorrendo nos córtex visual e auditivo, respectivamente. Aprender ou lembrar de uma informação ocorre por meio de diversos circuitos neurais que funcionam em paralelo. A importância de ser em paralelo é interessante pois possibilita que ocorra um “backup” caso um desses circuitos seja danificado. Outra característica do circuito em paralelo se refere ao fato de informações específicas poderem ser generalizadas e comparadas a informações recentes que chegam ao SNC. Nos seres humanos, o hipocampo é uma estrutura com funções no aprendizado e memória. Lesões provocadas ou acidentais provocam uma deficiência no aprendizado de informações recém adquiridas, dessa forma o paciente não consegue se lembrar de informações que acabara de ler. O banco de dados/memória no ser humano está em constante mutação, de modo que, quando uma aferência chega ao SNC, ocorre a formação de uma memória de curto prazo, a qual só retém de 7 a 12 partes da informação e, caso não ocorra um reforço dessas informações, a memória é perdida. O reforço é feito pela repetição e explicação, por exemplo. A memória de trabalho é um tipo especial de memória de curta duração processada no lobo pré-frontal. Esse tipo é importante pois está relacionado com a fixação de ações tempo suficiente para que seja executada uma ação imediatamente depois. A memória de trabalho está associada à memória de longa duração armazenada, podendo ocorrer uma influência dessa informação recém-adquirida sobre a pré-existente. A memória de trabalho permite avaliar a memória de curta duração e sua associação com a MLP (memória de longo prazo), de modo que essa união possibilite solucionar problemas e planejar ações. A memória de longo prazo (MLP), é uma área de armazenamento capaz de reter uma grande quantidade de informações. O processo de consolidação é o responsável por transformar a MCP em MLP. Esse processo pode demorar de segundos a minutos, devido ao fato de a informação passar por diversos níveis intermediários, e em cada um desses estágios/níveis a informação pode ser localizada e evocada. As diferenças entre os dois tipos têm relação com alterações nos circuitos neurais e da excitabilidade neuronal. Logo, podem ocorrer novas formações sinápticas ou podem ocorrer potencialização ou depressão da excitabilidade. Esses são exemplos da plasticidade neural, e infere que o cérebro não é feito de conexões fixas. A MLP é dividida em dois subtipos. A memória reflexa/implícita/não declarativa, a qual é automática e não requer processos conscientes para ser formada e evocada, envolve o corpo amigdaloide e o cerebelo. As informações são armazenadas lentamente através da repetição. Ela é comum nos procedimentos e hábitos, os quais fazemos de forma, muitas vezes, inconsciente. A memória reflexiva também tem sido chamada de memória de procedimento, isso porque diz respeito, geralmente, sobre como fazer as coisas. A memória declarativa/explícita, por outro lado, necessita de atenção consciente para ser evocada. Normalmente sua formação tem relação com habilidades cognitivas superiores como a inferência, comparação e avaliação. Seu processamento e armazenamento ocorre no lobo temporal. Ela tem relação sobre o nosso conhecimento próprio e do mundo que nos cerca, do que pode ser relatado ou descrito verbalmente. As vezes, as informações podem ser transferidas da memória implícita para a explícita. A memória é algo individual e subjetivo, isso porque é dependente de como a pessoa enxerga o mundo e sobre as suas experiencias passadas, logo, após as aferencias de um determinado fenômeno chegar ao encéfalo, essas características determinarão qual informação será consolidada. A Doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa progressiva causadora de déficit cognitivo, sendo responsável por grande parte dos casos de demência associada à velhice. É caracterizada pela perda de memória progressiva, chegando ao estágio de perda da personalidade e até de afazia, sendo a fase que os pacientes não conseguem mais se comunicar. A linguagem é o comportamento cognitivo mais elaborado Nos seres humanos, a troca de informações complexas ocorre principalmente por meio da linguagem falada e escrita. A habilidade da linguagem requer que aferencias cheguem aos centros corticais, principalmente visão e audição, processamento nesses centros, e a formação de eferências descendentes que coordenam sinais motores para a vocalização e escrita. Na maioria das pessoas, os centros para articulação e compreensão da fala estão localizados no hemisfério esquerdo cérebro, mesmo em pessoas canhotas (lado direito dominantes) e ambidestras. Essa capacidade comunicativa através da fala é dependente de dois processos: a vocalização, que é a formação de diferentes sons que serão emitidos e a combinação de diferentes palavras numa ordem gramaticalmente correta para possibilitar a formação de frases. A integração da língua falada no cérebro é atribuída a área de Wernicke, na junção dos lobos parietal, temporal e occipital e da área de Broca, na parte posterior do lobo frontal, próximo ao córtex motor. Os sinais de entrada da linguagem vêm tanto do córtex auditivo quanto do visual (audição e leitura). Essas informações irão primeiro para a área de Wernicke, seguindo depois para a área de Broca. Após a integração e processamento dessas informações, ocorre o seguimento para o córtex motor, o qual desencadeia uma resposta motora falada ou escrita. Em caso de dano a área de Wernicke, a pessoa é incapaz de compreender as aferencias ouvidas ou vistas, sendo também comum a incapacidade de se expressar com coerência. Essa manifestação é chamada de afasia receptiva, pois a pessoa é incapaz de compreender a informação sensorial.Danos a área de Broca provocam uma afasia expressiva ou afasia de Broca. Pacientes com essas lesões conseguem compreender a linguagem falada ou escrita, desde que sejam frases simples e sem ambiguidades, no entanto, não conseguem se expressar de forma ordenada, falando as frases apropriadas, mas de forma aleatória. A personalidade é a combinação da experiencia com a hereditariedade O que aprendemos, vivenciamos e armazenamos na memória cria um padrão de ligações neuronais únicos em cada indivíduo, sendo esse fator, juntamente do genético, um dos pilares da construção da personalidade. Má formações nessas conexões são as causas de transtornos como a depressão e a esquizofrenia, por exemplo. No tocante à causa genética, muitos transtornos se baseiam em alterações na secreção e absorção de neurotransmissores. Dessa forma, o padrão genético de uma família tem influência no desenvolvimento de doenças neurológicas. O lobo frontal é a principal parte do encéfalo no tocante à formação de uma personalidade. Sistema límbico É um sistema neural combinado responsável pelo controle das emoções e dos impulsos motivacionais. Esse sistema é formado por componentes corticais e subcorticais. O grupo subcortical inclui hipotálamo, septo, área paraolfatória, epitálamo, núcleo talâmico anterior, hipocampo, corpo amigdaloide e porções dos núcleos da base. Circundando essas estruturas subcorticais está o córtex límbico, composto pelo córtex orbitofrontal, giro subcaloso, giro do cíngulo e giro para-hipocampal. Entre as estruturas subcorticais, o hipotálamo é a mais importante fonte de eferências, comunicando-se com os núcleos do TE através do feixe prosencefálico medial, que conduz sinais em duas direções. Anatomia funcional do sistema límbico; posição chave do hipotálamo A influência do hipotálamo estende-se caudalmente para o TE e rostralmente para o diencéfalo, córtex límbico e hipófise. Controla as funções vegetativas e endócrinas e o comportamento e a motivação. Funções de controle vegetativo e endócrino O hipotálamo pode ser dividido em diversos núcleos, com cada um deles sendo responsável por certas funções. · Regulação cardiovascular: envolve o controle da PA e da FC. As áreas hipotalâmicas posterior e lateral são responsáveis pelo aumento da PA e da FC, enquanto a área pré-óptica é responsável pela redução da PA e da FC. Esses efeitos são mediados pelos centros cardiovasculares na formação reticular pontina e bulbar. · Termorregulação: é controlada por neurônios na área pré-óptica. O controle é feito a partir da avaliação da temperatura do sangue que flui por essa região, podendo ativar ou não funções fisiológicas que aumentem ou reduzam a temperatura corporal. · Regulação da ingesta de água: é controlado pelo monitoramento dos níveis de eletrólitos na corrente sanguínea. O centro da sede está localizado nas áreas laterais do hipotálamo, ocorrendo a ativação do desejo de beber quando os níveis dos eletrólitos ficam altos. O núcleo supraóptico está relacionado com mecanismos que controlam a excreção de água pela urina, pois os seus neurônios são responsáveis por estimular a produção e secreção de ADH/vasopressina pela hipófise posterior. · Contração uterina e a ejeção do leite: são estimuladas pela liberação da oxitocina, que é liberada pelos neurônios do núcleo paraventricular. · Regulação gastrointestinal e alimentação: são controlados por várias áreas do hipotálamo. As áreas laterais são responsáveis pelo desejo de comer, com lesões nessa área resultando em inanição. O núcleo ventromedial é responsável pela sensação de saciedade. Os núcleos mamilares são responsáveis por ações do processo de ingestão, como lamber os lábios e deglutir. · Regulação da adeno-hipófise: é obtida por meio da produção e secreção de fatores inibitórios que são levados para a parte anterior da hipófise por via axonal. Aqui eles agem nas células glandulares que produzem os hormônios da adeno-hipófise. Os neurônios hipotalâmicos responsáveis pela produção desses fatores inibitórios estão localizados nos núcleos periventricular, ventromedial e arqueado. Funções de controle comportamental do hipotálamo e das estruturas límbicas associadas O comportamento emocional é afetado pela estimulação ou lesões no hipotálamo. Os efeitos da estimulação incluem: 1. Aumento do nível de atividade gera, levando a raiva e agressão; 2. Sensação de tranquilidade, prazer e recompensa; 3. Medo e sensações de punição; 4. Aumento da libido. Os efeitos causados pela lesão de estruturas hipotalâmicas incluem: 1. Passividade extrema e perda dos impulsos; 2. Comer e beber em excesso, raiva e comportamento violento. Função de recompensa e punição do sistema límbico Os principais locais que evocam sensações de prazer e recompensa estão localizados no feixe prosencefálico medial, em especial nas regiões laterais e ventromedial do hipotálamo. Já as regiões que evocam sensação de aversão estão localizadas nas regiões de substancia cinzenta periaquedutal, as zonas periventriculares do tálamo e do hipotálamo, a amígdala e o hipocampo. Raiva- sua associação com o centro de punição Nos animais, a estimulação da parte lateral do hipotálamo e da região periventricular evoca uma sensação de raiva. A contenção desse estimulo normalmente é feita pela região ventromedial do hipotálamo. A importância da recompensa e da punição no comportamento A estimulação que afeta os centros de recompensa e punição tende a criar fortes laços de memória, aumentando a consolidação e a probabilidade que esse aprendizado seja evocado. Funções específicas de outras partes do sistema límbico · Hipocampo: A estimulação do hipocampo pode provocar raiva, passividade e estímulo sexual excessivo. O hipocampo é hiperexcitável, e estímulos fracos podem provocar convulsões epilépticas. As lesões do hipocampo levam a uma profunda incapacidade de formar novas memórias baseadas em qualquer tipo de simbolismo verbal (linguagem); isso é chamado de amnésia anterógrada. Acredita-se que o hipocampo forneça o sinal para a consolidação da memória (p. ex., transformação da memória de curto prazo em longo prazo). O Alzheimer é uma doença que causa esse tipo de amnésia. · Corpo amigdaloide/amígdala: Os impulsos que saem do corpo amigdaloide são variados e extensos, alcançando o córtex, o hipocampo, o septo, o tálamo e o hipotálamo. A estimulação do corpo amigdaloide produz alterações na frequência cardíaca, na pressão arterial, na motilidade gastrointestinal, na defecação, na micção, na dilatação da pupila, na piloereção e na secreção de hormônios no lobo anterior da hipófise. Além disso, movimentos involuntários podem ser desencadeados, incluindo postura tônica, movimentos circulares, clônus (contrações musculares involuntárias) e movimentos associados com o olfato e com a ingestão de alimentos. Comportamentos como raiva, medo, fuga e atividade sexual podem ser evocados. · Córtex límbico: As contribuições discretas de várias porções do sistema límbico são pouco compreendidas. O conhecimento de sua função é derivado das lesões que comprometem o córtex. A destruição bilateral da parte anterior do córtex temporal leva à síndrome de Klüver-Bucy. As lesões bilaterais na parte posterior do córtex orbitofrontal levam à insônia e à inquietude. A destruição bilateral da parte anterior do cíngulo e dos giros subcalosos evoca uma reação de raiva extrema. O circuito de Papez A parede medial do encéfalo seria a região onde existe um sistema da emoção, o qual conectaria o encéfalo ao hipotálamo. O conjunto de estruturas interconectadas fora chamada de circuito de Papez, os quais estão conectados por um trato axonal. Papez acreditava que essa região estava envolvida com a experiencia emocional. Estudos recentes afirmam que certas estruturas do circuito de Papez, de fato, tenham importância nas emoções, no entanto, o hipotálamo, por exemplo, não é considerado importante para a expressão da emoção. A amigdala e circuitos encefálicos associados Existe uma discussão acerca da existência de apenasum sistema relacionado com a emoção, de modo que a teoria mais aceita é a de que existem estruturas especialmente importantes, a exemplo da amigdala, a qual tem importante papel no medo e na agressividade. A amigdala situa-se no polo do lobo temporal, lobo abaixo do córtex, do lado medial. É um complexo de núcleos normalmente dividido em 3 grupos: os núcleos basolaterais, corticomediais e o núcleo central. As aferencias para a amigdala provém de diversas áreas do encéfalo, a exemplo do neocórtex, de todos os lobos, do giro hipocampal e cingulado. Importante citar que a informação de todos os sistemas sensoriais alimenta a amigdala, em especial os núcleos basolaterais, com cada sistema sensorial apresentando um padrão de projeção diferente para os núcleos da amigdala e interconexões na amigdala permitem a integração das informações sensoriais de diversas modalidades. As vias amigdalofugal ventral e a estria terminal conectam a amigdala ao hipotálamo. A amígdala e o medo Estudos confirmam que lesões na amigdala podem reduzir a expressão de sentimentos, assim como ocorre em lesões hipotalâmicas na síndrome de Klüver-Bucy. A amigdalectomia bilateral, por exemplo, pode reduzir profundamente o medo e a agressividade. Lesões na amigdala parecem reduzir a capacidade de um indivíduo em identificar expressões de medo em outras pessoas, categorizando as expressões em grupos distintos, exceto de medo. Estudos afirmam que quando a amigdala é estimulada (sua estrutura está intacta) é comum o aparecimento de expressões de medo, ansiedade, bem como de comportamentos de vigilância extenuada e até de agressividade. Um circuito neural para o medo aprendido Estudos afirmam que memorias emocionais são particularmente vívidas e duradouras, isso porque aprendemos em situações dolorosas que devemos evitar certos comportamentos pelo medo de sermos feridos novamente. Embora não se acredite que a amigdala seja um local para o armazenamento de memorias, sabe-se que ela influencia no aprendizado e formação de MLP a partir de experiências emocionais. Outro ponto interessante é que os neurônios da amigdala respondem ao estímulo da dor, e após esse aprendizado tendem a evocar uma resposta de medo. Os estímulos sensoriais chegam aos núcleos basolaterais e, por sua vez, células enviam axônios para o núcleo central, que enviam axônios para o hipotálamo, gerando uma resposta endócrina no SNV, para a substancia cinzenta periaquedutal que desencadeia uma reação comportamental e para o córtex, que processa e gera uma experiencia emocional (memória).