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Mylane dos Santos Barreto
Salvador Tavares
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SUMÁRIO
1 LIMITES .................................................................................................................. 5
1.1 Exercícios Resolvidos ..................................................................................... 5
1.2 Exercícios Propostos ................................................................................................. 11
1.3 Exercícios Resolvidos ............................................................................................... 16
1.4 Exercícios Propostos ................................................................................................. 17
2 LIMITES INFINITOS .......................................................................................................... 19
2.1 Exercícios Resolvidos ............................................................................................... 19
3 ASSÍNTOTA VERTICAL .................................................................................................. 22
3.1 Introdução ................................................................................................................... 22
3.2 Exercícios Resolvidos ............................................................................................... 23
3.3 Exercícios Propostos ................................................................................................. 27
4 LIMITES NO INFINITO ..................................................................................................... 28
4.1 Exercícios Resolvidos .................................................................................................... 28
5 ASSÍNTOTA HORIZONTAL ............................................................................................ 32
5.1 Introdução ................................................................................................................... 32
5.2 Exercícios Resolvidos ............................................................................................... 34
5.3 Exercícios Propostos ................................................................................................. 36
6 DERIVADA ......................................................................................................................... 41
6.1 Definição ..................................................................................................................... 41
6.2 Algumas regras de derivação .................................................................................. 42
6.3 Exercícios Resolvidos ............................................................................................... 43
7 REGRA DE L’HÔSPITAL ................................................................................................ 47
7.1 Introdução ................................................................................................................... 47
7.2 Definição ..................................................................................................................... 48
7.3 Exercícios Resolvidos ..................................................................................... 48
7.4 Exercícios propostos ................................................................................................. 49
8 TAXA DE VARIAÇÃO ...................................................................................................... 50
8.1 Definição ..................................................................................................................... 50
8.2 Exercícios Resolvidos ............................................................................................... 50
8.3 Exercícios Propostos ................................................................................................. 51
9 REGRA DA CADEIA ........................................................................................................ 53
9.1 Exercícios Resolvidos ............................................................................................... 53
9.2 Exercícios Propostos ................................................................................................. 53
10 DERIVAÇÃO IMPLÍCITA ............................................................................................... 54
10.1 Introdução ................................................................................................................. 54
10.2 Exercícios Resolvidos ............................................................................................. 54
10.3 Exercícios Propostos .............................................................................................. 56
11 TAXAS RELACIONADAS ............................................................................................. 57
11.1 Introdução ................................................................................................................. 57
11.2 Exercícios Resolvidos ............................................................................................. 57
11.3 Exercícios Propostos .............................................................................................. 58
12 SIGNIFICADO GEOMÉTRICO DA DERIVA .............................................................. 59
12.1 Inclinação da reta secante a uma curva .............................................................. 59
12.2 Inclinação da reta tangente a uma curva ............................................................. 60
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3
12.3 Exercício Resolvido ................................................................................................. 61
12.4 Exercícios Propostos .............................................................................................. 61
13 O SINAL DA DERIVADA E O COMPORTAMENTO DE UMA FUNÇÃO ............. 62
13.1 O sinal da primeira derivada .................................................................................. 62
13.2 Exercício Resolvido ................................................................................................. 63
13.3 Exercícios Propostos .............................................................................................. 64
14 CONCAVIDADE .............................................................................................................. 65
14.1 Introdução ................................................................................................................. 65
14.2 Exercícios Resolvidos ............................................................................................. 65
15 CRITÉRIO DA SEGUNDA DERIVADA PARA DETERMINAÇÃO DE
MÁXIMOS E MÍNIMOS ........................................................................................................
67
15.1 Definição ................................................................................................................... 67
15.2 Exercícios Resolvidos ............................................................................................. 67
15.3 Exercícios Propostos .............................................................................................. 68
GABARITO ............................................................................................................................ 70
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APRESENTAÇÃO
Este texto de Cálculo Diferencial e Integral I foi ancorado em dois temas
fundamentais:
Limites e continuidade e Derivadas e aplicações, desenvolvidos com apresentações
sucintas da parte teórica, exercícios resolvidos (ER) e exercícios propostos (EP).
A parte delimites é tratada de forma intuitiva por meio de análise de alguns
gráficos, incluindo a ideia de continuidade. Desta forma, constam vários exercícios
resolvidos (ER) para auxiliar a construção dos conceitos, seguidos de listas de
exercícios propostos com o intuito de fixar as ideias.
A parte que trata da derivada de uma função é desenvolvida a partir da definição
para deduzir as primeiras regras de derivação de modo que, por meio dos ER, o aluno
possa praticar.
As aplicações das derivadas vão desde da taxa de variação de uma função,
derivação implícita, taxas relacionadas, passando pelo significado geométrico da
derivada, aplicado à determinação da equação de uma reta tangente a uma curva.
Alguns tópicos foram reservados para a aplicação de derivadas ao estudo
sucinto do comportamento de uma curva e de sua concavidade, bem como para a
análise dos pontos extremos e de inflexão.
O curso proposto deverá desenvolver atividades que possibilitem resolver
problema de otimização aplicando as ideias de máximo e de mínimo de uma função.
As noções do Cálculo aqui desenvolvidas pelos autores não se esgotam nessas
notas de aula. Os alunos não devem prescindir de consultas a outras obras para
complementar seus conhecimentos.
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1 LIMITES
1.1 Exercícios Resolvidos
ER1) Considere a função f : definida por f(x) = x2 e usando uma calculadora
determine:
a) f (1,8) f) f (2,1)
b) f (1,85) g) f (2,01)
c) f (1,9) h) f (2,001)
d) f (1,96) i) f (2,0001)
e) f (2)
Solução
a) 3,24 f) 4,41
b) 3,4225 g) 4,0401
c) 3,61 h) 4,004001
d) 3,8416 i) 4,00040001
e) 4
ER2) Observe os resultados encontrados na questão anterior e responda:
a) Para quanto se “aproxima” o valor de f (x) quando x se “aproxima” de 2 e é menor do
que 2?
b) Para quanto se “aproxima” o valor de f (x) quando x se “aproxima” de 2 e é maior do
que 2?
Solução
a) 4
b) 4
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ER3) Dado o gráfico da função, responda:
a) Para quanto se “aproxima” o valor de f(x) quando x se “aproxima” de – 4 e x < – 4?
b) Para quanto se “aproxima” o valor de f(x) quando x se “aproxima” de – 4 e x > – 4?
c) Qual é o valor de f(x) quando x = – 4?
d) Para quanto “tende” o valor de f (ou se “aproxima”) quando x “tende” a 2 pela
esquerda (ou tende a 2 e é menor do que 2)?
e) Para quanto “tende” o valor de f quando x “tende” a 2 pela direita?
f) Qual é o valor de f quando x = 2?
g) Para quanto “tende” o valor de f quando x “tende” a 4 pela esquerda?
h) Para quanto “tende” o valor de f quando x “tende” a 4 pela direita?
i) Qual é o valor de f (4)?
Solução
a) 2 b) – 3 c) – 1
d) 3 e) 3 f) 0
g) 4 h) 4 i) 4
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ER4) Considere o gráfico de uma função dado abaixo e complete, corretamente, as
sentenças seguintes:
a) Se x tende a a pela esquerda então f(x) tende a ______.
Simbolicamente:
Se x a - então f(x) ______.
b) Se x tende a a pela direita então f(x) tende a ______.
Simbolicamente:
Se x a + então f(x) ______.
c) f(a) = ______.
d) Se x b - então f(x) ______.
e) Se x b+ então f(x) ______.
f) f(b) = ______.
g) Se x c - então f(x) ______.
h) Se x c + então f(x) ______.
i) f(c) = ______.
Solução
a) g b) h c) g
d) d e) d f) m
g) j h) j i) j
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Observação
Dada uma função definida num intervalo aberto I, com a I.
Para descrever o fato de que se x a - então f(x) b escrevemos:
(lê-se: limite de f(x) quando x “tende” a a pela esquerda é igual a b)
Analogamente, para descrever que se x a + então f(x) c escrevemos:
(lê-se: limite de f(x) quando x “tende” a a pela direita é igual a c)
Tais limites são denominados limites laterais esquerdo e direito,
respectivamente.
Quando os limites laterais são iguais a b dizemos que existe o limite de f(x) no
ponto a e, então escrevemos:
Assim,
a
lim ( )
x
f x b
se, e somente se
a a
lim ( ) lim ( ) =
x x
f x f x b
.
Comentários sobre o ER4:
1) Observe que, em f quando x a – (lê-se: x “tende” a a pela esquerda), f(x) “tende” a
g. Para descrever este fato em linguagem simbólica escrevemos:
(lê-se: limite de f(x) quando x “tende” a a pela esquerda é igual a g)
2) Observe que, em f quando x a + (lê-se: x “tende” a a pela direita), f(x) “tende” a h.
Para descrever este fato em linguagem simbólica escrevemos:
(lê-se: limite de f(x) quando x “tende” a a pela direita é igual a h)
lim ( )
x a
f x b
lim ( )
x a
f x c
lim ( )
x a
f x b
lim ( ) g
x a
f x
lim ( ) h
x a
f x
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3) Observe que, em f quando x b - (lê-se: x “tende” a b pela esquerda), f(x) “tende” a
d. Para descrever este fato em linguagem simbólica escrevemos:
(lê-se: limite de f(x) quando x “tende” a b pela esquerda é igual a d)
4) Observe que, em f quando x b + (lê-se: x “tende” a b pela direita), f(x) “tende” a d.
Para descrever este fato em linguagem simbólica escrevemos:
(lê-se: limite de f(x) quando x “tende” a b pela direita é igual a d)
5) Observe que f(b) = m (a imagem de b é igual a m) é diferente dos limites encontrados
nos itens d e e.
6) Observe que, em f quando x c - (lê-se: x “tende” a c pela esquerda), f(x) “tende” a j.
Para descrever este fato em linguagem simbólica escrevemos:
(lê-se: limite de f(x) quando x “tende” a c pela esquerda é igual a j)
7) Observe que, em f quando x c + (lê-se: x “tende” a c pela direita), f(x) “tende” a j.
Para descrever este fato em linguagem simbólica escrevemos:
(lê-se: limite de f(x) quando x “tende” a c pela direita é igual a j)
8) Observe que f(c) = j (a imagem de c é igual a j) é igual aos limites encontrados nos
itens g e h.
lim ( ) d
x b
f x
lim ( ) d
x b
f x
c
lim ( ) j
x
f x
+ c
lim ( ) j
x
f x
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Conclusão
Nos itens 1 e 2, podemos
concluir que quando os limites laterais
são diferentes, isto caracteriza
geometricamente uma descontinuidade
do tipo “salto” no ponto onde x = b.
Nos itens 3, 4 e 5 podemos
concluir que quando os limites laterais
são iguais, mas diferentes da imagem
no ponto de abscissa a, esse fato
algébrico revela geometricamente uma
descontinuidade do tipo “furo” em x = a.
Nos itens 6, 7 e 8 podemos concluir que quando os limites laterais, no ponto
estudado, são iguais e iguais a imagem da função no ponto, esse fato algébrico revela
geometricamente que a função é contínua nesse ponto.
Para provar que f é contínua em x1 precisamos mostrar que três condições são
satisfeitas:
i) f (x1) existe;
ii)
1
lim ( )
x x
f x
existe;
iii)
1
1lim ( ) ( )
x x
f x f x
.
)(lim)(lim xfxf
bxbx
O
)()(lim)(lim afxfxf
axax
O
)()(lim)(lim cfxfxf
cxcx
O
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1.2 Exercícios Propostos
EP1) Verifique se
2 se 1
( ) =
3 5 se > 1
x x
f x
x x
é contínua emx1 = 1.
EP2) Verifique se 2
1 se < 1
( ) = se 1 2
2 se 2
x
f x x x
x x
é contínua em x1 = –1 e em x2 = 2.
EP3) Dado o gráfico abaixo, determine, se existir:
-
+ -
x -7
x -7 x 4
a) lim ( ) l) (2)
b) lim ( ) m) lim ( )
c) lim
f x f
f x f x
+x -7 x 4
x 4
x
( ) n) lim ( )
d) ( 7) o) lim ( )
e) lim
f x f x
f f x
-
+ -
-2
x -2 x 6
x
( ) p) (4)
f) lim ( ) q) lim ( )
g) lim
f x f
f x f x
+-2 x 6
x 6
x
( ) r) lim ( )
h) ( 2) s) lim ( )
i) lim
f x f x
f f x
-
+
x 7 2
x 2
x 2
( ) t) lim ( )
j) lim ( ) u) (6)
k) lim
f x f x
f x f
( ) v) (7)f x f
O
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EP4) Considere a função f(x) = x2 e seu gráfico dado. Calcule:
2
1
2 2
1 2
a) ( 1) e) lim
b) lim f) lim
c) lim
x
x x
x
f x
x x
2 2
2 3
2 2
0 4
g) lim
d) lim h) lim
x
x x
x x
x x
EP5) Calcule, se existir:
2
3
1 64
3 2 2
t 1 1
1
b) lim k) lim
3 + 1
c) lim t + t + 5t 5 l) lim 3 + 5
d)
x x
x
x
x x
x
x x
2 2
1
2 2
2
5 -2
sen + cos 1
lim m) lim
sen
e) lim 1 n) lim
1
x x
x x
x x
x x
x x
x
0
2
-3
2
f) lim sen o) lim 2
5
g) lim cos p) lim
1
x
x
x
x
2
a 10 4
3
2 2
3
1 -2
2 7
h) lim a + 1 q) lim
5 3 + 2
i) lim r) lim log
+ 15
x
x x
x
x
x
x x x
x
2
2
2 -2
3
8
j) lim log + 6 s) lim 3 + 2x x
x x
x
x
x
Para calcular o limite de uma função, primeiramente, supomos que a função é
contínua no ponto estudado, como no exemplo em x = 1. Com isso podemos calcular a
imagem neste ponto e igualar ao limite, pois em funções contínuas o limite no ponto é
igual à imagem do ponto. Sempre que o
x c
lim ( ) ( )f x f c
dizemos que o limite pode
ser calculado por substituição direta.
2 2
1
3 1 3 2
a) lim = = = 1
1 + 1 + 1 2x
x
x
O
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Para os itens a seguir considere
1
, se 1
( ) = 1 , se 1 < < 0
e , se 0x
x
x
f x x x
x
-1 0
1 2
-
2
t) lim ( ) v) lim ( )
u) lim ( ) x) lim
x x
x
x
f x f x
f x
( )f x
EP6) Considere as funções reais de variável real e estude a continuidade no ponto
pedido:
2
2
3 + 2, se < 3
a) ( ) =
5 + 8, se 3
x x x
f x
x x x
, para x = 3
Solução
f (3) = 32 – 5 . 3 + 8 = 2
+
3
3
3
lim ( ) = 2
lim ( ) = 2
lim ( ) = 2
x
x
x
f x
f x
f x
Como
3
lim ( ) = (3)
x
f x f
então a função f é contínua no ponto x = 3.
1
2, se 3
b) ( ) = 3
2 + 5, se > 3
x x
f x
x x
, para x = 3
1
, se 0 < 2
c) ( ) =
1 , se 2
4
x
x
f x
x
x
, para x = 2
EP7) Considere a função
1
( ) = 1 +
x
E x
x
e calcule:
a) E(1) g) E(50)
b) E(2) h) E(100)
c) E(4) i) E(1000)
d) E(5) j) E(10 000)
e) E(10) k) E(100 000)
f) E(20) l) E(1 000 000)
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Observação
+
+
1
lim 1 + = e
lim 1 + = e
x
x
x
x
x
x
EP8) Calcule, se existir:
22
1
1 1 1 0
a) lim = =
+ 1 1 + 1 0x
x
x
(símbolo de indeterminação)
Para calcular este limite vamos analisar o gráfico da função
2 1
( )
+ 1
x
f x
x
.
Manipulando algebricamente a equação da função f obtemos uma nova lei:
2 1 + 1 1
= = 1
+ 1 + 1
x xx
y x
x x
, desde que x –1.
Observe que o gráfico da função f
é descontínuo para x = –1.
Existe um furo no gráfico.
Podemos escrever a função f da seguinte maneira: como o numerador é a
diferença dos quadrados de dois números, pode ser escrito como o produto da soma
pela diferença desses números. Simplificando o numerador pelo denominador chegamos
a h (x) = x – 1. Lembre-se que para –1, não está definido para ambas as funções, ou seja,
D(f ) = D(h) = 1 .
O x
y
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Observe o gráfico das funções f e h.
O limite não é o estudo no ponto, e sim, o estudo na vizinhança de um ponto.
Desta forma utilizamos esta “nova” lei para calcular o limite da função f(x) quando x
tende a –1, pois os valores de f e h possuem o mesmo comportamento na vizinhança
de x = –1. Compare o limite das duas funções, com a ajuda dos gráficos.
2
1 1
1
lim lim 1 2
1x x
x
x
x
2 1
( )
+ 1
x
f x
x
( ) = 1h x x
Podemos observar que o gráfico da função f(x) é idêntico ao gráfico de h(x), com
exceção do ponto (–1, –2), que não está definido em f(x), pois x = –1 é o valor que anula
o denominador da função, logo não está definido no domínio da função. Em outras
palavras, f não está definida para x = –1, isto é, 1 D( f ).
Lembre-se que quando calculamos o limite de uma função e encontramos o
símbolo de indeterminação
0
0
, podemos, em muitos casos, calcular este limite pelo
limite de outra função cujo gráfico é igual (possui a mesma vizinhança do ponto
estudado) ao gráfico da função desejada.
y
y
x x
O O
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16
2 2
2 1 0
2
0
1 + 4
b) lim c) lim
1 + 2
d) lime) l
x x
x
x x x
x x x
x x
x
2
0
2
2 2 2 1
2
-3
im log 4 + 1
3 + 2 1
f) lim g) lim
4 1
9
h) lim
+ 3
x
x x
x
x x
x x x
x x
x
x
9
2 2
0 5
2
2
9
i) lim
3
+ 5 7 + 10
j) lim k) lim
5
4
l) lim
2
x
x x
x
x
x
x x x x
x x
x
x
3 2
2t 1 3
2 0
cos
m) lim
+ 5 + 3
n) lim o) lim 2 + 1
3 2
p) lim
3 6
x
x
x
r
x
x
t t t
t t
r
r r
2
2 2
3 2
2 2 4 0
4 4
q) lim
6
4 3
r) lim s) lim
2 8 2
t)
s
x x
s s
s s
x x x x
x x x x
2 3
2 -3 -2
3
2 2
5 + 8
lim u) lim
1 + 7 +10
8
v) lim w
3 + 2
x y
x
x y
x y y
x
x x
2
2
2 5 + 2
) lim
2
x
x x
x
1.3 Exercícios Resolvidos
ER5) Calcule, se existir:
0
sen sen 0 0
) lim = =
0 0x
x
a
x
(símbolo de indeterminação)
Substituindo valores em x de modo que x tenda a zero pela direita e pela
esquerda teremos (os cálculos devem ser feitos com a calculadora no modo radiano):
Logo,
0
sen
lim
x
x
x
= 1.
x
sen x
x
0,1 0,998334
0,01 0,999983
0,001 0,999999
x
sen x
x
–0,1 0,998334
–0,01 0,999983
–0,001 0,999999
Quando x tende
a 0 pela direita
sen x
x
tende a 1.
Quando x tende
a 0 pela
esquerda
sen x
x
tende a 1.
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17
0
tan tan 0 0
) lim = =
0 0x
x
b
x
(símbolo de indeterminação)
Substituindo valores em x de modo que x tenda a zero pela direita e pela
esquerda teremos os valores aproximados (os cálculos devem ser feitos com a
calculadora no modo radiano):
Logo,
0
tan
lim
x
x
x
= 1.
1.4 Exercícios Propostos
EP9) Calcule, se existirem.
2
2 3 1
2
2 2
0 2
3 4 1
a) lim b) lim
1
+ 4 5
c) lim d) lim
5
x
x
x x
x x x
x x x
x x x
x
2
3 2
1 1
2 2
6
3 2
2 + 2 1
e) lim f) lim 7
1
3
g) lim
2
x x
x
x
x x
x x x
x
x
Solução
2 2
3 3
lim
0 2x x
(Impossível)
Teste:
Se x = 1,9 então
2 2 2
3 3 3 3
= = = =300
0,012 1,9 2 0,1x
. Logo, podemos
escrever que
2 2
3
lim = +
2x x
.
x
tan x
x
0,1 1,003347
0,01 1,000033
0,001 1,000000
x
tan x
x
–0,1 1,003347
–0,01 1,000033
–0,001 1,000000
Quando x tende
a 0 pela direita
tan x
x
tende a 1.
Quando x tende
a 0 pela
esquerda
tan x
x
tende a 1.
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18
Se repetirmos a operação com outros valores de x próximos de 2, pela esquerda,
notaremos que os valores da função dada aumentarão cada vez mais, isto é, tenderão
para + .
Se x = 2,1 então
2 2 2
3 3 3 3
= = = =300
0,012 2,1 2 0,1x
. Logo, podemos escrever
que
+ 2 2
3
lim = +
2x x
.
Se repetirmos a operação com outros valores de x próximos de 2, pela direita,
notaremos que os valores da função dada também aumentarão cada vez mais, isto é,
tenderão para + .
Assim,
2 2
3
lim = +
- 2x x
, pois
2 2
3
lim =
2x x
+ 2 2
3
lim = +
2x x
.
Agora é sua vez de calcular os casos que seguem.
2 2 1
0 2
2
3 2
h) lim i) lim
12
1 1
j) lim k) lim
2
l) lim
x x
x x
x
x
xx
x x
+
+
2
0
2
2 4
+ 2 3
m) lim
2
+ 1
n) lim + 3 o) lim
+ 5
p) lim
x
x x
x
x x
x x
x
x
x
20
1
x
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19
2 LIMITES INFINITOS
2.1 Exercícios Resolvidos
ER6) Observe o gráfico cartesiano da função
1
( ) = f x
x
e calcule, se existir:
-
+
0
0
0
i) lim ( )
ii) lim ( )
iii) lim ( )
iv) (0)
x
x
x
f x
f x
f x
f
Solução
i) ii) iii) não existe i) não existe
ER7) Observe o gráfico cartesiano da função
2
1
( ) = f x
x
e calcule, se existir:
-
+
0
0
0
i) lim ( )
ii) lim ( )
iii) lim ( )
iv) (0)
x
x
x
f x
f x
f x
f
Solução
i) ii) iii) i) não existe
O
O
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20
ER8) Observe o gráfico cartesiano da função
1
( ) = f x
x
e calcule, se existir:
-
+
0
0
0
i) lim ( )
ii) lim ( )
iii) lim ( )
iv) (0)
x
x
x
f x
f x
f x
f
Solução
i) ii) iii) não existe i) não existe
ER9) Observe o gráfico cartesiano da função
2
1
( ) = f x
x
e calcule, se existir:
-
+
0
0
0
i) lim ( )
ii) lim ( )
iii) lim ( )
iv) (0)
x
x
x
f x
f x
f x
f
Solução
i) ii) iii) i) não existe
O
O
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21
Se o valor de f(x) cresce indefinidamente quando x “tende” a a, pela esquerda ou
pela direita, então podemos escrever
lim ( ) = +
x a
f x
ou
lim ( ) = +
x a
f x
conforme for apropriado, e dizemos que f(x) cresce sem limitação quando x “tende” a a
pela esquerda x a ou x “tende” a a pela direita + x a .
De forma análoga, se o valor de f(x) decresce indefinidamente quando x “tende”
a a, pela esquerda ou pela direita, então escrevemos
lim ( ) =
x a
f x
ou
lim ( ) =
x a
f x
conforme for apropriado, e dizemos que f(x) decresce sem limitação quando x “tende” a
a pela esquerda x a ou x “tende” a a pela direita + x a .
Da mesma forma, se ambos os limites laterais forem + , então escrevemos
e se ambos os limites laterais são iguais a , então escrevemos
Conclusão
Considere o
( )
lim
( )x a
h x
g x
. Se o limite do denominador for zero, porém não o do
numerador, então há três possibilidades para o limite da função racional quando
x a :
i) O limite poderá ser ;
ii) O limite poderá ser ;
iii) O limite poderá ser de um lado e do outro.
lim ( ) = +
x a
f x
lim ( ) =
x a
f x
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22
3 ASSÍNTOTA VERTICAL
3.1 Introdução
Uma reta x = a é chamadade assíntota vertical do gráfico de uma função f se
f(x) “tende” a ou , quando x “tende” a a pela esquerda ou pela direita.
Todas as funções, cujos gráficos são dados anteriormente, têm uma assíntota
vertical em x = a, a qual está indicada pela reta tracejada.
1
( ) = f x
x a
2
1
( ) =
( )
f x
x a
2
1
( ) =
( )
f x
x a
O
O
O
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23
3.2 Exercícios Resolvidos
ER10) Calcule os limites, se existirem:
2
2
+ 4
a) lim
2x
x
x
Solução
22 + 4 8
(2) = =
2 2 0
f
(Impossível)
Usando uma calculadora obtemos:
2
2
+ 4
lim =
2x
x
x
2
2
+ 4
lim = +
2x
x
x
Observação
Acrescente mais valores na tabela, se julgar necessário, para ajudar a chegar às
conclusões.
Se
+
2 2
2 2
+ 4 + 4
lim lim
2 2x x
x x
x x
então não existe o
2
2
+ 4
lim
2x
x
x
.
x f(x)
1,9 –76,1
1,99 –796,01
1,999 –7996,001
1,9999 –79996,0001
x f(x)
2,1 84,1
2,01 804,01
2,001 8004,001
2,0001 80004,0001
Para calcular o limite desta função, devemos
calcular os limites laterais. Comparamos seus
valores. Se forem iguais, existe o limite no ponto e
este tem o mesmo valor dos limites laterais. Se
forem diferentes, não existe o limite o ponto.
Podemos concluir que
quando x “tende” a 2 pela
esquerda a função f decresce
sem limitação, ou seja,
“tende” a .
Podemos concluir que
quando x “tende” a 2 pela
direita a função f cresce sem
limitação, ou seja, “tende” a
+ .
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24
2 1
2
b) lim
2x + 1x
x
x
Solução
2
1 2 1
(1) = =
01 2 1 + 1
f
(Impossível)
Usando uma calculadora, obtemos:
2 1
2
lim =
2 + 1x
x
x x
2 1
2
lim =
2 + 1x
x
x x
Se
+2 2 1 1
2 2
lim = lim
2 + 1 2 + 1x x
x x
x x x x
então existe o limite. Assim,
2 1
2
lim =
2 + 1x
x
x x
.
x f(x)
0,9 –110
0,99 –10100
0,999 –1001000
0,9999 –100010000
x f(x)
1,1 –90
1,01 –9900
1,001 –999000
1,0001 –99990000
Podemos concluir que
quando x “tende” a 1 pela
esquerda a função f decresce
sem limitação, ou seja,
“tende” a .
Podemos concluir que
quando x “tende” a 1 pela
direita a função f decresce
sem limitação, ou seja,
“tende” a .
Para calcular o limite desta função, devemos
calcular os limites laterais. Comparamos seus
valores. Se forem iguais, existe o limite no ponto e
este tem o mesmo valor dos limites laterais. Se
forem diferentes, não existe o limite no ponto.
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25
3
2 2
1
c) lim
4x
x
x
Solução
3
2
2 1 8 1 9
( 2) = =
4 4 02 4
f
(Impossível)
Teste:
Se x = −2,1 então
3
2
2,1 1 ( )
( 2,1) = = ( )
( )2,1 4
f
. Logo,
3
2
2
1
lim
4x
x
x
.
Se x = −1,9 então
3
2
1,9 1 ( )
( 1,9) = = ( )
( )1,9 4
f
. Logo,
3
2
2
1
lim
4x
x
x
.
Como
3 3
2 2
2 2
1 1
lim lim
4 4x x
x x
x x
então não existe o
3
2 2
1
lim
4x
x
x
.
2 1
d) lim
+ 1x
x
x
Solução
2
1 1
( 1) =
01 1
f
(Impossível)
Teste:
Se x = −1,1 então
2
1,1 ( )
( 1,1) = = ( )
( )1,1 1
f
. Logo,
2
1
lim
+ 1x
x
x
.
Se x = −0,9 então
2
0,9 ( )
( 0,9) = = ( )
( )0,9 1
f
. Logo,
2
1
lim
+ 1x
x
x
.
Como
2 2
1 1
lim = lim
+ 1 + 1x x
x x
x x
então existe o limite. Assim,
2 1
lim =
+ 1x
x
x
.
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26
1
e) lim
1x
x
x
Solução
1 1
(1) =
1 1 0
f
(Impossível)
Teste:
Se x = 0,9 então
0,9 ( )
(0,9) = = ( )
1 0,9 ( )
f
. Logo,
1
lim
1x
x
x
.
Se x = 1,1 então
1,1 ( )
(1,1) = = ( )
1 1,1 ( )
f
. Logo,
1
lim
1x
x
x
.
Como
1 1
lim lim
1 1x x
x x
x x
então não existe o
1
lim
1x
x
x
.
2
3
f) lim
2x x
Solução
3 3
(2) =
2 2 0
f
(Impossível)
Teste:
Se x = 1,9 então
3 ( )
(1,9) = = ( )
1,9 2 ( )
f
. Logo,
2
3
lim
2x x
.
Se x = 2,1 então
3 ( )
(2,1) = = ( )
2,1 2 ( )
f
. Logo,
2
3
lim
2x x
.
Como
2 2
3 3
lim lim
2 2x xx x
então não existe o
2
3
lim
2x x
.
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27
3.3 Exercícios Propostos
EP10) Verifique se o gráfico de cada função real abaixo possui assíntota vertical. Em
caso afirmativo estabeleça sua equação. Verifique suas respostas utilizando um
software que possua recursos gráficos. Sugestão: utilizem o software Winplot
(https://winplot.br.softonic.com).
4 2
2 2
3
4 2
1 3 2
a) ( ) = b) ( ) = c) ( )
4 + 1 2
1 3
d) ( ) = e) ( ) = )
94
x x x x
f x f x f x
x x x
x y
f x f y f f
yx
3
2
( ) log( 3)
1 4 2
) ( ) ) ( ) ) ( )
4
) ( ) 5log (3 2)
x x
x x
g f x h f x i f x
x x x
j f x x
EP11) Deposita-se a quantia de $1000 em uma conta que é capitalizada
trimestralmente à taxa anual r (taxa unitária). O saldo A após 10 anos é
40
= 1000 1 +
4
r
A
.
Existe o limite de A quando a taxa de juros tende para 6%? Em caso afirmativo, qual é
o limite?
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28
4 LIMITES NO INFINITO
4.1 Exercícios Resolvidos
ER11) Observe o gráfico da função
1
( ) = f x
x
e responda:
Para quanto “tende” f(x) à
medida que x cresce sem limitação? 0.
Simbolicamente, escrevemos
+
lim ( ) = 0.
x
f x
Para quanto “tende” f(x) à
medida que x decresce sem limitação?
0.
Simbolicamente, escrevemos
-
lim ( ) = 0
x
f x
.
Observe a tabela abaixo:
Os valores que completam a tabela comprovam o que pode ser observado no
gráfico acima.
1 0,1 0,01 0,001 0,0001 −0,01 −0,1 −0,001 −0,0001 −1
x decrescendo sem limitação x crescendo sem limitação
x … 10000 1000 100 10 1 1 10 100 1.000 10.000 …
f(x) ... ...
f (x) tendendo a zero f (x) tendendo a zero
x
y
Assíntota Horizontal
O
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ER12) Observe o gráfico da função
2 + 1
( ) =
x
g x
x
e responda:
Para quanto “tende” g(x) à
medida que x cresce sem limitação? 2.
Simbolicamente, escrevemos
+
lim g( ) = 2
x
x
.
Para quanto “tende” g(x) à
medida que x decresce sem limitação?
2.
Simbolicamente, escrevemos
-
lim g( ) = 2
x
x
.
Observe a tabela abaixo:
Os valores que completam a tabela comprovam o que pode ser observado no
gráfico acima.
x
y
Assíntota Horizontal
O
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30
ER13) Observe o gráfico da função 3( ) = h x x .
Quando x cresce sem limitação h(x)
também cresce sem limitação.
Simbolicamente, escrevemos
+
lim h( ) = +
x
x
.
Quando x decresce sem limitação
h(x) também decresce sem limitação.
Simbolicamente, escrevemos
+
lim ( ) =
x
h x
.
Como se pode observar a curva h
não possui assíntota horizontal.
ER14) Observe os casos a seguir:
+
a) lim ( ) = 3
x
f x
e
-
lim ( ) = 3
x
f x
O limite de uma função
constante é a própria
constante.
+
-
lim = ,
lim = ,
x
x
a a a
a a a
x
y
O
x
y
3)( xf
O
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31
5
+
b) lim = +
x
x
e 5
-
lim =
x
x
6
+
c) lim = +
x
x e 6
-
lim = +
x
x
x
y
6xxf
Ao lado temos o gráfico da função
polinomial f(x) = x5, como podemos
observar, quando x cresce sem
limitação a função também cresce
sem limitação e quando x decresce
sem limitação a função também
decresce sem limitação.
Ao lado temos o gráfico da função
polinomial f(x) = x6, como podemos
observar, quando x cresce sem
limitação a função também cresce
sem limitação e quando x decresce
sem limitação a função também
cresce sem limitação.
x
y
5xxf
O
O
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32
5 ASSÍNTOTA HORIZONTAL
5.1 Introdução
Uma reta y = L é chamada de assíntota horizontal do gráfico de uma função f
se f(x) L, quando x ou + x .
Vimos no exercício 1.2.3 que o
+
1
lim 1 + = e
x
x x
. Além disso, o
-
1
lim 1 + = e
x
x x
.
Quando
+
lim ( )
x
f x
=L1 e
lim ( )
x
f x =L2, as retas y=L1 e y=L2 são assíntotas
horizontais do gráfico de f . Algumas funções têm duas assíntotas horizontais: uma à
direita e outra à esquerda, como por exemplo:
O
x
y
Assíntota Horizontal
Assíntota Horizontal
1
2
)(
2
x
x
xf
O
x
y
Assíntota Horizontal
x
x
xf
1
1)(
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33
Mostraremos a seguir que
2 +
2
lim = 2
+ 1x
x
x
e que
2
2
lim = 2
+ 1x
x
x
.
Portanto o gráfico da função
2
2
( ) =
+ 1
x
f x
x
possui duas assíntotas horizontais.
Demonstração: Demonstração:
2
1
1
2
lim
1
2
lim´
1
2
lim
1
2
lim
22
222
xx
x
x
x
x
x
x
x
x
x
xxxx
2
1
1
2
lim
1
2
lim´
1
2
lim
1
2
lim
22
222
xx
x
x
x
x
x
x
x
x
x
xxxx
Note que o gráfico de uma função pode cortar suas assíntotas horizontais.
2
3
4
( )
3 7
x x
f x
x
y
x
Assíntota Horizontal
O
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34
5.2 Exercícios Resolvidos
ER15) Calcule
2x
2
lim 5
x
.
Pode-se verificar este limite traçando o gráfico de
2
2
( ) 5f x
x
:
Note que o gráfico tem y = 5 como assíntota horizontal à direita. Calculando o
limite de f (x) quando x , vê-se que esta reta também é assíntota horizontal à
esquerda.
ER16) Determine as equações das assíntotas horizontais dos gráficos das funções:
a)
2
2 3
3 1
x
y
x
b)
2
2
2 3
3 1
x
y
x
c)
3
2
2 3
3 1
x
y
x
Solução
a)
2 2
2 3 2 2
lim lim lim 0.
3 1 3 3x x x
x x
x x x
O
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35
2 2
2 3 2 2
lim lim lim 0.
3 1 3 3x x x
x x
x x x
O gráfico que representa a função possui uma assíntota horizontal com equação
y = 0.
b)
2 2
2 2
2 3 2 2 2
lim lim lim .
3 1 3 3 3x x x
x x
x x
2 2
2 2
2 3 2 2 2
lim lim lim .
3 1 3 3 3x x x
x x
x x
O gráfico que representa a função possui uma assíntota horizontal com equação
y =
2
.
3
c)
3 3
2 2
2 3 2 2
lim lim lim .
3 1 3 3x x x
x x x
x x
3 3
2 2
2 3 2 2
lim lim lim .
3 1 3 3x x x
x x x
x x
O gráfico que representa a função não possui assíntota horizontal.
ER17) A população y de uma cultura de bactérias segue o modelo da função logística
- 0,3
925
=
1 + e t
y
onde t é o tempo em dias. A população tem um limite quando t cresce ilimitadamente?
Justifique sua resposta.
Solução
0,3
925 925
lim 925
1 + e 1 + 0tx
, pois 0,3
0,3 +
1 1 1
lim e lim 0.
e e
t
tx x
Logo, y tende a 925.
Observação
0,3 lim e t
x
, pois e > 1.
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36
ER18) A aprendizagem P(t) ao longo de t anos de trabalho de um operário é dada por
P(t) = 60 – 20. e - 0,2t.
O que ocorre com a aprendizagem depois de vários anos de trabalho?
Solução
0,2 0,2
20
lim 60 20 lim 60 60t
tt t
e
e
Logo, o nível de aprendizagem tende a 60.
5.3 Exercícios Propostos
EP12) Determine as equações das assíntotas horizontais e verticais:
a)
2
2
1
( )
x
f x
x
b)
3
4
( )
2
f x
x
c)
2
2
2
( )
2
x
f x
x x
d)
2
( )
1
x
f x
x
e)
3
2
( )
1
x
f x
x
f)
2
4
( )
4
x
f x
x
g)
2
2
1
( )
2 8
x
f x
x
h)
2
3
1
( )
8
x
f x
x
EP13) Dada a Lista I de funções reais de variável real. Associe cada função da Lista I
ao seu gráfico na Lista II. Recorra às assíntotas horizontais como auxílio.
Lista I
i)
2
2
3
( )
2
x
f x
x
ii)
2
2
( )
2
x
f x
x
iii)
2
( )
2
x
f x
x
iv)
2
4
( ) 2
1
x
f x
x
v)
2
1
( ) 5
1
f x
x
vi)
2
2
2 3 5
( )
1
x x
f x
x
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37
Lista II
a) b)
c) d)
e) f)
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38
EP14) Determine, se existirem, as equações das assíntotas horizontais dos gráficos
das funções reais abaixo: (Verifique suas respostas utilizando um software que possua
recursos gráficos.)
2
2 2
2 2
2
2
2 3
a) ( ) = b) ( ) = + 4
2
3 6 9 1
c) ( ) d) ( ) =
6 3 + 2
e) ( ) =
1 + + 2
x
f x f x x
x
x x x
f x f x
x x x x
x
f x
x x
EP15) Calcule os limites, se existir:
+
4 3
a) lim
2 5x
x
x
Solução:
+ + +
4 3 3
4
4 3 4
lim = lim = lim = = 2
2 5 52 5 2
2 +
x x x
x
x x x
xx
x x
ou
+ + +
4 3 4
lim = lim = lim 2 = 2
2 5 2x x x
x x
x x
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39
2 2
3 3 + -
2
-
4 2 2 + 5
b) lim c) lim
7 3 4 1
d) lim 5 e) lim
x x
x x
x x x x
x x
x
3
+
2
+ +
3 2
+ +
1365
f) lim 3 g) lim
h) lim + 1 i) lim
x x
x x
x
x x x
x x x
4 3 2
2
2 + -
2 3
3 +
+ 7 + 1
1 5 + 8
j) lim k) lim
+ 1 + 3
1 + x 5
l) lim
4
x x
x
x x x x
x x x
x x
x x
x
3
3 -
-
+ +
3 2
2 +
1 4
m) lim
5 8
n) lim 10 + e o) lim ln + 1
2 5 + 3
p) lim
+ 4 1
x
x
x x
x
x
x
x
x x
x x
2
2
2
2 0 1
1, 2
q) lim ( ) onde ( )
1, 2
, 0
r) lim ( ) onde ( ) s) lim ( ) onde
1 + , 0
x
x x
x x
f x f x
x x
x x
f x f x f x
x x
2
0 0
3 + 1, 1
( )
0, = 1
t) lim e u) lim ln 1 + x
x x
x x
f x
x
x x
2 2
3 3 + -
2
-
4 2 2 - + 5
b) lim c) lim
-7 3 4 - 1
d) lim 5 e) lim
x x
x x
x x x x
x x
x
3
+
2
+ +
3 2
+
1365
f) lim 3 - g) lim -
h) lim - - + 1 i) lim
x x
x x
x
x x x
x x x
4 3 2
+
2
2 + -
2 3
3 +
- + 7 - + 1
1 - 5 + 8
j) lim k) lim
+ 1 + 3
1 - + x 5
l) lim
4
x x
x
x x x x
x x x
x x
x x
x
3
3 -
-
+ +
3 2
2 +
1 4
m) lim
5 8
n) lim 10 + e o) lim ln + 1
2 5 + 3
p) lim
+ 4 1
x
x
x x
x
x
x
x
x x
x x
2
2
2
2 0
1, 2
q) lim ( ) onde ( )
1, 2
, 0
r) lim ( ) onde ( ) s) lim
1 + , 0
x
x x
x x
f x f x
x x
x x
f x f x
x x
1
2
0 0
3 + 1, 1
( ) onde ( )
0, = 1
t) lim e u) lim ln 1 + x
x x
x x
f x f x
x
x x
Observação
Se existem 1
lim ( )
x a
L f x
e 2
lim ( )
x a
L g x
, então:
(1) 1 2lim ( ) ( ) lim ( ) lim ( )
x a x a x a
f x g x f x g x L L
. (O limite da soma é a soma dos
limites).
(2) 1 2lim ( ) ( ) lim ( ) lim ( )
x a x a x a
f x g x f x g x L L
. (O limite da diferença é a diferença
dos limites).
(3) 1 2lim ( ) ( ) lim ( ) lim ( )
x a x a x a
f x g x f x g x L L
. (O limite do produto é o produto dos
limites).
(4) 1
2
lim ( )( )
lim
( ) lim ( )
x a
x a
x a
f x Lf x
g x g x L
, com 2 0L . (O limite do quociente é o quociente dos
limites desde que o limite do denominador não seja zero).
(5) 1lim ( ) lim ( )
n
n n
x a x a
f x f x L
. (O limite da potência é a potência do limite).
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40
(6)
1lim ( ) lim ( )
n nn
x a x a
f x f x L
, desde que 1 0L se n for par. (O limite da raiz n-ésima
é a raiz n-ésima do limite).
(7) 1
lim ( )
( )lim x a
f x
Lf x
x a
b b b
, com 0 1b . (O limite da exponencial é a exponencial do
limite).
(8) 1lim log log lim logb b b
x a x a
f x f x L
, desde que 1 0L e 0 1b . (O limite do
logaritmo é o logaritmo do limite).
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41
6 DERIVADA
6.1 Definição
A derivada de uma função f é a função denotada por f ’, tal que seu valor em
qualquer número x do domínio de f seja dado por '
0
( ) ( )
( ) lim
h
f x h f x
f x
h
, se esse
limite existir.
Se f admitir derivada em um ponto do seu domínio, então diremos que f é
derivável ou diferenciável nesse ponto.
Se y = f (x), sua derivada pode ser representada por:
1) f ’(x)
d
3) ( )
d
f x
x
d
5)
d
y
x
2) y ’ 4) D ( )
x
f x
Observação
d
d
y
x
é um símbolo para a derivada e não deve ser considerado como uma razão.
Exemplos:
a) f(x) = k, k
Temos que '
0 0
( ) ( ) k k
( ) = lim = lim = 0
h h
f x h f x
f x
h h
. Logo, se f(x) = k
então f ’ (x) = 0.
b) f(x) = x
Temos que '
0 0
( ) ( )
( ) = lim = lim = 1
h h
f x h f x x h x
f x
h h
. Logo, se
f(x) = x então f ’ (x) = 1.
c) f(x) = x2
Temos que
2 2
'
0 0
( ) ( ) ( )
( ) = lim = lim =
h h
f x h f x x h x
f x
h h
2 2 2
0 0
2
= lim = lim 2 = 2
h h
x xh h x
x h x
h
. Logo, se f(x) = x2 então f ’ (x) = 2x.
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42
d) f(x) = x3
Temos que
3 3
'
0 0
( ) ( ) ( )
( ) = lim = lim =
h h
f x h f x x h x
f x
h h
3 2 2 3 3
2 2 2
0 0
3 3
= lim = lim 3 3 = 3
h h
x x h xh h x
x xh h x
h
. Logo, se f(x) = x3 então
f ’ (x) = 3x2.
De modo geral, se f(x) = xn, n , então ' 1( ) = nf x n x .
6.2 Algumas regras de derivação
'
' 1
' ' '
( ) ' ( ) '
'
1) ( ) k ( ) 0, k
2) ( ) ( ) ,
3) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
4) ( ) ( ) . ( ) . ln , , com 0 1
5) ( ) ( ) ( ) .
n n
g x g x
n
f x f x
f x x f x nx n
f x g x h x f x g x h x
f x a f x a g x a a a
f x g x f x n
1 '
' ' '
' '
'
2
'
'
( ) . ( ),
6) ( ) ( ) . ( ) ( ) ( ) . ( ) ( ) . ( )
( ) ( ) . ( ) ( ) . ( )
7) ( ) ( ) , ( ) 0
( ) ( )
( )
8) ( ) log ( ) ( ) ,
( ) . ln
n
a
g x g x n
f x g x h x f x g x h x g x h x
g x g x h x g x h x
f x f x h x
h x h x
g x
f x g x f x a
g x a
'
'
, com 0 1
9) ( ) ( ) cos
10) ( ) cos ( )
a
f x sen x f x x
f x x f x sen x
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43
' 2
' 2
'
'
11) ( ) tg ( ) sec
12) ( ) cotg ( ) cossec
13) ( ) sec ( ) sec . tg
14) ( ) cossec ( ) cossec . cotg
f x x f x x
f x x f x x
f x x f x x x
f x x f x x x
6.3 Exercícios Resolvidos
ER19) Derive as funções a seguir.
a) f(x) = x2 – 2x + 4
b) f(x) = x3 – 3x – 7
c) f(x) =
2 1xe
d)f(x) = 3x
e) f(x) =
2
3
x
x
Solução
a) '( ) = f x 2x – 2
b) '( ) = f x 3x2 – 3
c) '( ) = f x
2 2 1 1. 2 . ln '( ) = 2 . x xe x e f x x e
d) f(x) =
1 1
2 2
1 1
3 ( ) 3 '( ) = . 3 .1 '( ) =
2 2 3
x f x x f x x f x
x
e)
2 2 2
1. 3 2 . 1 3 2 5
'( ) = '( ) = '( ) =
3 3 3
x x x x
f x f x f x
x x x
ER20) Determine as derivadas das funções.
3a) = 8y x
1
b)
1
y
x
3c) y x
2 3
d) =
3 2
x
y
x
e) y x
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44
f) 3 5y x
g) ( ) = tg + cos
h) ( ) = 4 sen
g y y y
f x x x
Solução
2a) ' = 3y x
1 2
2
1 1
b) 1 ' 1 . 1 .1 '
1 1
y y x y x y
x x
ou
2 2
0. 1 1.11 1
' '
1 1 1
x
y y y
x x x
2c) ' 3y x
2 2
2. 3 2 2 3 .3 13
d) ' '
3 2 3 2
x x
y y
x x
1 1
2 2
1 1
e) ' '
2 2
y x y x y x y
x
1 1
2 2
1
2
1 3
f) 3 5 3 5 ' . 3 5 .3 '
2
2. 3 5
y x y x y x y
x
2g) '( ) sec sen
h) '( ) 4.sen 4 .cos '( ) 4 sen .cos
g y y y
f x x x x f x x x x
Note que nos itens b) e f) optamos por reescrever a lei que define a função para
em seguida aplicarmos a regra de derivação adequada.
ER21) Calcule o valor de ' ( )f a em cada caso.
3a) ( ) 2 , 2
1
b) ( ) , 3
2 3
f x x a
f x a
x
Solução
2 2
1 3
2 2
3 3
2 2
a) '( ) 3 '( 2) 3.( 2) '( 2) 12.
1 1 1
b) ( ) 2 3 '( ) . 2 3 .2 '( ) '(3)
2
2 3 2.3 3
1
'(3) .
27
f x x f f
f x x f x x f x f
x
f
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45
Atente que primeiro nós calculamos a derivada da função e em seguida
aplicamos o valor de a, em cada caso. Siga esses passos para calcular os dois
próximos.
2c) ( ) 4, 4
d) ( ) 1 9 , 7
f x x x a
f x x a
Solução
1 1
2 2
1 1
2 2
c) '( ) 2 1 '(4) 2.4 1 '(4) 7
1 9 9
d) ( ) 1 9 '( ) . 1 9 .9 '( ) '(7)
2
2 1 9 2 1 9.7
9
'(7) '( )
16
f x x f f
f x x f x x f x f
x
f f x
6.4 Exercícios Propostos
EP16) Calcule a derivada das funções.
2
3 2
2
3
4 2
7 5
) ( ) ) ( ) 1 2
2
3
) ( ) 3 5 2 ) ( )
1
1 1
) ( )
4 2
x
a f x b f x x x
c f x x x x d f x
x
e f t t t
3
4 4 2 4
4
3 2 4 3
4
) ( )
3
1
) ( ) 4 ) ( ) 5 4
4
) ( ) 3( ) ) ( ) (2 1)(5 6 )
f v r r
g f x x h f x x x x
x
i f s s s j f x x x x
3
33
24
2 2 2
3 2
7 3
) ( ) ) ( )
3
3 2
) ( ) (2 5)(4 1) ) ( ) (4 3)
) ( ) (7 3 ) ) (
x
k g y l f x
x
y y
m g x x x n f x x
o g y y p f t
3 2
2
2 2
3
3
) ( 2 1)(2 3 )
2 1 5
) = )
2 1 1 2
8 2
) )
8 3
t t t t
x x t
q y r y
x x t
y x
s y t y
y x
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46
3
3
2 2 3 1
3
1
7
42
5
) ( ) log ( 3 ) ) ( ) 5
) ( ) ) ( ) log ( 3 6)
x x
y y
u f x x x v f x
w g y e x f x x
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47
7 REGRA DE L’HÔSPITAL
7.1 Introdução
De modo geral, se tivermos um limite da forma
x a
( )
lim
( )
f x
g x
em que ( ) 0f x e
( ) 0g x quando x a , então esse limite pode ou não existir e é denominado forma
indeterminada do tipo
0
0
.
Para as funções racionais, podemos cancelar os fatores comuns:
2
2x 1 x 1 x 1
( 1) 1
lim lim lim
( 1)( 1) 1 21
x x x x x
x x xx
.
Entretanto esse método não resolve limites como
x 1
ln
lim
1
x
x
.
Limites como o anterior podem ser resolvidos usando a Regra de L’Hôspital.
Outra situação na qual um limite não é óbvio ocorre quando procuramos uma
assíntota horizontal de F e precisamos calcular o limite
x
ln
lim
1
x
x
. Não é óbvio como
calcular esse limite, pois tanto o numerador como o denominador tornam-se muito
grandes quando x . Em geral, se tivermos um limite da forma
x
( )
lim
( )
f x
g x
em que
( )f x (ou ) e ( )g x (ou ), então o limite pode ou não existir, e é
chamado forma indeterminada do tipo
. Esse limite pode ser calculado para certas
funções, dividindo o numerador e o denominador pela potência mais alta de x que
ocorre no denominador. Por exemplo,
2 2
2x x
2
1
1
1 1 0 1
lim lim
1 2 0 22 1
2
x x
x
x
. Esse
método não funciona para um limite como
x
ln
lim
1
x
x
, mas a Regra de L’Hôspital
também pode ser aplicada a esse tipo de forma indeterminada.
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48
7.2 Definição
Suponha que f e g sejam deriváveis e g’(x) 0 em um intervalo aberto I que
contém a. Suponha que
x a
lim ( ) 0f x
e
x a
lim g( ) 0x
ou que
x
lim ( )f x
e
x
lim g( )x
Então
x x
( ) '( )
lim lim
( ) '( )a a
f x f x
g x g x
se tal limite existir.
Observação
Usaremos a sigla L’H para indicar o uso da Regra de L’Hôspital.
7.3 Exercícios Resolvidos
ER22) Calcule os limites, caso existam.
a)
x 1
ln
lim
1
x
x
b)
2x
lim
xe
x
c)
3x
ln
lim
x
x
Solução
a)
x 1
ln ln1 0
lim
1 1 1 0
x
x
(símbolo de indeterminação)
'
x 1 x 1 x 1
1
ln 1 1.lnlim lim lim 1
1 1 1
L Hx x e
x x
b)
2x
lim
xe
x
(símbolo de indeterminação)
'
2x x x
.1.ln
lim lim lim
2 2
x x xL He e e e
x x x
(símbolo de indeterminação)
'
x x x
.1.ln
lim lim lim
2 2 2
x x xL He e e e
x
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49
c)
3x
ln
lim
x
x
(símbolo de indeterminação)
2'
3
1 2 13
3 3 3
1
ln ln 1 3
lim lim lim lim .3 lim 0
1
3
L H
x x x x x
x x x x
xx
x x x
7.4 Exercícios propostos
EP17) Determine, se existir, os limites:
a)
x 0
lim
tg x x
x
b)
x
sen
lim
x
x
c)
2x 0
1 cos
lim
x
x
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50
8 TAXA DE VARIAÇÃO
8.1 Definição
A taxa de variação de uma função em relação à sua variável independente é
igual à inclinação de seu gráfico, a qual é medida pela inclinação da reta tangente no
ponto em questão. Como a inclinação da reta tangente é dada pela derivada da função,
segue-se que a taxa de variação instantânea é igual à derivada.
8.2 Exercícios Resolvidos
ER23) Estima-se que, x meses a partir de agora, a população de umacerta
comunidade será de P(x) = x2 + 20x + 8000.
a) A que taxa a população estará variando em relação ao tempo 15 meses a partir de
agora?
b) Por quanto a população variará realmente durante o 16°. mês?
Solução
a) P’(x) = 2x + 20 → P’(15) = 2.15 + 20 ⇔ P’(15) = 50. A população estará variando em
50 indivíduos.
b) P(16) − P(15) = 162 + 20.16 + 8000 – (152 + 20.15 + 8000) = 256+320–225–300 = 51.
A população terá um acréscimo real de 51 indivíduos.
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51
8.3 Exercícios Propostos
EP18) Estima-se que, t anos a partir de agora, a circulação de um jornal local impresso
será dada por C(t)=100t2 + 400t + 5000.
a) Deduza uma expressão para a taxa na qual a circulação estará variando em relação
ao tempo t anos a partir de agora.
b) A que taxa a circulação estará variando em relação ao tempo 5 anos a partir de
agora? A circulação estará aumentando ou diminuindo nesse tempo?
c) De quanto a circulação realmente variará durante o sexto ano?
EP19) Um estudo ambiental de uma certa comunidade urbana sugere que, t anos a
partir de agora, o nível médio de monóxido de carbono no ar será de
Q(t) = 0,05t2 + 0,1t + 3,4 ppm (partes por milhão).
a) A que taxa o nível de monóxido de carbono estará variando em relação ao tempo
daqui a 1 ano?
b) De quanto o nível de monóxido de carbono variará neste ano?
EP20) Um produtor pode fabricar gravadores a um custo de R$ 20,00 a unidade. É
estimado que, se os gravadores são vendidos a x reais cada, os consumidores
comprarão (120 − x) gravadores por mês. Use o cálculo para determinar o preço no
qual o lucro do produtor será máximo.
Em Economia, a variação de uma quantidade em relação a outra pode ser
descrita pelos conceitos de média ou de marginal. O conceito de média expressa a
variação de uma quantidade em relação à variação especificada dos valores de uma
segunda quantidade, enquanto que o conceito de marginal refere-se à variação
instantânea na primeira quantidade que resulta de uma pequena variação na segunda
quantidade. Para definir precisamente o conceito de marginal usamos a noção de limite
que nos leva à derivada.
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52
Suponhamos que C(x) seja o custo total da produção de x unidades de certa
mercadoria. A função C á chamada função custo total.
Obtemos o custo médio da produção de cada unidade de uma mercadoria
dividindo o custo total pelo número de unidades produzidas. Se Q(x) for o custo médio,
( )
( )
C x
Q x
x
e Q é chamada função custo médio.
Suponha agora que o número de unidades de uma dada produção seja x1, e que
esse número varie por um valor x . Então, a variação no custo total será dada por
C(x1 + x ) - C(x1) e a variação média no custo total em relação à variação no número
de unidades produzidas será dada por 1 1
( ) - ( )C x x C x
x
. Os economistas usam o
termo custo marginal para o limite do quociente quando x tende a zero, desde que o
limite exista. Esse limite, sendo a derivada de C em x1, estabelece que o custo
marginal, quando x = x1, é dado por C’(x1), se existir. A função C’ é chamada de
função custo marginal, e C’(x1) pode ser interpretada como a taxa de variação do
custo total quando x1 unidades são produzidas.
EP21) A importância no custo total da fabricação de x relógios de uma certa fábrica é
dada por C(x) = 1500 + 3x + x2. Determine:
a) a função custo marginal
b) o custo marginal quando x = 40
c) o custo real da fabricação do quadragésimo primeiro relógio.
EP22) Se C(x) for o custo total da fabricação de x pesos de papel e
250
( ) 200
5
x
C x
x
, determine:
a) a função custo marginal
b) o custo marginal quando x = 10
c) o custo real da fabricação do décimo primeiro peso de papel.
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53
9 REGRA DA CADEIA
Se a função g for derivável em x e a função f for derivável em g(x), então
'
' ' = f g x f g x g x
.
9.1 Exercícios Resolvidos
ER24) Calcule a derivada das funções a seguir.
a) f(x) = sen 2x
b) f(x) = sen(x2 + 3)
Solução
a) 'f x = (cos 2x). 2
b) 'f x = (cos(x2 + 3)) . 2x = 2x.cos(x2 + 3)
9.2 Exercícios Propostos
EP23) Determine ' ( )f t se:
a) f(t) = tg(3t2 + 2t)
b) f(t) = sen2 (3t2 – 1)
c) f(t) = 4 cos 3t – 3 sen 4t
d) f(t) = tg2 5t3
e) f(t) = cotg (at + b)3
f) f(t) = cossec 4t2 – 5
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54
10 DERIVAÇÃO IMPLÍCITA
10.1 Introdução
Se f = {(x,y) / y = 3x2 + 5x + 1}, então a equação y = 3x2 + 5x +1 define a função f
explicitamente. Mas, nem todas as funções estão definidas dessa forma. Por exemplo,
se tivermos a equação x6 - 2x = 3y6 + y5 - y2 não poderemos resolver y em termos de x;
além disso, podem existir uma ou mais funções f, para as quais se y = f(x), a equação
estará satisfeita, isto é, tais que a equação x6 - 2x = 3[f(x)]6 + [f(x)]5 - [f(x)]2 seja válida
para todos os valores de x no domínio de f. Nesse caso, a função f está definida
implicitamente pela equação dada.
Na equação dada, o lado esquerdo é uma função de x e o lado direito é uma
função de y. Seja g(x) = x6 - 2x e h(y) = 3y6 + y5 - y2 onde y é uma função de x, digamos y
= f(x). Dessa forma, a equação pode ser escrita como g(x) = h(f(x)). Essa equação está
satisfeita por todos os valores de x no domínio de f para os quais h(f(x)) existe. Daí:
Dx(x6 - 2x) = Dx(3y6 + y5 - y2) 5 5 46 - 2 18 5 - 2
dy dy dy
x y y y
dx dx dx
5
5 5 4
5 4
6 - 2
6 - 2 (18 5 - 2 )
18 5 - 2
dy dy x
x y y y
dx dx y y y
Assim, encontramos uma expressão para
d
d
y
x
.
10.2 Exercícios Resolvidos
ER25) Determine
d
d
y
x
nos seguintes casos:
4 2 3a) 3 7 4 8x y xy y
2 2 4 4b) ( ) ( ) x y x y x y
c) cos cos 1x y y x
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55
Solução
3 2 4 3 2 4 2 3 2 3
3 2 3
4 2 3 2 3
4 2
a) 12 . 3 .2 7. 7 .3 8 6 21 8 12 7
12 7
6 21 8 12 7
6 21 8
dy dy dy dy dy dy
x y x y y x y x y xy x y y
dx dx dx dx dx dx
dy dy x y y
x y xy x y y
dx dx x y xy
3 3
3 3
3 3
3 3
3
3
b) 2. . 1 2. . 1 4 4 .
(2 2 ). 1 (2 2 ). 1 4 4 .
2 2 2 2 2 2 2 2 4 4 .
4 4 4 4
dy dy dy
x y x y x y
dx dx dx
dy dy dy
x y x y x y
dx dx dx
dy dy dy dy dy
x x y y x x y y x y
dx dx dx dx dx
dy
x y x y
dx
dy x y
dx x y
c) 1.cos .( ). .cos .( ) 0
. . cos . cos .
. cos cos .
cos .
. cos
dy dy
y x seny x y senx
dx dx
dy dy
x seny x y y senx
dx dx
dy
x seny x y y senx
dx
dy y y senx
dx x seny x
ER26) Indique a equação da reta tangente à curva 3 3 9x y , no ponto (1, 2).
Solução
2
'
3 3 2 2
2
9 3 3 0
dy dy x
x y x y
dx dx y
. A reta tangente tem equação y ax b .
Assim,
2
2
1 1
2 4
a . Como
1
4
y x b e (1, 2) pertence à reta tangente:
1 9
2 .1
4 4
b b . Logo, a equação da reta tangente é
1 9
4 4
y x .
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56
10.3 Exercícios Propostos
EP24) Determine
d
d
y
x
por derivação implícita.
3 3 2 2
3 3
2 2 2 2 4 4
2
a) 8b) 4 9 1
1 1
c) 1 d) 2 3 5
e) f) (2 3) 3
g)
x y xy x y
x y xy
x y
x y x y x y
x
2 2( 2 ) 2 h) sec cossec 4x y x y x y
EP25) Escreva a equação da reta tangente à curva 4 416 32x y no ponto (1, 2).
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11 TAXAS RELACIONADAS
11.1 Introdução
Em algumas situações é necessário derivar funções em relação a variáveis das
quais não estão explícitas.
11.2 Exercícios Resolvidos
ER27) Determine
d
d
y
t
.
a) y = 2x, x = 3t e y = 6t
b) 2 3 e 3y x x t
c) 3 4 e 2y x x x t
d) 2 3 1 e 3y x x t
e) 2 8 e 2y x x t
Solução
a) x’ (t) = 3 ; y’ (t) = 6 ; y’ (t) = 2 . x’ (t)
d d
2.
d d
y x
t t
b)
d d d d
2 6
d d d d
y x y x
x t
t t t t
c) 2 2
d d d d d
12 +1. 48 1
d d d d d
y x x y x
x t
t t t t t
d)
d d d d
6 18t.
d d d d
y x y x
x
t t t t
e)
d d d d
16 32t.
d d d d
y x y x
x
t t t t
ER28) As variáveis x e y são funções diferenciáveis de t e estão relacionadas pela
equação 2 3y x . Quando x = 1,
d
2
d
x
t
. Calcule
d
d
y
t
quando x = 1.
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Solução
d d d d
2 2.1.2 4
d d d d
y x y y
x
t t t t
11.3 Exercícios Propostos
EP26) Uma escada com 25 unidades de comprimento está apoiada numa parede
vertical. Se o pé da escada for puxado horizontalmente, afastando-se da parede a 3
unidades de comprimento por segundo, qual a velocidade com que a escada está
deslizando, quando seu pé está a 15 unidades de comprimento da parede?
EP27) Dada x.cos y = 5 onde x e y são funções de uma terceira variável t. Se
d
d
x
t
= −4,
determine
d
d
y
t
quando y =
3
1
.
EP28) Um tanque tem a forma de um cone invertido com 16 m de altura e uma base
com 4 m de raio. A água “flui” no tanque a uma taxa de 2 min / m
3
. Com que
velocidade o nível da água estará se elevando quando sua profundidade for de 5 m?
EP29) x e y são funções de uma terceira variável. Calcule
d
d
x
t
.
d
a) 2 3 8 e 2
d
d
b) 20, 10 e 2
d
y
x y
t
y
xy x
t
d
c) (tg 1) 4, -4 e
d
y
y x x
t
EP30) Um balão esférico de raio r perde gás à taxa de v min / m
3
. A que taxa decresce
o raio? Calcular essa taxa quando r = 5 m, se v = 2 m3.
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59
12 SIGNIFICADO GEOMÉTRICO DA DERIVADA
Seja y = f (x) uma função.
12.1 Inclinação da reta secante a uma curva
A reta secante s que passa por P 0 0, ( )x f x e Q 0 0, ( )x h f x h tem coeficiente
angular
0 0( )
s
f x h f x
m
h
f (x0 + h) – f (x0)
h
s
y = f (x)
x0 x0+h
f (x0+h)
f (x0)
O
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60
12.2 Inclinação da reta tangente a uma curva
Observe que a reta tangente t é obtida quando fazemos o ponto
Q 0 0, ( )x h f x h aproximar-se do ponto P 0 0, ( )x f x .
Para que isso ocorra é necessário fazer com que o incremento h fique cada vez
menor, isto é, aproxime-se de 0.
Assim, podemos dizer que o coeficiente angular mt da reta tangente à curva f é
t sm m quando h tende a 0.
Então 0 0
0
( ) ( )
limt
h
f x h f x
m
h
se existir.
Lembrando ainda que 0 0
0
0
( ) ( )
lim '( )
h
f x h f x
f x
h
, logo, podemos dizer que o
coeficiente angular da tangente a uma curva f num ponto P 0 0,x y é 0'( )f x .
h
x0 x0+h
f (x0)
f (x0+h)
O
P
Q
t
y = f (x)
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61
12.3 Exercício Resolvido
ER29) Dada a curva de equação 2( )f x x , determine o coeficiente angular da reta
tangente a curva f no ponto (3, 9).
Solução
Se 2( )f x x então '( ) 2f x x .
O coeficiente angular é dado, portanto, pelo valor de '( )f x em cada ponto.
Assim, nesse caso, o coeficiente angular no ponto (3, 9) é f ’(3) = 2 . 3 = 6.
12.4 Exercícios Propostos
EP31) Escreva a equação da reta tangente a cada curva seguinte nos pontos indicados.
Curva Ponto
a) f (x) = x2 (1, 1)
b) f (x) = x2 de abscissa 0
c) f (x) = x3 (0, 0)
d) f (x) = x2 – 1 de ordenada – 1
e) f (x) = cos x de abscissa
f) f (x) = ex de abscissa 0
g) f (x) = sen x
de abscissa
4
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62
13 O SINAL DA DERIVADA E O COMPORTAMENTO DE UMA FUNÇÃO
13.1 O sinal da primeira derivada
Observe os gráficos abaixo e as tangentes traçadas nos diversos pontos das
curvas.
Note que as tangentes às curvas das figuras 1 e 3 têm coeficiente angular
positivo e tais funções são CRESCENTES, enquanto que as retas tangentes às curvas
das figuras 2 e 4 têm coeficiente angular negativo e tais funções são DECRESCENTES.
Figura 1 Figura 2
Figura 3 Figura 4
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63
Conclusão
Seja f uma função contínua em [a, b] e derivável em ]a, b[. Então:
i) f é CRESCENTE em [a, b] ⇔ '( ) 0f x em ]a, b[.
ii) f é DECRESCENTE em [a, b] ⇔ '( ) 0f x em ]a, b[.
13.2 Exercício Resolvido
ER30) Use o estudo de sinal da derivada da função f (x) = x3 – 3x2 para descrever os
intervalos em que f é crescente e aquele em que f é decrescente.
Solução
Sabemos que 2'( ) 3 6f x x x . Igualando '( )f x a zero, tem-se
2
13 6 0 0x x x ou 2 2x .
Fazendo o quadro de estudo de sinais temos
Portanto, ( )f x é crescente se x < 0 ou x > 2 e ( )f x é decrescente se 0 < x < 2.
Note que a função f é contínua e, em torno do ponto em que x = 0, ela muda o
comportamento de crescente para decrescente, portanto passando por um ponto mais
alto (ponto de máximo local).
Enquanto em torno do ponto em que x = 2 ela muda de decrescente para
crescente, passando por um ponto mais baixo (ponto de mínimo local).
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64
13.3 Exercícios Propostos
EP32) Estude cada função quanto ao crescimento e decrescimento e determine, caso
existam, os pontos de máximo e mínimo.
a) 3 2( ) 9 15 5f x x x x b) 4( ) 4f x x x
c) 5 3( ) 5 20 2f x x x x d) 2( ) 3 4 1f x x x
e) 3( ) 12 5f x x x
Observação
Seja ( )y f x uma função contínua e derivável em um intervalo aberto I.
Se '( )f x muda de sinal em I então f tem um ponto de mínimo ou de máximo
em I.
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65
14 CONCAVIDADE
14.1 Introdução
De modo geral o gráfico de uma curva ( )y f x ao longo de seu domínio pode
ter trechos com a concavidade voltada para baixo ou voltada para cima.
Uma das aplicações da derivada de ordem 2 é para identificar por meio do
estudo do seu sinal quais são os intervalos em que a curva tem concavidade voltada
para baixo (CVB) ou voltada para cima (CVC).
Nos intervalos em que ''y < 0 temos que ( )y f x tem CVB e aqueles em que
''y >0 temos que ( )y f x tem CVC.
14.2 Exercícios Resolvidos
ER31) Estude cada curva abaixo quanto à concavidade.
a) 2( ) 7 1f x x x
b) 3 12 5y x x
Solução
a)
Primeiro vamos calcular a função ''f . Assim, '( ) 2 7f x x e ''( ) 2f x .
Note que ''( ) 0f x , para qualquer x do domínio, logo a curva f tem concavidade
voltada para cima (CVC).
b)
Temos, 2' 3 12y x e '' 2y .
Para estudar o sinal de ''y podemos observar que '' 0y então x = 0.
Podemos sintetizar, para esse caso, o estudo do sinal de ''y e as consequências
na concavidade de y no quadro a seguir
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66
Logo, y tem CVB para x < 0 e y tem CVC para x > 0.
Observemos que em x = 0 a curva muda a concavidade. Dizemos, nesse caso,
que em x = 0 ocorre um ponto de inflexão.
Observação
Ponto de inflexão é o ponto em que uma curva contínua muda a concavidade.
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15 CRITÉRIO DA SEGUNDA DERIVADA PARA DETERMINAÇÃO DE MÁXIMOS E
MÍNIMOS
15.1 Definição
Seja ( )y f x uma função contínua e derivável até 2ª. ordem num intervalo
aberto I, com derivadas 'f e ''f também contínuas em I.
Seja 0 Ix tal que 0'( ) 0f x .
Nestas condições temos:
a) Se 0''( ) 0f x então em 0x a função f tem um ponto de máximo local;
b) Se 0''( ) 0f x então em 0x a função f tem um ponto de mínimo local.
15.2 Exercícios Resolvidos
ER32) Estude cada função quanto aos pontos de mínimo e de máximo, usando o
critério da 2ª. derivada.
a) 3( ) 12 5f x x x
b)
2
( ) xf x e
Solução
a)
Temos 2'( ) 3 12f x x e ''( ) 6f x x .
Assim, 2 2 2'( ) 0 3 12 0 3 12 4 2f x x x x x .
Se x = 2 então ''(2) 6.2 12f .
Como ''(2) 0f então f tem um ponto de mínimo em x = 2.
Para x = 2 tem-se f (2) = 23 – 12.2 – 5 = 8 – 24 – 5 = – 21.
Logo o ponto de mínimo é (2, –21).
Se x = – 2 então ''( 2) 6.( 2) 12f .
Como ''( 2) 0f então f tem um ponto de máximo no ponto de abscissa – 2.
Para x = – 2 tem-se f (–2) = (–2)3 – 12.(–2) – 5 = – 8 + 24 – 5 = 11.
Logo o ponto de máximo é (–2, 11).
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b)
Temos
2
'( ) 2 xf x xe e
2 2 2 2''( ) 2 2 .( 2 ). ''( ) 2 4x x xf x e x x e f x e x .
Assim,
2
'( ) 0 2 0 0xf x xe x .
Calculando
20 2''(0) 2 4.0 ''(0) 1( 2 0) ''(0) 2f e f f .
Como ''(0) 0f então f tem um ponto de máximo em x = 0.
Para x = 0 tem-se
20(0) 1f e e o ponto máximo é (0, 1).
15.3 Exercícios Propostos
EP33) Estude o comportamento das curvas, indicando os intervalos nos quais ela é
crescente e aqueles para os quais é decrescente. Determine, se possível, as
coordenadas dos pontos extremos.
a) 2( ) 4 1f x x x b) 3 2( ) 2 9 2f x x x
c) 3( )f x x d)
4 2
g( ) 5
4 2
x x
x
EP34) Nos itens da questão anterior, estude a concavidade da curva e determine as
coordenadas dos pontos de inflexão, caso existam.
EP35) De uma folha de zinco quadrada, de lado 1 m, pretende-se confeccionar uma
caixa prismática, conforme o esquema seguinte. Quatro quadrados de lado x serão
jogados fora, dobrando-se, em seguida, as quatro abas e soldando os quatro cantos da
caixa.
Qual deve ser o valor de x para que a caixa tenha capacidade máxima?
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69
EP36) Uma empresa apurou que a sua receita total (em reais) com a venda de um
produto admite como modelo R = −x3 + 450x2 +52.500x, onde x é o número de unidades
produzidas (e vendidas). Qual o nível de produção que gera receita máxima?
EP37) Um pacote retangular, a ser enviado via postal, pode apresentar um total
máximo combinado de 108 centímetros para o comprimento e o perímetro transverso.
Determine as dimensões do pacote de volume máximo. Conforme mostrado na figura a
seguir, admita que as dimensões do pacote sejam x por x por y.
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70
GABARITO
EP1) f é contínua em x1=1, pois
1
lim ( ) (1) 2
x
f x f
.
EP2) f é contínua em x1=−1, pois
1
lim ( ) ( 1) 1
x
f x f
.
f não é contínua em x2=2. Como
2
lim ( ) 4
x
f x
e (2) 0f ,
2
lim ( ) (2)
x
f x f
e então f
possui um “salto” em x2=2.
EP3) a) 2 b) 2 c) 2
d) 2 e) 4 f) −3
g) não existe h) 1 i) 3
j) 3 k) 3 l) −3
m) 5 n) −4 o) não existe
p) 5 q) −1 r) −1
s) −1 t) 0 u) −1
v) 0
EP4) a) 1 b) 1 c) 4 d) 0
e) 1 f) 4 g) 9 h) 16
EP5) b) 0 c) 0 d) 1
e) 1 f) 0 g) 0
h) 121 i) 16 j) 2
k) 4 l) 3 m) 2
n) 2 o) 1 p)
1
2
q)
1
4
r) 0 s)
13
36
t) não existe u) 2e v) 1
x)
3
2
EP6) b) Como
3
lim ( ) (3)
x
f x f
então a função f é contínua em x = 3.
c) Como
2
lim ( ) (2)
x
f x f
então a função f é contínua em x = 2.
EP7) a) 2 b) 2,25 c) 2,44140625
d) 2,48832 e) 2,59374246 f) 2,653297705
g) 2,691588029 h) 2,704813829 i) 2,716923932
j) 2,718145927 k) 2,718268237 l) 2,718280469
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71
EP8) b) 2 c) 2 d) −1 e) 0
f)
1
4
g)
1
2
h) −6 i) 6
j) 5 k) 3 l) 4 m)
1
n) 0 o) 3 p)
1
6
q) 0
r)
1
6
s)
1
2
t)
1
2
u) 4
v) 12 w) 3
EP9) a)
2
3
b)
1
3
c) 0
d) −1 e) 1 f) 7
h) i) não existe j) não existe
k) não existe l) m)
n) 7 o)
5
9
p)
EP10) a) x = −2 e x = 2 são assíntotas verticais ao gráfico de f.
b) f não possui assíntotas verticais.
c) f não possui assíntotas verticais.
d) f possui uma assíntotas vertical com equação x = 4.
e) f possui uma assíntotas vertical com equação y = −3.
f) f possui uma assíntotas vertical com equação x = 3.
g) f possui uma assíntotas vertical com equação x = 0.
h) f não possui assíntotas verticais.
i) f possui uma assíntotas vertical com equação x = 4.
j) f possui uma assíntotas vertical com equação x =
2
3
.
EP11) Sim, aproximadamente $ 1814,02.
EP12) Considere AV (assíntota vertical) e AH (assíntota horizontal).
a) AV: x = 0; AH: y = 1 b) AV: x = 2; AH: y = 0
c) AV: x = −1 e x = 2; AH: y = 1 d) AV: x = 1; AH: y = −1
e) AV: x = −1 e x = 2; AH: não existe f) AV: não existe; AH: y = 0
g) AV: x = −2 e x = 2; AH: y =
1
2
h) AV: x = 2; AH: y = 0
EP13) i – a; ii – c; iii – b; iv – d; v – f; vi – e.
EP14) a) y = 2 b) não existe c) y = 3 d) y = 1 e) y =
1
2
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72
EP15) b) 0 c) 0 d) e)
f) g) h) i)
j) 0 k) l) 5 m)
4
5
n) 10 o) p) q) 3
r) não existe s) 4 t) 1 u) 0
EP16) a)
7
'( )
2
f x b) '( ) 2 2f x x
c) 2'( ) 3 6 5f x x x d)
5
3
2
'( )
1
f x
x
e) 3'( )f t t t f) 2'( ) 4v r r
g) 3
5
1
'( ) 16f x x
x
h) 3 3 5'( ) 4 2 16f x x x x
i) 2'( ) 3 3 2f s s s j) 6 4 2'( ) 70 60 15 6f x x x x
k)
7
2 4
21 3 1
'( )
2 3 2
y
g y
y y
l) 2
4
9
'( )f x x
x
m) 2'( ) 24 4 20f x x x n) 2'( ) 16 4 3f x x x
o) 2 3'( ) 18 7 3g y y y p) 4 3 2'( ) 10 12 12 8 3f t t tt t
q)
2
2
2
4 4
'
2 1
x
y
x x
r)
2
2
2
5 10
'
1 2
t
y
t
s)
2
2
3
48
'
8
y
y
y
t)
2
6
'
3
y
x
u)
2
2 3
'( )
3 ln 3
x
f x
x x
v)
32 2 3 1'( ) 6 3 .ln5.5 x xf x x
w)
31 7
2 2
3
'( ) 7
2
y y
g y y e
x)
3
4
4
'( )
2 ln5
x
f x
x
EP17) a) 0 b) 1 c)
1
2
EP18) a) C’(t) = 200t + 400
b) C’(5) = 1400. A circulação estará aumentando em 1400 unidades.
c) C(6) – C(5) = 1500 unidades.
EP19) a) Q’(1) = 0,2 ppm b) Q(1) – Q(0) = 0,15 ppm
Cálculo Diferencial e Integral - Notas de Aula
Mylane dos Santos Barreto
Salvador Tavares
73
EP20) R$ 70,00
EP21) a) C’(x) = 3 + 2x b) C’(40) = 83 c) C(41) – C(40) = 84
EP22) a)
2
50 2
'( )
5
C x x
x
b) C’(10) = 3,5 c) C(11) – C(10) 3,75
EP23) a) 2 2'( ) 6 2 .sec 3 2f t t t t b) 2 2'( ) 12 .cos 3 1 .sen 3 1f t t t t
c) '( ) 12 3 cos 4f t sen t t d) 2 3 2 3'( ) 30 . 5 .sec 5f t t tg t t
e)
2 32'( ) 3 .cossecf t a at b at b f) 2 2'( ) 8 .cossec4 .cot 4f t t t g t
EP24) a)
2
2
8 3
3 8
dy y x
dx y x
b)
4
9
dy x
dx y
c)
2
2
dy y
dx x
d)
2 3
3 2
6 3
2 9
dy x y y
dx x xy
e)
2
2
dy x xy
dx x y y
f)
3
2(2 3)
3
dy x
dx y
g)
2
2
1 3 4
2 2
dy x xy
dx x
h)
2
2
sec .tg
cossec y.cot
dy x x
dx gy
EP25) 2 4y x
EP26)
9
4
u.c./s
EP27)
2 3
15
dy
dt
EP28)
32
25
m/min
EP29) a) 3
dx
dt
b) 2
dx
dt
c) 1
dx
dt
EP30)
1
50
dr
dt
m/min
EP31) a) 2 1y x b) 0y c) 0y d) 1y
e) 1y f) 1y x g)
2
2 4
y x
Cálculo Diferencial e Integral - Notas de Aula
Mylane dos Santos Barreto
Salvador Tavares
74
EP32) a) ( )f x é crescente se 1x ou 5x e ( )f x é decrescente se 1 5x . ( )f x
possui (1, 2) como ponto de máximo e (5, −30) como ponto de mínimo.
b) ( )f x é crescente se 1x e ( )f x é decrescente se 1x . ( )f x possui (−1, −3)
como ponto de mínimo e não possui ponto de máximo.
c) ( )f x é em todo seu domínio. ( )f x não possui pontos extremos.
d) ( )f x é crescente se
2
3
x e ( )f x é decrescente se
2
3
x . ( )f x possui
2 1
,
3 3
como ponto de mínimo e não possui ponto de máximo.
e) ( )f x é crescente se 2x ou 2x e ( )f x é decrescente se 2 2x . ( )f x possui
2, 11 como ponto de máximo e (2, −21) como ponto de mínimo.
EP33) a) ( )f x é crescente se 2x e ( )f x é decrescente se 2x . ( )f x possui (2, −5)
como ponto de mínimo e não possui ponto de máximo.
b) ( )f x é crescente se 0x ou 3x e ( )f x é decrescente se 0 3x . ( )f x possui
(0, 2) como ponto de máximo e (3, −25) como ponto de mínimo.
c) ( )f x é crescente em todo seu domínio. ( )f x não possui pontos extremos.
d) ( )g x é crescente se 1 0x ou 1x e ( )g x é decrescente se 1x ou 0 1x .
( )g x possui
19
1,
4
e
19
1,
4
como pontos de mínimo e (0, 5) como ponto de
máximo.
EP34) a) O gráfico que representa ( )f x é côncavo para cima em todo seu domínio.
( )f x não possui ponto de inflexão.
b) O gráfico que representa ( )f x é côncavo para cima se
3
2
x e é côncavo para baixo
se
3
2
x . ( )f x possui
3 23
,
2 2
como ponto de inflexão.
c) O gráfico que representa ( )f x é côncavo para cima se 0x e é côncavo para baixo
se 0x . ( )f x possui 0, 0 como ponto de inflexão.
d) O gráfico que representa ( )g x é côncavo para cima se
3
3
x ou se
3
3
x e é
côncavo para baixo se
3 3
3 3
x . ( )g x possui
3 175
,
3 36
e
3 175
,
3 36
como
pontos de inflexão.
EP35)
1
6
x m
EP36) 350 unidades
EP37) As dimensões são 18 m, 18 m e 36 m.