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EXAMES CLÍNICOS E RADIOGRÁFICOS EM PERIODONTIA “O exame radiográfico é um tipo de avaliação complementar que permite a análise do tecido ósseo através das alterações sofridas pelo mesmo.” DIAGNÓSTICO DA DOENÇA PERIODONTAL • Complexo • Doença infecciosa poli microbiana (Microrganismos anaeróbios) • Carácter Multifatorial • Mudanças de carácter crônico para aguda com frequência • Sítio e área específica • A doença periodontal se enquadra como doença crônica multifatorial em que a diminuição da resposta do hospedeiro resulta em perda óssea alveolar (MATTHEWS, 2000). • É definida como uma doença sujeito e sítio-específica, que evolui continuamente, com períodos de exacerbação e de remissão, resultando de uma resposta inflamatória e imune do hospedeiro à presença de bactérias e seus produtos (LINDHE et al., 2003). “Exame Periodontal deve ser feito criteriosamente, dente a dente, face a face, levando em consideração os chamados indicadores clínicos de doença periodontal.” SONDAGEM • A sondagem periodontal, método pelo qual avaliações da perda de inserção (PI), profundidade de sondagem (PS) e recessão gengival (RG) são realizadas durante o exame físico periodontal, é sujeita a erros . • No entanto, a sondagem, ou mais especificamente a aferição da Profundidade de Inserção (PI), ainda é o método mais utilizado para o diagnóstico periodontal e reavaliação terapêutica.(BARBOSA et al.,2013). • Analise das medidas de profundidade de sondagem e nível de inserção clínica na progressão da doença periodontal. SONDAS PERIODONTAIS • As sondas periodontais pode ser classificadas em três grupos : • 1. Sondas de primeira geração: são sondas manuais convencionais onde não há qualquer dispositivo de controle de pressão. * As mais usadas são as de Williams, Michigan, OMS e Nabers. • 2. Sondas de segunda geração: são sondas que permitem o controle de pressão à sondagem. Um exemplo é a PDT(Terapia Fotodinâmica) Sensor Probe que possui um dispositivo que indica quando uma pressão de 20 gramas é aplicada no ato da sondagem. • 3. Sondas de terceira geração: são sondas que possibilitem a aplicação de pressão controlada durante a sondagem associada à captura computadorizada dos dados. A sonda de terceira geração mais utilizada é a Florida Probe. • Dessensibilização PARÂMETROS CLÍNICOS • a) Alterações de forma e contorno dos tecidos periodontais. - Para esse exame devemos estar familiarizados com os padrões de normalidades dos tecidos periodontais. Alterações morfológicas - Índice Gengival de Silness e Löe 1964: • IG = 0 Gengiva Normal • IG = 1 Gengiva com moderada inflamação, discreta mudança de cor, discreto edema, sem sangramento a sondagem. • IG = 2 Gengiva com moderada inflamação, vermelhidão, edema e com sangramento à sondagem. • IG = 3 Gengiva severa inflamação, marcada vermelhidão, edema, ulcerações, e com tendência a sangramento espontâneo. • b) Índice de placa • A presença de placa supragengival é um parâmetro importante a ser avaliado durante o primeiro exame do paciente, pois permite avaliar a capacidade de controle do agente etiológico primário das doenças periodontais, o grau de atenção e cuidados com o paciente com sua saúde bucal e também, se o paciente tem algum conhecimento de seu problema e de como as diferentes doenças podem afetar seus dentes e tecidos periodontais. • Avaliação do índice de placa: 1. Soluções evidenciadoras - Placa visível após a secagem do dente. - Resultados devem ser anotados numa ficha específica para posterior avaliação do percentual de faces coradas. - Permite avaliação o grau de colaboração do paciente. EVIDENCIADORES DE PLACA • Fucsina Básica 1% • Verde de Malaquita • c) Sangramento Gengival • O sangramento gengival é considerado um dos principais indicadores clínicos de alterações periodontais. • Sangramento gengival – sonda periodontal • Sondagem deve ser feita em toda a extensão do dente, contornandoo, de modo que todas as faces ( vestibular, mesial, distal e palatina/lingual) sejam analisadas. • Após sondagem aguardam-se cerca de 10 a 30 segundos para análise de presença ou ausência de sangramento de gengiva marginal. • c) Sangramento Gengival • Indice de sangramento Papilas – PBS descrito por Loesche (1979) - Cunha de madeira inserida nas proximais dos dentes. Índice substituído pela inserção da sonda periodontal. • d) Profundidade clínica de sondagem • As medidas de profundidade clínica de sondagem, classicamente chamadas de profundidade da bolsa periodontal, permitem a análise da presença ou ausência de bolsas periodontais. • Indicadores de maior utilização em periodontia. • Feito com uma sonda periodontal milimetrada. • Deve ser realizada em 6 pontos de cada elemento dental. • Corresponde à distância da margem gengival ao limite mais apical da bolsa periodontal. • Pode sofrer variações dependendo do grau de inflamação e presença de recessão gengival. e) Sangramento à sondagem • Presença ou ausência de sangramento do fundo da bolsa é verificada após realização das medidas de profundidade de sondagem. • A presença de sangramento à sondagem indica o status inflamatório dos tecidos periodontais. Apesar de não ser considerado um fator preditivo de perda de inserção, a presença de sangramento à sondagem reflete a necessidade de instrumentação periodontal efetiva( tanto na fase inicial do tratamento, assim como, nas fases posteriores). • Determinação da extensão da gengivite: Score SS Localizada ≥10% - ≤30% Generalizada >30% f) Supuração • A presença de supuração na área do sulco gengival ou bolsa periodontal significa uma mudança no quadro inflamatório de crônico para agudo. • Detectada por pressão digital na gengiva queratinizada ou durante o exame para verificação da media de profundidade de sondagem. • Presença de exsudato gengival está normalmente associada a presença de sangramento gengival, sendo considerado um forte indicativo de perda de inserção periodontal. g) Recessão gengival • A recessão gengival corresponde ao deslocamento da margem gengival apicalmente à junção cemento-esmalte, provocando a exposição da superfície radicular. • Medida de recessão gengival corresponde à distância, em milímetros, da união cemento- esmalte até a margem gengival. • De acordo com Miller (1985), as recessões gengivais podem ser classificadas em: • Classe I: Recessão gengival não ultrapassa a junção mucogengival e não há perda óssea proximal. • Classe II: Recessão gengival ultrapassa a junção mucogengival e não há perda óssea proximal. • Classe III: Recessão gengival ultrapassa a junção mucogengival e há perda óssea proximal. Normalmente nota-se um aumento do “espaço negro” interproximal e uma diminuição na altura das papilas. • Classe IV: Recessão gengival ultrapassa a junção mucogengival e há grande perda óssea proximal. • h) Nível de inserção • O nível de inserção corresponde à distância entre a união cementoesmalte até a porção apical ou profundidade sondável da bolsa periodontal, representando um medida padrão para avalição da perda de suporte periodontal. • MG-FB+MG-JCE= NIC • Fundo de bolsa + Recessão = Nível de Inserção Clínica. i) Mobilidade dental • A mobilidade dental é um dos parâmetros que mais chamam a atenção do clínico e também dos periodontistas. • O grau de mobilidade dos dentes está relacionado à quantidade de perda do osso alveolar, à incidência de forças traumáticas sobre os dentes e ao grau de inflamação gengival. • A amplitude do movimento da coroa dos dentes pode ser classificada em: • Grau 1: mobilidade dental no sentido horizontal < 1 mm • Grau 2: mobilidade dental no sentido horizontal > 1 mm • Grau 3: mobilidade dental no sentido vertical• j) Presença de lesões de furca • A presença de lesões de furca deve ser avaliada nos molares superiores e inferiores e nos primeiros pré-molares superiores. • Classificação: • Grau 1: envolvimento de até 1/3 da área inter-radicular. • Grau 2: envolvimento ultrapassa 1/3 da área inter-radicular, porém, não envolve toda a sua extensão. • Grau 3: envolvimento atinge toda a área inter-radicular, criando uma comunicação lado a lado. • j) Presença de lesões de furca De acordo com Tarnow & Fletcher 1984, a perda óssea horizontal na região de furca pode ser classificada em: • Subclasse a: perda óssea vertical >= 3 mm • Subclasse b: perda óssea vertical 4-6 mm • Subclasse c: perda óssea vertical > 7 mm • k) Gengiva inserida • A avaliação da quantidade/altura de gengiva inserida deve ser realizada para avaliar eventuais problemas mucogengivais. A gengiva inserida tem uma altura que se estende da borda da gengiva livre à linha mucogengival, subtraída a profundidade do sulco, medidos com a ajuda de uma sonda periodontal milimetrada e na ausência de inflamação DOCUMENTAÇÃO CLÍNICA EM PERIODONTIA • Devemos sempre lembrar que uma documentação bem feita, em Periodontia, tem importância fundamental, considerando que os dados iniciais e finais (pós-tratamento) deverão sempre ser comparados com aqueles das visitas de Terapia Periodontal de Suporte. SEQUÊNCIA CLÍNICA PARA REALIZAÇÃO DE UM EXAME PERIODONTAL • 1. Cadastro do Paciente • 2. História médica e Odontológica • 3. Exame Periodontal Simplificado (PSR-WHO/ADA) • 4. Índice de Placa (visível ou corada) e Índice de sangramento gengival (IG ou PBS) • 5. Procedimentos de raspagem supragengival • 6. Exame Periodontal Completo • A classificação de cada sextante é feita de acordo com os códigos a seguir: EXAME PERIODONTAL COMPLETO • O exame periodontal completo é sugerido que seja feito após o controle de placa paciente/profissional e os procedimentos de raspagem supragengival. Pois assim minimiza os erros inerentes a sondagem SEQUÊNCIA DE EXAME COM SONDAS CONVENCIONAIS: • Anotações de dentes ausentes • Anotações da presença de restaurações, coroas, pontes fixas e removíveis, em cada elemento dental e implantes. • Presença de áreas retentivas(sonda convencional) • Sangramento à sondagem (sonda tipo Williams ou Michigan) • Supuração (pressão digital ou sondagem) • Recessão gengival (sonda tipo Williams ou Michigan) • Profundidade de sondagem Clínica (sonda tipo Williams ou Michigan) • Lesões de furca ( sonda de Nabers) • Mobilidade Dental (Instrumento rígido). EXAMES RADIOGRÁFICOS • Os exames radiográficos são de fundamental importância como um meio complementar do diagnóstico das leões e das doenças periodontais, uma vez que fornece informações sobre a altura da crista óssea e configuração do osso alveolar, permitindo uma análise da severidade, assim como do padrão de perda óssea (horizontal ou angular). 7- Modelos de estudo e Montagem de articulador • Permite a integração entre várias especialidades e um correto planejamento do caso. 8 - Fotografias intraoral e Recursos de imagem - Imagens obtidas no exame inicial e após o término dos procedimentos tem sido muito útil para avaliar a efetividade de tratamento. 9 - Exames complementares - Podem ser feitos testes microbiológicos, imunológicos e genéticos que auxiliam no diagnóstico, prognóstico e principalmente na monitorização do tratamento periodontal.