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RESENHA REFERENTE AO CAPÍTULO 3, DA OBRA TEORIA GERAL DA POLÍTICA: A FILOSOFIA POLÍTICA E AS LIÇÕES DOS CLÁSSICOS, DE NORBERTO BOBBIO. Na idade antiga, a política foi amplamente difundida por Aristóteles. A palavra política deriva de “ta politika”, que por sua vez, deriva de pólis que, em grego, significa tudo aquilo que se refere à cidade. Desse modo, política está relacionada ao cidadão e tudo o que envolve a sociedade em uma nação, a grosso modo. Entretanto, no decorrer da história, o termo foi perdendo seu significado original e, de acordo com Marcel Prélot, atualmente política é definida como "o conhecimento sistemático e ordenado dos fenômenos concernentes ao Estado". Assim sendo, a política tornou-se ciência e passou a se concentrar no Estado. Esta, sempre relacionada a poder e moral se faz presente no cotidiano de todos posto que Aristóteles, em uma de suas obras, diz que o homem é um animal político. No que se refere ao poder na política este, intrínseco ao poder ideológico, utiliza de meios de coerção para alcançar seus objetivos. Criando, assim, desigualdades na sociedade onde é possível notar a subordinação. O poder político, difere-se dos outros por ter exclusividade ao uso da força, todavia esta é uma condição necessária, mas não é a única para a existência deste. Ademais, o fim da política está vinculado ao fim do poder. Posto que para a existência desta é fundamental o uso dele. Não obstante, o poder não é o único elemento da política. Destarte, não existe um fim específico para a política, mas para o poder, sim. O homem é, de fato, um ser político ou foi condicionado a isso?