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Maria Vitória Carvalho P1/C1 UNIT-AL 
 
Tutoria 1 
Método PBL 
 
1. Conhecer o surgimento do método PBL e o seu funcionamento 
 - John Evans e seus colegas desenvolveram o PBL , em um tempo que a educação médica era tediosa 
e envolvia estudar vários anos sobre ciência básica até que os estudantes pudessem ver um paciente 
 - McMaster University e Maastricht University, foram as primeiras universidades a oferecer o método 
PBL 
 - Uma das primeiras menções da motivação com chave para o PBL veio de Dave Sackett, um dos 
primeiros membros do comite de educação da McMaster 
Advances in health sciences education 
 
- A faculdade de medicina McMaster university no Canadá introduziu o método tutorial, para 
promover uma educação multidisciplinar 
Essencial Readings in problem-based learning – purdue university press (Indiana) 
 
 - No início do século passado a educação médica, seu ensino e prática idealizavam um tipo de médico 
que possuísse amplo conhecimento científico, compreensão biológica e capacidade técnica. Novas 
situações econômicas e culturais ocorreram no mundo todo com a evolução da informática e 
comunicação. A Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM)passou a exercer mudanças na formação 
médica, atuando em discussões e decisões e contribuindo na elaboração dos cursos de medicina. A partir 
de 1988, com a nova Constituição, inicia-se a reorganização do sistema público de saúde que produziu o 
SUS (Sistema Único de Saúde) e a necessidade de desenvolver no ensino médico novas estratégias 
curriculares diferenciando o perfil profissional do ensino médico. Em 1991 a ABEM, em conjunto com o 
CRM, constituiu uma Comissão Interinstitucional Nacional de Avaliação das Escolas Médicas com o objetivo 
de avaliar o ensino nas escolas médicas. 
 
- O PBL tem como foco central o processo de ensino – aprendizado individualizado, o trabalho em 
pequenos grupos, o aspecto de ser cooperativo, a importância dos tutores e a interpretação dos textos 
dos problemas apresentados 
periódico univag – atuação do docente no PBL na formação médica 
 
- A precursora do modelo da ABP foi a McMaster University, no Canadá, no final dos anos de 1960. 
Desde então, o método foi redesenhado e instituído na Harvard Medical School, em 1985. 
Somente a partir da década de 1990 que a ideia ganhou corpo, força e chegou ao Brasil por 
meio da Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA) e pela Universidade Estadual de 
Londrina (UEL) 
- A ABP é uma metodologia que quebra paradigmas e conceitos, pois desconstrói a ideia de que 
o docente é o centro do processo de ensino-aprendizagem e transfere essa posição para o discente 
(MACEDO et al., 2018). Nesse tipo de metodologia, o professor se posiciona como mediador entre o 
conhecimento e os estudantes e, portanto, estes são orientados a construir de forma ativa o seu 
conhecimento, juntamente com os interpares que os acompanham nesse processo 
 Revista docência do ensino superior – aprendizagem baseada em problemas como método de ensino na 
formação médica 
- O elemento central no aprendizado é o aluno. Ele é exposto a situações motivadoras nos grupos 
tutoriais, em que, através dos problemas, é levado a definir objetivos de aprendizado cognitivo 
sobre os temas do currículo. Estágios e atividades laboratoriais completam sua formação, que é 
semelhante aos das escolas que adotam o método tradicional. 
- Um dos fundamentos principais do método é que devemos ensinar o aluno a aprender, permitindo 
que ele busque o conhecimento nos inúmeros meios de difusão do conhecimento hoje disponíveis 
e que aprenda a utilizar e a pesquisar estes meios. 
- Ele requer organização e dedicação do corpo docente, aperfeiçoamento constante, supervisão 
criativa. Sua implantação em escolas que utilizam o método tradicional tem sido muitas vezes 
dificultada por incompreensões e apreensões injustificadas. 
Maria Vitória Carvalho P1/C1 UNIT-AL 
 
- Em um currículo PBL o aluno tem menos tempo comprometido com atividades formais. Isto 
possibilita que ele regule melhor seu tempo para os estudos . 
- Os tutores participam dos grupos tutoriais. Um curriculo PBL, entretanto, não se resume a grupos 
tutoriais. Há várias modalidades de ensino de habilidades, há conferências, há consultorias, entre 
outras. 
Universidade estadual de Londrina – metodologia da aprendizagem baseada em problemas 
 
 
 
2. Apontar as diferenças entre o método tradicional e o PBL 
 TRADICIONAL PBL 
Professor Transmissor do 
conhecimento 
Facilitador do aprendizado 
Integração entre as 
disciplinas 
Aulas organizadas de modo 
a permitir integração do 
conhecimento adquirido 
Integração natural entre os 
conhecimentos da 
disciplinas 
Aulas em pequenos grupos Aulas formais Grupos menores de alunos 
voltados a discussão de 
temas relevantes à pratica 
médica (maior retenção do 
conhecimento) 
Tempo para estudo Falta de tempo para estudo 
prejudica a aquisição de 
conhecimento e aumenta o 
nível de estresse dos alunos 
Mais tempo para Estudar e 
assimilar o conteúdo 
 
Revista med (São Paulo) – o aprendizado baseado em problemas – PBL 
 
 
3. Compreender a dinâmica da tutoria e as funções dos membros 
 
 - 8 à 13 pessoas contando com o tutor 
 - aprendizagem autônoma, colaborativa e cooperativa 
 - o intervalo entre a abertura e o fechamento possibilita ao discente tempo suficiente para organizar e 
planejar seu cronograma de estudo, sendo sempre resguardado o tempo mínimo necessário para o estudo 
individual 
 - o papel do tutor: sua participação tem influência direta na operacionalidade da sessão tutorial, 
facilitador do aprendizado, responsável por desafiar e encorajar o educando a buscar novas informações e 
resolver as situações problema 
Revista docência do ensino superior – aprendizagem baseada em problemas como método de ensino na 
formação médica 
 - O problema é o elemento central em um currículo PBL. Um problema é proposto para o 
desenvolvimento dos estudos sobre um tema específico do currículo. O objetivo de um problema é suscitar 
uma discussão produtiva do grupo tutorial. Ao fim desta discussão os alunos devem eleger objetivos de 
estudo que permitam o aprofundamento de seus conhecimentos sobre o tema gerador do problema 
 - O problema tem que ser simples e objetivo para evitar pistas falsas que desviem a atenção do grupo 
do tema principal e tem que ser motivador e despertar o interesse do aluno pela sua discussão 
 - O tutor participa do grupo tutorial pelo tempo de um módulo temático, no qual são discutidos temas e 
dura algumas semanas. O tutor deve ter duas características: o tutor não necessita de ser um especialista 
em cada um dos temas a serem desenvolvidos no módulo temático. / Ele deve conhecer muito bem o 
Maria Vitória Carvalho P1/C1 UNIT-AL 
 
papel do tutor. O tutor deve, no grupo tutorial, abrir os trabalhos, apresentar-se aos alunos e a eles entre 
si, conferir as presenças e observar criticamente a discussão. Esta observação crítica refere-se às 
competências dos membros do grupo, tais como as do coordenador e as do secretário, à participação dos 
alunos na discussão, à qualidade da discussão. Neste tópico a interferência deve ser a mínima necessária 
para que os alunos se atenham ao problema, corrigindo rumos quando ela se afastar do tema proposto, 
sempre tendo por referência o enunciado do problema e os conhecimentos que tem sobre os objetivos de 
aprendizado que o problema pretende que os alunos atinjam. 
 - O grupo tutorial é a base do método do Aprendizado Baseado em Problemas (PBL). No grupo os 
alunos são apresentados a um problema pré elaborado pela Comissão de Elaboração de Problemas. Este 
problema deverá atender a determinações curriculares e, dentro de um módulo temático, abordar um tema 
do conhecimento. De sua discussão os alunos deverão formular objetivos de aprendizado (estudo). Um 
problemabem formulado leva o grupo de alunos a eleger objetivos de aprendizado análogos aos 
imaginados pelos especialistas das várias disciplinas como necessários para o crescimento cognitivo do 
aluno dentro daquele tema específico. 
 - A discussão de um problema se desenrola em duas fases. Na primeira fase o problema é apresentado 
e os alunos formulam objetivos de aprendizado a partir da discussão do mesmo. Na segunda fase, após 
estudo individual realizado fora do grupo tutorial, os alunos rediscutem o problema à luz dos novos 
conhecimentos adquiridos. 
 - O que faz o aluno coordenador? 
O aluno coordenador deverá garantir que a discussão do problema se dê de forma metódica e que todos 
os membros do grupo participem da discussão. O método sugerido é o dos 7 passos : 
• • 1. Leitura do problema e identificação e esclarecimento de termos desconhecidos; 
• • 2. Identificação dos proplemas propostos pelo enunciado; 
• • 3. Formulação de hipóteses explicativas para os problemas identificados no passo anterior 
• • 4. Resumo das hipóteses; 
• • 5. Formulação dos objetivos de aprendizado (trata -se da identificação do que o aluno deverá 
estudar para aprofundar os conhecimentos incompletos formulados nas hipóteses explicativas); 
• 6. Estudo individual dos assuntos levantados nos objetivos de aprendizado ; 
 • 7. Retorno ao grupo tutorial para rediscussão do problema frente aos novos conhecimentos 
adquiridos na fase de estudo anterior. 
 - O que faz o aluno secretário? 
O aluno secretário deverá garantir que as várias etapas da discussão do grupo sejam convenientemente 
anotadas de forma a que o grupo não se perca na discussão e que não volte a pontos que já foram 
discutidos anteriormente. 
 - O que fazem os demais alunos participantes? 
Os outros alunos participantes do grupo deverão se esforçar para realizar uma boa discussão do 
problema, de forma metódica, respeitando as diretrizes do coordenador do grupo. 
 - Após o fechamento de cada problema pode ocorrer uma conferência com a finalidade de refinar o 
conhecimento adquirido. 
Universidade estadual de Londrina – metodologia da aprendizagem baseada em problemas 
 
Maria Vitória Carvalho P1/C1 UNIT-AL 
 
 
 Revista docência do ensino superior – aprendizagem baseada em problemas como método de ensino na 
formação médica 
 
 
 
4. Diferenciar mapa mental de mapa conceitual 
- O mapa conceitual é uma representação gráfica de conteúdo que ajuda a organizar ideias, conceitos e 
informações de modo esquematizado. Foi desenvolvido na década de 70. Os conceitos são escritos dentro 
de figuras geométricas e são desenhadas linhas conectando os conceitos e suas articulações e 
desdobramentos. A aparência de um mapa conceitual de assemelha a uma rede de conexões 
- Os mapas mentais partem de uma ideia central, a partir da qual se articulam as ideias conectadas, numa 
estrutura em árvore ou semelhante a um neurônio. Organiza as informações por associação, Em cada item 
do mapa há apenas uma palavra ou uma pequena frase. 
Mapa conceitual e mapa mental – VIII simpósio de pesquisa e de práticas pedagógicas do UGB 
 
 
5. Entender a importância do PBL na formação médica 
 
 Revista docência do ensino superior – aprendizagem baseada em problemas como método de ensino na 
formação médica 
 - As novas DCN, revisadas e reformuladas em 2014, enfatizam a preocupação de formar 
médicos generalistas com desenvolvimento de competências e habilidades que permitam uma maior 
aptidão em trabalhar com as necessidades reaisda população, especialmente com ênfase na 
adequação às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) 
 - O emprego dessas novas metodologias sustenta a ideia de que, na sociedade atual, não cabe mais 
ao docente o papel de detentor do conhecimento e do saber e que, portanto, promover a autonomia do 
discente na resolução de situações-problema deve ser prioridade no método de ensino 
 - A crescente autonomia, concedida ao discente pelo docente tutor, permitiu àquele estimular o 
pensamento crítico-reflexivo, criar os objetivos de aprendizagem a serem alcançados e a buscar 
por conta própria referências bibliográficas atualizadas e pertinentes em relação à situação-
problema. Em conjunto, essas ações contribuem para a aquisição de conhecimento e fortalecimento do 
processo de interdependência. No que diz respeito ao profissional médico, essa autonomia 
repercute na identificação, análise e interpretação dos problemas da prática médica e na sua 
resolução, assim como na utilização adequada de procedimentos diagnósticos e terapêuticos, validados 
e comprovados cientificamente. 
 - Além disso, a administração e o gerenciamento promovidos pela atuação do secretário e, 
individualmente, pela organização 
Maria Vitória Carvalho P1/C1 UNIT-AL 
 
Aprendizagem baseada em problemas como método de ensino na formação, do TEAD, fomenta a 
formação de profissionais aptos a fazer o gerenciamento e a administração tanto da força de 
trabalho, recursos físicos e materiais, quanto da produção intelectual e científica. 
 - A diversidade na formação dos grupos contribuiu para o desenvolvimento de um trabalho 
colaborativo e cooperativo, bem como para a capacitação dos educandos no enfrentamento de 
adversidades, sobretudo porque as pessoas possuem personalidades singulares e podem 
carregar diferentes conhecimentos prévios relacionados ao problema. Essa heterogeneidade 
estimula a capacidade de saber ouvir, respeitar a opinião dos outros e expressar suas ideias de maneira 
amistosa.Na prática profissional, essa estratégia visa a formação de profissionais capazes de atuar e 
comunicar-se adequadamente com os colegas de trabalho, equipe multiprofissional, pacientes e familiares, 
de forma a prover uma melhor atenção à saúde 
 - Essa organização tutorial (abertura –TEAD –fechamento) tem uma importância significativa no 
preparo do profissional médico, visto que, para atuar em diferentes situações na rede de saúde, seja ela 
pública ou privada, o profissional necessita desenvolver autonomia e capacidade de gestão 
 - Atualmente esse retorno é visto como imprescindível na aplicação da ABP, pois permite o 
amadurecimento individual e coletivo mediante avaliação de habilidades e desempenho, identificando 
pontos fortes e os que precisam ser melhorados. Esta capacidade de receber e fazer autocríticas 
construtivas permite que o profissional exerça de forma mais qualificada o serviço de atenção e cuidado à 
saúde. Nesse sentido, ele encontra-se mais preparado para identificar deficiências e, 
consequentemente, possibilitar reformulações e aperfeiçoamento no seu trabalho e no 
desenvolvimento de ações futuras.

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