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DESCRIÇÃO
A compreensão das incidências radiológicas dos membros inferiores e sua aplicação no campo
prático com o reforço teórico das nomenclaturas e técnicas genéricas aplicadas em incidências.
PROPÓSITO
Compreender os termos utilizados nas incidências radiológicas dos membros inferiores, na
anatomia humana e radiológica visando à sua aplicabilidade, assim como conhecer as
principais incidências radiológicas dos membros inferiores.
PREPARAÇÃO
Antes de iniciar seu estudo, tenha em mãos um Atlas de anatomia.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Identificar as incidências radiológicas da cintura pélvica
MÓDULO 2
Identificar as incidências radiológicas do fêmur, do joelho e da perna
MÓDULO 3
Identificar as incidências radiológicas do tornozelo e do pé
INTRODUÇÃO
As incidências radiológicas dos membros inferiores utilizam como método primário o
entendimento das bases anatômicas convencionais e internacionais. A segmentação do estudo
dos membros inferiores em regiões pélvica (quadril, articulações sacroilíacas e articulações
coxofemorais), da coxa (fêmur), do joelho, da perna, do tornozelo e do pé é essencial para o
aprendizado teórico das incidências radiológicas.
O aprendizado das incidências dos membros inferiores também depende das correlações entre
anatomia sistêmica e suas bases, da anatomia do aparelho locomotor, da anatomia radiológica
e de nuances de estudos patológicos gerais e específicos, mais especificamente, as disciplinas
ligadas à patologia.
O estudo das incidências radiológicas dos membros inferiores é correlacionado com a
anatomia radiológica e a aplicação das técnicas radiológicas que apresentam critérios
específicos para cada região do corpo. A compreensão vai além do conhecimento teórico,
vislumbrando a prática dessas incidências radiológicas através de recursos digitais.
MÓDULO 1
 Identificar as incidências radiológicas da cintura pélvica
Principais siglas e termos utilizados nos posicionamentos apresentados neste módulo
SIGLA/TERMO PALAVRA SIGNIFICADO
AP Anteroposterior
Quando a incidência do raio central no
paciente ocorre de frente para trás.
Perna de rã
Variação do estudo do quadril bilateral que
consiste na posição do paciente com as
plantas dos pés unidas e a consequente
abdução dos fêmures.
EIAS
Espinha ilíaca
anterossuperior
Marco topográfico do quadril.
DFF
Distância foco-
filme
A distância entre o foco de raios X e o
filme.
KV Quilovoltagem
A diferença de potencial criada entre o
ânodo e o cátodo que aumenta a
frequência dos raios X (penetrabilidade).
mAs Miliamperagem
por segundo
A quantidade de radiação produzida (mA)
multiplicada pelo tempo de exposição (s).
RC Raio central
Orientado pela colimação. É a parte
central onde se concentra o feixe de raios
X.
Inferossuperior -
Relação dos raios X entrando na porção
inferior e saindo na porção superior da
região ou do corpo.
Modificado -
Quando uma incidência radiológica
original possui uma alternativa para o
estudo das estruturas de uma forma
diferente.
Quadro: Siglas e termos utilizados nos posicionamentos. 
Elaborado por Henrique Luz Coelho
 Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
 SAIBA MAIS
Para propiciar maior clareza no entendimento do conteúdo a seguir, conheça os os tamanhos
dos filmes/receptores de imagem:
18x24cm
24x30cm
30x40cm
35x43cm
INTRODUÇÃO
As incidências radiológicas para o estudo da cintura pélvica são selecionadas com base nas
diferenças anatômicas básicas entre a pelve masculina e a pelve feminina. Neste módulo,
você conhecerá as rotinas para traumatismo e as rotinas de nível ambulatorial (especiais ou
complementares), levando em consideração que:
O ílio (sua asa) é mais largo na mulher.
O ângulo do arco púbico, formado pela junção dos púbis em sua porção inferior, é
obtuso nas mulheres e agudo nos homens.
A cavidade pélvica (oco pélvico) é maior e mais arredondada na mulher e, no homem, é
menor e possui forma oval.
A região sacrococcígea é mais posterior na mulher.
 
Imagem: Shutterstock.com, Adaptado por Thaiane Andrade e Rossana Ramos
PELVE MASCULINA

 
Imagem: Shutterstock.com, Adaptado por Thaiane Andrade e Rossana Ramos
PELVE FEMININA
As diferenças entre as pelves masculina e feminina são explicadas pela formação do canal do
parto na mulher e justificam também a diferença da silhueta feminina em relação à masculina.
INCIDÊNCIAS RADIOLÓGICAS DA CINTURA
PÉLVICA
PELVE EM AP – AP PANORÂMICO DE PELVE
 JUSTIFICATIVA PARA REALIZAÇÃO DO EXAME
Incidência realizada para o estudo de fraturas, luxações e patologias degenerativas da região.
 
Imagem: Shutterstock.com
PRINCIPAIS ESTRUTURAS DEMONSTRADAS
Cíngulo do membro inferior (ílios, púbis e ísquios), L5, sacro e cóccix, cabeças femorais, colos
femorais e trocânteres maiores.
 Radiografia AP panorâmica de pelve.
FATORES TÉCNICOS E POSICIONAMENTO
DFF
1m.
Tamanho do filme/receptor de imagem e sentido
30x40cm ou 35x43cm no sentido transversal ou 35x35cm, dependendo do biótipo do paciente.
Nas mulheres, em razão de a largura da pelve ser maior que nos homens, prioriza-se o uso do
35x43cm no sentido transversal.
Técnica de referência
20mAs e 85KV, no Bucky e variações dessa técnica dependendo do sexo e do biótipo do
paciente.
RC
Perpendicular ao receptor de imagem, direcionado a cerca de 7cm abaixo da linha média entre
as cristas ilíacas.
Posição do paciente e da parte ou região do corpo
Em decúbito dorsal, alinhar o plano mediossagital do paciente para a linha central da mesa e
do RC.
 
Imagem: Shutterstock.com, Adaptado por Thaiane Andrade e Rossana Ramos
O paciente não pode desalinhar o plano mediossagital em relação à linha central da mesa, e o
profissional que realiza o exame deve pedir ao paciente que rode medialmente (internamente)
os pés entre 15º e 20º, a fim de evidenciar os trocânteres maiores. Em caso de suspeita de
fraturas, não rodar os pés do paciente.
 
Imagem: Shutterstock.com, Adaptado por Thaiane Andrade e Rossana Ramos
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O paciente não precisa ficar em apneia durante a exposição radiológica.
PELVE EM AP (PERNA DE RÃ)
 
Imagem: Shutterstock.com
Radiografia produzida pela incidência radiológica de pelve em AP – perna de rã.
 
Foto: Giovane de Jesus Teixeira.
Perna de rã.
Justificativa para realização do exame
Incidência realizada para o estudo de pelve sem trauma, luxação congênita (displasia de
desenvolvimento do quadril – DDQ), necrose e outras patologias articulares da região.
Principais estruturas demonstradas
Cíngulo do membro inferior (ílios, púbis e ísquios), L5, sacro e cóccix, cabeças femorais, colos
femorais e trocânteres maiores, acetábulos.
FATORES TÉCNICOS E POSICIONAMENTO
DFF
1m.
Tamanho do filme/receptor de imagem e sentido
30x40cm ou 35x43cm no sentido transversal ou o 35x35cm, dependendo do biótipo do
paciente. Nas mulheres, em razão de a largura da pelve ser maior que nos homens, prioriza-se
o uso do 35x43cm no sentido transversal.
Técnica de referência
25mAs e 85KV, no Bucky e variações dessa técnica dependendo do sexo e do biótipo do
paciente.
RC
Perpendicular ao receptor de imagem, direcionado a cerca de 7cm abaixo da linha média entre
as cristas ilíacas.
Posição do paciente e da parte ou região do corpo
Em decúbito dorsal, alinhar o plano mediossagital do paciente para a linha central da mesa e
do RC. O paciente não pode desalinhar o plano mediossagital em relação à linha central da
mesa, e o profissional que realiza o exame deve pedir ao paciente que flexione os joelhos
aproximadamente a 90° e unir as superfícies plantares de modo que os fêmures fiquem
abduzidos entre 40° e 45°, impreterivelmente alinhados entre si.
 ATENÇÃO
Se o paciente precisar se manter estático durante a exposição radiológica, deve-se colocar um
suporte embaixo das pernas para dar apoio e trazer comodidade.
AP AXIAL DE PELVE
Justificativa para realização do exame
Incidência realizada para o estudo