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Uso coletivo, profissional e individual Profa. Shirley Passos 2020 UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS-UEA ESCOLA SUPERIOR DE CIENCIAS DA SAÚDE CURSO DE ODONTOLOGIA FLÚOR MÉTODOS UTILIZADOS PARA A PREVENÇÃO DA CÁRIE DENTÁTIA Promoção de saúde / Educação em saúde Dieta Controle do biofime: mecânico e químico Uso do flúor: Comunidade Autoaplicável Profissional Selantes PAPEL DO FLÚOR NA PREVENÇÃO DA CÁRIE DENTÁRIA 1. Uma das histórias mais bem sucedidas na história da odontologia 2. Uso do flúor em todas as populações x contra o uso do flúor 3. Efeitos benéficos e deletéricos na dentição 4. Prevenção da cárie x fluorose 5. Usado para maximizar os efeitos anticárie OBJETIVOS Como o flúor surgiu na odontologia? Métodos atuais de liberação do flúor Uso apropriado do flúor no controle da cárie Uso racional do flúor em diferentes populações FLÚOR Latim: FLUERE “ fluo” significa fluidez, escoamento • Componente natural da biosfera, estando presente no solo, na água, nas rochas, no ar, nos alimentos, nas plantas e nos animais em variadas concentrações. FLÚOR É o elemento químico mais reativo e eletronegativo As principais fontes minerais de flúor são: fluorita (CaF2) e criolita(Na3 AlF6) Fluorita (CaF2) - Bom Jesus da Lapa/BA • Pertence à família 17 (halogênios) da Tabela Periódica • F, CL, Br, I, At e Ts. • Número Atômico: 9 . • Símbolo Químico: F. • Config. Eletrônica:1s2 2s2 2p5 http://www.webelements.com/webelements/elements/text/F/econ.html COMO O FLÚOR SURGIU NA ODONTOLOGIA? • Durango descreveu o esmalte mosqueado em algumas pessoas 1888 – Kuhns no México – • dentes manchados - água - húmus vulcânico “denti de “Chiaie” 1901 – Eager e Chiaie : Nápoles(Itália) – • esmalte mosqueado = menor prevalência de cárie. Mckay 1916 – Mckay e Black: Colorado Spring- EUA Sugeriram associação entre o efeito estrutural do esmalte com constituinte desconhecido das fontes de água Narvai, P. C. Cárie dentária e flúor: uma relação do século XX. Ciência & Saúde Coletiva, 5(2):381-392, 2000 COMO O FLÚOR SURGIU NA ODONTOLOGIA? • alta prevalência de esmalte mosqueado – hipótese de associação entre a água e alteração dental. 1928 – Kempf e Mckay – Bauxita (Arkansas) – • encontrou concentração de íons flúor na proporção de 13,7 ppm – confirmando a hipótese de Mckay 1931 – Churchil • constataram a diminuição na prevalência das manchas. 1938 – Dean, Mckay e Elvore Narvai, P. C. Cárie dentária e flúor: uma relação do século XX. Ciência & Saúde Coletiva, 5(2):381-392, 2000 COMO O FLÚOR SURGIU NA ODONTOLOGIA? HISTÓRICO • realizou estudo das 21 cidades 1942 Dean • redução no índice de CPO sem provocar manchas O flúor presente em concentração em torno de 1 ppm Possibilidade de controle da cárie por meio da fluoretação artificial. Narvai, P. C. Cárie dentária e flúor: uma relação do século XX. Ciência & Saúde Coletiva, 5(2):381-392, 2000 COMO O FLÚOR SURGIU NA ODONTOLOGIA? HISTÓRICO • Fluorose: É um distúrbio específico na formação dos dentes causado por aumento crônico de depósitos de flíor durante o período de sua mineralização. 1943 – Dean e Arnold • fluoretação artificial da água de abastecimento público em torno de 1 ppm de F. 1945 – Primeiros estudos experimentais • Após 15 anos da fluoretação artificial as crianças de até 14 anos tinham se beneficiado com o advento do flúor. 1959 – em Grand Rapids Narvai, P. C. Cárie dentária e flúor: uma relação do século XX. Ciência & Saúde Coletiva, 5(2):381-392, 2000 FLUORETAÇÃO NO BRASIL Narvai, P. C. Cárie dentária e flúor: uma relação do século XX. Ciência & Saúde Coletiva, 5(2):381-392, 2000 • Primeira cidade a fluoretar artificialmente sua água de abastecimento. • Redução de 65,4% da cárie em crianças de 6 a 12 anos, após 14 anos. 1953 – Baixo Guandu – (ES) • redução de 30,4% no CPOD, de 6 para 4,2 ( 7 a 12 anos). Bauru – SP – • redução do índice de CPOD em 67,8% (7 a 14 anos) de 8,2 para 2,1. 1980 – 1994 – Paulínia (SP) FLUORETAÇÃO NO BRASIL • Redução de 79%. Piracicaba – SP (1980 a 1994) • Após 30 anos de fluoretação – CPOD aos 12 anos igual 1,7. Paulínia (2001) • Primeira capital estadual e a quarta cidade brasileira a ter suas águas fluoretadas no Brasil Curitiba – 1958 (Muniz, 1968 apud Amarante et al., 1993). FLUORETAÇÃO NO BRASIL Redução do CPOD em municípios brasileiros após fluoretação das águas de abastecimento FLUORETAÇÃO NO BRASIL ↓ em torno de 50% ↓ cerca de 34% - populações expostas a outras fontes de flúor Medida econômica e altamente efetiva do ponto de vista do administrador de saúde Ramirez; Buzalaf, 2007 RECONHECIMENTO DO MÉTODO “A não agregação do F à água de abastecimento é juridicamente ilegal, cientificamente insustentável e socialmente injusta” (Narvai, 1997) “medida de saúde pública, prática e efetiva” Reconhceu a fluoretação das águas de abastecimento público como Em 1969 – 22a. Assembléia da OMS – Boston LEGISLAÇÃO BRASILEIRA • Dispõe sobre a fluoretação da água em sistemas públicos de abastecimento. LEI FEDERAL N. 6060 DE 24 DE MAIO DE 1974 • Regulamenta a lei. DECRETO FEDERAL N. 76.872, DE 22 DE DEZEMBRO DE 1975 • Aprova e determina normas e padrões a serem seguidos para correta fluoretação das águas dos sistemas de abastecimento. Portaria MS n. 635/Bsb, de 26 de Dezembro de 1975 REQUISITOS BÁSICOS PARA A CORRETA ADIÇÃO DO FLÚOR Realizar levantamento epidemiológico de cárie e fluorose; Determinar por meio de análise química o teor natural de Fluoreto existente na água; Deve ser definido o ponto de Aplicação da solução fluoretada, sendo recomendada ao final do tratamento da água; Implantação de um sistema de vigilância sanitária. PRODUTOS RECOMENDADOS a) Fluoreto de Sódio (NaF) b) Fluoreto de Cálcio (CaF2) c) Ácido Fluossilícico (H2Si F6 ) d) Fluossilicato de Sódio (Na2 Si F6 ) INTRODUÇÃO DO FLÚOR 1. Água Potável 2. Desenvolvimento de outros produtos a base de flúor: ◦ Dentifrícios ◦ Tabletes ◦ Géis ◦ Vernizes FONTES DE IÓNS FLUOTETO As principais fontes de íons fluoreto são: Água; algumas espécies de vegetais e animais marinhos; As águas superficiais, como as de rios e lagos, não apresentam teores de fluoreto maior que 0,3 ppm, mas nas águas subterrâneas podemos encontrar valores superiores. FONTES DE IÓNS FLUOTETO Algumas folhas de chá são ricas em fluoreto; Na carne é baixo o teor de fluoretos exceto se os animais são alimentados com farinha de peixe ou de ossos; No peixe e derivados, encontram-se quantidades significativas; FONTES DE IÓNS FLUOTETO Leite apresenta baixa concentração; Fórmulas a base de soja apresentam teores mais elevados; Nos sucos, bebidas, águas minerais e alimentos – depende concentração da fonte. Absorção flúor depende quantidade e tipo alimento presente estômago Reduzida em 50% quando ingestão for após refeições Estômago vazio a absorção é completa Absorção flúor Absorção flúor Não existe um mecanismo homeostático para manter a concentração de flúor em qualquer parte do organismo; Os níveis de flúor dependem da ingestão diária; ABSORÇÃO DO FLÚOR INGESTÃO DE FLÚOR CORRENTE SANGUÍNEA TECIDOS MINERALIZADOS EXCREÇÃO URINA FEZES SUOR 0 1 2 3 Horas Absorção Eliminação/ Retenção em tecido ósseo C o n c e n tr a ç ã o d e F n o p la s m a WHITFORD, 1996 MECANISMO DE AÇÃO DO FLÚOR A princípio achava-se ação do flúor fosse somente sistêmica devidosua incorporação ao esmalte na formação da fluorapatita. O flúor confere maior resistência à superfície do esmalte dentário, ao longo de toda a vida através de sucessivos episódios de DES-RE superficial – apatita fuoretada (Chaves, 1977; Viegas, 1989; Cury, 2002) MECANISMO DE AÇÃO DO FLÚOR Efeito preventivo: presença contínua, ao longo de toda a vida do indivíduo, de pequenas quantidades de flúor no meio bucal. F presentes saliva, fluído, placa atua aumentando ou favorecendo a remineralização Cury, 2002 Ocorre a formação de fluoreto de cálcio na etapa de remineralização (Cury, 1992) O F atua na superfície dental sujeita a trocas minerais entre saliva x esmalte (Cury, 2002) MECANISMO DE AÇÃO DO FLÚOR Efeito preventivo - presença contínua, ao longo de toda a vida do indivíduo, de pequenas quantidades de flúor no meio bucal. O flúor exercerá um de seus efeitos em relação ao desenvolvimento da cárie em uma faixa de pH entre 4,5 e 5,5. MÉTODOS ATUAIS NA ADMINISTRAÇÃO DO FLÚOR •COLETIVO •INDIVIDUAL •PROFISSIONAL FORMAS DE ADMINISTRAÇÃO Flúor Sistêmico = ingestão, absorção e circulação do fluoreto no organismo FORMAS DE ADMINISTRAÇÃO FLÚOR SISTÊMICO Fluoretação das águas de abastecimento público Fluoretação escolar Fluoretação do sal Fluoretação do leite Fluoretação do açúcar, bebidas e gomas de mascar Atualmente é aceito que o efeito predominante do flúor não é sistêmico, mas principalmente local. FLUORETAÇÃO DA ÁGUA Manaus Ambiental, 2014 FLUORETAÇÃO DA ÁGUA Adição controlada de um composto de flúor à água de abastecimento pública – aumentar a concentração da mesma a um teor predeterminado e atuar no controle de cárie dentária; Método mais antigo de se utilizar fluoretos no combate à cárie dentária; Uma das mais significativas medidas de saúde pública em todo mundo. FLUORETAÇÃO DA ÁGUA BENEFÍCIOS REDUÇÃO DE 50 A 60% NA PREVALÊNCIA DE CÁRIE 80% MENOS EXTRAÇÕES DE PRIMEIROS MOLARES 06 VEZES MAIS CRIANÇAS LIVRES DE CÁRIE REDUÇÃO DE CERCA DE 95% NAS CÁRIES PROXIMAIS, DENTES ÂNTERO- SUPERIORES UFRN, 1997 DESVANTAGENS Desperdício Pessoas excluídas do acesso Organização e monitoramento Somente 0,5% da água é usada para o consumo VANTAGENS E DESVANTAGENS VANTAGENS Elevado poder preventivo Baixo custo Ausência de efeitos tóxicos Simplicidade Universalidade de consumo UFRN, 1997 FLUORETAÇÃO DA ÁGUA “Tem sido implementado em mais de 39 países, atingindo mais de 200 milhões de pessoas” “A segurança de agregação de flúor à água é incontestável e reconhecida mundialmente” Medida econômica e altamente efetiva do ponto de vista do administrador de saúde Ramirez; Buzalaf, 2007 FLUORETAÇÃO DA ÁGUA “Efeito halo - produtos e bebidas processados em áreas fluoretadas acabam beneficiando áreas não fluoretadas, onde são consumidos” Ramirez; Buzalaf, 2007 SAIS UTILIZADOS LEGISLAÇÃO LEI FEDERAL N. 6060 DE 24 DE MAIO DE 1974 Dispõe sobre a fluoretação da água em sistemas públicos de abastecimento Determina a obrigatoriedade de fluoretação das águas em todos os municípios com estação de tratamento FLUORETAÇÃO DA ÁGUA Descontinuação aumento do índice de cárie Efetividade da medida continuidade da sua execução durante anos seguidos Manutenção do teor adequado de flúor na água Dose de flúor = média da temperatura máxima diária em um ano • Climas tropicais - maior consumo de água – ↓[flúor] na água. • Temperatura mais baixa - consumo de água é menor - ↑[Flúor] na água • Temperatura média anual: 21,5º a 26,2º - [F] de 0,8 ppm - variação de 0,7 a 1,3 ppm. FLUORETAÇÃO DA ÁGUA Relação entre a média das temperaturas máximas diárias do ar e os limites recomendados para [F] na água Fonte: Portaria 635/1975 FLORETAÇÃO DE ÁGUA NO BRASIL 1953 – INÍCIO – BAIXO GUANDU(ES) DE 5.507 MUNICÍPIOS PESQUISADOS: 97,9% ABASTECIMENTO DE ÁGUA 75,0% ÁGUA TRATADA 45,7% ÁGUA FLUORETADA IBGE, 2000 FLORETAÇÃO DE ÁGUA NO BRASIL Dados IBGE mostram que 45,7% cidades adicionam o flúor nas águas de abastecimento público. Existe desigualdade quando a avaliação é feita por regiões. 70% Sul e sudeste 7,8% Norte 16,7% Nordeste 5,5% Centro oeste FLUORETAÇÃO DA ÁGUA Lei 8080; 1990 - SUS Não é suficiente apenas fluoretar a água de abastecimento, mas sim exercer um controle sistemático quanto aos teores de F efetivamente disponíveis. Schneider Filho et al.,1995 É necessário mecanismos que controle a qualidade da água fornecida à população Assegurar a população o máximo de benefício. Narvai, 2001 VIGILÂNCIA SANITÁRIA Análise da água de abastecimento em 25 estados brasileiros entre os anos de 1986 e 1994 revelou que a grande maioria dos municípios possuíam teores de F abaixo do recomendável. Clavera et al.,1995 VIGILÂNCIA SANITÁRIA De um total de 1233 amostras de água obtidas ano 2000 em Niterói –RJ: 47 % apresentaram teores desprezíveis de F 13% limite ótimo 21% acima do limite ótimo. É necessário mecanismos controle qualidade água fornecida população Assegurar população máximo benefício. Narvai, 2001 Resolução 518 de 25/3/2004 • Valor Máximo Permitido – VMP de fluoreto - 1,5 ppm - 1,5 mg de fluoreto por litro de água. • Teor ideal de flúor - 0,7 ppm ou 0,7 mg de flúor por litro. • Levantamento epidemiológico de cárie e fluorose - antes da implantação • Após sua implementação - a cada 5 anos . • Análise química do teor de F natural respeitando-se os limites em função da temperatura. • Teores acima do recomendado – fluorose • Baixos teores de flúor - dispensa o levantamento de fluorose???? Heterocontrole órgão de vigilância se encarrega da coleta e análise dos dados Segurança na fidedignidade dos dados Vigilância com base no controle operacional dados fornecidos pelas empresas de tratamento da água não há segurança da fidedignidade dos dados A vigilância, o controle e a orientação à população quanto às várias formas de utilização do flúor são medidas necessárias para o controle das formas agudas e crônicas de intoxicação por flúor Teor de Flúor na água Hipofluorada Teores inferiores a 0,55 ppm F Isofluoradas Hiperfluoradas Teores superiores a 0,84 ppm F FLUORETAÇÃO ESCOLAR 4,5 vezes a concentração Método recomendado para áreas onde não existe a possibilidade de fluoretação da água de abastecimento público e em zonas rurais PINTO, 2000 FLUORETAÇÃO DO SAL Composto utilizado – NaF Deve ser considerada onde a fluoretação da água não for factível Padrão mínimo: 200mgF/Kg OMS,1994 DESVANTAGENS Variações de consumo Tecnologia complexa Consumo de sal associado a hipertensão Consumo de sal é menor na infância FLUORETAÇÃO DO SAL VANTAGENS Facilidade de aplicação Viabilidade de implementação em pequenas localidades UFRN, 1997 FLUORETAÇÃO DO LEITE Possibilidade de utilização em programas sociais Reduzida por ser um produto não consumido por todas as crianças FLÚOR E GOMAS DE MASCAR Não deve ser utilizado como guloseima e sim em casos específicos como xerostomia SUPLEMENTOS DIETÉTICOS COM FLÚOR Limitada aplicação como medida preventiva de saúde pública; Dosagem de 0,5 mg flúor ao dia para pessoas de risco a cárie maiores de03 anos. FLÚOR TÓPICO DENTIFRÍCIO FLUORETADO Legislação brasileira, 1989: Concentração mínima: 1000ppm máxima: 1500ppm São utilizados para levar substâncias a cavidade bucal objetivando redução da cárie dentária, doenças gengivais e periodontais, calculo, hipersensibilidade e halitose. DENTIFRÍCIO FLUORETADO Função – F aumenta em 2 vezes a capacidade da saliva em repor o mineral na superfície do esmalte. (Cury, 2002) Cada um dos componentes tem uma função para garantir a formulação os efeitos cosmético e preventivo- terapêuticos desejado DENTIFRÍCIO FLUORETADO 1988 - Dentifrício 50% de vendas - fluoretado 1990 – todos os dentifrícios fluoretados Um dos método mais racionais de prevenção das cáries Remoção do biofilme dental + exposição constante ao flúor. Redução - 20 e 35% na cárie dentária em um período de 3 anos Áreas com ou sem fluoretação das águas Compostos: Monofluorfosfato de sódio e o fluoreto de sódio DENTIFRÍCIO FLUORETADO Ação na prevenção das cáries Aumento da concentração de flúor na saliva por cerca de 40 minutos após a escovação F retém nas superfícies dentais limpas F reage com o dente - fluoreto de cálcio na superfície do esmalte- dentina Residuais de placa não removidos pela escovação - F se deposita na forma de reservatórios com Ca. Portaria 22 de 20 /12/1989 Concentração inicial de flúor iônico ou ionizável de no mínimo de 1.000 ppm e no máximo 1.500 ppm. Composto de flúor contido no dentifrício reativo com esmalte e/ou dentina. Manutenção da concentração mínima de flúor solúvel iônico ou ionizável, até seu prazo de validade. Portaria 108 de 26/09/1994; ANVISA Concentração inicial de flúor de no mínimo 1.000ppm e no máximo 1.500 ppm. . Composto de flúor contido no dentifrício reativo com esmalte e/ou dentina. Manutenção da concentração mínima de flúor até seu prazo de validade. Portaria 71 de 29/05/1996; ANVISA Concentração máxima de 0,15% expressa em flúor (1.500pmm F). Diversidade de sais de fluoreto que podem ser usadas em dentifrícios. Mistura entre compostos de flúor permitidos, desde que a [total] não exceda 1500 ppm. Resolução n° 79 de 28/08/2000;ANVISA Concentração máxima de 0,15% expressa em flúor (1.500pmm F). Diversidade de sais de fluoreto que podem ser usadas em dentifrícios. Mistura entre compostos de flúor permitidos, desde que a [total] não exceda 1500 ppm. DENTIFRÍCIO FLUORETADO ESTAR ATENDO A QUANTIDADE : DENTIFRÍCIO FLUORETADO COMPONENTES PRODUTOS FUNÇÕES Abrasivos (Polidores ou Limpadores) Carbonato de Cálcio, Fosfato de Cálcio, Fosfato Tricálcico, Hidróxido de Alumínio, Sílica. Citrato de Zinco, Pirofosfato Solúvel Efeito cosmético, removem manchas dos dentes (polimento) e terapêutico, removem placa bacteriana Previnem a formação de cálculo dental Detergentes Lauril Sulfato de Sódio e suas derivações Limpam os dentes, reduzem a tensão superficial. Umectantes Glicerol, Propilenoglicol, Sorbitol, Xilitol Mantém a hidratação da pasta, evitam o endurecimento dentro da embalagem. Flavorizantes, Sabor Sacarina, Sorbitol, Xilitol, Hortelã, Cravo, Pimenta, Eucalipto, Cítricos, Mentol, Canela Proporcionam gosto agradável, estimulam o seu uso e mascaram o gosto dos demais componentes. Conservantes Diclorofeno, Benzoato, P-hidroxibenzoato, Formaldeído Impedem crescimento bacteriano, aumentam o prazo de validade Flúor Fluoreto de Sódio, Monofluorofosfato de Sódio (MFP) Reduz a incidência de cárie, auxilia na hipersensibilidade dentinária; é bacteriostático Agentes Dessensibilizantes Cloreto de Estrôncio, Citrato de Potássio, Nitrato de Potássio Combatem a hipersensibilidade dentinária e colos sensíveis. Obliteram os túbulos dentinários expostos. Agente Antimicrobiano, Antiinfalmatório Triclosan Antimicrobiano de amplo espectro, eficaz em bactérias gram + e gram - , atua no S. mutans, tem efeito antiplaca moderado Copolímero, Agente Potencializador do Triclosan PVM/MA (Gantrez= nome comercial), polivinilmetil-éter, Ácido Maleico Associado ao Triclosan, permanece mais tempo na saliva e na placa bacteriana Aglutinantes CMC (carboximetilcelulose) Mantém a homogeneidade da formulação Compostos Fluoreto de sódio Fluoreto Estanhoso Monofluorfosfato de sódio Fluoreto de amina* DENTIFRÍCIO FLUORETADO DENTIFRÍCIO FLUORETADO Efeito Anticáire Efeito antibacteriano/ antigengivite Efeito Antierosivo Compatibilidade abrasivos Ca Fluoreto estanhoso Sim Sim Forte (Sn+ F) Não Monofluorfosfato de sódio Sim Não Não Relativo Fluoreto de sódio Sim Não Fraco Não Fluoreto de amina sim fraco fraco Não •Nem todos os dentifrícios são capazes de manter durante o prazo de validade uma concentração mínima de 1.000 ppm F. •A Resolução 79, Anvisa, 28/8/2000) apenas estabelece que um dentifrício não pode conter mais que 0,15% (1.500 ppm F) de flúor total, sem estabelecer o mínimo de flúor solúvel que ele deveria conter para ter potencial anticárie. •Revisão das recomendações para fluoretos nos dentífricos no país DENTIFRÍCIO FLUORETADO Cury, 2010 A Maioria dos dentifrícios – [flúor] de acordo com o declarado pelo fabricante Pelo menos 50% dos dentifrícios - [F] solúvel menor que a [F] total; • Incompatibilidade do F com o abrasivo flúor do MFP - ligação instável com o P e se liga ao cálcio do CaCO3 - Fluoreto de cálcio (CaF2) – insolúvel Cury, 2010 DENTIFRÍCIO FLUORETADO • Conhecer os principais compostos utilizados em sua composição e sua função; • Proteção anti-cárie – diferentes compostos de flúor e sua concentração; • Data de validade; Como indicar um dentifrício? BOCHECHOS FLUORETADOS SOLUÇÕES NEUTRAS DE NaF USO DIÁRIO: 0,05% USO SEMANAL: 0,2% Deve ser preparado no momento do uso ou adicionar conservantes para maior tempo de armazenamento BOCHECHOS FLUORETADOS VANTAGENS Poder preventivo Facilidade de aplicação Custo reduzido Aplicação fora do ambiente clínico Interligado a atividades educativas BOCHECHOS FLUORETADOS RESTRIÇÕES Não utilizar em crianças menores de 06 anos Necessidade de um nível de organização do programa odontológico e do sistema educacional ATF – APLICAÇÃO TÓPICA DE FLÚOR Solução ou gel de flúor-fosfato acidulado 1,23% de fluoreto de sódio FLUORETOS EM FORMA DE GEL Cuidado na aplicação: - isolamento relativo; - usar o sugador; - cadeira em posição vertical; - instruir o paciente para cuspir; - pode ser aplicado com moldeiras, cotonetes ou escova dental. FLUORETOS EM FORMA DE GEL uma moldeira por vez; ajustar a moldeira na arcada; remover o excesso de flúor dos dentes. VERNIZES COM FLÚOR Redução na prevalência esperada de 40% com duas aplicações Poder preventivo Naf a 5% Agente remineralizante nos processos iniciais de cárie e no tratamento de sensibilidade VERNIZES COM FLÚOR Método Uso coletivo Uso individual Uso profissional Recomendações Água fluoretada X Sem restrições Dentifrício X Diariamente para todos e supervisionado em crianças pré-escolares Solução diária X De acordo com o risco acima dos 6 nos Solução Semanal X Gel/Mousse x X Indicação individual /coletiva de acordo com o risco a cárie Verniz X Combinação De acordo com o risco a cárie individual ou populacional USO DO FLÚOR USO DO FLÚOR E O RISCO DE CÁRIE < 6 anos > 6 anos Baixo risco Sem lesões incipientes, cavitações, lesões secundárias nos últimos 3 anos e sem fatores que podem aumentar o risco a cárie Risco moderado Sem lesões incipientes, cavitações, lesões secundárias nos últimos 3 anos, mas com ao menos 1 fatorque possa aumentar o risco a cárie. 1 ou 2 lesões incipientes cavidades ou lesões secundárias nos últimos 3 anos ; Sem lesões incipientes cavitações lesões secundárias nos últimos 3 anos mas com 1 fator que possa aumentar o risco a cárie; Alto risco Lesões incipientes, cavitações, lesões secundárias nos últimos 3 anos. Presença de múltiplos fatores que possam aumentar o risco a cárie Baixo nível socioeconômico Exposição subótima ao flúor Xerostomia 3 ou mais lesões incipientes , cavitações, lesões secundárias nos últimos 3 anos. Presença de múltiplos fatores que possam aumentar o risco a cárie Baixo nível socioeconômico Exposição subótima ao flúor Xerostomia USO DO FLÚOR E O RISCO DE CÁRIE < 6 anos 6- 18 anos >18 anos Baixo risco Pode não ter benéficos adicionais Risco moderado Verniz fluoretado a cada 6 meses Verniz fluoretado/ flúor gel a cada 6 meses Verniz fluoretado/flúor gel a cada 6 meses Alto risco Verniz fluoretado a cada 6 meses ou a cada 3 meses Verniz fluoretado a cada 6 meses/ a cada 3 meses ou flúor gel a cada 6 meses/ a cada 3 meses Verniz fluoretado a cada 6 meses/ a cada 3 meses ou flúor gel a cada 6 meses/ a cada 3 meses Unicamente aplicando fluoretos não teremos como resultado pacientes livres de cárie! O flúor não é capaz de interferir nos fatores responsáveis pela doença, isto é, a formação de placa dental. Cury, 2001 RECONHECIMENTO DO MÉTODO (FLÚOR) 22a. Assembléia da Organização Mundial da Saúde, 1969: “....uma medida de saúde pública prática e efetiva”. Recomendado por mais de 150 organizações de ciência e saúde, dentre as quais: FDI (Federação Dentária Internacional), IADR (Associação Internacional de Pesquisa em Odontologia) OPAS (Organização Pan-americana de Saúde) Pereira (2003) http://www.fdiworldental.org/home/home.html http://www.who.int/en/ TOXICIDADE DO FLÚOR Intoxicação Aguda Intoxicação Crônica (HEIFETZ E HOROWITZ, 1984 IN KRIGER,2003) TOXICIDADE INTOXICAÇÃO AGUDA Refere-se a ingestão de grande quantidade de fluoretos de uma única vez Dose provavelmente tóxica DPT = 5 mg F/ Kg (HEIFETZ E HOROWITZ, 1984 IN KRIGER,2003) TOXICIDADE (HEIFETZ E HOROWITZ, 1984 IN KRIGER,2003) Dose Provavelmente Tóxica (DPT) Dose certamente letal (DCL) 5 mg F/Kg 32 – 64 mg F/Kg (HEIFETZ E HOROWITZ, 1984 IN KRIGER,2003) INTOXICAÇÃO AGUDA < 5 mgf/kg a. Gastrintestinais: Náuseas, vômitos, diarréia, dores abdominais e cólicas; Os cuidados se restringirão à ingestão de leite ou de outros alimentos ricos em cálcio; Induzir vômito (HEIFETZ E HOROWITZ, 1984 IN KRIGER,2003) INTOXICAÇÃO AGUDA < 5 mgf/kg Gastrintestinais: náuseas, vômitos, diarréia, dores abdominais e cólicas Cardiovasculares: pulso fraco, hipotensão, palidez, choque, irregularidade de batimentos cardíacos e falha, no último estágio (HEIFETZ E HOROWITZ, 1984 IN KRIGER,2003) INTOXICAÇÃO AGUDA < 5 mgf/kg Neurológicos: parestesia, tetania, depressão do sistema nervoso central e coma; Bioquímica sanguínea: acidose, hipocalcemia e hipomagnesemia (HEIFETZ E HOROWITZ, 1984 IN KRIGER,2003) TOXICIDADE Se a dose de flúor for de até 4mgF/Kg de peso pode acontecer os primeiros sintomas toxicológicos como naúseas, vômitos e dores estomacais. Os cuidados se restringirão à ingestão de leite ou de outros alimentos ricos em cálcio. Para ingestão superior a 5mg de flúor por quilo recomenda-se: Hospitalização Lavagem gátrica (HEIFETZ E HOROWITZ, 1984 IN KRIGER,2003) DOSE PROVAVELMENTE TÓXICA Métodos Sistêmicos DPT Criança 10 kg Água fluoretada (0,7ppm F) 71 litros Sal fluoretado (300mg F/Kg) 166 gramas Comprimido de flúor (1mg/F) 50 NaF 1% gotas 200 Cury, JA (1988) FLUOROSE INTOXICAÇÃO CRÔNICA Fluorose Dental 0,07 mgF/Kg Fluorose Óssea 0,56 mgF/Kg Cortesia: Adriana B eatriz É uma hipomineralização, caracterizada por aumento de porosidade do esmalte, resultante da intoxicação com fluoretos na fase inicial de mineralização. A gravidade da fluorose depende: da quantidade de fluoretos ingeridos, da duração da exposição e do estágio da amelogênese no período de exposição. D NTÁRIA nascimento 6 meses 1 ano 1 ano e 6 meses 3 anos 5 anos 8 anos 11 anos > 11 anos > 11 anos 11 anos 8 anos 5 anos 3 anos 1 ano e 6 meses 1 ano 6 meses nascimento Escala de desenvolvimento dos dentes permanentes Quanto mais precoce for a exposição, principalmente até 3 anos, maiores os riscos Nas formas mais leves manifesta-se como estrias e linhas esbranquiçadas dificilmente visíveis no esmalte. Narvai, 2.000 Nos casos mais severos – depressões e cavidades no esmalte, deformando o dente, comprometendo seriamente estética. Cortesia: Adriana B eatriz Cortesia: Adriana B eatriz FLUOROSE DENTAL Cortesia: Adriana B eatriz Veneno Ineficaz Apenas retarda o processo de cárie Liberdade de escolha / Direitos individuais Seguro a 0,7 – 1,2 ppm 15 – 40% menos cáries Menos cáries em todas as idades Direitos individuais são relevados no interesse da Saúde Pública Argumentos Antifluoretação Adriana B S P Fernandes, 2011 Questões: 1. Suponha que você seja coordenador de saúde bucal de um município do interior do estado, com abastecimento de água do rio próximo a cidade, que atende a 45% da população do município. Foi feito teste na água e observado que a água apresenta teores de flúor abaixo do recomendado e as crianças do município apresentam índice de cpo-d acima de 3, com percentual de crianças livres de cárie muito baixo. Visando implementar a fluoretação da água de abastecimento público nesse munícípio, quais os critérios que você como coordenador de saúde bucal deve seguir, quais as etapas a serem seguidas, e quais os benefícios para a saúde bucal da população essa ação pode trazer? 2. Suponha que você está numa UBS de Saúde da família realizando educação em saúde e higiene bucal com Adultos, explicando a forma correta de escovação e utilização de dentifrícios fluoretados, o que você orienta a esta população sobre os critérios que deverão ser observados para a compra de dentifrícios a serem utilizados por toda família? Obrigada! Profa. Shirley Passos smpassos@uea.edu.br leyshir_br@yahoo.com