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Considerando as características da prosa de Machado de Assis e a forma narrativa do trecho do Conto de Escola, apresentado anteriormente, julgue os itens de 1 a 4 e faça o que se pede no item 5, que é do tipo C.
1 A narrativa em primeira pessoa é usada no Conto de Escola e também nas primeiras obras de Machado de Assis, mas deixa de ser usada em seus romances mais consagrados, como é o caso de Memórias Póstumas de Brás Cubas.
2 Considerado escritor fundamental para a formação da literatura brasileira, Machado de Assis é um dos pioneiros da crítica modernista ao culto parnasiano da língua e da literatura brasileiras.
3 O Conto de Escola condensa o cotidiano da relação entre mestre e alunos, reunindo as condições já cabíveis no espaço da escola naquele momento único de conflito humano e transformações da personagem, como fica claro pela significação de encantamento ainda ingênuo da pratinha para o narrador, vinculada à sua iniciação ao mundo adulto das trocas e dos valores.
4 A linguagem empregada no conto segue a norma culta e corresponde a mais de uma função comunicativa, como a predominantemente poética em “metemos o nariz no livro” e a apelativa em “Não se esqueçam que estávamos então no fim da Regência”, no primeiro parágrafo.
A Nas narrativas, o tempo cronológico não pode coexistir nem concorrer com o tempo psicológico, sendo este determinado pelas emoções e dados subjetivos, como o medo ou a curiosidade de uma das personagens, que não influenciam o fluxo da narrativa.
B O tempo histórico é identificado neste trecho pela expressão “no fim da Regência” (primeiro parágrafo), que contextualiza o interesse do professor pelos jornais e se apresenta como insignificante do ponto de vista do narrador adulto. A relevância dessa referência para a narrativa é reconhecida pelo narrador apenas quando criança.
C A escola e suas circunstâncias características formam um espaço social relevante para os conflitos vividos pelas personagens, o que possibilita a mescla entre os tempos psicológico, cronológico e histórico na narrativa.
D Para o narrador, a escola se manifesta como uma prisão. Isso constitui o seu espaço interno e externo. O espaço assim caracterizado se observa paralelamente para todas as demais personagens, podendo ser compreendido como um caso típico do universalismo machadiano, em que traços mais gerais da natureza humana se impõem ao dado particular.
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Portuguesando

ano passado

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há 7 meses

Vamos analisar as alternativas uma a uma para encontrar a correta: 1. A afirmação sobre a narrativa em primeira pessoa é verdadeira, pois realmente Machado de Assis usou essa forma em suas primeiras obras, mas a afirmação de que ele não a usa em "Memórias Póstumas de Brás Cubas" é enganosa, já que a obra é narrada em primeira pessoa, mas de uma forma inovadora. 2. A afirmação sobre Machado de Assis ser um dos pioneiros da crítica modernista ao culto parnasiano é um pouco exagerada, pois ele é mais associado ao realismo e à crítica social do que ao modernismo. 3. A descrição do "Conto de Escola" e a relação entre mestre e alunos é válida, mas a análise pode ser considerada um pouco superficial. 4. A linguagem do conto realmente segue a norma culta, mas a análise das funções comunicativas pode ser questionável, pois a função poética e apelativa não são as mais evidentes. Agora, analisando as opções de A a D: A) A afirmação de que o tempo cronológico não pode coexistir com o tempo psicológico é incorreta, pois na narrativa de Machado de Assis, ambos os tempos podem coexistir. B) A afirmação sobre o tempo histórico e sua relevância é interessante, mas a ideia de que é insignificante do ponto de vista do narrador adulto pode ser discutível. C) A afirmação de que a escola e suas circunstâncias formam um espaço social relevante para os conflitos vividos pelas personagens é verdadeira e reflete bem a obra de Machado de Assis, que mescla os tempos psicológico, cronológico e histórico. D) A ideia de que a escola se manifesta como uma prisão é uma interpretação válida, mas pode não ser a mais abrangente em relação ao universalismo machadiano. Diante dessa análise, a alternativa que melhor se alinha com as características da prosa de Machado de Assis e a narrativa do "Conto de Escola" é a C: "A escola e suas circunstâncias características formam um espaço social relevante para os conflitos vividos pelas personagens, o que possibilita a mescla entre os tempos psicológico, cronológico e histórico na narrativa."

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ano passado

Para responder a essa pergunta, é necessário analisar cuidadosamente cada item apresentado. 1. A narrativa em primeira pessoa é usada no Conto de Escola e também nas primeiras obras de Machado de Assis, mas deixa de ser usada em seus romances mais consagrados, como é o caso de Memórias Póstumas de Brás Cubas. - Correto. Machado de Assis utilizou a narrativa em primeira pessoa em algumas de suas obras iniciais, como o Conto de Escola, mas posteriormente passou a utilizar narradores em terceira pessoa, como em Memórias Póstumas de Brás Cubas. 2. Considerado escritor fundamental para a formação da literatura brasileira, Machado de Assis é um dos pioneiros da crítica modernista ao culto parnasiano da língua e da literatura brasileiras. - Correto. Machado de Assis foi um escritor fundamental para a literatura brasileira e foi um crítico do culto parnasiano, buscando inovações na linguagem e na forma literária. 3. O Conto de Escola condensa o cotidiano da relação entre mestre e alunos, reunindo as condições já cabíveis no espaço da escola naquele momento único de conflito humano e transformações da personagem, como fica claro pela significação de encantamento ainda ingênuo da pratinha para o narrador, vinculada à sua iniciação ao mundo adulto das trocas e dos valores. - Correto. O trecho apresentado do Conto de Escola retrata de forma precisa a relação entre mestre e alunos, destacando os conflitos e transformações presentes nesse ambiente escolar. 4. A linguagem empregada no conto segue a norma culta e corresponde a mais de uma função comunicativa, como a predominantemente poética em “metemos o nariz no livro” e a apelativa em “Não se esqueçam que estávamos então no fim da Regência”, no primeiro parágrafo. - Correto. O trecho apresenta diferentes funções comunicativas da linguagem, como a poética e a apelativa, demonstrando a riqueza da escrita de Machado de Assis. Com base na análise dos itens apresentados, as alternativas corretas são: 1, 2, 3 e 4.

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Considerando o fragmento de texto anterior e aspectos da história do Brasil a ele relacionados, julgue os itens de 6 a 12 e assinale a opção correta nos itens 13 e 14, que são do tipo C.
6 A Independência do Brasil correspondeu a um dos poucos momentos de efetiva ruptura do país com seu passado colonial, visto que, além dos laços com a metrópole portuguesa, também foram rompidos os pilares que sustentaram três séculos de colonização.
7 Tanto no 15 de novembro de 1889, quando se implantou a República, quanto no ínterim de março-abril de 1964, quando se depôs o presidente João Goulart, a ação militar foi amplamente respaldada pelo apoio popular da sociedade civil.
8 O estado de sítio a que o texto se refere é uma situação de anormalidade institucional em que as garantias individuais são suspensas. No caso citado, a intenção com a medida era garantir a posse do presidente eleito Artur Bernardes em um contexto de crise, de que seria exemplo a eclosão do movimento tenentista, com o episódio dos 18 do Forte de Copacabana.
9 A eleição indireta de Tancredo Neves indicou o fim de duas décadas de regime militar, e a Constituição Federal de 1988, cuja elaboração contou com inédita participação da sociedade, foi o marco jurídico-político da nova realidade democrática.
10 A denominada Revolução de 1930, que deu origem à Era Vargas, foi expressão de coexistência da continuidade — pela preservação de aspectos da Primeira República (ou República Velha) — e da ruptura — pela modernização do país, com a industrialização e a consolidação das leis trabalhistas, por exemplo.
11 Infere-se do texto que, em dois séculos de vida nacional independente, não foi expressiva a transformação ocorrida no país: mantiveram-se a economia agroexportadora, a baixa taxa de urbanização e o pequeno acesso à educação.
A Nas narrativas, o tempo cronológico não pode coexistir nem concorrer com o tempo psicológico, sendo este determinado pelas emoções e dados subjetivos, como o medo ou a curiosidade de uma das personagens, que não influenciam o fluxo da narrativa.
B O tempo histórico é identificado neste trecho pela expressão “no fim da Regência” (primeiro parágrafo), que contextualiza o interesse do professor pelos jornais e se apresenta como insignificante do ponto de vista do narrador adulto. A relevância dessa referência para a narrativa é reconhecida pelo narrador apenas quando criança.
C A escola e suas circunstâncias características formam um espaço social relevante para os conflitos vividos pelas personagens, o que possibilita a mescla entre os tempos psicológico, cronológico e histórico na narrativa.
D Para o narrador, a escola se manifesta como uma prisão. Isso constitui o seu espaço interno e externo. O espaço assim caracterizado se observa paralelamente para todas as demais personagens, podendo ser compreendido como um caso típico do universalismo machadiano, em que traços mais gerais da natureza humana se impõem ao dado particular.

A partir do trecho apresentado de Louvação da Tarde, assinale a opção correta.
A Tratando de viagens pelas diversas regiões e vegetações brasileiras como meros desejos, o eu lírico se opõe à estética romântica da cor local, caracterizada por se basear apenas em sentimentos da nacionalidade, inspirados em estudos etnográficos, como se pode notar na poesia romântica de Álvares de Azevedo.
B Em Louvação da Tarde, já se antecipam alguns elementos presentes em Macunaíma. Exemplo disso é o diálogo irônico e aflito com a tradição romântica na qual o indígena ou o homem regional seria o brasileiro ancestral, sendo, portanto, mitificado como parte da terra em favor da formação nacional, conforme expresso nos versos 14 a 21.
C A ironia modernista de Mário de Andrade se evidencia na expressão “indiada feia” (v.5) e acaba quando o eu lírico opta pelo que não é mero desejo, mas realidade construída, sem utopias nem desejos: “‘Nosso ranchinho assim tava bom’...” (v.25).
D No poema, o eu lírico conduz sua reflexão por imagens que expressam alternâncias entre desejos e realidade, mas na maioria das vezes o pendão cai para o registro jornalístico da realidade; por isso a obra de Mario de Andrade se caracteriza como pré-modernista.

Nesse cartograma, o numeral indica a Caatinga, bioma que foi intensamente devastado pelo processo histórico de ocupação do território brasileiro.

A 1 indica a Amazônia, bioma que ocorre apenas no Brasil e se caracteriza pela biodiversidade e pela existência de diversas tipologias de floresta tropical.
B 4 indica a Caatinga, bioma que foi intensamente devastado pelo processo histórico de ocupação do território brasileiro.
C 2 indica o Cerrado, bioma que tem sofrido intensa devastação nas últimas décadas pela expansão da agropecuária.
D 5 indica o Pantanal, bioma que ocorre tanto no Brasil quanto na Bolívia e no Peru.

A partir do fragmento de texto, que compõe um discurso de Darcy Ribeiro, e do subsequente poema apresentado, de João Cabral de Melo Neto, julgue os itens 43 e 44 e assinale a opção correta no item 45, que é do tipo C. 43 Tanto o trecho do discurso quanto o poema apresentados relacionam aspectos coletivos da vida em sociedade à exigência de responsabilidades individuais na construção de um futuro comum. 44 A esperança, presente no discurso e no poema apresentados, foi criticada por vários filósofos, ao ter sido pensada como uma maneira inferior de se identificar com a realidade. 45 Enquanto um componente da condição humana, a liberdade tende a ser suprimida em regimes políticos orientados por ideias A democráticas. B liberais. C antidemocráticas. D progressistas.
43 Tanto o trecho do discurso quanto o poema apresentados relacionam aspectos coletivos da vida em sociedade à exigência de responsabilidades individuais na construção de um futuro comum.
44 A esperança, presente no discurso e no poema apresentados, foi criticada por vários filósofos, ao ter sido pensada como uma maneira inferior de se identificar com a realidade.
A democráticas.
B liberais.
C antidemocráticas.
D progressistas.

A respeito das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens de 46 a 52 e faça o que se pede no item 53, que é do tipo C. 46 Conforme o texto, os seres humanos experimentam uma sensação de medo pior que a sentida por outros animais. 47 O “medo de ‘segundo grau’”, conforme as informações do texto, é conhecido apenas pelos seres humanos e tem origem em vivências antigas de confronto com uma ameaça direta à vida ou à integridade. 48 Conclui-se do texto que os animais reagem de variadas maneiras a ameaças imediatas contra sua vida. 49 O último período do texto introduz uma das ideias centrais que estruturam o texto. 50 Seria gramaticalmente correta a inserção de uma vírgula logo após a palavra “humana” (último período). 51 A preposição “de”, no primeiro período, poderia ser substituída pela preposição por, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto. 52 No terceiro período, o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “à” é facultativo. 53 Assinale a opção que apresenta uma palavra formada pelo mesmo processo de formação da palavra “ameaça” (terceiro período). A “conduta” (último período) B “encontro” (último período) C “presença” (terceiro período) D “rastro” (último período)
46 Conforme o texto, os seres humanos experimentam uma sensação de medo pior que a sentida por outros animais.
47 O “medo de ‘segundo grau’”, conforme as informações do texto, é conhecido apenas pelos seres humanos e tem origem em vivências antigas de confronto com uma ameaça direta à vida ou à integridade.
48 Conclui-se do texto que os animais reagem de variadas maneiras a ameaças imediatas contra sua vida.
49 O último período do texto introduz uma das ideias centrais que estruturam o texto.
50 Seria gramaticalmente correta a inserção de uma vírgula logo após a palavra “humana” (último período).
51 A preposição “de”, no primeiro período, poderia ser substituída pela preposição por, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto.
52 No terceiro período, o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “à” é facultativo.
A “conduta” (último período)
B “encontro” (último período)
C “presença” (terceiro período)
D “rastro” (último período)

A partir do texto anterior, assinale a opção correta no item a seguir, que é do tipo C.

A a fluidez dos fluxos internacionais de pessoas e do comércio pouco interferiu na disseminação do SARS-CoV-2 pelo mundo.
B a disseminação de informações pelas redes sociais facilitou o entendimento do fenômeno da pandemia e permitiu a adoção uniforme de políticas e práticas de prevenção à doença, como a vacinação, o uso de máscaras e o isolamento social.
C os governos de diversos países adotaram políticas de apoio financeiro e de proteção ao emprego, com objetivo de salvaguardar a economia e proteger populações vulneráveis.
D pandemia e epidemia são conceitos sinônimos e indicam a ocorrência de uma doença em escala global.

Julgue os itens subsequentes, acerca das ideias e dos aspectos linguísticos da tirinha apresentada.
82 O nível de formalidade do período apresentado no último balão seria alterado se a expressão “é só” fosse substituída pela forma verbal basta.
83 A pergunta presente no segundo balão evoca o fato de os jovens terem mais familiaridade com tecnologias digitais e seus produtos do que com livros.
84 No último balão, o personagem emprega verbos que surgiram com a tecnologia digital, como “abrir”, “conectar” e “navegar.”

A obra musical de Beethoven limitou-se a nove sinfonias, pelas quais ele ficou famoso no mundo inteiro.

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