O processo de construção do conhecimento pode ser compreendido por meio de três momentos principais: observar, identificar particularidades ou singularidades e, finalmente, assumir conclusões. Esses momentos não apenas definem como interagimos com novos fenômenos, mas também refletem como construímos o entendimento sobre o mundo ao nosso redor. Quando nos deparamos com algo novo, o primeiro passo é a observação. Este ato de "scannear" o fenômeno nos permite captar detalhes que são fundamentais para a compreensão inicial. Esse momento de observação pode ser mais demorado e detalhado quando estamos lidando com um fenômeno desconhecido, pois requer uma atenção minuciosa para identificar características que possam ser comparadas com nosso conhecimento prévio. O segundo momento envolve o que Charles Sanders Peirce, um dos filósofos fundadores da semiótica, descreve como abdução. Segundo ele, a abdução é o processo pelo qual fazemos uma inferência inicial, uma hipótese para explicar um fenômeno. Aqui, o sujeito tenta identificar singularidades ou particularidades do fenômeno observando-o através do prisma de seus conhecimentos prévios. Essa comparação permite que se formem hipóteses sobre o que o fenômeno pode significar ou como ele pode ser categorizado. Finalmente, o terceiro momento é o de assumir conclusões. Este é o ponto em que sintetizamos as observações e comparações feitas anteriormente para formular um entendimento mais consolidado. Nesse processo, os valores culturais desempenham um papel crucial, pois moldam a maneira como interpretamos as informações e atribuímos significado ao fenômeno. Esse momento de síntese envolve uma transformação de nossos conhecimentos anteriores à luz das novas informações, permitindo que cheguemos a conclusões que podem, contudo, ser provisórias e sujeitas a revisões. Esse processo tripartite reflete a complexidade da construção do conhecimento, especialmente em situações em que somos confrontados com novos fenômenos. A interação entre observação, abdução (ensejar