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Para Zaballa (1998), a Pedagogia por Projetos permite fomentar e promover situações nas quais os estudantes participem ativamente na construção do conhecimento. Trata-se de uma mudança de postura em relação à prática pedagógica, promovendo e possibilitando oportunidades para os estudantes decidirem, opinarem, debaterem, construírem sua autonomia e seu compromisso com o social, formando-se como sujeitos culturais e cidadãos. A partir do excerto acima e da conceitualização de Pedagogia por Projetos que ele apresenta, analise as afirmações a seguir: I. A relação ensino-aprendizagem é voltada para a construção do conhecimento, é estabelecida de forma dinâmica, contextualizada, compartilhada e ativa, e possível por meio de um processo mútuo de troca de experiências. II. Evita-se a aproximação das identidades e das experiências dos estudantes e o vínculo com aqueles conhecimentos que a escola tem a oferecer com os conhecimentos e saberes produzidos no contexto social e cultural, bem como com os problemas emergentes da sociedade que passam a ser explorados como potenciais educadores, sem os limites tradicionais de áreas ou conteúdos. III. O conhecimento é pronto, acabado e inquestionável. Não é controverso e inacabado. O estudante age, analisa, questiona, pesquisa e aprende a aprender, a ser, a conviver e a fazer, significando e ressignificando o conhecimento para sua vida, ampliando sua compreensão do mundo em um fluxo contínuo. Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões):

a) Apenas a afirmação I e III.
b) Apenas a afirmação II.
c) As afirmações I, II e III.
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Desafios Para o Conhecimento

ano passado

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ano passado

Vamos analisar cada afirmação: I. A relação ensino-aprendizagem é voltada para a construção do conhecimento, é estabelecida de forma dinâmica, contextualizada, compartilhada e ativa, e possível por meio de um processo mútuo de troca de experiências. Verdadeira, essa afirmação está alinhada com a proposta da Pedagogia por Projetos, que enfatiza a construção colaborativa do conhecimento. II. Evita-se a aproximação das identidades e das experiências dos estudantes e o vínculo com aqueles conhecimentos que a escola tem a oferecer com os conhecimentos e saberes produzidos no contexto social e cultural, bem como com os problemas emergentes da sociedade que passam a ser explorados como potenciais educadores, sem os limites tradicionais de áreas ou conteúdos. Falsa, essa afirmação é contraditória, pois a Pedagogia por Projetos busca exatamente a aproximação das identidades e experiências dos estudantes com os conhecimentos escolares e contextos sociais. III. O conhecimento é pronto, acabado e inquestionável. Não é controverso e inacabado. O estudante age, analisa, questiona, pesquisa e aprende a aprender, a ser, a conviver e a fazer, significando e ressignificando o conhecimento para sua vida, ampliando sua compreensão do mundo em um fluxo contínuo. Falsa, essa afirmação é contraditória, pois a Pedagogia por Projetos defende que o conhecimento é um processo contínuo e que deve ser questionado e ressignificado pelos estudantes. Com base nas análises, apenas a afirmação I é verdadeira. Portanto, a alternativa correta é: a) Apenas a afirmação I.

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Trabalhar com projetos significa se arriscar no “desconhecido”, é mais que um “modelo” para organizar uma “aula” ou um método de “aplicar” conteúdos e “cumprir” objetivos pré-fixados, transitando por regras previamente definidas. É o oposto disso. Nesse sentido, a Pedagogia por Projetos pode ser definida como:

a) Uma metodologia de ensino na qual as premissas interdisciplinares rompem com as fronteiras disciplinares e buscam estabelecer e fortalecer elos entre as diferentes áreas de conhecimento, em situações contextualizadas, para que as competências sejam alcançadas.
b) Uma metodologia de ensino na qual as premissas disciplinares são validadas, garantindo que cada área seja aprendida pelos estudantes no máximo de seus conteúdos formais.
c) Uma concepção de Educação na qual as premissas disciplinares são validadas, garantindo que cada área seja aprendida pelos estudantes no máximo de seus conteúdos formais.
d) Um método de ensino na qual as premissas interdisciplinares rompem com as fronteiras disciplinares e buscam estabelecer e fortalecer elos entre as diferentes áreas de conhecimento, em situações contextualizadas, para que as competências sejam alcançadas.
e) Uma concepção de Educação na qual as premissas interdisciplinares rompem com as fronteiras disciplinares e buscam estabelecer e fortalecer elos entre as diferentes áreas de conhecimento, em situações contextualizadas, para que as competências sejam alcançadas.

Como destaque no trabalho com projetos, está a liberdade do estudante, pois seu protagonismo no processo de sua aprendizagem passa a ser elemento central da proposta pedagógica. O termo liberdade, entretanto, não significa um trabalho desarticulado ou “abandonado”, mas uma proposta com vistas à autonomia, que é entendida como:

a) Trabalho que demanda individualismo e disputa de posição, pois a autonomia é compreendida como a predominância de determinada ideia em relação às outras, mesmo que, para isso, o senso de responsabilidade e a tomada de consciência sejam apenas de uma parcela da sociedade.
b) Trabalho que demanda responsabilidade e tomada de consciência, que implica na inserção e na integração do estudante, possibilitando a ele representar, objetivamente, a realidade. Para tanto, destaca-se a necessidade da criticidade e o trabalho contextualizado e colaborativo.
c) Trabalho que demanda responsabilidade e normas excludentes, que implica na inserção e na integração do estudante, possibilitando a ele excluir, objetivamente, a realidade da qual faz parte. Para tanto, destaca-se a necessidade da criticidade e o trabalho contextualizado e colaborativo.
d) Trabalho que demanda responsabilidade e trabalho coletivo, que implica na inserção e na integração do estudante, possibilitando a ele excluir, objetivamente, a realidade da qual faz parte. Para tanto, destaca-se a necessidade da criticidade e o trabalho contextualizado e colaborativo.
e) Trabalho que demanda colaboração e disputa de posição, pois a autonomia é compreendida como a predominância de determinada ideia em relação às outras, mesmo que, para isso, o senso de responsabilidade e a tomada de consciência sejam apenas de uma parcela da sociedade.

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