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8. Lei estadual concedeu adicional de função aos médicos da rede pública de saúde prevendo os respectivos valores, mas sem fazer referência aos critérios de sua concessão. Por meio de cabal decreto executivo, o Governador do Estado de Santa Catarina regulamentou referida lei de modo a estabelecer os critérios para a concessão do adicional de função, além de prever que somente fariam direito à sua percepção os médicos atuantes em unidades ambulatoriais do Estado. Diante de tal aspecto, responda, com fundamento na ordem jurídica, se o decreto executivo está compreendido dentro do princípio da legalidade. RESPOSTA: Não, o Decreto Executivo contraria a Lei Estadual, visto que, estabelece que somente os médicos atuantes em unidades ambulatoriais farão jus ao adicional de função, enquanto que a Lei Estadual estipula que os médicos da rede pública de saúde farão jus ao adicional de função, ou seja, todos os médicos independentemente do tipo de unidade em que atue. Dessa forma, o Decreto executivo está fora do princípio da legalidade em razão de beneficiar apenas uma fração dos médicos enquanto que a Lei Estadual beneficia a todos os médicos atuantes na rede pública de saúde. -> O referido Decreto Executivo não está compreendido dentro do princípio da legalidade. Isto é, o Decreto não pode limitar o alcance da lei, pois se trata de norma primária, sendo que está só poderá ser regulamentada e não limitada, pois fere, justamente, o princípio da legalidade.

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há 2 anos

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há 2 anos

A análise apresentada está correta. O Decreto Executivo do Governador de Santa Catarina, ao estabelecer critérios que limitam o direito ao adicional de função apenas aos médicos atuantes em unidades ambulatoriais, contraria a Lei Estadual que garante o adicional a todos os médicos da rede pública de saúde. O princípio da legalidade, previsto no artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal, estabelece que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. Assim, um decreto não pode restringir o alcance de uma lei, mas apenas regulamentá-la. Portanto, o decreto que limita o direito ao adicional de função fere esse princípio, pois cria uma norma que beneficia apenas uma parte dos médicos, em desacordo com a norma primária que abrange todos os médicos da rede pública. Em resumo, o Decreto Executivo não está em conformidade com o princípio da legalidade, pois limita o que a lei estabelece de forma mais ampla.

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