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FURB – FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU CCJ – CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS CURSO SUPERIOR DE DIREITO DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO I PROFESSOR: MARLON CARABACA ACADÊMICO: Pâmella Cunha Lima 1ª PROVA SEMESTRAL 1. Assinale a alternativa correta: ( ) segundo o STF é proibida a nomeação de cônjuge, companheiro, filhos, netos, sobrinhos, primos e cunhados da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investida em cargo de direção, chefia e assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança na administração direta e indireta. Súmula Vinculante 13, STF -> incorreta, pois proíbe a nomeação até 3º grau. ( ) a legislação administrativa pátria somente prestigia, no plano da finalidade pública, a boa-fé subjetiva manifestada pela intenção ou vontade do indivíduo, especialmente para apurar o (des)conhecimento da ilicitude da conduta praticada. ( ) o princípio jurídico da moralidade administrativa impõe o dever de atendimento à moral comum vigente na sociedade. -> dever de atender ao interesse público. ( ) da publicidade dos atos e programas dos órgãos públicos não poderão constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos, exceto se tal publicidade possuir caráter educativo e informativo. -> art. 37, §1º, CF. ( X ) o princípio da proteção à confiança legítima constitui dimensão subjetiva do princípio constitucional da segurança jurídica, configurando, assim, a boa-fé nas relações jurídicas. 2. Carlos Magno está sendo acusado por ter cometido crime de peculato, cuja conduta o Ministério Público tem imputado também como sendo de improbidade administrativa (enriquecimento ilícito art. 9, da Lei de improbidade administrativa). Diante dessa circunstância, assinale a alternativa correta em relação à ofensa do dever de probidade por Carlos Magno: ( ) a improbidade cometida por Carlos pode ser verificada nas condutas dolosas e culposas. ( ) Carlos Magno não poderá responder isoladamente na ação por improbidade. ( ) a condenação por improbidade não pode causar a perda do cargo público, pois apenas a sentença criminal possibilita o respectivo desligamento do cargo. ( X ) a improbidade cometida por Carlos somente pode ser verificada nas condutas dolosas. ( ) as sanções previstas na Lei 8.429/1992 podem ser aplicadas no processo administrativo disciplinar. -> somente o poder judiciário pode aplicar as sanções dessa lei. 3. Assinale (v) para as alternativas verdadeiras e (F) para as falsas: ( F ) o princípio da publicidade somente pode ser excepcionado para preservar a segurança da sociedade e do Estado, pois o dever de divulgação dos atos administrativos serve de pressuposto para seu controle social. -> também, para proteger a intimidade das pessoas. ( F ) os costumes praeter legem e secundum legem constituem fontes primárias do direito administrativo. -> fontes secundárias. ( V ) as atividades administrativas compreendem os serviços públicos, o poder de polícia e o fomento. ( v ) enquanto na legalidade negativa o que importa é o primado da lei, na legalidade positiva verifica-se o atendimento à reserva legal. ( V ) o bloco de legalidade corresponde, no âmbito das relações internas da Administração, a Constituição, as normas infraconstitucionais, bem como as normas infralegais. 4. Assinale (V) para as alternativas verdadeiras e (F) para as falsas: ( F ) motivação e motivo dos atos administrativos são conceitos coincidentes e significam a situação de fato e de direito que serve de fundamento para a prática da conduta administrativa. ( V ) a motivação é dispensada nos atos de gesticulação executadas por policial na disciplina do trânsito. ( V ) a motivação é dispensada na hipótese de sinais de trânsito emitidos por semáforos. ( F ) a motivação não é dispensada nos atos de nomeação e exoneração de cargos comissionados. ( V ) a teoria dos motivos determinantes concebe a necessária vinculação da existência dos motivos como critério de validade do ato administrativo. 5. Assinale a alternativa correta: ( ) o Judiciário sempre pode revogar os atos discricionários que se verificam inconvenientes e inoportunos, com efeitos ex nunc. -> competência somente da Administração pública. ( ) é prerrogativa exclusiva da Administração Pública revogar, com efeitos retroativos, os atos administrativos vinculados eivados de vício ou defeitos. -> efeitos a partir da revogação do ato. Atos discricionários. ( ) segundo a legislação, a Administração deve revogar os atos inconvenientes e inoportunos. É facultativo. Art. 53, da Lei 4.951 ( ) o ato revocatório que foi praticado em desconformidade com as exigências legais não pode ser anulado, mas apenas revogado. -> ato ilegal tem que ser anulado e não revogado. ( X ) a revogação opera efeitos ex nunc e não alcança os atos administrativos que exauriram os seus efeitos. 6. Assinale a alternativa incorreta: ( ) o objeto da revogação é um ato administrativo válido ou uma relação jurídica válida dele decorrente. ( ) os atos vinculados não podem ser revogados porque não envolvem um juízo de conveniência e oportunidade. ( ) a anulação do ato administrativo está sujeita a prazo prescricional e decadencial fixado na lei, ao contrário da revogação que não possui, por sua natureza, tais prazos legais extintivos. ( X ) os atos discricionários não são passíveis de anulação, mas apenas de revogação. ( ) o poder de autotutela possibilita à Administração reconhecer a invalidade jurídica de seus próprios atos. 7. Por meio de Decreto Executivo o Prefeito de Rodeio estabeleceu que a jornada de trabalho de 40 horas semanais dos respectivos servidores públicos seria cumprida no horário das 8:00 às 12 horas e das 13:30 às 17:30 horas. No entanto, um grupo de servidores entendeu que como a legislação do Município não estabelecia determinação do horário de trabalho do funcionalismo público, as respectivas 40 horas semanais poderiam ser cumpridas em qualquer horário do dia, não podendo, em observância ao princípio da legalidade, ser imposto por ato normativo infralegal deveres e obrigações aos agentes públicos. Diante dessa situação, fundamente se a atuação dos respectivos servidores está ou não abrangida pelo princípio da legalidade? RESPOSTA: Não está, posto que, o Decreto Executivo do Prefeito não contrariou a lei, apenas regulamentou como se daria a execução da jornada de trabalho, estando assim em conformidade com a legislação municipal. 8. Lei estadual concedeu adicional de função aos médicos da rede pública de saúde prevendo os respectivos valores, mas sem fazer referência aos critérios de sua concessão. Por meio de cabal decreto executivo, o Governador do Estado de Santa Catarina regulamentou referida lei de modo a estabelecer os critérios para a concessão do adicional de função, além de prever que somente fariam direito à sua percepção os médicos atuantes em unidades ambulatoriais do Estado. Diante de tal aspecto, responda, com fundamento na ordem jurídica, se o decreto executivo está compreendido dentro do princípio da legalidade. RESPOSTA: Não, o Decreto Executivo contraria a Lei Estadual, visto que, estabelece que somente os médicos atuantes em unidades ambulatoriais farão jus ao adicional de função, enquanto que a Lei Estadual estipula que os médicos da rede pública de saúde farão jus ao adicional de função, ou seja, todos os médicos independentemente do tipo de unidade em que atue. Dessa forma, o Decreto executivo está fora do princípio da legalidade em razão de beneficiar apenas uma fração dos médicos enquanto que a Lei Estadual beneficia a todos os médicos atuantes na rede pública de saúde. -> O referido Decreto Executivo não está compreendido dentro do princípio da legalidade. Isto é, o Decreto não pode limitar o alcance da lei, pois se trata de norma primária, sendo que está só poderá ser regulamentada e não limitada, pois fere, justamente, o princípio da legalidade. 9. Gustav Mahler foi absolvido pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarcade Blumenau dos crimes de peculato e concussão por falta de provas e foi demitido do serviço público municipal através de processo administrativo disciplinar em decorrência dos mesmos episódios tratados no processo crime. Além disso, o Município de Blumenau propôs ação por improbidade administrativa fundamentada nos arts. 9º e 10 da Lei nº 8.429/1992. Ante o exposto, responda, fundamentado na legislação de regência, se existem implicações da decisão criminal sobre a esfera administrativa e por improbidade administrativa. RESPOSTA: Não, são esferas independentes, conforme estipula o art. 12, da Lei 8.429/92, podendo Gustav responder também em processo administrativo mesmo após responder em processo criminal. -> Considerando a esfera administrativa não existe implicação na decisão criminal pois na sentença absolutória por falta de provas não há vinculação na decisão contrária por improbidade civil ou administrativa as instâncias são independentes (art. 12 da Lei nº 8.429/92), não sendo os casos de exceções do arts. 65 a 67 do Código de Processo Penal. 10. Depois de regular procedimento de desapropriação, fundado no Decreto-lei n. 3.365/1941, o Estado de Santa Catarina assume o domínio do imóvel anteriormente titularizado por Gilberto. A desapropriação foi realizada com a finalidade de construir uma escola pública no local (art. 5°, ‘m’, do Decreto-lei n. 3.365/1941). No entanto, após algum tempo, Gilberto descobriu que a utilização do imóvel foi transferida, sem qualquer formalidade, ao diretório regional do partido do Governador do Estado. Explique se foi violado algum princípio do direito administrativo. RESPOSTA: Sim, foi violado o princípio da finalidade, previsto no art. 2º, parágrafo único, inciso II, da Lei n. 9.784/1999, houve o desvio da finalidade pública. -> desvio ilícito. LEIA ATENTAMENTE E BOA PROVA!