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De acordo com o Código Civil brasileiro:

a) É possível a aceitação em parte da herança.
b) O testamento é ato personalíssimo, irrevogável.
c) É válida a partilha feita por ascendente, por ato entre vivos ou de última vontade, contanto que não prejudique a legítima dos herdeiros necessários.
d) O cego, assim como o surdo-mudo, por disposição legal, deve dispor de seus bens somente através de testamento público.
e) Tendo em vista que o ato de disposição de vontade é único, não há como coexistir o testamento e o codicilo.
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há 2 anos

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há 2 anos

Vamos analisar cada uma das alternativas com base no Código Civil brasileiro: a) É possível a aceitação em parte da herança. - Esta afirmação está incorreta. A aceitação da herança deve ser total ou não ser feita. b) O testamento é ato personalíssimo, irrevogável. - O testamento é realmente um ato personalíssimo, mas ele pode ser revogado pelo testador a qualquer momento, então essa afirmação é incorreta. c) É válida a partilha feita por ascendente, por ato entre vivos ou de última vontade, contanto que não prejudique a legítima dos herdeiros necessários. - Esta afirmação está correta, pois a partilha deve respeitar a legítima dos herdeiros necessários. d) O cego, assim como o surdo-mudo, por disposição legal, deve dispor de seus bens somente através de testamento público. - Esta afirmação não é totalmente precisa, pois a legislação permite outras formas de disposição, dependendo do caso. e) Tendo em vista que o ato de disposição de vontade é único, não há como coexistir o testamento e o codicilo. - Esta afirmação é incorreta, pois o testamento e o codicilo podem coexistir, sendo o codicilo um documento que complementa o testamento. Portanto, a alternativa correta é: c) É válida a partilha feita por ascendente, por ato entre vivos ou de última vontade, contanto que não prejudique a legítima dos herdeiros necessários.

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7-Leônia é uma senhora muito rica. Diante de toda a sua fortuna, sua única filha, Clara, passa a infernizar, inclusive com agressões físicas, a mãe para impedi-la de fazer um testamento dispondo de parte de seus bens a favor de Renata, amiga íntima de Leônia. Considerando a situação narrada:

(A) Não há como excluir herdeiro necessário do recebimento da herança.
(B) Trata-se de caso de indignidade que deverá, obrigatoriamente, ser declarada por testamento.
(C) Eventual herdeiro somente pode ser afastado do recebimento da herança caso atente contra vida do autor da herança.
(D) Leônia poderá deserdar a filha por testamento.

Maria, com 17 anos, tramou e executou o assassinato de seus pais, para que pudesse ficar com a respectiva herança, avaliada em dezenas de milhões de reais. Pretendia, com isso, prover uma vida de luxos à sua filha, Mariazinha, o que vinha sendo negado pelos avós. Nesse caso, é correto afirmar que:


(A) se cometido por um maior de idade, o caso seria de deserdação, pela prática de homicídio doloso contra os autores da herança; no entanto, tratando-se de ato infracional análogo cometido por menor de idade, não é possível a interpretação extensiva para excluir Maria da sucessão, diante da taxatividade do rol do Art. 1.962 do Código Civil;
(B) ainda que praticado por menor de idade, o ato infracional análogo ao homicídio doloso cometido contra os autores da herança justifica a deserdação em uma leitura teleológica e sistemática compatível com a taxatividade do rol do Art. 1.962 do Código Civil; nesse caso, a herança passará a Mariazinha, como se a mãe fosse pré-morta;
(C) ainda que praticado por menor de idade, o ato infracional análogo ao homicídio doloso cometido contra os autores da herança justifica o reconhecimento da indignidade em uma leitura teleológica e sistemática compatível com a taxatividade do rol do Art. 1.814 do Código Civil; nesse caso, a herança passará a Mariazinha, como se a mãe fosse pré-morta;
(D) se cometido por um maior de idade, o caso seria de indignidade, pela prática de homicídio doloso contra os autores da herança; no entanto, tratando-se de ato infracional análogo cometido por menor de idade, não é possível a interpretação extensiva para excluir Maria da sucessão, diante da taxatividade do rol do Art. 1.814 do Código Civil;
(E) ainda que praticado por menor de idade, o ato infracional análogo ao homicídio doloso cometido contra os autores da herança justifica o reconhecimento da indignidade em uma leitura teleológica e sistemática compatível com a taxatividade do rol do Art. 1.962 do Código Civil; nesse caso, com a exclusão de sua mãe da sucessão, Mariazinha não poderá receber nada, até porque isso representaria um aproveitamento da própria torpeza.

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