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No que se refere ao Direito Das Sucessões, segundo o Código Civil, é correto afirmar:

a) O testamento é ato personalíssimo, podendo ser mudado a qualquer tempo.
b) O menor de dezoito anos não pode fazer o seu testamento.
c) A sucessão dá-se só por disposição de última vontade.
d) São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes, o colateral e o cônjuge.
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há 2 anos

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há 2 anos

Vamos analisar cada uma das alternativas em relação ao Direito das Sucessões segundo o Código Civil: a) O testamento é ato personalíssimo, podendo ser mudado a qualquer tempo. - Correto. O testamento é, de fato, um ato personalíssimo e pode ser revogado ou alterado a qualquer momento pelo testador. b) O menor de dezoito anos não pode fazer o seu testamento. - Correto. O Código Civil estabelece que apenas maiores de 18 anos podem fazer testamento. c) A sucessão dá-se só por disposição de última vontade. - Incorreto. A sucessão pode ocorrer tanto por disposição de última vontade (testamento) quanto por sucessão legítima (herança). d) São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes, o colateral e o cônjuge. - Incorreto. Os herdeiros necessários são apenas os descendentes, ascendentes e o cônjuge. Os colaterais não são considerados herdeiros necessários. Após essa análise, a alternativa correta é: a) O testamento é ato personalíssimo, podendo ser mudado a qualquer tempo.

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7-Leônia é uma senhora muito rica. Diante de toda a sua fortuna, sua única filha, Clara, passa a infernizar, inclusive com agressões físicas, a mãe para impedi-la de fazer um testamento dispondo de parte de seus bens a favor de Renata, amiga íntima de Leônia. Considerando a situação narrada:

(A) Não há como excluir herdeiro necessário do recebimento da herança.
(B) Trata-se de caso de indignidade que deverá, obrigatoriamente, ser declarada por testamento.
(C) Eventual herdeiro somente pode ser afastado do recebimento da herança caso atente contra vida do autor da herança.
(D) Leônia poderá deserdar a filha por testamento.

Maria, com 17 anos, tramou e executou o assassinato de seus pais, para que pudesse ficar com a respectiva herança, avaliada em dezenas de milhões de reais. Pretendia, com isso, prover uma vida de luxos à sua filha, Mariazinha, o que vinha sendo negado pelos avós. Nesse caso, é correto afirmar que:


(A) se cometido por um maior de idade, o caso seria de deserdação, pela prática de homicídio doloso contra os autores da herança; no entanto, tratando-se de ato infracional análogo cometido por menor de idade, não é possível a interpretação extensiva para excluir Maria da sucessão, diante da taxatividade do rol do Art. 1.962 do Código Civil;
(B) ainda que praticado por menor de idade, o ato infracional análogo ao homicídio doloso cometido contra os autores da herança justifica a deserdação em uma leitura teleológica e sistemática compatível com a taxatividade do rol do Art. 1.962 do Código Civil; nesse caso, a herança passará a Mariazinha, como se a mãe fosse pré-morta;
(C) ainda que praticado por menor de idade, o ato infracional análogo ao homicídio doloso cometido contra os autores da herança justifica o reconhecimento da indignidade em uma leitura teleológica e sistemática compatível com a taxatividade do rol do Art. 1.814 do Código Civil; nesse caso, a herança passará a Mariazinha, como se a mãe fosse pré-morta;
(D) se cometido por um maior de idade, o caso seria de indignidade, pela prática de homicídio doloso contra os autores da herança; no entanto, tratando-se de ato infracional análogo cometido por menor de idade, não é possível a interpretação extensiva para excluir Maria da sucessão, diante da taxatividade do rol do Art. 1.814 do Código Civil;
(E) ainda que praticado por menor de idade, o ato infracional análogo ao homicídio doloso cometido contra os autores da herança justifica o reconhecimento da indignidade em uma leitura teleológica e sistemática compatível com a taxatividade do rol do Art. 1.962 do Código Civil; nesse caso, com a exclusão de sua mãe da sucessão, Mariazinha não poderá receber nada, até porque isso representaria um aproveitamento da própria torpeza.

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