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O casal Manuela e Teodoro, proprietários de uma gelateria instalada no centro de Manaus/AM, possuíam 3 funcionários, Rafaela, Ivan e Daniel, para auxiliarem nas trocas de turno do estabelecimento. Em um dia atípico, com muito movimento, diante da demora no atendimento uma cliente acabou por ofender Daniel com comentários preconceituosos e racistas. Indignado, Daniel, desejando ser ao menos indenizado pelo constrangimento passado, entra em contato com seu irmão, Guilherme, que ingressa com uma ação no Poder Judiciário. Sobre o caso apresentado, assinale a alternativa correta:

A) Manuela e Teodoro, em nenhuma hipótese, por não terem qualquer relação com o ocorrido, não deverão arcar com os valores da ação de indenização.
B) Daniel deverá cobrar o valor indenizatório da reparação civil diretamente aos seus empregadores, respondendo a ofensora subsidiariamente pela indenização pleiteada em juízo.
C) Manuela e Teodoro, apenas deverão responder em solidariedade pelos atos praticados por terceiros, caso tenham agido com culpa no ocorrido.
D) O casal empregador, ainda que não possuam culpa no ocorrido, deverão responder pela reparação civil diante dos atos praticados pela cliente que ofendeu Daniel.
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Desvendando com Questões

há 2 anos

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há 2 anos

Vamos analisar as alternativas apresentadas no contexto da responsabilidade civil e da relação de trabalho. A) Manuela e Teodoro, em nenhuma hipótese, por não terem qualquer relação com o ocorrido, não deverão arcar com os valores da ação de indenização. - Esta alternativa não está correta, pois, mesmo que não tenham causado diretamente o dano, podem ser responsabilizados em algumas situações. B) Daniel deverá cobrar o valor indenizatório da reparação civil diretamente aos seus empregadores, respondendo a ofensora subsidiariamente pela indenização pleiteada em juízo. - Esta alternativa está correta. O empregador pode ser responsabilizado por danos causados a seus empregados no exercício de suas funções, e a cliente pode ser responsabilizada subsidiariamente. C) Manuela e Teodoro, apenas deverão responder em solidariedade pelos atos praticados por terceiros, caso tenham agido com culpa no ocorrido. - Esta alternativa não está correta, pois a responsabilidade pode ocorrer mesmo sem culpa, dependendo do contexto. D) O casal empregador, ainda que não possuam culpa no ocorrido, deverão responder pela reparação civil diante dos atos praticados pela cliente que ofendeu Daniel. - Esta alternativa é parcialmente correta, mas não é a melhor opção, pois a responsabilidade pode ser atribuída mesmo sem culpa, mas a forma como está redigida pode gerar confusão. Portanto, a alternativa correta é: B) Daniel deverá cobrar o valor indenizatório da reparação civil diretamente aos seus empregadores, respondendo a ofensora subsidiariamente pela indenização pleiteada em juízo.

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Acerca de situação hipotética mencionada, assinale a alternativa correta, de acordo com o Regulamento Geral da OAB:

A) por se tratar de uma ofensa pessoal, não é caso de instauração de procedimento de desagravo público, direito que se aplicaria somente se a ofensa tivesse caráter profissional. Sem prejuízo, Sandra poderá representar a autoridade policial junto à Corregedoria da Polícia Civil para apuração de infração disciplinar, em razão de eventual abuso de autoridade por não conceder vista do auto de prisão em flagrante.
B) no caso de Sandra, o desagravo público poderá ser promovido de ofício, pelo Conselho Seccional competente; a pedido da advogada ofendida, ou ainda, a pedido de qualquer pessoa interessada. O pedido será submetido à Diretoria do Conselho competente, que poderá, nos casos de urgência e notoriedade, conceder imediatamente o desagravo, ad referendum do órgão competente do Conselho.
C) é direito de Sandra ser publicamente desagravada, em razão de ter sido ofendida no exercício da atividade profissional. O Conselho Seccional da OAB será competente para instaurar o processo de desagravo, que poderá ser dispensado pela ofendida, caso entenda que a ofensa perpetrada pela autoridade não tenha atingido sua honra.
D) é direito de Sandra ser publicamente desagravada, em razão de ter sido ofendida no exercício da atividade profissional. A nota do desagravo deverá ser publicada na imprensa, encaminhada ao ofensor e às autoridades e registrada nos assentamentos de Sandra e no Registro Nacional de Violação de Prerrogativas. Dada a importância da questão das prerrogativas profissionais, a competência para promover a sessão é do Conselho Federal da OAB.

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