Ed
há 2 anos
Vamos analisar as alternativas apresentadas em relação à situação clínica descrita: A paciente é Rh negativa e apresenta um teste de Coombs indireto positivo com anticorpo anti-Lewis A, que é da classe IgM. Anticorpos IgM não atravessam a barreira placentária, o que significa que eles não causam hemólise fetal. Agora, vamos analisar as opções: A. Realizar estudo de dopplerfluxometria de artérias cerebrais fetais e, se alterado, indicar investigação de anemia fetal. - Esta opção é válida, pois a dopplerfluxometria pode ajudar a avaliar a condição fetal, mas não é a conduta imediata. B. Indicar cordocentese, já que há 50% de chance de o feto atual ser Rh negativo. - A cordocentese é um procedimento invasivo e não é indicado apenas pela possibilidade de o feto ser Rh negativo. C. Se persistir o mesmo resultado de Coombs indireto, há indicação de imunoglobulina anti-D no pós parto. - A imunoglobulina anti-D é indicada para prevenir a sensibilização em futuras gestações, mas não é a conduta imediata para a situação atual. D. Repetir a prova de Coombs indireto e indicar investigação de anemia fetal, apenas se houver titulação elevada de anticorpos. - Esta opção é a mais adequada, pois sugere monitorar a situação e investigar anemia fetal apenas se houver titulação elevada de anticorpos. Diante da análise, a conduta mais apropriada é: D. Repetir a prova de Coombs indireto e indicar investigação de anemia fetal, apenas se houver titulação elevada de anticorpos.
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