Ed
há 2 anos
Vamos analisar as alternativas com base na explicação de Maria sobre a interpretação constitucional, que enfatiza a atividade argumentativa do intérprete e a consideração das nuances da realidade e da situação concreta. A) Construções originalistas, que buscam reconstruir a vontade constituinte, devem embasar o processo de interpretação. - Essa opção foca na vontade constituinte, o que não se alinha com a ideia de que a norma é resultado de um processo interpretativo dinâmico. B) O formalismo se ajusta plenamente à atividade do intérprete, pois valoriza o papel do texto e a importância da realidade. - Embora mencione a importância da realidade, o formalismo tende a ser rígido e não se encaixa na ideia de uma interpretação mais flexível e argumentativa. C) As nuances do ambiente sociopolítico podem influir no delineamento de alterações não formais da ordem constitucional. - Essa opção fala sobre influências sociopolíticas, mas não aborda diretamente a atividade interpretativa do intérprete. D) A tópica pura, na qual o texto é tratado como um ponto de vista, sendo utilizado, ou não, conforme as peculiaridades do problema concreto, deve direcionar a interpretação. - Esta opção se alinha bem com a ideia de que a interpretação é uma atividade que considera as peculiaridades do caso concreto e não se limita a uma leitura estrita do texto. E) O realismo jurídico não só valoriza a força normativa do texto constitucional como explica a forma como se desenvolve a mutação constitucional, preservando a vontade constituinte. - Embora mencione a força normativa do texto, não se concentra na atividade interpretativa e na resolução de conflitos. Diante dessa análise, a alternativa que melhor reflete a concepção defendida por Maria é: D) a tópica pura, na qual o texto é tratado como um ponto de vista, sendo utilizado, ou não, conforme as peculiaridades do problema concreto, deve direcionar a interpretação.
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