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(AFYA ABAETETUBA) Um paciente do sexo masculino, 52 anos, obeso (IMC = 32 kg/m²), com histórico de tabagismo e sedentarismo, foi atendido em uma unidade básica de saúde. Ele relatou dores de cabeça frequentes e cansaço ao realizar atividades físicas leves. A aferição da pressão arterial mostrou valores de 150/95 mmHg (mesmo valor obtido em 2 consultas anteriores e em aferições alternadas, feitas na residência do paciente, nos últimos 2 meses). O médico suspeitou de uma doença crônica relacionada à disfunção endotelial e aos mecanismos compensatórios. Com base no exposto, qual dos seguintes mecanismos fisiopatológicos pode estar associado à provável condição do paciente?
(alternativa A) Aumento da produção de óxido nítrico pelo endotélio vascular.
(alternativa B) Diminuição da atividade do sistema nervoso simpático.
(alternativa C) (CORRETA) Hiperatividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA).
(alternativa D) Redução da reabsorção de sódio nos túbulos renais.
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Vamos analisar as alternativas apresentadas em relação ao quadro clínico do paciente, que apresenta hipertensão arterial e fatores de risco como obesidade, tabagismo e sedentarismo. a) Aumento da produção de óxido nítrico pelo endotélio vascular - O óxido nítrico é um vasodilatador, e um aumento na sua produção geralmente está associado à melhora da função endotelial, o que não se encaixa no quadro de disfunção endotelial. b) Diminuição da atividade do sistema nervoso simpático - A diminuição da atividade simpática não é compatível com a hipertensão, que geralmente está associada a uma hiperatividade do sistema nervoso simpático. c) (CORRETA) Hiperatividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) - A hipertensão arterial muitas vezes está relacionada à hiperatividade do SRAA, que leva à retenção de sódio e água, aumentando o volume sanguíneo e, consequentemente, a pressão arterial. d) Redução da reabsorção de sódio nos túbulos renais - Isso não é compatível com a hipertensão, pois a reabsorção de sódio geralmente está aumentada em pacientes hipertensos. Portanto, a alternativa correta, que está associada à provável condição do paciente, é: c) Hiperatividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA).

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Uma paciente idosa, do sexo feminino, 72 anos, portadora de hipertensão arterial sistêmica, comparece ao ambulatório para avaliação de uma lesão ulcerativa crônica na perna direita. No exame físico, observam-se edema persistente, hiperpigmentação da pele (dermatite ocre) e uma úlcera parcialmente cicatrizada, com pequena área de tecido necrótico ainda aberta. A paciente refere sensação de peso e dor nas pernas, piora ao longo do dia e melhora com a elevação dos membros inferiores. Nos últimos anos, apresentou episódios recorrentes de edema e alterações cutâneas progressivas. Já realizou ecodoppler venoso, sem sinais de trombose.
Com base nessa condição clínica, qual mecanismo fisiopatológico explica o desenvolvimento da dermatite ocre e úlcera venosa na doença?
A hipertensão venosa promove a redução da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona, favorecendo a retenção de líquidos e o edema progressivo, o que gera ruptura do endotélio e formação da úlcera.
O aumento crônico da pressão venosa favorece o acúmulo de metabólitos inflamatórios no interstício, promovendo ativação de células imunes e a lise de fibrina, resultando em necrose tecidual e formação da úlcera.
A hipertensão venosa sustentada provoca extravasamento de hemácias e proteínas plasmáticas no interstício, desencadeando inflamação crônica, fibrose tecidual e comprometimento da microcirculação, levando à isquemia e formação da úlcera.
O fluxo venoso reduzido aumenta a viscosidade sanguínea e predispõe à formação de microtrombos nos capilares, que levam à isquemia localizada e morte celular, resultando em lesões ulcerativas.

Um paciente masculino, 58 anos, hipertenso e tabagista há 30 anos, procura atendimento ambulatorial devido a episódios de dor torácica precordial opressiva há dois meses. Relata que a dor surge ao caminhar rapidamente por cerca de 10 minutos e melhora ao repouso em aproximadamente cinco minutos. Há uma semana, percebeu que a dor iniciou com menor esforço e demorou mais para cessar. Nega febre ou sintomas respiratórios associados. O exame físico não revelou alterações significativas.
Com base no quadro clínico e nos dados apresentados, qual é o diagnóstico mais provável para o caso desse paciente?
A) Pericardite aguda – manifestada por dor torácica pleurítica que piora em decúbito dorsal, com melhora ao sentar-se e inclinar-se para frente, além de atrito pericárdico na ausculta cardíaca, podendo estar associada a quadros de infecção.
B) Infarto agudo do miocárdio com supra de ST (IAMCSST) – caracterizado por dor torácica intensa e prolongada, geralmente associada a sintomas vegetativos (náuseas, sudorese), sinais clínicos de instabilidade hemodinâmica e elevação do segmento ST ao eletrocardiograma.
C) Angina estável – caracterizada por dor precordial desencadeada por esforço físico e aliviada com repouso, com padrão estável por pelo menos seis meses, provocada por rotura de placa ateromatosa, levando a um suprimento coronariano insuficiente para a demanda cardíaca.
D) Angina instável – definida como dor torácica de início recente ou com piora progressiva, podendo ocorrer em repouso ou em esforços progressivamente menores, refletindo uma redução súbita do fluxo sanguíneo coronariano devido à desestabilização de uma placa aterosclerótica.

(AFYA IPATINGA) Homem, de 52 anos, diabético, apresenta queixa recorrente de hipoglicemia e foi atendido na UBS devido a alterações nos níveis pressóricos verificados em casa. O médico havia solicitado a monitorização residencial da pressão arterial, sendo confirmado o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, pois a média dos valores pressóricos foi de 170 x 100 mmHg. Conforme a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020), foi iniciado prontamente o tratamento medicamentoso e solicitados exames de rotina que revelaram aumento do ácido úrico. Com base no caso clínico supracitado, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa que indica as opções para o manejo terapêutico inicial mais adequado do paciente em questão.
I – Pode-se iniciar o tratamento utilizando um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), como enalapril, associado a um bloqueador dos canais de cálcio, como o nifedipino.
II – Pode-se iniciar o tratamento associando um antagonista dos receptores de angiotensina 2, como a losartana, a um bloqueador dos receptores beta-adrenérgicos, como o propranolol.
III – Pode-se iniciar o tratamento utilizando um bloqueador dos canais de cálcio, como anlodipino, associado a um antagonista dos receptores de angiotensina 2, como a valsartana.
IV – Pode-se iniciar o tratamento com um diurético de alça, que bloqueia os simportadores de sódio, potássio e cloreto, como a hidroclorotiazida, associado a um IECA, como captopril.
(alternativa A) (CORRETA) I e III.
(alternativa B) I e IV.
(alternativa C) II e IV.
(alternativa D) II e III.

Paciente do sexo masculino, 57 anos, tabagista, obeso, hipertenso e diabético, é atendido no Pronto Socorro Municipal referindo dor precordial irradiada para o membro superior esquerdo iniciada há cerca de 40 minutos, acompanhada de epigastralgia, astenia, sensação de peso no peito e leve dispneia. Nega uso de álcool e entorpecentes. Os exames laboratoriais realizados horas após a admissão revelaram elevação de mioglobina e Troponina I. Como abordagem terapêutica inicial, foram administrados 300mg de Ácido Acetilsalicílico (AAS) e 300mg de Clopidogrel.
Em relação à situação clínica descrita, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I - Os dados do caso apontam para o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM). Nessa condição, a lesão endotelial pela rotura da placa de ateroma resulta em ativação plaquetária e liberação de mediadores trombogênicos, o que justifica como abordagem inicial a associação do AAS com o Clopidogrel.
II - Os fármacos não competem entre si, pois agem em sítios de ação distintos nas plaquetas. O AAS impede a síntese de Tromboxano A2 por inibição irreversível da enzima cicloxigenase 1, já o metabólito ativo do Clopidogrel irá se ligar de forma irreversível ao receptor plaquetário P2Y12, bloqueando a ligação do ADP ao receptor, promovendo uma antiagregação mais eficaz.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a asserção II é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição falsa, enquanto a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, entretanto a II não é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições falsas.

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