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Homem, 58 anos, hipertenso, tabagista e com histórico de obesidade, procura atendimento ambulatorial referindo dor e edema progressivo na perna direita há quatro dias. Relata que recentemente fez uma viagem longa de avião e que, desde então, sente um desconforto na panturrilha direita. Ao exame físico, apresenta edema unilateral em membro inferior direito, aumento da temperatura local e dor à palpação da panturrilha. Dois dias após a consulta inicial, retorna ao serviço com queixa de dispneia súbita, dor torácica pleurítica e episódios de tosse seca. Ao exame, encontra-se taquicárdico (FC 110 bpm), taquipneico (FR 26 irpm) e com saturação de oxigênio de 90% em ar ambiente. Não há relato de febre, sintomas gripais ou antecedentes cardíacos prévios.
Com base no quadro clínico, analise as alternativas abaixo e assinale a que explica corretamente o processo fisiopatológico da condição clínica do paciente, bem como os exames recomendados para a investigação do caso.
A ultrassonografia Doppler venosa.
A angiotomografia de tórax.
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O quadro clínico apresentado sugere um caso de trombose venosa profunda (TVP) na perna direita, especialmente considerando os fatores de risco do paciente, como hipertensão, tabagismo, obesidade e a recente viagem longa de avião. A dor e o edema na perna, seguidos por dispneia súbita e dor torácica, indicam a possibilidade de uma embolia pulmonar, que pode ocorrer quando um coágulo se desprende da veia e viaja para os pulmões. Agora, analisando as alternativas: 1. A ultrassonografia Doppler venosa: Este exame é indicado para confirmar a presença de trombose venosa profunda. Ele avalia o fluxo sanguíneo nas veias e pode detectar coágulos. 2. A angiotomografia de tórax: Este exame é utilizado para investigar a presença de embolia pulmonar, especialmente em pacientes que apresentam sintomas como dispneia súbita e dor torácica. Dado o quadro clínico do paciente, a investigação inicial deve focar na confirmação da trombose venosa profunda, que é a causa provável dos sintomas iniciais. Portanto, a ultrassonografia Doppler venosa é o exame recomendado para investigar a condição clínica do paciente. A resposta correta é: A ultrassonografia Doppler venosa.

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Uma paciente idosa, do sexo feminino, 72 anos, portadora de hipertensão arterial sistêmica, comparece ao ambulatório para avaliação de uma lesão ulcerativa crônica na perna direita. No exame físico, observam-se edema persistente, hiperpigmentação da pele (dermatite ocre) e uma úlcera parcialmente cicatrizada, com pequena área de tecido necrótico ainda aberta. A paciente refere sensação de peso e dor nas pernas, piora ao longo do dia e melhora com a elevação dos membros inferiores. Nos últimos anos, apresentou episódios recorrentes de edema e alterações cutâneas progressivas. Já realizou ecodoppler venoso, sem sinais de trombose.
Com base nessa condição clínica, qual mecanismo fisiopatológico explica o desenvolvimento da dermatite ocre e úlcera venosa na doença?
A hipertensão venosa promove a redução da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona, favorecendo a retenção de líquidos e o edema progressivo, o que gera ruptura do endotélio e formação da úlcera.
O aumento crônico da pressão venosa favorece o acúmulo de metabólitos inflamatórios no interstício, promovendo ativação de células imunes e a lise de fibrina, resultando em necrose tecidual e formação da úlcera.
A hipertensão venosa sustentada provoca extravasamento de hemácias e proteínas plasmáticas no interstício, desencadeando inflamação crônica, fibrose tecidual e comprometimento da microcirculação, levando à isquemia e formação da úlcera.
O fluxo venoso reduzido aumenta a viscosidade sanguínea e predispõe à formação de microtrombos nos capilares, que levam à isquemia localizada e morte celular, resultando em lesões ulcerativas.

Um paciente masculino, 58 anos, hipertenso e tabagista há 30 anos, procura atendimento ambulatorial devido a episódios de dor torácica precordial opressiva há dois meses. Relata que a dor surge ao caminhar rapidamente por cerca de 10 minutos e melhora ao repouso em aproximadamente cinco minutos. Há uma semana, percebeu que a dor iniciou com menor esforço e demorou mais para cessar. Nega febre ou sintomas respiratórios associados. O exame físico não revelou alterações significativas.
Com base no quadro clínico e nos dados apresentados, qual é o diagnóstico mais provável para o caso desse paciente?
A) Pericardite aguda – manifestada por dor torácica pleurítica que piora em decúbito dorsal, com melhora ao sentar-se e inclinar-se para frente, além de atrito pericárdico na ausculta cardíaca, podendo estar associada a quadros de infecção.
B) Infarto agudo do miocárdio com supra de ST (IAMCSST) – caracterizado por dor torácica intensa e prolongada, geralmente associada a sintomas vegetativos (náuseas, sudorese), sinais clínicos de instabilidade hemodinâmica e elevação do segmento ST ao eletrocardiograma.
C) Angina estável – caracterizada por dor precordial desencadeada por esforço físico e aliviada com repouso, com padrão estável por pelo menos seis meses, provocada por rotura de placa ateromatosa, levando a um suprimento coronariano insuficiente para a demanda cardíaca.
D) Angina instável – definida como dor torácica de início recente ou com piora progressiva, podendo ocorrer em repouso ou em esforços progressivamente menores, refletindo uma redução súbita do fluxo sanguíneo coronariano devido à desestabilização de uma placa aterosclerótica.

(AFYA IPATINGA) Homem, de 52 anos, diabético, apresenta queixa recorrente de hipoglicemia e foi atendido na UBS devido a alterações nos níveis pressóricos verificados em casa. O médico havia solicitado a monitorização residencial da pressão arterial, sendo confirmado o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, pois a média dos valores pressóricos foi de 170 x 100 mmHg. Conforme a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020), foi iniciado prontamente o tratamento medicamentoso e solicitados exames de rotina que revelaram aumento do ácido úrico. Com base no caso clínico supracitado, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa que indica as opções para o manejo terapêutico inicial mais adequado do paciente em questão.
I – Pode-se iniciar o tratamento utilizando um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), como enalapril, associado a um bloqueador dos canais de cálcio, como o nifedipino.
II – Pode-se iniciar o tratamento associando um antagonista dos receptores de angiotensina 2, como a losartana, a um bloqueador dos receptores beta-adrenérgicos, como o propranolol.
III – Pode-se iniciar o tratamento utilizando um bloqueador dos canais de cálcio, como anlodipino, associado a um antagonista dos receptores de angiotensina 2, como a valsartana.
IV – Pode-se iniciar o tratamento com um diurético de alça, que bloqueia os simportadores de sódio, potássio e cloreto, como a hidroclorotiazida, associado a um IECA, como captopril.
(alternativa A) (CORRETA) I e III.
(alternativa B) I e IV.
(alternativa C) II e IV.
(alternativa D) II e III.

Paciente do sexo masculino, 57 anos, tabagista, obeso, hipertenso e diabético, é atendido no Pronto Socorro Municipal referindo dor precordial irradiada para o membro superior esquerdo iniciada há cerca de 40 minutos, acompanhada de epigastralgia, astenia, sensação de peso no peito e leve dispneia. Nega uso de álcool e entorpecentes. Os exames laboratoriais realizados horas após a admissão revelaram elevação de mioglobina e Troponina I. Como abordagem terapêutica inicial, foram administrados 300mg de Ácido Acetilsalicílico (AAS) e 300mg de Clopidogrel.
Em relação à situação clínica descrita, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I - Os dados do caso apontam para o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM). Nessa condição, a lesão endotelial pela rotura da placa de ateroma resulta em ativação plaquetária e liberação de mediadores trombogênicos, o que justifica como abordagem inicial a associação do AAS com o Clopidogrel.
II - Os fármacos não competem entre si, pois agem em sítios de ação distintos nas plaquetas. O AAS impede a síntese de Tromboxano A2 por inibição irreversível da enzima cicloxigenase 1, já o metabólito ativo do Clopidogrel irá se ligar de forma irreversível ao receptor plaquetário P2Y12, bloqueando a ligação do ADP ao receptor, promovendo uma antiagregação mais eficaz.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a asserção II é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição falsa, enquanto a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, entretanto a II não é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições falsas.

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