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Todas as sentenças abaixo apresentam ambiguidades. Assinale a alternativa em que a ambiguidade não pode ser desfeita com a simples alteração na ordem das palavras.
As crianças comeram bolo e sorvete de chocolate.
X Acabaram de roubar o banco da entrada da universidade.
As crianças esconderam os brinquedos que encontraram no porão.
Ela saiu da loja de roupa.
Ele viu a moça com um binóculo.
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Matematicamente

ano passado

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ano passado

A alternativa em que a ambiguidade não pode ser desfeita com a simples alteração na ordem das palavras é: "X Acabaram de roubar o banco da entrada da universidade." Essa frase pode ser interpretada de diferentes maneiras, e a ambiguidade persiste mesmo com a alteração da ordem das palavras.

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A língua sem erros Nossa tradição escolar sempre desprezou a língua viva, falada no dia a dia, como se fosse toda errada, uma forma corrompida de falar “a língua de Camões”. Havia (e há) a crença forte de que é missão da escola “consertar” a língua dos alunos, principalmente dos que frequentam a escola pública. Com isso, abriu-se um abismo profundo entre a língua (e a cultura) própria dos alunos e a língua (e a cultura) própria da escola, uma instituição comprometida com os valores e as ideologias dominantes. Felizmente, nos últimos 20 e poucos anos, essa postura sofreu muitas críticas e cada vez mais se aceita que é preciso levar em conta o saber prévio dos estudantes, sua língua familiar e sua cultura característica, para, a partir daí, ampliar seu repertório linguístico e cultural.
De acordo com a leitura do texto, a língua ensinada na escola
deve ser banida do ensino contemporâneo, que procura basear-se na cultura e nas experiências de vida do aluno.
X precisa enriquecer o repertório do aluno, valorizando o seu conhecimento prévio e respeitando a sua cultura de origem.
ajuda a diminuir o abismo existente entre a cultura das classes consideradas hegemônicas e das populares.
tem como principal finalidade cercear as variações linguísticas que comprometem o bom uso da língua portuguesa.
torna-se, na contemporaneidade, o grande referencial de aprendizagem do aluno, que deve valorizá-la em detrimento de sua variação linguística de origem.

(FUMARC – 2016) Atente para o fragmento abaixo, excerto de obra de Irandé Antunes: “Não pode haver uma prática eficiente sem fundamentação num corpo de princípios teóricos sólidos e objetivos. Não tenho dúvida: se nossa prática de professores se afasta do ideal é porque nos falta, entre outras muitas condições, um aprofundamento teórico acerca de como funciona o fenômeno da linguagem humana. O conhecimento teórico disponível a muitos professores, em geral, se limita a noções e regras gramaticais apenas, como se tudo o que é uma língua em funcionamento coubesse dentro do que é uma gramática”. Considerando a citação acima e em consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a perspectiva metodológica a ser considerada no ensino gramatical deve se pautar nas concepções que se encontram na opção:
Deve o professor concentrar seu tempo e disposição ao ensino de uma gramática voltada para a metalinguagem, visto que é notória a relevância da nomenclatura e da classificação das unidades, isto é, de uma gramática dos “nomes” das unidades, das classes, e subclasses destas unidades (em detrimento das regras de seus usos). Já será uma grande conquista desenvolver nos alunos a capacidade de reconhecer as unidades e de nomeá-las corretamente.
O processo de mudança das línguas, tão fortemente presente no passado, é algo que já aconteceu e não acontece mais. Portanto, o professor deve fortalecer o valor da consulta a manuais e compêndios de gramática (impressos ou eletrônicos), que sempre trazem atualizados os usos dos falantes mais escolarizados e escritores da atualidade.
X Deve o professor perceber que há um conjunto de saberes linguísticos a serem ensinados a partir de um embasamento teórico. As teorias linguísticas do uso da prosódia, da morfossintaxe, da semântica, da pragmática, teorias do texto, concepções de leitura, de escrita, acerca do uso interativo e funcional das línguas é o que pode embasar um trabalho verdadeiramente eficaz do professor de português.
Deve o professor dedicar-se ao ensino da gramática que se mantém prestigiada porque retrata uma língua uniforme, fixada num conjunto de regras que, conforme constam nos manuais, devem manter-se a todo custo imutáveis (apesar de haver muitos usos em contrário).
Deve o professor considerar que ensinar conhecimentos linguísticos na escola básica pressupõe ensinar uma gramática predominantemente prescritiva, que sabe destacar o ‘certo’ e o ‘errado’, pois essa dicotomia de como se falar e escrever bem evidencia o que seja falar e escrever corretamente, não importando o que se diz ou as condições em que se diz. O prisma da correção da língua é o mais relevante, prevalecendo sobre outros aspectos linguísticos, textuais e discursivos.

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