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Considere o fragmento de texto a seguir:

Consideramos como eu lírico a voz que fala no poema, isto é, o eu discursivo que assume a voz poética. É muito importante não confundir o eu lírico com o autor do poema, pois ele é uma criação do autor e não a expressão de sua própria individualidade. Nesse sentido, é possível que um autor crie um eu lírico para expressar sentimentos inventados e não, necessariamente, vividos por ele.

Fonte: Texto elaborado pelo autor desta questão.

Considerando essas informações e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre a definição de eu lírico, assinale a alternativa correta:
A O eu lírico é uma entidade empírica criada pelo autor para expressar s
B A figuração do eu lírico é uma estratégia discursiva exclusiva do texto
C O eu lírico é uma invenção do autor para configurar uma voz poética
D O eu lírico é sempre um alter ego do autor, na medida em que expressa
E O autor e o eu-lírico podem ser considerados como duas fases da comparação.
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Vamos analisar as alternativas com base no fragmento de texto apresentado sobre o eu lírico. A) O eu lírico é uma entidade empírica criada pelo autor para expressar sentimentos. - Essa opção não é totalmente precisa, pois o eu lírico não é uma entidade empírica, mas sim uma construção poética. B) A figuração do eu lírico é uma estratégia discursiva exclusiva do texto. - Essa afirmação é um pouco vaga e não reflete a ideia de que o eu lírico pode ser uma criação que não necessariamente expressa a individualidade do autor. C) O eu lírico é uma invenção do autor para configurar uma voz poética. - Esta opção está correta, pois reflete a ideia de que o eu lírico é uma criação do autor, que pode expressar sentimentos inventados. D) O eu lírico é sempre um alter ego do autor, na medida em que expressa. - Essa afirmação é incorreta, pois o eu lírico não é sempre um alter ego do autor, como mencionado no texto. E) O autor e o eu lírico podem ser considerados como duas fases da comparação. - Essa opção não é clara e não se alinha com a definição apresentada. Portanto, a alternativa correta é: C) O eu lírico é uma invenção do autor para configurar uma voz poética.

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Considere o soneto a seguir: “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor?”. Após esta avaliação, caso queira ler integralmente a coletânea em que se encontra o poema: CAMÕES, L. V. Obras completas. São Paulo: Nova Aguilar, 1963. v. 2. p. 202.
Considerando a estrutura do soneto clássico camoniano, a temática apresentada no poema e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia, assinale a alternativa correta quanto à figura de linguagem mais recorrente na composição desse poema:
A Hipérbole, tendo em vista os exageros poéticos da composição.
B Metáfora, uma vez que o sentimento amoroso não é objetivo.
C Eufemismo, uma vez que há sutileza na expressão do sentimento.
D Antítese, tendo em vista as contradições da experiência amorosa.
E Ironia, uma vez que o eu-lírico ironiza o sentimento amoroso.

Examine o excerto textual:

[...] o narrador do romance [...] perde a distância, torna-se íntimo, ou porque se dirige diretamente ao leitor, ou porque nos aproxima
intimamente das personagens e dos fatos narrados. Essa proximidade pode nos dar a ilusão de que estamos diante de uma pessoa nos expondo diretamente seus pensamentos, quando, na verdade, tanto o NARRADOR como o leitor ao qual ele se dirige são seres ficcionais que se relacionam com os reais, através das convenções narrativas [...].

Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo. 4. ed. São Paulo: Ática, 1989. p. 11,12.

Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre reflexões sistemáticas pioneiras quanto à constituição do 'narrador', relacione corretamente os autores às suas respectivas intervenções:

1. Walter Benjamin
2. Henry James
3. Percy Lubbock
4. Wayne Booth

( ) Defende que o narrador do romance tem que parecer impessoal, não deve intervir, bem como não deve fazer digressões que desviem o foco da história.
( ) Um de seus objetos de estudo é a obra de Nikolai Leskov. Tal escolha decorre da percepção do crítico 'de que a arte de narrar está em vias de extinção'.
( ) Superando de vez o risco de se compreender autor como a pessoa do escritor, deve-se a esse crítico a expressão autor implícito, a qual até hoje permanece eficaz.
( ) Defende que a complexa questão do método, no fazer ficcional, é guiada pelo questão do ponto de vista, isto é, da relação estabelecida entre o narrador e a história.

Agora, selecione a sequência correta:
A 2-1-4-3
B 1-3-2-4
C 4-2-3-1
D 4-3-1-2
E 3-4-2-1

Considere o extrato de texto:

O texto do romance pode ainda conter referências a outro tempo - o tempo da instância narrativa, o tempo em que se situa e se processa a própria escrita do romance. Esse tempo, imediatamente vinculado com a voz do narrador e com a focalização da narrativa, pode manter relações muito importantes com o tempo da diegese e com o tempo do discurso.

Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 750.

Conforme o extrato textual e os conteúdos apresentados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a forma como se estabelecem as relações entre dois tempos internos em uma obra, Ducrot e Todorov tratam da quantidade proporcional de 'tempo da história' em uma unidade de 'tempo da escrita', enumerando cinco possibilidades. Sobre essa classificação, relacione corretamente os elementos às suas respectivas características:

1. Escamoteamento
2. Resumo
3. Estilo direto
4. Análise
5. Digressão

( ) Quando a unidade de tempo da escrita se alonga.
( ) Às vezes satisfaz uma vontade do escritor de demonstrar conhecimento sobre determinado assunto, sem função na narrativa.
( ) Quando não há correspondência, na escrita, a um período da história.
( ) Quando um longo período da história é condensado em poucas páginas.
( ) Quando uma unidade da escrita corresponde a uma unidade de tempo da história, como nos diálogos.

Agora, selecione a sequência correta:
A 5-1-4-3-2
B 2-3-5-4-1
C 1-2-3-5-4
D 3-4-2-1-5
E 4-5-1-2-3

Leia o fragmento de texto: “A diegese, como sucessão de eventos, comportando um ‘antes’, um ‘agora’ e um depois, é inconcebível fora do fluxo do tempo. O discurso narrativo, que institui o universo diegético, existe também, como sequência mais ou menos extensa de enunciados, no plano da temporalidade (aliás, como qualquer texto literário). Estes dois tempos, o tempo da diegese [...] e o tempo do discurso narrativo, e as suas inter-relações constituem um dos problemas mais importantes do romance [...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 745.
Partindo do fragmento textual e dos conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o “tempo” na narrativa, aponte a alternativa que apresenta corretamente o nome do filósofo cuja tese central é a da reciprocidade entre narratividade e temporalidade:
A Paul Ricoeur.
B Edward Forster.
C Edwin Muir.
D Jean Pouillon.
E Adam Abrahan Mendilow.

Em conformidade com a citação e com os conteúdos apresentados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre “os problemas temporais da ficção”, o teórico inglês Adam Abraham Mendilow aponta três características do tempo.
Analise as assertivas e indique aquela que menciona corretamente que características são essas:
A Passado, presente e futuro.
B Brevidade, distância e velocidade.
C Transitoriedade, sequência e irreversibilidade.
D Fugacidade, transcendência e perpetuidade.
E Perenidade, pausa e efemeridade.

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