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Questão 1/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Ler em voz alta Atente para o poema a seguir: “Sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela; Mas não servia ao pai, servia a ela, E a ela só por prêmio pretendia. Os dias, na esperança de um só dia, Passava, contentando-se com vê-la; Porém o pai, usando de cautela, Em lugar de Raquel lhe dava Lia. Vendo o triste pastor que com enganos Lhe fora assim negada a sua pastora, Como se a não tivera merecida; Começa de servir outros sete anos, Dizendo – Mais servira, se não fora Para tão longo amor tão curta a vida”. Após esta avaliação, caso queira ler integralmente a coletânea em que se encontra o poema, ela está disponível em: CAMÕES, L. V. Obras completas. São Paulo: Nova Aguilar, 1963. v. 2, p. 242 Considerando os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre a estrutura do soneto clássico, assinale a alternativa correta quanto ao esquema métrico e de rimas do poema citado: Nota: 10.0 A Versos de sete sílabas poéticas (heptassílabos), rimas AABB nos quartetos e rimas CDE nos tercetos. B Versos de dez sílabas poéticas (decassílabos), rimas ABBA nos quartetos e rimas CDE nos tercetos. Você assinalou essa alternativa (B) Você acertou! Em se tratando de um soneto de forma clássica, Camões obedece ao esquema tradicional de versos decassílabos e rimas ABBA nos quartetos e CDE nos tercetos (livro-base, p. 26). C Versos de cinco sílabas poéticas (pentassílabos), rimas ABBA nos quartetos e rimas CDC nos tercetos. D Versos de doze sílabas poéticas (alexandrinos), rimas AABB nos quartetos e rimas CDE nos tercetos. E Versos de dez sílabas poéticas (decassílabos), rimas CDCD nos quartetos e rimas CDE nos tercetos. Questão 2/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Ler em voz alta Considere o soneto a seguir: “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor?”. Após esta avaliação, caso queira ler integralmente a coletânea em que se encontra o poema: CAMÕES, L. V. Obras completas. São Paulo: Nova Aguilar, 1963. v. 2. p. 202. Considerando a estrutura do soneto clássico camoniano, a temática apresentada no poema e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia, assinale a alternativa correta quanto à figura de linguagem mais recorrente na composição desse poema: Nota: 10.0 A Hipérbole, tendo em vista os exageros poéticos da composição. B Metáfora, uma vez que o sentimento amoroso não é objetivo. C Eufemismo, uma vez que há sutileza na expressão do sentimento. D Antítese, tendo em vista as contradições da experiência amorosa. Você assinalou essa alternativa (D) Você acertou! Letra d, pois todo o soneto é construído pelas oposições que o eu-lírico percebe no sentimento amoroso. “Ao tematizar o sentimento amoroso, Camões investe nas antíteses, ou seja, na contradição própria da experiência do amor” (livro-base, p. 31). E Ironia, uma vez que o eu-lírico ironiza o sentimento amoroso. Questão 3/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Ler em voz alta Examine o trecho de texto: “ANTI-HERÓI – Designa o protagonista de romance que apresenta características opostas às do herói do teatro clássico ou da poesia épica. Seu aparecimento resultou da progressiva desmistificação do herói [...]: com o despontar do romance, no século XVIII, os representantes de todas as classes sociais entraram a substituir os seres de eleição, semidivinos, que antes povoavam as tragédias e epopeias”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 29. Tendo por referência o trecho de texto e os conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a caracterização do anti-herói, examine as sentenças que seguem e marque a alternativa que corretamente aponta um exemplo dessa figura no Romantismo brasileiro: Nota: 10.0 A A personagem indígena Peri, em O guarani, de José de Alencar. B Augusto, o protagonista de A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo. C Manecão, cuja noiva é “roubada” por Cirino em Inocência, de Alfredo de Taunay. D Leôncio, o grande vilão em A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães. E Leonardo, em Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida. Você assinalou essa alternativa (E) Você acertou! Comentário: Está correta a alternativa (e), pois: “Carlos Reis e Ana Cristina M. Lopes ensinam que a posição do ‘anti-herói na estrutura narrativa é, do ponto de vista funcional, idêntica à que é própria do herói: [...] cumpre um papel de protagonista e polariza em torno das suas ações as restantes personagens, os espaços em que se move e o tempo em que vive’ [...]. No mesmo estudo, destaca-se ainda o fato de que essa figura é mais frequente na literatura pós-romântica, ainda que a encontremos em obras anteriores, como é o caso de Dom Quixote, protagonista da narrativa que está na proto-história do romance moderno. Na literatura brasileira, Leonardo, o protagonista de Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, de 1853, já é caracterizado como anti-herói [...]” (livro-base, p. 83). Nas alternativas (a), (b) e (c), temos três exemplos de heróis românticos. Finalmente, na alternativa (d), encontramos um exemplo de antagonista, que é o opositor do herói – e não o anti-herói. Questão 4/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Ler em voz alta Examine o excerto textual: “[...] o narrador do romance [...] perde a distância, torna-se íntimo, ou porque se dirige diretamente ao leitor, ou porque nos aproxima intimamente das personagens e dos fatos narrados. Essa proximidade pode nos dar a ilusão de que estamos diante de uma pessoa nos expondo diretamente seus pensamentos, quando, na verdade, tanto o NARRADOR como o leitor ao qual ele se dirige são seres ficcionais que se relacionam com os reais, através das convenções narrativas [...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo. 4. ed. São Paulo: Ática, 1989. p. 11,12. Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre reflexões sistemáticas pioneiras quanto à constituição do “narrador”, relacione corretamente os autores às suas respectivas intervenções: 1. Walter Benjamin 2. Henry James 3. Percy Lubbock 4. Wayne Booth ( ) Defende que o narrador do romance tem que parecer impessoal, não deve intervir, bem como não deve fazer digressões que desviem o foco da história. ( ) Um de seus objetos de estudo é a obra de Nikolai Leskov. Tal escolha decorre da percepção do crítico “de que a arte de narrar está em vias de extinção”. ( ) Superando de vez o risco de se compreender autor como a pessoa do escritor, deve-se a esse crítico a expressão autor implícito, a qual até hoje permanece eficaz. ( ) Defende que a complexa questão do método, no fazer ficcional, é guiada pelo questão do ponto de vista, isto é, da relação estabelecida entre o narrador e a história. Agora, selecione a sequência correta: Nota: 10.0 A 2 – 1 – 4 – 3 Você assinalou essa alternativa (A) Você acertou! Comentário: A alternativa correta é a letra (a), pois a sequência correta é 2 – 1 – 4 – 3. 2. “Na opinião de James, o narrador do romance deve parecer impessoal, sem interferências e sem digressões que desviem a atenção da história” (livro-base, p. 112). 1. “Um dos textos mais citados a respeito do assunto[...] é o ensaio intitulado justamente ‘O narrador’, de Walter Benjamin [...]. A motivação do ensaísta para abordar esse autor [Nikolai Leskov] decorre da percepção ‘de que a arte de narrar está em vias de extinção’, arte da qual Leskov é um remanescente, na avaliação de Benjamin [...]” (p. 108,109). 4. “A complementaridade está em expressão cunhada por Booth, autor implícito, que supera definitivamente o risco de se entender autor como a pessoa do escritor, expressão que não perdeu sua eficácia ainda hoje” (p. 116). Por fim, 3. Percy Lubbock “Depois de fazer o percurso analítico, centrando-se em obras específicas e eventualmente evocando outros autores para comparação, sempre atento aos procedimentos do narrador, o primeiro parágrafo do capítulo final não poderia ser mais claro quanto à importância deste: ‘Tenho para mim que toda a intrincada questão do método, no ofício da ficção, é governada pelo problema do ponto de vista – o problema da relação que se estabelece entre o narrador e a história [...]” (p. 115). B 1 – 3 – 2 – 4 C 4 – 2 – 3 – 1 D 4 – 3 – 1 – 2 E 3 – 4 – 2 – 1 Questão 5/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Ler em voz alta Considere o fragmento de texto a seguir: Consideramos como eu lírico a voz que fala no poema, isto é, o eu discursivo que assume a voz poética. É muito importante não confundir o eu lírico com o autor do poema, pois ele é uma criação do autor e não a expressão de sua própria individualidade. Nesse sentido, é possível que um autor crie um eu lírico para expressar sentimentos inventados e não, necessariamente, vividos por ele. Fonte: Texto elaborado pelo autor desta questão. Considerando essas informações e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia sobre a definição de eu lírico, assinale a alternativa correta: Nota: 10.0 A O eu lírico é uma entidade empírica criada pelo autor para expressar sentimentos experimentados na realidade. B A figuração do eu lírico é uma estratégia discursiva exclusiva do texto narrativo em prosa. C O eu lírico é uma invenção do autor para configurar uma voz poética autônoma no poema. Você assinalou essa alternativa (C) Você acertou! O eu lírico é a voz que fala no poema e não deve ser confundido com o autor do poema, que é uma pessoa real, existente na realidade. É importante compreender o eu-lírico como uma instância textual (livro-base, p. 52). D O eu lírico é sempre um alter ego do autor, na medida em que expressa seus sentimentos. E O autor e o eu-lírico podem ser considerados como duas fases da composição poética, que, muitas vezes, confundem-se. Questão 6/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Ler em voz alta Considere o extrato de texto: “O texto do romance pode ainda conter referências a outro tempo – o tempo da instância narrativa, o tempo em que se situa e se processa a própria escrita do romance. Esse tempo, imediatamente vinculado com a voz do narrador e com a focalização da narrativa, pode manter relações muito importantes com o tempo da diegese e com o tempo do discurso”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 750. Conforme o extrato textual e os conteúdos apresentados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre a forma como se estabelecem as relações entre dois tempos internos em uma obra, Ducrot e Todorov tratam da quantidade proporcional de “tempo da história” em uma unidade de “tempo da escrita”, enumerando cinco possibilidades. Sobre essa classificação, relacione corretamente os elementos às suas respectivas características: 1. Escamoteamento 2. Resumo 3. Estilo direto 4. Análise 5. Digressão ( ) Quando a unidade de tempo da escrita se alonga. ( ) Às vezes satisfaz uma vontade do escritor de demonstrar conhecimento sobre determinado assunto, sem função na narrativa. ( ) Quando não há correspondência, na escrita, a um período da história. ( ) Quando um longo período da história é condensado em poucas páginas. ( ) Quando uma unidade da escrita corresponde a uma unidade de tempo da história, como nos diálogos. Agora, selecione a sequência correta: Nota: 10.0 A 5 – 1 – 4 – 3 – 2 B 2 – 3 – 5 – 4 – 1 C 1 – 2 – 3 – 5 – 4 D 3 – 4 – 2 – 1 – 5 E 4 – 5 – 1 – 2 – 3 Você assinalou essa alternativa (E) Você acertou! Comentário: A alternativa (e) está certa, pois a sequência 4 – 5 – 1 – 2 – 3 está correta, ou seja: “O passo seguinte no texto de Ducrot e Todorov é o exame da forma como se estabelecem as relações entre dois tempos internos: o tempo da história e o tempo da escrita. A primeira relação diz respeito à direção das duas temporalidades [...]. A segunda relação refere-se à distância entre os dois tempos [...]. A terceira relação tem em vista a quantidade proporcional de tempo da história em uma unidade de tempo da escrita. São enumeradas cinco possibilidades: [1] quando não há correspondência, na escrita, a um período da história, trata-se do escamoteamento. [2] Quando um longo período da história aparece em poucas páginas, a denominação é evidente: resumo. [3] Quando uma unidade de tempo da escrita corresponde a uma unidade de tempo na história, como nos diálogos, trata-se do estilo direto. [...]. A seguinte é bastante evidente: [4] quando a unidade de tempo da escrita se alonga mais, comporta a análise. Finalmente, a última [...] trata-se da [5] digressão. Pode ocupar menos de uma linha ou até páginas, pode ser uma descrição ou uma reflexão de caráter filosófico. Quanto à sua eficácia, depende sempre da situação e também da percepção do leitor. Pode servir como pista para aclarar uma situação ou o caráter de uma personagem, assim como pode provocar o desinteresse do leitor. Às vezes satisfaz uma vontade do escritor de demonstrar conhecimento sobre determinado assunto, sem função na narrativa” (livro-base, p. 183-185). Questão 7/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Ler em voz alta Leia o fragmento de texto: “A diegese, como sucessão de eventos, comportando um ‘antes’, um ‘agora’ e um depois, é inconcebível fora do fluxo do tempo. O discurso narrativo, que institui o universo diegético, existe também, como sequência mais ou menos extensa de enunciados, no plano da temporalidade (aliás, como qualquer texto literário). Estes dois tempos, o tempo da diegese [...] e o tempo do discurso narrativo, e as suas inter-relações constituem um dos problemas mais importantes do romance [...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina, 1999. p. 745. Partindo do fragmento textual e dos conteúdos abordados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o “tempo” na narrativa, aponte a alternativa que apresenta corretamente o nome do filósofo cuja tese central é a da reciprocidade entre narratividade e temporalidade: Nota: 10.0 A Paul Ricoeur. Você assinalou essa alternativa (A) Você acertou! Comentário: A alternativa correta é a letra (a), pois: “O filósofo francês Paul Ricoeur dedicou-se à reflexão sobre o tempo na narrativa, estendendo-se em alentados três volumes, sob o título Tempo e narrativa, cuja publicação data de 1983-1985, com tradução brasileira de 1994-1997. Sua tese central é a da reciprocidade entre narratividade e temporalidade, quer se trate da narrativa histórica, quer se trate da narrativa de ficção” (livro-base, p. 164,165). B Edward Forster. C Edwin Muir. D Jean Pouillon. E Adam Abrahan Mendilow. Questão 8/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Ler em voz alta Leia o fragmento poético a seguir: “As estrelas em seus halos Brilham com brilhos sinistros... [...] Cítolas, cítaras, sistros, Soam suaves, sonolentos, Sonolentos e suaves, Em suaves, Suaves, lentos, lamentos De acentos Graves, Suaves...[...]”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CASTRO, Eugênio de. Um sonho. In: MOISÉS, Massaud. A Literatura Portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1997. p. 345. Considerando a leitura dos versos citados e os conteúdos do livro-base Análise de textos literários: poesia, é possível perceber a repetição de um determinado som em todos os versos destacados. Essa repetição contribui para a consolidação do ritmo do poema. Assinale a figura de sonoridade responsável pela criação desse efeito rítmico no poema: Nota: 10.0 A Assonância, a repetição de uma mesma vogal para a consolidação de um determinado ritmo. B Aliteração, a repetição de consoantes com o mesmo som para a consolidação de um determinado som. Você assinalou essa alternativa (B) Você acertou! Letra b, pois, no fragmento citado, o som representado pelo fonema /s/ se repete mais de uma vez em todos os versos, como por exemplo: “Cítolas, cítaras, sistros”. “Aliteração é o processo de repetir a mesma consoante ao longo de um verso, de uma estrofe ou do poema todo” (livro-base, p. 116). Há outros exemplos de aliteração no livro-base (p. 116-120). C Onomatopeia, um som não articulado pela linguagem é figurado verbalmente para reforçar o ritmo. D Sinestesia, combinação de efeitos sensoriais no poema para a consolidação do ritmo. E Refrão, repetição do mesmo verso em todas as estrofes do poema para facilitar a memorização. Questão 9/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Ler em voz alta Atente para a citação: “A importância assumida pelo tempo nas obras modernas mais significativas nem por isso facilita a missão do crítico, pois que a palavra tempo reveste significações diferentes consoante os quadros de referência que lhe damos”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: BOURNEUF, Roland; OUELLET, Réal. O universo do romance. Trad. de José Carlos Seabra Pereira. Coimbra: Almedina, 1976. p. 170. Em conformidade com a citação e com os conteúdos apresentados no livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre “os problemas temporais da ficção”, o teórico inglês Adam Abraham Mendilow aponta três características do tempo. Analise as assertivas e indique aquela que menciona corretamente que características são essas: Nota: 10.0 A Passado, presente e futuro. B Brevidade, distância e velocidade. C Transitoriedade, sequência e irreversibilidade. Você assinalou essa alternativa (C) Você acertou! Comentário: A alternativa (c) está certa, pois: Mendilow, “no capítulo intitulado ‘Os problemas temporais da ficção’, um trecho enfeixa os ditos problemas: ‘A linguagem, então, é um meio formado de unidades consecutivas que constituem uma forma de expressão linear, a qual progride, sujeita às três características do tempo – transitoriedade, sequência e irreversibilidade. Como pode o romancista trabalhando em tal meio veicular uma impressão de simultaneidade, de movimento para a frente e para trás, de imobilidade? Como pode comunicar imediação, e o senso do fluir da vida, e a duração em todos os seus modos? [...]” (livro-base, p. 170). D Fugacidade, transcendência e perpetuidade. E Perenidade, pausa e efemeridade. Questão 10/10 - Análise de Textos Literários: Prosa e Poesia Ler em voz alta Considere a citação: “[...] os teorizadores do novo romance acentuam a complementaridade tempo/espaço, resolvida no interior da narrativa a partir do ato da leitura, independentemente desse exterior assim neutralizado – neutralização que de certo modo traduz a negação de uma racionalidade reclamada sobretudo pela literatura realista”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: REIS, Carlos; LOPES, Ana Cristina M. Dicionário de narratologia. Coimbra: Livraria Almedina, 1990. p. 134. Tendo em conta a citação e os conteúdos do livro-base A prosa ficcional: teoria e análise de textos, sobre o conceito de “cronotopo” artístico-literário, sabe-se que ele se refere à interligação das relações temporais e espaciais. Sendo assim, verifique as seguintes opções e marque a alternativa que aponta corretamente o teórico que formulou tal conceito: Nota: 10.0 A Gaston Bachelard, em A poética do espaço. B Mikhail Bakhtin, no texto “Formas de tempo e de cronotopo no romance”, reunido em Questões de literatura e de estética: a teoria do romance. Você assinalou essa alternativa (B) Você acertou! Comentário: A alternativa (b) está correta, pois: “Mikhail Bakhtin, no texto ‘Formas de tempo e de cronotopo no romance’, produzido em 1937-1938 e publicado como um capítulo do volume Questões de literatura e de estética: a teoria do romance, [...] propõe chamar cronotopo ‘à interligação fundamental das relações temporais e espaciais, artisticamente assimiladas na literatura [...]; nele é importante a expressão da indissolubilidade de espaço e de tempo (tempo como a quarta dimensão do espaço)’ [...]” (livro-base, p. 193). C Michel Butor, no ensaio “O espaço no romance”, que integra o livro Repertório. D Antonio Dimas, em Espaço e romance. E Luis Alberto Brandão, em Teorias do espaço literário.