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Um homem de 58 anos é admitido no pronto atendimento com quadro de sonolência progressiva, dispneia e sangramentos espontâneos em gengivas e pele. Relata febre nas últimas 48 horas e perda de peso de 6 kg no último mês. Ao exame, apresenta-se pálido, com estertores em bases pulmonares, petéquias difusas e baço palpável a 3 cm do RCE. O hemograma evidencia leucócitos: 110.000/mm³, hemoglobina: 7,4 g/dL, plaquetas: 18.000/mm³, e presença de 75% de blastos. Considerando a principal hipótese diagnóstica, que complicação aguda a seguir justifica a necessidade de intervenção imediata?
A) Trombocitopenia refratária, com necessidade de esplenectomia de urgência.
B) Síndrome de lise tumoral espontânea, com risco iminente de arritmia por hipercalemia.
C) Leucoestase, com risco de hipoxemia e eventos neurológicos isquêmicos.
D) Coagulação intravascular disseminada, com risco de sangramento grave e consumo de fatores.
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Praticando Para Aprender

há 9 meses

Respostas

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há 9 meses

Vamos analisar as opções com base no quadro clínico apresentado: O paciente apresenta sonolência progressiva, dispneia, sangramentos espontâneos, febre, perda de peso, e um hemograma que mostra leucocitose significativa com 75% de blastos, o que sugere uma leucemia aguda, possivelmente leucemia mieloide aguda (LMA) ou leucemia linfoblástica aguda (LLA). Agora, vamos às alternativas: A) Trombocitopenia refratária, com necessidade de esplenectomia de urgência. - Embora a trombocitopenia seja um problema, a esplenectomia não é uma intervenção imediata necessária neste contexto. B) Síndrome de lise tumoral espontânea, com risco iminente de arritmia por hipercalemia. - A síndrome de lise tumoral é uma complicação que pode ocorrer, mas não é a mais imediata a ser considerada neste caso. C) Leucoestase, com risco de hipoxemia e eventos neurológicos isquêmicos. - A leucoestase é uma complicação que pode ocorrer em casos de leucemia aguda com alta contagem de leucócitos, levando a hipoxemia e eventos neurológicos. Isso é uma preocupação imediata. D) Coagulação intravascular disseminada, com risco de sangramento grave e consumo de fatores. - Embora a CID possa ser uma complicação em pacientes com leucemia, o quadro clínico apresentado não sugere que seja a complicação mais imediata a ser tratada. Diante da análise, a complicação aguda que justifica a necessidade de intervenção imediata, considerando o quadro de leucocitose e os riscos associados, é: C) Leucoestase, com risco de hipoxemia e eventos neurológicos isquêmicos.

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